Notas iniciais
Mais um capitulo , espero que gostem. Gostaria de pedir desculpa pela demora, realmente só vou conseguir postar de fds , pois estudo de manha e de noite, entao fica complicado, mas eu prometo que se der para postar antes de sabado eu postarei. Leiam as notas finais pff

"A verdadeira origem da descoberta consiste não em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos."

Damon já acordou sorrindo.

Não se deu conta de que acordara com um leve sorriso sacana na face.

Fez o ritual de sempre... Espreguiçou-se antes de abrir os olhos, jogando os braços pra cima como uma criança. Era uma das poucas características infantis de Damon que ainda perduravam. A hora de acordar.

Ele tateou no escuro o lado da cama, o lado que algumas horas antes estava Elena.

Estava.

Por que quando os braços dele roçaram o lençol ao lado, estava vazio.

Ele levantou num salto.

Virou de lado e alcançou o controle que acendia as luzes. Sorriu consigo mesmo.

Como é bom ser rico.

Sibilou e em um segundo deixou o quarto claro.

Olhou de lado e ainda havia a marca dela na cama.

Ele olhou em volta e encontrou um bilhete.

“Não cante vitória por isso, mas foi sensacional

Elena”.


Ele gargalhou, não tinha como não gargalhar. Aquela mulher era maluca. Só podia ser.
Uma hora lhe apontava uma arma, outra hora se atracava com ele como se fossem amantes de anos.

Uma hora o xingava e acusava, outra hora era tão ardente que podia ter lhe fritado. Até para lhe agradecer pelo sexo, ela era adversa.

Ele levantou sorrindo, pôs a calça do pijama e desceu as escadas se espreguiçando. Tomaria um café forte e depois uma boa ducha pra acalmar os nervos ainda à flor da pele.
Ele simplesmente não conseguia tirar o sorriso da face, era quase impossível fazê-lo. Qualquer mínima lembrança da noite anterior lhe fazer querer gargalhar.

Ele caminhou para a cozinha. Era uma das poucas coisas que Damon gostava de fazer sozinho. Servir-se das bebidas que queria.

Estava quase lá quando uma voz feminina lhe chamou a atenção.

– Oi Hercules.

Aquilo o teria excitado antes. Talvez até uma semana antes, mas naquele momento ouvir a voz de Rebekah Mikaelson foi quase um balde de água fria.

Ele trincou os dentes antes de virar com um sorriso mais do que forçado.

Damon não era o tipo de cara que se esforçava muito para agradar ninguém.

– Rebekah!

Ele disse sem alterar muito o tom de voz desanimado.

– Oi gostoso. Cheguei de viagem.

– É eu percebi.

Ele disse virando-se e entrando na cozinha sem dizer mais nada.

Serviu-se café e retornou à sala pensando numa maneira de manda-la embora sem ser indelicado demais.

Posso dizer que estou gripado, ou que tenho uma reunião, ou simplesmente mandá-la não encher o saco.

Ele pensou.

Mas antes que precisasse falar alguma coisa, viu que não precisaria.

Rebekah jogou um sutiã em suas mãos e fez uma expressão homicida.

– O que é isso?

Ele perguntou com uma expressão de tédio.

– Até onde eu sei Damon Salvatore, isto é um sutiã.

– Ah é.

Rebekah trincou os dentes.

– Pois é. De quem é isso?

Ele arqueou as duas sobrancelhas.

– Sei lá. Teu não?

– Meu uma ova! Não uso lingerie barata amorzinho.

Ele olhou de novo a peça. Realmente não lembrava, devia estar ali há dias.

Nota mental de reclamar com a arrumadeira. Ele pensou sem dar atenção ao chilique da loira.

– Tem certeza que não é seu?

– Absoluta!

– Mas tem um R nele. De quem mais seria?

– Não sei cafajeste. Consulte a lista telefônica, quem sabe não tem sorte.

Damon rolou os olhos.

– Olha só Rebekah, eu acabei de acordar, não tô com saco para chilique de mulher não. Não a essa hora da madrugada ok?

– São duas horas da tarde seu sacana.

Ele olhou para ela meio perdido.

– Como eu disse... Não a essa hora da tarde. Olha faz o seguinte. Eu preciso tomar um banho, comer algo e ir ver o Ric, se quiser fica ai, mas para de frescura. Vou ter um dia cheio e se for pra eu chegar e escutar ladainha, é melhor você não ficar.

Então ele se afastou para as escadas sem olhar para trás e sumiu nelas deixando uma Rebekah chorosa para trás. Sem nem um pingo de remorso.

Este era Damon Salvatore.

...

Alguns dias havias se passado e Elena não teve qualquer noticia de Damon além das flores que recebera no mesmo dia em que deixara a casa dele. Estavam acompanhadas de um cartão que dizia:

Adoro acordar sozinho depois de uma noite selvagem. Me conhece bem morena. Não podia ser mais perfeito. D.S.

