Into Your Arms

33 Capítulo 32


Notas iniciais
Capítulo inteiramente Lisdrew (!!!) e com duas músicas, porém é opção de vocês escutarem o não. Espero que gostem ♥ p.s.: para quem for ouvir as músicas, não esqueçam de abrir em outra aba.

[ouçam: Enchanted — Taylor Swift]

Atravessei o amontoado de pessoas, me espremendo entre os corpos. Foi uma batalha até eu sair do ginásio, ofegante. Inspirei pesadamente, sentindo o cheiro de orvalho e frescor. Gotas finas de água começaram a cair do céu, molhando meu rosto e meus braços. Meus olhos procuraram impacientes e a longos metros de distância, percebi uma silhueta andando apressada na escuridão. Segurei a barra do vestido com as mãos e sem hesitar, o segui, correndo. Minhas pernas já estavam fracas e arranquei os sapatos dos pés, tocando na grama que se tornava úmida pela chuva.

– Andrew!

Ele continuou andando. Aumentei a velocidade de meus passos, porém ele era rápido demais.

– Andrew, espere!

O sangue ferveu em minhas veias quando ele me ignorou novamente e travei meus pés no chão. Percebi alguns olhares vindos em minha direção no momento em que minha voz ecoou pelo jardim.

– Andrew! – gritei furiosa. – Pare! Agora!

E ele parou. Assim que minhas palavras saíram de minha garganta, Andrew cessou seus passos subitamente. Eu me aproximei, caminhando até embaixo de uma Figueira Branca, onde ele se encontrava.

– Eu só quero falar com você. – sussurrei.

Andrew se virou em minha direção. Olhares perdidos e vazios sumiram quando vi seu rosto. Era como estar em casa novamente. A chuva havia aumentado e seus cabelos molhados caiam na frente de seus olhos verdes e alguns pingos escorriam, enquanto a luz da lua criava sombras que escureciam as maçãs de seu rosto. O terno que ele vestia estava encharcado e suas mãos estavam dentro de seus bolsos, porém vê-lo vestido daquele jeito fazia meu corpo estremecer por baixo do vestido também molhado. Ele me observou em silêncio com os olhos brilhantes, quase predatórios.

– Diga. – meu corpo se contraiu com a aspereza de sua voz e tentei ignorar a onda de nervosismo que pulsava por todo meu corpo.

Encara-lo me deixava confusa. Fechei os olhos por alguns instantes e então os abri, enxergando apenas Andrew. Só havia ele.

– Eu... Eu te amo. – falei simplesmente. Algo dentro de Andrew pareceu se desmanchar e ele deu alguns passos em minha direção. Seus olhos me acariciaram com um calor silencioso – Não me importo com o que você é, nem com o que fez. Eu senti sua falta desde o momento em que você se foi e a verdade é que não há motivo, razão ou entrelinha pra te amar. Há apenas amor, simples e inteiro. Assim como eu sou tua. Simples e inteiramente.

Minha voz soou alta em meio à chuva que agora caia em pancadas fortes entre a árvore. Um sorriso genuíno esboçava o rosto de Andrew quando ele atravessou o espaço que nos mantinha separados e seus olhos me deram a impressão de estarem marejados. Ele não disse se quer uma palavra, mas quando suas mãos seguraram meu rosto e seus lábios cheios e maravilhosos tocaram os meus, naquele momento eu soube.

– Eu fui tão tola e...

– Shhh. – ele me silenciou. – Lissa, — a maneira como sussurrava meu nome, ainda me olhando nos olhos, fazia com que minha mente girasse e perdi o ar. – eu não me importo com o que você disse, eu te amo. Te amo da maneira que eu nunca amei alguém e eu nunca vou desistir disso.

Seus dedos contornaram minha mandíbula e tocaram brevemente meus lábios. Ele beijou minha testa, minhas bochechas, a ponta de meu nariz e por fim, minha boca – beijos leves, como se tivesse saboreando ou simplesmente relembrando o sabor de minha pele. Minhas mãos rodearam seu pescoço e o apertei em meus braços. Seus lábios se abriram ligeiramente, exercendo uma força suave contra os meus. Seus dedos seguram minha nuca e desceram por minha espinha e pressionaram minha cintura. Eu sabia o modo como ele me tocaria, eu sabia exatamente como nossos corpos se encaixavam, porém parecia como beijá-lo pela primeira vez. Era algo diferente, glorioso e deliciosamente novo. Seus lábios tinham gosto de chuva e sua pele cheirava a ventos de manhã de outono. Dentro de mim, tudo estava se agitando. Estar com Andrew era caótico, desafiador e sublime. Meu corpo parecia flutuar em correntes intensas de calor, como se um vento quente soprasse através de mim e me decompusessem, me transformando em ar. Mas na verdade, embaixo de um mar de estrelas brilhantes e uma lua ardente, o mundo estava desabando sobre nós.

