Intimidade

4 Provocações


"Entre o sonho e o desespero… Sucessão de cenas incoerentes. Praga chamada medo..."

O telefone tocou varias vezes até cair na caixa.

"Oi aqui é o Alaric, deixe seu recado".

– Lena... Olha só, houve um imprevisto e eu não vou para casa, terei uma reunião, é mais viável ficar aqui. Talvez Damon apareça, portanto, tente não matá-lo ok? É só deixá-lo jogar e ele fica quietinho. Te amo.

...

O som estava ligado no ultimo volume e Elena não ouviu o telefone tocar, sequer prestou atenção na secretária eletrônica. Estava muito satisfeita com as entrevistas que fizera pela manhã. Começaria seu curso de direito criminal e se formaria com louvor.

Sabia que seria cansativo, mas não se importava, ela queria isso com todas as forças. Estava dentro de um dos casos mais importantes da cidade, tudo se encaminhava para a perfeição.

Ela girou o corpo ao som da musica, era envolvente, ela gostava daquele tipo de som. Jogou em cima da cama as peças que havia escolhido para se encontrar com Matt.

Sorriu sozinha.

Talvez matassem as saudades. Ela estava num dia bem propício para namorar. Estava com saudade, não necessariamente de Matt, sentia falta do contato masculino, da sedução. Havia meses que beijara um homem pela ultima vez.
Não estava apaixonada por Matt, talvez nunca tenha estado, mesmo quando namoraram, mas isso era o menos importante.

Matt era o tipo de homem com quem Elena gostava de estar. Inteligente, engraçado, educado. Ele a fazia sentir-se bem, bonita e desejada, ela não sentia falta de amar, mas sentia falta de contato.

Esta era a melhor parte de se envolver com Matt Donovan. Sem laços, sem cobranças, ela tinha o melhor dele, apenas o melhor, não precisava perder tempo com as partes chatas.

Damon chegou ao apartamento de Alaric e entrou com as chaves que tinha. Apesar de todo o dinheiro que tinha, àquelas horas, sozinho no apartamento do amigo, era o único momento em que ele se sentia em paz. Era também a única maneira de não ser achado. Ninguém sonharia que o poderoso Damon Salvatore passava suas tardes livres no apartamento de dois quartos de um arquiteto de classe média.

Ele entrou, seguiu para cozinha, pegou uma bebida e colocou o jogo no console do vídeo game, era sempre a mesma rotina. Ele já estava começando a jogar quando ouviu um barulho vindo do quarto.

Pensou imediatamente que era Alaric. Não havia esquecido de Elena, mas o costume de seu melhor amigo morar sozinho foi superior e ele esqueceu de considerar a presença dela.

– Depois o folgado sou eu. Alaric Saltzman a essa hora em casa?

Ele soltou o joystick no sofá e foi em direção ao quarto de Ric, a porta estava entreaberta, mas o aposento estava vazio.

Ele franziu o cenho sem compreender muito bem o que estava acontecendo, achou que tinha ouvido alguma coisa, ou que talvez Ric tivesse deixado alguma coisa ligada dentro do quarto, um rádio talvez.

Mas segundos depois o barulho persistiu, mas vinha do aposento seguinte, um pouco mais para o fim do corredor.

Ele andou até lá devagar, sem fazer barulho, como um gato ladino. Havia aprendido muita coisa durante a sua adolescência nas ruas de Londres e Brighton, onde havia nascido. Um lugar muito bonito, mas pouco recomendável para se viver, uma das coisas que aprendera foi a passar desapercebido.

A porta estava aberta o suficiente para se ver boa parte do quarto. Os barulhos continuavam, mas ele não via movimentação alguma, estava quase entrando para verificar se havia algum ladrão quando o barulho de uma peça de roupa sendo jogada em cima da cama o fez recuar. Ele pôde ver um vestido estendido na beira da cama. Depois outra peça fora estendida sobre o móvel.

– Que merda! Como faz falta outra mulher em casa — A voz de Elena soou de dentro do quarto — O que eu faço agora?

