Into Your Arms
34 Capítulo 33
Notas iniciais
A luz do sol batia em meu rosto, fazendo meus olhos arderem por alguns segundos. Pelo feixe de luz que adentrava o quarto pude ver os pequenos pontos de poeira rodopiando em cima de minha cabeça. Levantei os braços, me espreguiçando e fazendo-os se agitarem no ar. Rolei embaixo dos lençóis creme na cama vazia, deitando de bruços e fechando os olhos novamente.
O lado da cama de Andrew e seu travesseiro ainda mantinham o calor e o cheiro de sua pele. Inspirei profundamente e todos os acontecimentos da noite passada vieram em minha mente junto com o ar que entrava em meus pulmões. Meu corpo parecia querer explodir de alegria. Apesar de um pouco dolorido, um sentimento me preenchia por inteiro.
Eu o amava, e ele era meu.
Só percebi que o chuveiro estava ligado assim que ele se silenciou. Depois de alguns minutos a porta se abriu e passos leves soaram no quarto. Senti a cama ao meu lado descer sobre seu peso. Dedos suaves roçaram meu braço traçando padrões leves em minha pele. Abri um pequeno sorriso e sua aproximação fez sua respiração pesada bater em minha nuca. Uma gota de algo gelado pingou e escorreu por minhas costas, seguindo a linha de minha coluna. Porém, a boca de Andrew a parou. Seus lábios macios e quentes tocaram minha pele e depois subiram, seguindo o mesmo rastro da gota. Meu corpo estremeceu com seu toque e pareceu se fragmentar em mil pedaços. Ele beijou meu ombro, meu pescoço e por último, atrás de minha orelha.
– Bom dia. – ele sussurrou e mesmo com os olhos fechados, sabia que ele estava sorrindo assim como eu estava.
Virei-me, preguiçosamente e então, abri os olhos, fitando o verde puro e inigualável de seu olhar em minha frente.
– Bom dia. – minha voz soou rouca e fraca.
Sua boca se curvou em meu sorriso torto preferido. Andrew estava erguido em cima de mim com uma mão em cada lado de meu corpo. Vestia somente uma toalha de banho enrolada em sua cintura – era uma tentação não tirá-la. Seu cabelo estava molhado com algumas mechas caindo em sua testa e coloquei as mãos ao redor de seu pescoço, o fazendo se aproximar alguns centímetros.
– Eu poderia me acostumar com isso. – falei, entre beijos.
– Eu também. — seu hálito soprou em meu rosto, e pisquei atordoada. – Soa perfeito para mim.
Seus lábios roçaram os meus num toque provocante, mas se afastou antes que eu pudesse fazer qualquer coisa.
– Está com fome? – perguntou. – Vou te esperar lá em baixo.
Assenti.
– Só vou levar alguns minutos. – respondi.
Andrew concordou e seus lábios repousaram em minha testa demorando-se por alguns instantes.
– Seja rápida. – sussurrou.
Ele beijou meus lábios sorridentes e enfim, se levantou indo até a porta. Continuei deitada, encarando suas costas nuas e o vendo sair do quarto. Porém, antes que fechasse a porta atrás de si, ele virou-se.
– Liss... – disse.
– O que?
– Eu te amo.
Então ele me deixou sozinha em seu quarto. Levantei da cama, com o lençol ao redor do corpo. O quarto de Andrew era o único do andar. Os lados do teto se encontravam no meio do quarto, pontiagudo. Era o sótão. Na parede branca, ao lado esquerdo da cama, havia duas grandes janelas com vista para a floresta e por ali percebi o quão longo era sua extensão. À minha frente, havia uma escrivaninha e na parede, longas prateleiras repletas com CDs, caixas antigas, alguns livros e até mesmo fotos. Havia três portas. Uma ao lado da cama – por Andrew saiu – e duas na parede contraria as da janela. Atravessei o quarto com piso de madeira e tentei a primeira. Era um pequeno closet, rodeado de armários. Tentei a outra, e foi onde encontrei o banheiro. Era claro, com um leve mormaço do banho de Andrew pairando no ar.