Andrew abriu a porta de sua casa e entrei ao mesmo tempo em que a escuridão me engoliu. Ele acendeu as luzes e meus olhos piscaram perplexos. Caminhei pelo chão de madeira escura. Ao meu lado direito, havia uma pequena sala de visitas, com uma estante de madeira que ia do chão até o teto, repleta de livros e duas poltronas de couro eram separas por uma luminária de chão. As paredes eram de uma cor clara como areia e davam contraste com os móveis de madeira do norte. À minha esquerda, havia outra sala, porém com um sofá marrom decorado com almofadas brancas e uma lareira de mármore adornada ao redor, junto com uma TV gigante. Ali também se encontrava a escada de madeira que levava para os outros cômodos e algumas portas. A minha frente, não havia parede, apenas portas de vidros enormes contornando as duas salas. Pude ver a varanda envelhecida através do vidro, o único cômodo que antes conhecia. Lá fora, a chuva caia, porém com menos intensidade. Tudo era um breu na floresta sombria que se seguia depois da casa, e eu não conseguia identificar nada entre a névoa que sempre se mantinha sólida ali.

– Confesso que não esperava isso de sua casa. – falei.

Andei até perto do sofá, observando a sala.

– Por quê?

– Parecia assustadora demais pelo lado de fora. Quer dizer, ainda parece. – admiti.

Ele riu.

– É só uma questão de costume, e acho que você terá tempo o suficiente para se acostumar. – murmurou.

Abri um sorriso e Andrew se aproximou de mim, seus dedos roçaram meus braços até minha mão.

– Você está encharcada. – disse — Precisa tomar um banho quente.

Assenti.

– Bom, você pode usar esse banheiro debaixo, eu fico com o de cima.

– Está bem.

Virei à cabeça em sua direção quando ele indicou uma das portas perto da escada. Ouvi o barulho de seus passos leves andando pela casa, enquanto ele tirava o paletó do terno e o deixava pendurado em uma cadeira junto com sua gravata.

Encarei o chão, enquanto meus braços roçavam minhas costas, tentando achar o fecho de meu vestido. Eu sabia que não iria conseguir abri-lo sozinha.

– Andrew... – murmurei.

[ouçam: Adore You — Miley Cyrus]

Ele percebeu meu esforço e em menos de dois segundos suas mãos quentes e aveludadas encostaram-se a meus ombros, perto de meu pescoço. Seus dedos longos e hábeis deslizaram o fecho vagarosamente até o final de minhas costas. Eu senti o vestido desgrudando de meu corpo e eu poderia estar respirando direito agora, se Andrew não fitasse minhas costas seminuas. Meus braços estavam abaixados e as alças já haviam escorregado por meus ombros. O vestido ia afrouxando e descendo lentamente por meu corpo, mostrando a cada segundo um centímetro diferente de minha pele, até que ele caiu inteiramente no chão, me deixando apenas com minhas roupas íntimas pretas e de renda.

Minha respiração estava curta e rápida, e minhas bochechas ganharam um tom rosado. Girei meu corpo de frente para Andrew e dei um passo em sua direção, desvencilhando meus pés do vestido. Levantei a cabeça, olhando em seus olhos. Por um momento me vi perdida na imensidão deles, como sempre acontecia, porém ao qual eu nunca seria imune. Eles eram pura ternura, me observandominuciosamente, me fazendo sentir extraordinária.

– Você – ele sussurrou – é linda.

Seus dedos roçaram a lateral de meu rosto, enquanto sua outra mão fluía por meu braço e involuntariamente, fechei meus olhos, repousando o rosto em sua mão, sorrindo. O fogo em minha pele ardia em chamas lentas e profundas, derretendo minha tímida incerteza. Andrew se aproximou cautelosamente e ergui os pés para encostar seus lábios nos meus. Sua mão puxou o coque frouxo que eu havia feito, deixando meus cabelos caíram sobre meus ombros, e depois deslizou por minhas costas e repousou em minha cintura, fazendo uma breve pressão nela.

Andrew me puxou para seu peito, me beijando impetuosamente e suspirei contra sua boca. Enlacei seu pescoço, arranhando sua nuca e prendi meus dedos em seus cabelos. Estávamos cansados de lutar, apenas queríamos um ao outro e não haveria controvérsias que fizessem eu o desejar menos. Andrew deslizou as mãos pelas laterais de meus quadris, me erguendo e sentei nas costas do sofá. Agarrei sua cintura com as pernas e sua boca desceu até meu pescoço. Minha mente era uma neblina, cheia de fumaça, nada existia além de seus dedos dançando e se movendo em minha pele.

Então, Andrew parou subitamente.

Suas mãos afrouxaram meu corpo e seus olhos estavam fechados e bem apertados.

– Andrew? – perguntei com a voz rouca.