Ele esperou calado, tentando ouvir se havia mais alguém com ela, mas pelo visto ela estava falando sozinha.

Ele recostou-se na porta e teve acesso a vista do espelho. Então e ele a viu. Ela estava de toalha, os cabelos castanhos molhados, só se viam alguns fios, pois o resto estava preso em uma outra toalha. Ela olhava freneticamente para as peças jogadas na cama, como se tivesse um grande dilema pela frente.

As pernas seminuas chamaram a sua atenção e ele sentiu uma forte vertigem no corpo que começou “de fora para o centro”, como ele costumava descrever a sensação de excitação que começava em pontos exteriores do corpo como braços e pernas e se concentravam na virilha.

Estava acostumado a sentir aquilo, mas não daquele jeito. Não daquela maneira tão intensa.

Elena andava de um lado para o outro na frente da cama, remexendo as peças de roupa que havia jogado lá. Damon continuou recostado na porta, olhando o reflexo dela no espelho. A respiração dele alterou quando ela segurou um vestido preto e colocou em frente ao corpo, quase ameaçando tirar a toalha, como se fosse prová-lo.

Ele se forçou a regular a respiração, se Elena não tivesse tão distraída ele teria sido descoberto. Não era do feitio se entregar tão facilmente, mas aquela mulher estava mexendo com a sua libido, muito mais do que lhe era normal.

Ele a viu sumir dentro do banheiro e voltar segundos depois vestida em um minúsculo conjunto de calcinha e sutiã de rendas brancas. E cabelos soltos.

– Que merda é essa? – Ele sibilou para si mesmo quando uma gota de suor correu pelo seu rosto. Só então percebeu que estava tremulo e suado, e visivelmente excitado.


Uma coisa a qual Damon poderia se gabar até aquele dia era o controle que tinha sobre si mesmo. Não era homem de “pensar com o pênis”. Tinha uma vida sexual muito ativa, porém era sempre ele quem possuía o controle de tudo.
Nunca havia se deixado guiar pelo poder de sedução de uma mulher, era justamente o contrario o que acontecia. Em geral, elas que perdiam a cabeça por ele, e cometiam loucuras. Mas aquela morena em questão estava parecendo querer testar sua força de vontade.

Ela estava tão concentrada que não o viu entrar.

– Se for sair com um amigo, use o amarelo, mas se for um amante, não pode ser outro a não ser o preto.

Elena tomou um susto tão grande que no impulso caiu sentada na cama, com uma expressão amedrontada e a mão no peito.

– Filho da puta! Que susto!

Ele sorriu de uma maneira sacana.

– Desculpe... Eu só queria ajudar. Que boca suja Modesty Blaise.

– O que você está fazendo aqui? Como você entrou aqui?

Damon a encarou com uma expressão divertida e andou até a penteadeira que ficava na lateral da cama, a mesma pela qual ele havia visto o reflexo dela.

A velha mania de remexer nos objetos.

– Que parte do “eu sou amigo do seu tio” você ainda não entendeu?

– A parte do “desde quando Ric anda com babacas?” Ainda não está muito clara para mim.

Ele gargalhou.

– Muito espirituosa.

– Você ainda não me disse como entrou aqui.

Ela levantou e andou até a mesa de cabeceira, quando começou a abrir a gaveta sentiu algo batendo levemente em sua cabeça.

Olhou para trás e viu uma pequena bolinha de papel amassada no chão. Logo identificou como o cartão de visitas de Matthew Donovan.

– Mas o que...

– Não perca seu tempo pegando a arma, você sabe que não vai atirar. Vai sair com Matthew Donovan, o advogado?

Ela pegou o cartão amassado do chão e empinou o nariz.

– Vai me dizer que é amigo do Matt também?

– Ah não... Não mesmo. Mas qualquer pessoa que leia jornais sabe quem é Donovan.

– Você sabe ler?

Ele riu mais alto e apanhou um porta-retrato da mesinha.

