As investigações feitas no dia anterior com o que eles tinham obtido de Isaak não serviram de nada pois este dera informações que não eram compatíveis, o presidente não saíra da base do FBI em Washington. Isaak permanecia preso em um carrinho de mão e por uma camisa de força, sua cela era uma sala vazia cuja única proteção era um vidro aprova de balas. Ele esperava atenciosamente pelo presidente, enquanto isso, ele estava lendo todo o histórico de Isaak.

Isaak Sawyer era filho de Ana Marie, uma jovem fazendeira dona de casa esposa de Jones Sawyer, era uma família tipicamente católica e sem problemas psiquiátricos. Iam todas os domingos para a igreja rezar um “Pai nosso”, a mãe sempre quando ficava mais 5 minutos na igreja fazendo uma oração especial, algo que ela fazia muito quando se arrependia de algo mas no domingo de 20 de junho estavam em prosperidade com os negócios da família e não houvera perdas drásticas em nada, por algum motivo ela ficava rezando mais 5 minutos quando a missa acabava. O pequeno Isaak saia com seu pai para caçar crocodilos perto de Luiz Iana, tanto que eram conhecidos popularmente entre os caçadores como big Croc e little Croc; Jones Sawyer fez alistamento no serviço militar para participar da guerra do Vietnã, onde morreu com 5 tiros no peito tentando salvar seu companheiro que sobreviveu, era o cara que carregava uma bandeira americana e nas costas de Sawyer ele tentava levanta-la e gritava: “América! América!”.

O presidente então se recordava de muitas histórias do Vietnã e de seus soldados que morreram em campo, ele se lembrava que também tinha servido na guerra, mas que por algum motivo se lembrara muito pouco dela pois uma mina explodiu bem na sua frente deixando-o desacordado, quando acordou estava na base médica dos Estados Unidos e não sabia como havia parado ali, toda sua equipe estava morta apenas sobrou dela a bandeira que andava com ele. O presidente logo pensou na possibilidade de ser vingança de Isaak sobre o seu pai morto e por não receberem uma indenização do governo pela sua condição, mas era um motivo tão fraco e sem fundamento para justificar um sequestro deveria haver mais alguma coisa no meio.

Ele (o presidente) saiu do observatório e foi para frente da cela de Isaak que ao ver seu rosto ele estava mais agitado e mais energético.

– Como vai senhor presidente? Dormiu bem ontem? – perguntou Isaak num ar de brincadeira.

– Com minha filha fora de casa não consigo nem piscar – respondeu o presidente e fazendo sinal para Joe que estava de guarda, uma cadeira para se sentar e conversar com Isaak – Que presente você se referia na sua mensagem que a minha filha ganhou aos 2 anos que era para crianças maiores?

– Ah então quer dizer que você não se lembra que foi no aniversário de 2 anos de sua filha que você foi eleito presidente? – disse Isaak se inclinado um pouco para que sua cabeça chegasse mais perto do vidro de sua cela.

O presidente ficou pensativo, depois disse:

– Então quer dizer que ela ganhou de presente minha eleição? O que isso tem haver com Amie? Isso foi um beneficio para mim.

– Claro que sim, mas uma maldição para ela. Tornando-se filha do presidente aos 2 anos o mundo ficou pequeno para ela, ou seja, escola diferente, vida diferente, cerco de seguranças, ameaças de sequestro, amigos falsos e um pai ausente. Acha que isso não é uma maldição meu caro senhor presidente?

– Olhando por esse lado...

– Claro que sim. Ainda mais que o pai dela serviu na guerra do Vietnã e sobreviveu misteriosamente, anos mais tarde assumira a presidência dos Estados Unidos. Essa é a maldição que qualquer presidente que governe esta nação deverá suportar, a culpa por ter perdido soldados jovens, o futuro da nação. – disse Isaak com o olhar desafiador.

O presidente olhou para Isaak com olhar de perspicácia e ousadia, ele tinha uma resposta na ponta da língua.

– Entendo seu ódio Isaak – disse o Presidente — você está certo em botar a culpa de sua perda em mim, é um mal que terei que carregar durante todos os meus anos de presidente, mas peço desculpas pela sua perda e se o problema for dinheiro que você obviamente quer, então eu lhe darei.

– É mesmo? – disse Isaak se ajeitando em seu carrinho de mão – eu exijo metade do dinheiro americano.

O presidente olhou com espanto para Isaak e disse:

– Como? Você quer metade de todo o dinheiro dos Estados Unidos? – disse o Presidente espantado.

– O meu problema não é dinheiro Sr. Presidente, meu problema é com o SENHOR. E até que o Senhor me fale tudo o que eu quero ouvir, não terá sua filha de volta.

O Presidente se acalmou e então respirou fundo e disse:

– Pois bem, pergunte então

– Já matou alguém Sr. Presidente?

– Não...

– Está mentindo – disse Isaak sorrindo por debaixo de sua focinheira e arregalando bem os olhos para que se encontrassem com o do presidente.

– Está bem... eu matei, foi assim que facilitou minha eleição, está feliz agora?

– Nossa... – disse Isaak rindo e se contorcendo de tanto rir – Vamos celebrar! Joe traga o vinho, vamos brindar ao nosso Presidente Assassino!

– Mas só foi uma vida! – disse o Presidente gaguejando e se irritando.

– Vendeu drogas na frente de colégios Sr? – perguntou Isaak.

– Como? – disse o Presidente não engolindo aquilo.

– Não se preocupe, Joe não falará nada. Acho melhor ele se retirar.

