Notas iniciais
Demorei um pouquinho, mas cheguei Boa leitura

...

Damon estava parado na porta do pequeno apartamento na Knightsbridge, num conjunto de prédios quase em decadência.

Ele era um contraste fortíssimo com o lugar, vestido num terno feito sob medido que de longe se via, Um Brioni perfeito.

Colin ficou parado, estático na porta.

Sentiu medo, mas qualquer pessoa sã sentiria.

Damon era imponente demais para não meter medo.

– Perdão. O que disse?

Colin conseguiu balbuciar.

– Você é surdo moleque?

A frase veio baixa e perigosa.

– Ah... Eu... – Colin tentou erguer o queixo – Quem é você?

Damon deu um sorriso de lado.

– Absolutamente, você é surdo. Vou repetir garoto. – Ele fazia questão de minimizar a idade de Colin como se ele fosse uma criança – Sou Damon Salvatore. Isso mesmo, O Damon Salvatore que você nos intervalos dos seus desenhos animados, chame Elena, agora.

– Quem esta ai Coll.

A Voz de Elena surgiu por trás, assim que ela alcançou a porta, estagnou.

– Olá Elena.

– Damon?

– Quem é esse cara Elena? – Colin disse tentando se impor, sem muito sucesso.

– Esse menino é deficiente? – Damon perguntou com clara ironia, mas sem alterar a expressão dura.

– O que você está fazendo aqui... Como... Como você me encontrou aqui?

– Era pra ser um esconderijo? Ah... que pena. Estraguei a brincadeira?

– Eu... – Ela franziu o cenho – Não estou me escondendo, o que está havendo com você?

– Esta é uma pergunta interessante... Você está acontecendo.

– Olha o jeito de falar com a Elena.

– Acho melhor calar a boca fedelho.

– Parem com isso! – Elena ficou nervosa.

– Eu não vou me calar seu babaca.

Colin enfrentou.

Damon apenas sorriu como se tivesse tratando com uma criancinha birrenta.

– Mande o júnior ir brincar para conversarmos.

– Damon!

Colin trincou os dentes.

– Mande o Júnior ir, ou você vai vir comigo e por mais que ele esperneie Elena... Você sabe que vem.

Elena trincou o maxilar, e suspirou de raiva.

– Coll... Por favor...

– O que?

– Collin...

– Não... Como assim Elena?

– Preciso conversar com ele, por favor…

– Não vou deixar você sozinha com ele.

Damon riu irônico.

– Ah garoto, meio tarde pra puritanismo, Elena gosta de ficar sozinha comigo.

E então piscou.

– Cala essa porra de boca, Salvatore!

– Colin... Eu preciso falar com Damon... Por Favor... Saia um pouco, não vamos demorar.

– Eu não apostaria nisso.

Elena quase rosnou.

– Len...

– Tá tudo bem, faça, por favor.

Colin estava bufando. Mas qualquer pessoa que olhasse o semblante malicioso de Damon ficaria.

– Não vou para longe Elena... E não demoro.

Ele disse e saiu devagar.

Damon colocou a mão no coração como se estivesse com medo.

Quando a porta bateu, Elena o encarou.

– O que significa tudo isso?

– Por onde quer que eu comece?

Elena estava tremendo de nervosismo já. Não sabia o que estava acontecendo e muito menos como Damon tinha chegado ali, não era desse jeito que ela queria que ele descobrisse.

– Como me encontrou?

– Seu esconderijo é bem fácil de achar, além de ser meu.

– Seu?

– É... Este prédio, bem como metade dessa merda de cidade, são meus.

– Grande merda... Isto não justifica como me encontrou.

– Ah... Isso?

– Exatamente.

– Tem um rastreador no seu carro.

Elena piscou duas vezes antes de engolir a resposta.

– COMO É QUE É DAMON SALVATORE?

Ele continuou com uma expressão tediosa.

– Um rastreador Elena... normalmente é um chip que você implanta num determinado objeto para...

– VAI... SE... FODER... SEU IRONICO DE MERDA! VOCÊ… COM QUE DIREITO VOCÊ

COLOCOU UM RASTREADOR NO MEU CARRO!

– Você está comigo agora.

– E ISSO TE DA O DIREITO DE ME ESPIONAR?

– Quem não deve não teme, e parece... Que eu fiz o correto... Assim eu pude descobrir que você estava tentando me fazer de palhaço.

– O que?

– Cínica.

– Você fumou maconha?

– Não... Não uso drogas e se usasse, não seria droga de pobre.

– Imbecil.

– Cínica...

– Vai se foder, o que deu em você?

– Vai continuar fingindo que não sabe de nada?

– Mas eu NÃO SEI de nada.

– Então olhe nos meus olhos e negue que pediu meu dinheiro pra tirar seu amante marginal da cadeira e vir morar com ele!

Elena piscou algumas vezes antes de absorver exatamente o que ele tinha dito.

– Amante?

Ele estreitou os olhos.

– É, exatamente... Esta pedofilia que você pratica.

– Você tá falando do Colin? O Coll, que saiu daqui agora?

– Exatamente.

Ela demorou alguns segundos calada, até explodir numa gargalhada fria, intensa e raivosa.

– Não me diga que você armou todo este circo por que acha que eu tenho um caso com Colin?

Ele se aproximou, em sua face não havia qualquer traço de simpatia.