– Acho que sei, vamos fazer um teste. A marca da sua lingerie é Victoria's Secret

– Seu desgraçado! Você estava me espionando?

– Você estava com a porta aberta.

– Eu estou na minha casa!

– Tecnicamente eu também, afinal Ric sempre diz, “sinta-se em casa”.

Sem pensar, Elena pegou um peso de papel que estava em sua cabeceira e jogou nele.

– Ei! Você sabia que existem tratamentos para pessoas violentas. Isso é doença.

– Eu não sou violenta com todo mundo, apenas com invasores. Como entrou aqui?

– Eu tenho a cópia da chave, isso deveria parecer obvio já que eu entro aqui a hora que quero. Você não é muito inteligente, não é?

– Seu palhaço! Saia do meu quarto!

Ele sorriu de lado e virou o porta-retrato que estava na mão.

– Quem é a gostosa? – Elena arqueou a sobrancelha – A loira gostosa eu quis dizer?

– Minha irmã, alguém que nunca olharia para um palhaço libertino como você, sai daqui!

Ele pareceu não lhe ouvir. Sua expressão sequer se alterou.

– Vocês não se parecem.

– Somos irmãs de consideração só babaca

–Percebi você é mais pálida. Sei la

– Pálida é a tua mãe.

– Você nem conhece minha mãe.

O sorriso sacana no rosto dele era o que mais a irritava.

– Nem faço questão de conhecer. Se você saiu dela, boa coisa não deve ter sido.

Ele se aproximou mais um pouco, ficando próximo a ela.

– E quanto a você? Violenta deste jeito, sua mãe é o que? Pugilista?

– Não fala da minha mãe seu imbecil. Cai fora daqui! Já te mandei sair!

Desta vez ela gritou, muito alto por sinal, mas não prestou atenção em como ele estava perto.

Damon a encarou sério. Não havia mais o traço de ironia em seu rosto. A distancia entre eles era mínima agora.



– Você é muito abusada sabia garota? Eu já disse uma vez, não me dê ordens, ninguém me dá ordens.

Ela riu com deboche.

– Você invade minha casa, me espiona, entra no meu quarto sem ser convidado e a abusada sou eu. Enquanto você estiver em meu território, eu dou quantas ordens quiser.

– Não, não dá não – Ele finalmente acabou com o espaço entre eles – Eu não gosto que me dêem ordens, e sempre que isso acontece, eu puno quem o faz, como farei com você se cometer este erro novamente.

– Como é que é?

– O que você ouviu. Me dê uma nova ordem e eu lhe mostrarei o erro que cometeu.

Elena estreitou os olhos, as faces vermelhas pela raiva.

– Some... Daqui... Seu... Idiota...

Damon sorriu de lado, um riso perigoso, um riso particular.

– Eu avisei. Não me dê ordens ou eu calo sua boca.

E então ele a beijou de surpresa.



Foi tão inesperado que nos primeiros segundos Elena não reagiu e isso deu a Damon tempo suficiente para agir. Ele a envolveu prendendo os dois braços dela entre os dele e a deitou na cama.

No instante seguinte, quando recobrou-se do susto, ela tentou se soltar, mas o peso e a maneira como ele lhe segurava tornou esta uma tarefa difícil. Os lábios possessivos que tomaram os dela, tornaram a tarefa praticamente impossível.

Aos poucos as sensações tomaram conta de Elena. Era como se ela conhecesse o gosto daqueles lábios, como se fosse viciada neles.

Aos poucos a resistência que ela tentava inutilmente impor cedeu, até que os braços correram para os lados e ela se deixou beijar, deliciando-se com as sensações.

O beijo passou de possessivo a faminto e os lábios duelavam numa cadencia corrida. As línguas se chocavam como se um quisesse provar para o outro que desejava mais.

Damon desceu seu beijo pela mandíbula de Elena. Sem notar, ou sem conseguir controlar o impulso, Elena tirou a camisa de Damon numa velocidade recorde e os toques se tornaram ainda mais intensos.