Claro que o cartão estava carregado de ironia de sarcasmo, era bem o jeito dele, mas parece que ela havia ferido mais seu ego do que podia supor ao deixá-lo dormindo sozinho, pois desde então ele não havia mais procurado-a.

Estava começando a ficar inquieta, mesmo a contragosto e não encontrava meios de convencer a si mesma que não se importava.

Não conseguia esquecer a noite com Damon Salvatore. Cada segundo passado estava tão vívido em sua memória como se tivesse acontecido à minutos atrás.

– Não! – ela bateu o telefone pela quarta vez consecutiva àquela manhã. – Não vou ligar pro Ric, não vou pegar o telefone daquele cafajeste e não vou ligar para ele como uma tiete desesperada. Dane-se ele.

Ela levantou e começou a andar de um lado para o outro.

Havia ingressado na LCC associados há poucos dias, o que mais queria era concentrar-se e desempenhar o seu trabalho da melhor maneira possível, mas Damon não saía da sua cabeça.

Começou a vasculhar a estante de livros a esmo, sem procurar de fato um algo pra ler, eram apenas movimentos automáticos enquanto pensava em maneiras de matar Damon sem ceder a vontade de usá-lo antes. Estava tão perdida que se assustou com as batidas na porta.

– Cacete! – ela sussurrou para si mesma, levanto a mão ao peito e massageando-o rápido – Entre!

– Com licença senhorita Gilbert, aqui está o dossiê que me pediu.

– Ah, obrigada Mary pode... pode deixar ai em cima da mesa.

– A senhorita está se sentindo bem? Está meio pálida...

– Estou bem... Obrigada... Só estou um pouco cansada

Ela forçou o sorriso e a mulher retribuiu. Elena se aproximou do documento e o abriu.

– Certo. Com licença senhorita...

– Espere Mary. Está incompleto.

– Perdão?

– O dossiê está incompleto. Onde estão as fotos do caso?

– Ah... Desculpe-me, eu já ia esquecendo. O senhor Donovan me pediu para informá-la de que as fotos estão sendo substituídas por outras mais recentes, chegarão em alguns dias. Ele sugere que a senhorita veja os arquivos do processado.

Elena forçou um novo sorriso.

– Claro. Obrigada.

– Mais alguma coisa senhorita?

– Não Mary, você pode ir.

A mulher sorriu e saiu. Elena bateu na mesa.

– Mas que merda! Odeio trabalhar sem fotos. Como vou olhar a cara do cretino que vou mandar pra jaula? – ela bufou – Vamos lá Elena, hora da pesquisa.

Ela folheou o documento onde estava escrito com letras garrafais na capa.

“Damon Giuseppe” – Berkley – 1995

– Até nome de bandido ele tem. Oh meu Deus Elena, onde você foi se meter?

O telefone tocou e ela atendeu distraída no dossiê.

– Gilbert...

– Que sexy!

Voz dele teve o mesmo efeito que uma rápida descarga elétrica em seu corpo. Como um dos choques que levamos no dia a dia, que não são fortes o suficiente para machucar, mas deixam o coração acelerado e o corpo cheio de adrenalina. Ela respirou fundo antes de falar, não queria parecer afetada.

– Salvatore...

– Recebeu minhas flores?

– Claro. Junto com seu cartão gentilíssimo.

Ele riu baixo.

– Que bom que gostou. Liguei para saber quando podemos nos encontrar?

– Acho que a pergunta certa deveria ser, se eu gostaria de lhe encontrar, não acha?

– Acho que já podemos deixar de lado o fingimento pular esta parte Gilbert, tivemos uma noite de sexo maravilhoso, eu estou louco para encontrar contigo e sei que você também está então por que não deixamos o bla bla de lado e paramos de perder tempo? Que horas eu posso lhe buscar?

– Você é muito presunçoso Salvatore. Por que tem tanta certeza que eu quero te ver?

– Eu tenho.

Ele disse simplesmente.

– Ah é? – ela sentiu a raiva queimar a garganta. – Me dê um motivo para tanta certeza.

– Não vou realmente discutir a tradução dos seus gemidos pelo telefone, mas posso adiantar que eles significaram “quero te ver de novo” várias vezes. E não perca seu precioso tempo mandando eu me foder.

– Tenha um bom dia Damon.

Ela desligou o telefone e começou a resmungar entre dentes.

– Quem ele pensa que é? Quem ele acha que eu sou? Que filho da puta esnobe e grosseiro. Até parece que eu fiquei gritando “quero te ver de novo”. Que ódio!

A porta abriu-se de repente.

– Acho que começamos com o pé esquerdo Gilbert. Vamos tentar de novo.

Damon Salvatore estava de pé em frente a sua mesa com sua cara de canalha que a deixava de pernas bambas

– O que diabos está fazendo aqui?

Ele riu de lado quando a viu perder a cor.

– Adoro causar este tipo de reação. E bem, eu estava muito perto daqui quando bateu o telefone na minha cara.