– Eu não acho, Damon Salvatore nunca acha nada, ele sempre tem certeza.

– Essa sua arrogância, ainda vai te engasgar.

– Preocupe-se com seu próprio pescoço Elena.

– Não me ameace dentro da minha casa Damon Giuseppe Salvatore!

– tecnicamente, esta casa é minha.

Elena trincou os dentes.

– Devolva meu pagamento adiantado e ficarei feliz em achar uma casa que não seja sua.

– Eu até o faria, Elena, mas seria difícil pra você conseguir tal proeza, não desvie do assunto.

– Eu não estou desviando de porra nenhuma, você que está me ameaçando, completamente maluco, dizendo coisas sem sentido.

– Então é sem sentido que você foi ao meu escritório me pedir dinheiro pra tirar esse vagabundo da cadeia?

Ela parou uns instantes e em seguida empinou mais o queixo.

– Não Damon, não é. Colin estava com problemas e eu...

– Você resolveu ir resolver os problemas do seu amante delinquente as minhas custas?

– Mas que idiotice, Colin não é meu amante.

– Isso aqui, me diz, exatamente o contrário. Ele não só é seu amante, como já o é há anos.

Ele estendeu para ela um papel, com fotos antigas e recentes. Ela e Colin apareciam em todas as pequenas imagens de alta resolução, e os ângulos, a forma como foram dispostas, tudo dava a crê que eles estavam envolvidos emocionalmente.

– Mas o que...

– Não sei. – Ele cortou sua pergunta – Não sei quem mandou, nem por que, mas agradeço. Ninguém faz Damon Salvatore de idiota, Elena e eu não pretendo começar com você.

– Você não esta acreditando nisso está? – A Face dele não se alterou – Pior que está. Damon as coisas não são assim.

– E como elas são?

– Colin é meu amigo.

– Um amigo por quem você compra uma divida alta desta?

– Nós somos como irmãos.

– E irmão beijam na boca um do outro?

– Meu Deus Homem! Nesta foto nós tínhamos 16 anos.

– NÃO ME IMPORTA!

O grito dele ecoou na casa e ela se chocou. Quantas vezes tinha visto Damon Salvatore gritar?

– Não me importa se vocês tinha 2, 10, 16 ou 100 anos, eu não sou idiota. Você não vai entrar na minha vida, pra me sugar como um parasita e me fazer de palhaço.

– Você está cego com isso, não está vendo que não tem sentido, estas fotos são maldosas, você não enxerga?

– A única coisa que enxergo aqui é mentiras e traições.

– Você está me ofendendo.

– E você não me ofendeu? Não é mesmo? Não faz ideia de que provavelmente isto aqui estampará capas de jornais e revistas amanhã.

– Mas não é verdade Damon!

– Então por que mentiu pra mim quando pegou o dinheiro?

– Eu... — ela engasgou, não sabia exatamente o que ia dizer para ele – Eu não sei, eu estava preocupada, e não estava pensando direito, eu...

– Pra mim Elena, Mentira, é atestado de culpa, e eu sei... Por experiência própria. Então você não tem nada com o garoto, mas pede essa soma altíssima de dinheiro por ele, e ainda o leva pra morar com você? Me desculpe, eu posso ter parecido um imbecil movido a tesão, mas não sou tão estúpido assim.

– Dam...

– Comemore Elena Gilbert, você conseguiu o que muitas não conseguiram, mas minha carreira de palhaço acaba aqui.

– Damon se você sair desta casa, acreditando neste pedaço imundo de papel, vai me magoar de um jeito irreversível.

Ele colocou a mão na maçaneta e entreabriu a porta, mas antes de sair olhou nos olhos dela.

– Ótimo Elena. Estarei lhe devolvendo o favor na mesma moeda. Cuide-se.

Então ele saiu, deixando Elena, tão perplexa quanto atormentada no meio da sala.

Elena sentou-se devagar, atordoada com o que acabara de presenciar.

Damon Salvatore tinha invadido sua casa, acusando-a de traição, mentiras. Só faltou acusa-la de adultério.

Ele estava completamente descontrolado, fora de si, parecia enciumado.

Aquilo parecia muito mais do que orgulho masculino ferido, ele parecia estar claramente com ciúme de Colin.

– Damon... Damon Salvatore... Com ciúmes de mim? – ela balbuciou com um meio sorriso se formando a contragosto.

– Elena... Elena...

A voz de Colin parecia tão longe que ela se assustou quando conseguiu ouvir com clareza.

– Nossa Colin! Caralho, quer me matar de susto?

– O que foi que aquele filho da puta fez com você?

– Que filho da puta?

– Damon Salvatore, claro.

– Nada.

– Nada? Como assim nada? E por que você está com esta cara?

– Por que ele está com... – ela se pegou quase falando para Colin – Ele está... louco, ele... Eu não quero falar do Damon agora Colin.

– Vocês estão juntos?

Elena não sabia exatamente como responder aquela pergunta, então levantou-se.

– Desculpa Coll, eu estou com dor de cabeça, preciso descansar um pouco, conversamos mais tarde ok?

– Mas Elena...

– Preciso de verdade. Até depois.

Ela saiu às pressas, antes que começasse a rir até que as lágrimas lhe descessem dos olhos.

Notas finais
Eai ? O que acharam ?? Comentem , Favoritem , Recomendem que tal ? kkkk Bjs até o proximo, e obg a TODAS que comentaram e que acompanham