As mãos que ele antes usava para prende-la agora exploravam o corpo quase livre de roupas. Elena prendeu as unhas nos cabelos pretos bagunçados e eles trocaram de posição. Agora ela estava por cima, ela comandava a ação.

As pernas seminuas enroscaram-se no jeans escuro da calça dele e os braços e mãos se confundiam entrelaçados uns entre os outros, perdendo-se nos fios de cabelo.

Não havia espaço, nem vontade de parar. Eles se beijavam cada segundo à frente com mais voracidade, mais fome, mais vontade. Eles se perderam um no outro. Esqueceram o que estavam fazendo, onde estavam e que podiam ser pegos a qualquer instante, esqueceram o mundo.

Elena sentou em seu quadril sem descolar os lábios dos dele, eles pareciam estar caindo de um precipício e o beijo parecia a corda que os segurava.

Damon correu as mãos que estavam emaranhadas no meio dos cabelos castanhos para baixo e acariciou o quadril, subindo devagar até o fecho do sutiã. Brincou com o elástico e ouviu um gemido abafado dentro de sua boca. O corpo respondeu ficando ainda mais rígido e mais tenso.

As coisas estavam fora de controle e não dava sinais de mudança. Ele estava quase abrindo o fecho do sutiã dela quando o telefone tocou.

O toque do celular soou como uma sirene de alta frequência no ouvido de ambos, como um alarme de perigo tão alto que eles se separaram num pulo.

Elena saiu de cima dele, levantou-se da cama, espantada com as próprias reações. Recolheu-se como se houvesse tomado um choque ou sofrido uma queimadura.

Eles se encararam sem palavras alguns segundos enquanto o toque do telefone soava insistentemente.

Damon pareceu ser o primeiro a se recuperar.

Virou-se e ajeitou a calça que já estava com o botão aberto, em seguida pegou o aparelho que havia recomeçado a tocar em cima do criado-mudo e estendeu-lhe.

– Não vai atender?

Ela ainda o encarou como se não entendesse o que ele estava dizendo, ou não entendesse absolutamente nada do que estava acontecendo ali, mas pareceu se recuperar em pouco tempo assumindo a postura altiva e arrogante de antes.

Tomou-lhe o telefone da mão e atendeu olhando diretamente em seus olhos.

– Olá Matt.

Damon estreitou os olhos diante do tom de voz dela.

– Estou me arrumando... Meia hora... Claro, eu acho que...

Ela havia dado as costas a Damon para falar com Matt, mas surpreendeu-se ao ver seu celular ser tirado da sua mão.

– Mas o que...

Damon havia desligado o aparelho.

– O que você fez?

– Meia hora? Você não vai sair daqui à meia hora para lugar algum, não vamos conseguir terminar o que começamos em meia hora.

– Não seja ridículo! – Ela explodiu – Aquilo... Isto... Não vai... Não vamos terminar porcaria nenhuma, foi um erro...

– Você não vai sair daqui depois de me provocar desse jeito.

– O que? – Ela sentiu o sangue ferver – Eu provoquei você? Você entrou no meu quarto, você me agarrou e...

– Você correspondeu.

– Seu cretino!

– Não vai se excitar comigo pra curtir com Donovan.

– Seu desgraçado, filho da puta...

Ela tentou bater no rosto dele, mas Damon foi mais rápido e a segurou no pulso.



– Eu não faria isso se fosse você.

O celular recomeçou a tocar.

– Me dá meu celular...

– Não! Não é bem assim morena...

–Damon, me dá o telefone...

– Só se você disser ao Donovan que não vai poder sair.

Ela riu alto.

– De jeito nenhum. É um encontro profissional muito importante e mesmo que não fosse, quem você pensa que é pra me dizer o que fazer?

– O homem com quem você estava na cama ainda agora.

– Seu... – O telefone recomeçou a tocar e ela respirou fundo, forçando o autocontrole – Deus, eu não tenho tempo para isso. Damon presta atenção, o que aconteceu aqui foi um... sei lá uma loucura ok? E eu não vou continuar com isso, além do mais Ric deve estar chegando e se você conhece meu tio um mínimo que seja sabe que se ele chegar e o vir aqui, a ultima imagem que verá é a mão dele.
Damon riu pelo nariz, mas não respondeu.