A água quente escorreu por meu corpo, tirando o suor que havia nele. Lavei meus cabelos que ainda continham resíduos do spray fixador e estava parecendo mais como um monte de feno, e depois me permiti alguns minutos somente para sentir a água. Meus músculos estavam relaxados e as gotas desciam por eles do mesmo modo que Andrew me tocava. Abri um sorriso ao pensar nisso. Eu não sabia se tudo aquilo era um sonho perfeito ou um lindo pesadelo, porém não queria ser acordada.
Desliguei o chuveiro e quando estava me secando em meio ao mormaço de meu banho, foi que me dei conta de que não tinha nenhuma peça de roupa para vestir. Entrei no quarto de Andrew novamente, e vi uma camiseta preta grande o suficiente para usar como vestido e uma cueca boxer branca, estendida sobre a cama arrumada. Vesti a camiseta e seu comprimento não passava da metade de minha coxa.
Desci as escadas saltitando e encontrei Andrew na cozinha, na frente do fogão, fazendo panquecas. Eu ri.
Ele virou-se em minha direção com a frigideira na mão e sorriu abertamente. Não estava muito diferente de antes, mas agora usava uma bermuda larga caqui. Eu fui até Andrew e beijei sua bochecha, enquanto ele girava a massa da panqueca no ar.
– Você ainda quer aprender? – perguntou.
– Acho que não. – falei, rindo. – Não quero acabar com sua cozinha também.
– Ah, não se preocupe com isso. Venha.
Andrew abriu um sorriso, me encorajando. Ele esparramou uma nova massa na frigideira e a ofereceu para mim. Hesitei antes de pegá-la e depois me posicionei na frente do fogão, tentando imitar seus gestos. Andrew ficou atrás de mim e seu braço rodeou o meu e sua mão fechou-se ao redor da minha no cabo da frigideira, quase a cobrindo por inteiro. Ele estava perto demais. Eu sentia seu calor e seu cheiro me cobrindo como um manto, e isso me desconcentrava.
– No três, está bem? – ele disse.
– Um, dois, três...
Impulsionei minha mão para cima e antes de ir longe demais, Andrew a segurou. A massa voou, girou no ar e depois caiu na frigideira novamente. Ergui os braços para cima, vibrante.
– Consegui! – exclamei.
Andrew riu.
– Agora só não deixe queimar.
Eu peguei a frigideira e despejei a massa pronta no prato. Girei em sua direção e cruzei os braços.
– Vou virar uma chefe de cozinha.
– Então seu restaurante irá falir. – disse.
Dei um soco em seu peito e ele riu, sem se mover um centímetro. Andrew levou as panquecas na bancada, as recheamos e comemos em silêncio. Depois, eu lavei a louça, enquanto ele organizava a cozinha e então sentei na bancada, deixando os pés balançando e o observando secar a louça. Quanto terminou, ele se aproximou, repousando as mãos em minha cintura. Enlacei seu pescoço e ele somente me encarou por alguns instantes, enquanto meus dedos brincavam com as mechas de seu cabelo quase seco. Seus olhos capturavam os meus, cautelosos.
– Você se arrependeu? – Andrew murmurou.
Olhei para baixo e mordi a parte interna de meu lábio inferior, sorrindo. Seus dedos seguraram meu queixo e levantaram meu rosto novamente.
– É sério. – sua voz soou baixa e séria.
Prendi meus dedos em seus cabelos e o puxei para perto de meu corpo.
Neguei com cabeça.
– Eu não me arrependo de nada. – sussurrei.
Vi um feixe de luz atravessar seus olhos, e ele sorriu. Seus dedos roçaram meus lábios e minhas bochechas, ainda segurando meu olhar.
– Que bom. – seu rosto se aproximou do meu. – Porque essa noite foi a melhor de minha vida.
Eu o beijei devagar, sentindo o calor de sua boca, a pressão delicada e sua respiração quando nos afastamos.