– Eu... Eu...saia daqui Damon, estou trabalhando.

– Claro que saio. Não quero atrapalhar. – ele rodeou a mesa e a puxou pelo braço até que ela ficasse completamente de pé – Só me dizer a hora.

– Não vou sair com você.

– Ah sim, você vai. Vamos lá Elena, não me faça ter que chantagear você de novo. Odeio insistir.

– Então não insista.

Ele chegou mais perto dela e falou muito próximo a sua boca.

– Eu realmente adoraria morena, mas infelizmente não é só você que não consegue dormir a noite.

– Eu não...

Mas ele não a deixou falar. Colocou as mãos entre seus cabelos, puxou para si e a beijou.

– Me diga a hora.

– Não gosto de ser pressionada Salvatore.

Ela disse respirando forte.

– Eu também não Gilbert, mas não consigo me sentir livre desde que deixou minha cama. Não sou muito sutil, nem tenho muito jeito para ser cavalheiro isso é um fato, mas estou lhe dizendo da maneira que sei que quero você. Não costumo insistir depois do primeiro fora.

– Devo supor que por conta disso sou uma mulher especial?

– É, Deve sim.

– Estou emocionada.

Ele a trouxe mais perto de si.

– E eu excitado. Pode me dizer a hora para te buscar, ou podemos matar esse tesão agora mesmo, aqui.

Ela sentiu suas entranhas se torcerem e seu ventre esquentar de uma maneira absurdamente rápida, mas manteve-se firme.

– Não vou transar com você aqui.

Ele riu de lado.

– Então quando posso te pegar?

– Quando você me convidar para sair como se deve. Agora volta para o seu carro, espere quinze minutos, eu desejo me recompor e ligue novamente fazendo o convite correto. Então podemos ver o que acontece.

Ela sentiu seu braço ser apertado pela mão dele e o viu morder o lábio inferior, abrindo as narinas perigosamente. Sinais universais de impaciência, mas de repente ele relaxou o aperto e sorriu.

– Tudo bem Elena. Como quiser. Aguarde minha ligação.

Então ele simplesmente deu as costas e saiu.

Elena arriou na cadeira respirando fundo. Tinha certeza de que Damon não ligaria e não estava feliz por isso.

“Foi a coisa certa a fazer”.

Ela repetira muitas vezes, mesmo não conseguindo sentir-se melhor. Ela não podia deixá-lo dominar a situação daquela maneira. Ou acabaria como Rebekah Mikaelson ou as tantas outras mulheres feridas por ele.

Mas quinze minutos exatos depois seu telefone tocou.

– Gilbert...

– Gostaria de sair comigo hoje a noite Elena Gilbert?

Ela gostaria de não ter rido. Gostaria que seu estomago não tivesse formigado, gostaria de não ter enrolado as pernas uma na outra para conter a excitação que a voz dele causou em seu corpo e gostaria ainda mais de ter recusado transar com ele em sua mesa.

– Olá Damon. Eu adoraria.

– Que ótimo. Que horas posso pegar você?

– Oito horas seria perfeito, mas não estarei em casa, então você pode passar aqui no escritório.

– Você vai reavaliar minha proposta?

– Que proposta?

– De transarmos no seu escritório?

– De jeito nenhum!

Ela tentou não rir e se odiou pelas imagens que se formaram em sua cabeça.

– Que pena. Isso vai ser interessante sabe Elena?

– Isso o que?

– Essa briga para domar você.

Ela gargalhou. Não conseguiu não gargalhar.

– Vai sonhando. Você é muito canalha Damon, até nome de canalha você tem.

– Qual o seu problema com o meu nome?

– Nenhum tirando o fato de que estou prestes a processar um Damon Giuseppe por fraude entre outras coisinhas. É a sua cara.

– Tenho um nome comum minha cara.

– De fato tem. Estive pesquisando fotos para achar o rosto do meu processado e adivinhe quantos Damon Giuseppe eu encontrei só em York? 43.

– É... uma verdadeira lástima. Se eu pudesse ter escolhido, teria me chamado de Napoleão ou Lancelot, mas meu pai quis Damon então... paciência. Você encontrou o individuo?

– Não, infelizmente é uma lista muito longa. Mas se tratando de um bandido, quem sabe você não o conhece certo?

– Terei que olhar minha lista de amigos, te digo a noite.

Elena riu.

– Preciso trabalhar Salvatore, diferente de você, eu não consigo tudo emprestado.

– Até a noite Holmes de saia. Bom dia.

Elena largou o aparelho sem conseguir conter o bom humor. Mas quando largou o aparelho celular no banco ao lado, Damon não parecia muito feliz.

...

Notas finais
Eai gostaram?? Bom queria agradecer as meninas que comentaram, amo quando comentam serio muito obrigada mesmo! Enfim é isso me digam oq estao gostando , oq não estao gostando e etc , continuem comentando que eu agradeço hahahaha Grande beijo !!