– Além de tudo isso, Matt ficará preocupado se eu não atender e virá aqui, portanto, eu acho melhor você se apressar e sair.

– Acha que eu tenho medo do seu namoradinho?

– Matt não é... Ah dane-se você seu crianção. Saia daqui ou eu vou chamar a policia.

– Ou eu posso atender ao telefone e explicar ao Donovan por que ele está sendo dispensado.

– Não se atreva! Não vou dispensar uma reunião importante, você se acha demais. Agora por favor, seja razoável para a idade que tem e me devolva o telefone.

Ele a encarou alguns segundos e estendeu o aparelho, mas quando ela foi pegar ele puxou de volta.

– Você tem razão, estou sendo irritante.

Ela rolou os olhos.

– Mas eu devolvo o telefone e não digo nada ao Donovan se você concordar em jantar comigo amanhã.

– Chantagem agora?

– Chantagem é uma palavra muito forte Modesty Blaise, vamos dizer que é uma negociação.

O telefone recomeçou a tocar insistentemente e Elena se preocupou com a reação de Matt.

– Ok, ok, vamos fazer o seguinte, eu te ligo e ai decidimos certo? Agora...

– Não. Você aceita, e eu te devolvo o telefone. Você não aceitar e eu falo com o Donovan sobre a linda tatuagem que você tem na virilha, o que me diz?

– Eu digo que você é... Mas que droga. Tudo bem, agora me dá esse telefone.

Ele sorriu e entregou o aparelho que ainda vibrava a ela.

– Mantenha sua boca fechada, ou adeus jantar.

Ele sorriu e estendeu as mãos num sinal de redenção.

– Matt! Tá! Tá tudo bem sim desculpa. É que eu precisei atender uma pessoa na porta e me enrolei com o celular acabei desligando, demorou mais do que eu previ... Ok, eu... Acho melhor eu te encontrar lá, vou demorar um pouco ainda... Ok... Ok... Beijo.

Quando ela o encarou de novo ele tinha um sorriso sacana no rosto.

– Ele sempre foi babaca assim mesmo?

– Não fala do Matt, você nem o conhece.

– Tudo bem morena, eu não quero irritar você. Temos um jantar afinal de contas.

– Meu nome é Elena e eu estou indo jantar com você por que você é um porco chantagista, agora, por favor saia do meu quarto, alias, saia da minha casa, eu quero me trocar.

Ele consultou o relógio com um ar prepotente.

– Eu vou... Eu realmente tenho que ir. Ah... Se o encontro é de negócios, eu iria com o verde, mas amanhã, comigo você pode usar esse vermelho sexy.

– Vai se foder.

Ele se aproximou da porta e piscou pra ela.

– Você tem um beijo incrível Modesty.

Uma vontade insana de sorrir veio e ela tentou segurar, mas não conseguiu impedir que a sombra do sorriso aparecesse em seu rosto. O que só serviu para aumentar o ar irônico de Damon.

– Já disse que meu nome é Elena.

Ele apenas sorriu , com a maior cara de cafajeste.

– Estou ansioso por amanhã – Ele piscou pra ela – Acredite, vai ser inesquecível.
Ela lhe mostrou o dedo médio e ele saiu sorrindo.

Ela se cobriu com o robe que estava pendurado ao lado da cama e olhou da porta. Ouviu o barulho da porta principal fechando e foi se certificar se ele realmente tinha saído.

Quando teve certeza dele ter ido, arriou no sofá, tentando lutar contra a vontade de rir cada vez que a imagem do beijo lhe vinha à mente.

Andou até o quarto xingando-o e praguejando contra ele, mas quando deixou o apartamento, estava com o vestido verde.

"O desejo sexual de um homem é muito mais convicto do que a sua própria essência"

Notas finais
Mais um capitulo garotas , bjs bjs