– Eu preciso ir em casa. – murmurei, quando sua testa repousou na minha.
– Depois.
Sem dizer nada, Andrew me tirou da bancada e me levou para fora da cozinha. Eu o acompanhei até a sala, observando-o pegar dois cobertores. Então, ele ofereceu sua mão e me guiou para fora de sua casa. Atravessamos as portas de vidro, descemos os degraus da varanda e cruzamos o jardim, entrando apenas um pouco adentro da floresta. Andrew estendeu um dos cobertores no gramado descuidado que passava por entre as árvores antigas, grossas e tão tortas que seus galhos se juntavam no alto e formavam uma tenda. Ele sentou sobre o cobertor, descansando as costas em uma árvore e me puxou para seu colo. Andrew cobriu nossos corpos com a manta e deitei em seu peito, fechando os olhos. Senti o calor da luz do sol que passava pela copa das árvores me aquecer, porém o vento ainda era gelado sobre minha pele.
– Estou começando a repensar sobre o fato de esse jardim ser sombrio. — agora ele é fresco e tão quieto quanto à biblioteca municipal.
Andrew soltou uma risada leve e gutural em meu ouvido, e me apertou em seus braços.
– É um lugar que nunca preciso me esconder. – disse.
Abri os olhos e levantei o rosto, olhando em sua direção.
– Como é isso? — hesitei – Ser um híbrido...
Um sorriso se curvou em seus lábios e suspirei. A pergunta não o incomodava.
– Normal, na maior parte do tempo. — Andrew deu de ombros. – Quer dizer, tem a força, mas eu gosto do fato de ainda conseguir ser humano. Em parte.
– Você continua tomando sangue?
Ele demorou alguns segundos para responder e depois assentiu, respirando fundo.
– Por causa de Hunter. – sussurrei, como se ele pudesse estar nos escutando nesse exato momento.
– Eu sobrevivo sem sangue, mas isso também me torna mais fraco, lembra?
– E seus olhos...
– Quando eu me alimentava normalmente, não era tão frequente. O sangue não ajuda muito. Ele me faz parecer mais como um vampiro do que como um humano. Então, às vezes perco o controle quando eu estou com sede ou vejo sangue – Andrew abriu um sorriso malicioso e me fitou — ou também quando faço isso...
Seus lábios beijaram minha bochecha e depois desceram por meu maxilar, vagando por meu pescoço. Fechei meus olhos, enquanto seus dedos afastavam o cabelo de minha clavícula. Senti seu canino roçar minha garganta e congelei, subitamente. Depois, ele depositou um beijo demorado no mesmo lugar e se afastou, sorrindo. Meus olhos estavam grudados nos dele e sei que devia estar parecendo pasma.
– Eu nunca vou te machucar. – sussurrou.
Andrew acariciou minha bochecha e assenti novamente, sem saber o que responder. Deitei em seu ombro, respirando contra se pescoço e me embriagando com seu cheiro.
– Me desculpe por todas essas perguntas – murmurei. — só estava tentando entender melhor.
– Agora, nada nem ninguém estará entre nós. Sem mentiras. Só eu e você.
Abri um sorriso e me aninhei contra seu corpo. Andrew me apertou em seus braços e beijou o alto de minha cabeça.
– Então, você salvou minha vida. – falei, sorrindo.
– Qual das vezes você está se referindo? Já perdi as contas.
Soltei uma risada que ecoou alta pela floresta silenciosa. Olhei para Andrew e ele sorria também.
– Você sabe do que estou falando... A primeira.
– Ah, aquela.
Um silêncio caótico e pesado se seguiu depois das risadas. Era um fato difícil de aceitar, entretanto não me incomodava da mesma maneira que antes.
– Você está bem em relação a isso? – Andrew perguntou cauteloso.
– Acho que sim. Quer dizer, ainda é estranho, mas é algo que posso me acostumar, afinal você me salvou, eu deveria ser grata por isso.