– Eu não tenho controle quando se trata de você, Lissa. – uma risada triste brotou em sua garganta.

– Me deixe ver. — minhas mãos repousaram em seu rosto. – Não esconda de mim.

Andrew abriu os olhos lentamente, revelando o tom negro como a noite que eu nunca havia visto nele. Meus dedos roçaram a pele embaixo de seus olhos, enquanto eu os encarava. Era lindo e ameaçador.

– Você está com medo? – ele sussurrou e senti sua respiração pesada em meu rosto.

Neguei com a cabeça.

– Eu confio em você. – murmurei resoluta.

Seus lábios se curvaram ao mesmo tempo em que seus olhos foram ficando claros.

– Você é mais do que eu podia merecer.

Eu o puxei para perto de mim com as mãos enroscadas em seu cabelo e sua boca seguiu novamente para meu pescoço, enquanto eu desabotoava sua camisa. Minhas mãos estavam trêmulas e lentas, e meu coração era descompassado no peito.

Os braços de Andrew me soltaram por alguns segundos e sua camisa caiu de seu corpo até o chão. Encarei seus braços fortes e os ombros que pareciam pedra esculpida. Então, ele me ergueu do sofá e enrolei as pernas nos ossos de seu quadril. Sua boca não largou minha pele em nenhum momento. Andrew subiu o primeiro lance de escada e seguiu reto até minhas costas ficarem pressionadas entre a parede e seu corpo firme e quente. Minha boca procurou a sua, caótica e desesperada. Meus dedos percorreram seu peito nu até suas costas e mordi seu lábio inferior, enquanto um gemido brotava de sua garganta. Ele apertou minhas pernas e continuou a subir as escadas.

Não sabia se chegaríamos muito longe, mas subitamente senti meu corpo deitar em uma cama macia e ele desabou sobre mim. Quando eu não sabia o que fazer, Andrew me beijava ardentemente.

Minhas mãos desceram até o cós de sua calça e com dificuldade, abri a fivela de seu cinto, enquanto fitava seus olhos cheios de intensidade e desejo. Ele tirou a calça e a jogou em algum lugar no escuro como se não suportasse aquela fina camada de tecido entre nós. Tudo o que ele tocava era fogo. Seus lábios eram rastros de labaredas em minha pele. Meu corpo inteiro queimava.

Ancorei-me e Andrew abriu meu sutiã com habilidade. Depois tirou nossas últimas peças de roupa e me fitou.

– Lissa, você tem certeza? – ele sussurrou.

– Eu pertenço a você – minha voz saiu como um suspiro e entrelacei meus dedos em seu cabelo – É assim que deve ser.

– Eu te amo. – disse — Para sempre.

Andrew beijou todo meu rosto, mas eu sabia que minha imagem já estava cravada em suas entranhas e meu cheiro já havia se misturado ao dele. Sua boca voltou a minha, enquanto sua mão percorreu pela parte interna de minha coxa. O calor de sua carícia fez pequenos calafrios de prazer atravessaram meu corpo. Ele apoiou os cotovelos ao redor de minha cabeça e minhas coxas se apertaram em torno de seus quadris. Arquejei quando ele pressionou seu corpo contra o meu e fechei os olhos com força.

– Olhe para mim. – sua voz era baixa e ofegante.

Ergui o olhar, encarando a única coisa que havia em minha frente. Os olhos verdes pelos quais eu havia me apaixonado desde o momento em que meu coração parou, quando os vi pela primeira vez. De repente, tudo no mundo estava alinhado. Eu era inteiramente dele, assim como ele era meu. Eu o amava com cada célula que meu corpo permitia. Naquele momento, eu só precisava de Andrew. Eu poderia beijá-lo e sentir seus dedos em meu cabelo e ouvi-lo sussurrar meu nome para sempre.

Uma camada de suor se formou em nossa pele e arqueei as costas quando seus lábios traçaram o caminho de meu maxilar. O puxei para mais perto de mim, e gemi contra sua boca quando a sensação ficou forte demais. Em algum momento, eu supliquei seu nome e meus dedos cravaram em sua pele e desceram por suas costas, ao mesmo tempo em que meu corpo estremecia.

Naquela noite, ele me havia feito sua e eu adormeci em seus braços, o lugar onde eu ficaria – acredito que pelo resto de minha vida.

Notas finais
Quem saciou a abstinência Lisdrew? hahaha Depois de 9 capítulos separados, eles voltaram ♥ Acho que era isso que vocês esperaram todo esse tempo e finalmente aconteceu! Esse capítulo foi muito difícil de escrever, eu não sabia que fazer a cena dos dois dormindo juntos seria tão complicado. Eu queria que você intenso, mas sem ser explícito, então POR FAVOR, comentem! Preciso muito saber a opinião de vocês. Espero que entendam e que tenham gostado do capítulo, tanto quanto eu gostei! XX