O Presidente olhou para Joe, percebeu de que esquecera que seu guarda costas estava junto com eles, ele pediu para que Joe se retirasse. Joe então saiu daquele corredor.

– Não entendi sua pergunta... – disse o Presidente.

– Você entendeu sim – disse Isaak abrindo bem seus olhos – como você sustentava suas propagandas enganosas na TV? Como pagava os inúmeros agentes de Market e propaganda para fazer slogans ridículos que eram ao seu favor?

– Talvez... – disse o Presidente sempre pensando em sua filha – agora me dê a merda da pista porra!

– está bem, ela esta no museu de historia natural de Washington, aquele que tem um faraó que foi recém-descoberto e trazido para cá, vá lá e resolva a minha charada que a pista será toda sua – disse Isaak relaxando em seu carrinho de mão.

O Presidente se levantou de sua cadeira e desesperado ligou para o diretor do FBI, ele deu as instruções do local e pediu que o isolassem. Em seguida ele cruzou a grade que levava para a câmara onde os funcionários responsáveis por dar comida e roupas aos prisioneiros daquele setor ficavam, lá estava Joe sentado em uma cadeira e fitando o presidente que estava ofegando, em uma única troca de olhares entre os olhos constrangidos do presidente o os durões do Joe ele levantou e os dois seguiram para o estacionamento onde uma viatura da policia os aguardava com o Carl lá dentro portando uma semiautomática. O Presidente deu as instruções do local e em seguida o policial que estava dirigindo transmitiu as mesmas instruções para os outros policiais.

– Joe... – disse o Presidente não sabendo o que dizer ao seu fiel guarda costas.

– Senhor, eu não escutei o que ele disse – disse Joe sério.

Demorou um pouco para que eles chegassem ao museu de historia natural que Isaak havia falado. O Presidente saiu do carro quase correndo e procurando a múmia do faraó. Joe foi correndo junto a ele que foram guiados pelos agentes do FBI que haviam chegado lá primeiro, eles os guiaram rapidamente à um grande salão com algumas peças egípcias pequenas colocadas em caixas de vidro e lá no meio do salão estava a múmia do Faraó com o sarcófago aberto e uns 4 ou cinco agentes envolta de uma caixinha pequena.

O Presidente se abaixou para analisar a caixa, quando viu que havia um detonador com um pequeno teclado militar usado para minicomputadores de campo para decodificar mensagens inimigas a determinadas frequências de rádio, ele mandava a mensagem para um satélite que traduzia a mensagem e enviava em questão de milésimos de segundos para os computadores das bases militares dos Estados Unidos. Havia uma pequena telinha atrás da caixa cheia de fios cinzas feitos para dificultar a vida de desarmadores de bombas, o detonador estava programado para mandar ondas de radio até outro detonador que estaria com qualquer coisa (uma bomba talvez); contagem regressiva de 5 minutos.

“Qual será a senha para desativar o detonador” era o que todos naquela sala se perguntavam.

O Presidente botou em pratica seus anos de treinamento militar para tentar desativar o detonador que contava rapidamente. Ele pensou em inúmeras possibilidades de senhas comuns, mas como se tratava de uma bomba feita por Isaak então deveria se ter muita cautela, ele se lembrou da partida de Xadrez que teve com ele no dia anterior nesse momento pensou na possibilidade se os movimentos de seu oponente na partida ou os seus próprios movimentos seriam a senha de 7 dígitos que ansiava para ser resolvida em 4 minutos e 30 segundos. Ele tentou se lembrar de seus primeiros movimentos em partida e foram com peões na casa D então poderia ser: D3-D5-D7, seus outros peões foram movidos para a casa C, ou seja: D3-D5-D7-C2-C4-C6-C8, mas também podia ser se fosse contando com os movimentos de seu oponente: F2-F4-F1-H2-F3, mas ai estariam apenas 5 dígitos. Ele arriscou a ordem de movimentos de seu oponente, clicou Enter e de repente uma gravação foi antecedida por um barulho de reprovação do computador e a gravação era a voz de Isaak.

– HAHAHA, tentando resolver este enigma estonteante e curioso que eu fiz, saiba que se você errar nessa segunda tentativa algum lugar irá explodir no interior de Washington, pois é, quem sabe não pode ser uma delegacia ou um hospital? Ou uma casa branca ou um banco? Tantas duvidas e curiosidades---- eu irei lhe revelar a localização de cada detonador a medida que nossas conversas forem bem sucedidas, cada uma dessas caixas de fios cinzas foi feita para revelar a pista da localização de sua filha, mas se errar mais sangue inocente será derramado pelas suas mãos. Boa sorte Senhor Presidente!-

Ele então olhou ao seu redor e viu a cara de todos os agentes aterrorizados e olhando para ele, menos Joe e Carl que confiavam em seu Senhor. Ele então digitou na sequencia as suas jogadas na partida de xadrez com o seu terrorista, então um barulho de aprovação foi emitido pela maquina que logo na tela apareceu uma carinha feliz e dizendo “Você passou de nível” em seguida apareceu um enorme E no centro da tela. Eles todos olharam para a tela e então ela se desligou automaticamente e sendo sucedida por uma auto-explosão do aparelho, o Presidente teve alguns arranhões no rosto, mas quem mais se feriu foi Joe que o arremessou para trás, ferrando seu braço e metade de sua costa.

– O Senhor esta bem? – perguntou Joe sentindo todas as dores da explosão nas suas costas.

– Obrigado Joe – disse o Presidente recuperando o folego.

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