Vi um pequeno sorriso surgir nos lábios de Andrew, enquanto ele me fitava. Meus olhos estavam perdidos no céu. Observando a copa das árvores e a forma estranha como que se agitavam. Consegui escutar o barulho de três negros pássaros voando pelo céu e depois o silêncio.
– Eu sinto falta deles. – sussurrei. – Às vezes, acho que se minha mãe estivesse aqui todos os meus problemas se resolveriam.
– Me conte sobre ela. – Andrew disse, me observando atentamente.
– Ela era incrível. – abri um sorriso. – Quando estávamos sozinhas era como estar em nosso próprio casulo. Às vezes, meu pai viajava e ficávamos na sala até tarde brincando, com as cortinas abaixadas e rindo alto. Fazíamos guerra de cócegas e travesseiros. Uma vez enchemos a casa de penas e demoramos três dias para conseguir tirar todas. – eu ri. — Ela fazia a melhor comida do mundo e tinha uma voz doce e maravilhosa e... Sempre estava cantando. Ela amava dançar. Uma vez tentou me ensinar, me guiando em volta da cozinha sob as luzes da geladeira. Eu tropeçava em seus pés e era desajeitada, mas ela sempre dizia que eu era linda...
Minha voz saia entrecortada e lágrimas marejavam meus olhos, porém não consegui parar. As palavras saíram rápidas como se eu precisasse cuspir tudo para fora do peito.
– Eu tinha muitos pesadelos e sempre acordava no meio da noite. Então, eu ia até o quarto de meus pais e me deitava no meio deles. Meu pai me abraçava forte, dizendo que estava tudo bem. E eu odiava vê-los brigar. Me escondia em meu quarto, escutando a discussão dos dois, sem poder fazer nada. Eu odiava os berros, me assustava com eles. Então minha mãe chorava. Pra quem sorria demais, era aterrorizante a ouvir chorar. Eu detestava meu pai nesses dias. – meu corpo sacudiu nos braços de Andrew. – Mas ela era tão corajosa, eu gostaria de ser como ela. Eu rezava para que Deus os mantivesse junto comigo e agora...
Um soluço interrompeu minha fala e não consegui pronunciar mais nada. Andrew me apertou tão forte em seus braços que chegou a doer. Ele sussurrou palavras de conforto em meu ouvido e foi o calor delas que me fizeram parar de chorar.
– Eu sinto muito, Lissa. – Andrew disse simplesmente, porque não há nada para ser dito.
Seus dedos limparam as lágrimas que escorreram por meu rosto e ele me levantou, recolhendo os cobertores. Voltamos para casa de Andrew e almoçamos quase na metade da tarde. Ele não deixava o silêncio permanecer por muito tempo entre nós e tentava manter um sorriso em meu rosto. À noite, coloquei uma bermuda de Andrew e fomos até minha casa. Prometi a tia Rose que deixaria tudo organizado e ligaria para ela todos os dias. Coloquei uma roupa minha e assim que terminei de arrumar a bagunça que estava meu quarto, liguei para ela. Tia Rose estava eufórica, perguntando tudo sobre o baile e tentei responder na mesma animação, dizendo que havia conseguido a coroa e contei sobre Andrew, porém ignorando a parte em que eu havia passado a noite na casa dele. Ela mandou um beijo para ele e disse que voltaria em uma semana. Desliguei o telefone, soltando uma risada.
– Ela está bastante animada com tudo e mandou um beijo pra você. – falei.
– Eu escutei. – disse Andrew.
– Ah, super audição, não é? Sempre me esqueço.
Ele riu e comecei a subir as escadas até meu quarto com Andrew atrás de mim.
– Quando tempo irei passar na sua casa? – perguntei. – Preciso saber o quanto de roupa precisarei levar.
– Mal voltamos e já está se oferecendo para ficar na minha casa? – disse, com falsa incredulidade.
Encostei-me a minha cômoda e cruzei os braços, sorrindo.
[ouçam: All That Matters]
– Digamos que sua cama é mais confortável. – murmurei.
– É mesmo? – Andrew se aproximou, colocando uma mão em cada lado da cômoda, me cercando. – Talvez devêssemos testar a sua também.
Prendi meus dedos nos passadores de sua calça e o puxei, forçando-o a esbarrar seu corpo contra o meu.
– Parece uma ótima ideia. – respondi.
Ele tentou me beijar, mas me curvei para trás, derrubando o que quer que tivesse atrás de mim e fazendo apenas nossos lábios roçarem um nos outros. Andrew soltou um gemido, frustrado.
– Seja uma boa moça. – sussurrou.
Passei as mãos por suas costas, tocando toda a pele por cima da camiseta. Atravessei seus ombros, meus dedos vagando por seu peito e brinquei com o cós de sua calça. Mordi meu lábio inferior e ele acompanhou meu movimento. Em seguida, abri um sorriso provocante.
– Você sabe onde as boas moças terminam.
Andrew se inclinou em minha direção, me encarando com os olhos ávidos. Senti o gosto de seu hálito, porém me afastei quando ele se aproxima novamente, o provocando. Ele sorriu.
– Você não está no controle. – sussurrou.
Suas mãos deslizaram por meu corpo e levantaram minha blusa, apertando minha cintura. Ele veio em minha direção, porém beijou meu pescoço lentamente. Minhas mãos se prenderam em seu cabelo e deixei minha cabeça decair para trás, suspirando. Andrew me encarou com um olhar de triunfo e soltou uma risada baixa, enquanto eu me sentia completamente desconcertada e excitada. Quando me beijou, foi um alívio. Seus lábios eram urgentes e desesperados com seu próprio fogo intenso e possessivo, enquanto ele arrancava minha blusa com uma selvageria antes desconhecida. Depois que tirou sua camiseta, Andrew me levantou e minhas pernas envolveram sua cintura com força.
Desabamos na cama juntos. Fechei os olhos e senti minha pele arder onde seus lábios firmes tocavam, deixando um rastro de fogo. Assim que Andrew tirou minha calça, girei na cama, pairando em cima de seu peito, com uma perna em cada lado de seu corpo.
– Sim, estou. — respondi.
Desci minha boca até a sua e minha língua roçou seu lábio inferior, enquanto minhas mãos abriam sua calça, apressadas. Meus lábios desceram por seu pescoço, sua clavícula, seu peito e ele deixou um gemido longo e ofegante escapar. Sua mão se emaranhou em meus cabelos e a outra arrancou meu sutiã. Andrew girou meu corpo e retornou a posição de antes. Sua mão agarrou minha calcinha e a deslizou por minhas pernas, ao mesmo tempo em que seus olhos negros me encaravam de cima. Suas mãos roçaram e apertaram minhas coxas, e arquejei contra sua boca.
– Acho bom parar de me torturar. – minha voz saiu num suspiro.
– Sempre tão apressada.
Por fim, Andrew chutou sua cueca para longe, abaixando seus quadris entre minhas coxas. Ele pressionou sua boca contra a minha com força e suas mãos seguraram a cabeceira de minha cama. Incendiei em chamas, enquanto Andrew se embalava de encontro ao meu corpo. Senti arrepios de prazer percorrem meu corpo e minha respiração se acelerou, vulnerável ao seu toque. Mordi seu lábio com força, abafando um grito que teimava em sair pela garganta e meus dedos cravaram em suas costas. Uma de suas mãos largou a cabeceira e se entrelaçou meu cabelo, já com a raiz ensopada de suor.
– Andrew. – arfei.
Ele arquejou contra minha boca quando o puxei para mais perto e me ancorei para que pudesse erguer o quadril e alcançar o dele. Agarrei os lençóis entre os dedos e senti seus músculos se tencionarem com seus movimentos fortes e determinados. Meu pescoço decaiu para trás ao mesmo tempo em que minhas pernas tremiam embaixo de seu corpo. Eu podia sentir o frio na espinha e tranquei a respiração, mordendo o ombro de Andrew com força quando ele fez pressão contra meu corpo uma última vez. Ele grunhiu e se contorceu antes de, por fim, desmoronar.
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