Notas iniciais
Olá olha eu aqui de novo, mais um capitulo , capa nova uhul espero que gostem , leiam as notas finais

“Whenever your world starts crashing down. That's when you'll find me”

Elena estava tão nervosa que o dia nem bem havia amanhecido e lá estava ela de pé. Era sua primeira participação em um caso de júri popular e mesmo estando apenas para adquirir experiência, sem ter uma participação mais efetiva no caso, ela estava uma pilha de nervos.

O motivo principal era o objeto da acusação.

Naquela manhã Damon Salvatore era o centro das atenções de todo o país. Não que não o fosse durante o resto do ano, mas naquele dia em questão, todos os meios de comunicação do país estavam voltados para ele.
Ele não havia lhe retornado na noite anterior, e agora, todas as bancas de revista noticiavam o quão relaxado e tranquilo ele estava.

– Filho da Puta! Egocêntrico! Desgraçado! Descarado! Canalha! Cafajeste! Miserável…

– Lena?

– O que?

– Tá tudo bem?

Só então ela se deu conta de que estava resmungando em frente a uma banca de revistas no meio da rua… E que Elijah estava parado ao seu lado.

Elena havia acabado de sair de casa e em cada esquina que passara, havia visto o rosto do Salvatore em sua frente, sorrindo tranquilamente na festa beneficente o qual tinha participado, com Rebekah Mikaelson ao seu lado em quase todas elas.

– Ah... Eli... Tá... Tá tudo bem...

– Quem você tava xingando?

– Eu.... Eu... O... Ned Beatty.

– Quem?

– O Beatty... O... Urso.

– Urso?

– Toy Story 3...

– Você tá xingando um urso de desenho animado?

– Ele é um vilão Eli... Esquece, às vezes parece que você não teve infância.

– Eu tive Lena, mas... Ela acabou alguns bons anos atrás, sabe?

– Ah, vai se danar Felton.

– Posso ir me danar depois do julgamento? Por que olha, estamos quase atrasados... Você poderia deixar para xingar o Neddy depois não acha?

– Acho. Acho sim, vamos embora.

Elijah olhou para a banca e apontou.

– Olha lá o nosso homem do ano — A revista estampava fotos de Damon, escolhido como personalidade do ano, apesar de tudo – Será que o pegaremos desta vez?

– Quem dera sejamos nós a pegá-lo — O tom de voz saiu carregado, mais de rancor que de sede de justiça.


– Se eu não te conhecesse diria que é algo pessoal.

– O que?

– Você e o Salvatore. Diria que você tem algo pessoal contra ele.

– É claro que tenho algo pessoal contra ele Eli. Se todas as acusações contra Salvatore forem reais, ele roubou milhões, dos quais algumas libras saíram também do meu bolso, isso torna tudo muito pessoal.

Elijah riu.

– Seja imparcial Elena Gilbert, regra numero um lembra?

“Como eu vou ser imparcial neste caso, por todos os deuses? ’’ Ela pensou, mas tudo o que mostrou, foi um sorriso forçado.

– Acho melhor irmos Elijah, e acho melhor irmos direto para o tribunal agora, já não vamos mais encontrar ninguém na LCC.

– Tem razão. Vem comigo, eu te dou uma carona.

– ok.

O transito caótico, fez com que Elena e Elijah chegassem ao julgamento em cima da hora. Os repórteres já fechavam a entrada da corte, com a chegada do acusado.

– Vamos entrar por trás Lena, o bom da popularidade do Salvatore é que ele nos deu tempo de chegarmos até aqui.

Elena parecia estar longe, o olho fixo na pequena multidão formada na entrada principal do prédio. Ela apensas sentiu-se sendo levada.

Entraram apressados, driblando todos os seguranças, repórteres e curiosos que podiam e chegaram a sala principal no exato momento em que Damon entrava, sorrindo para as câmeras como um superstar.

– Matthew Donovan! Aqui estamos nós de novo.

– Damon Salvatore.

Elena paralisou alguns metros de distancia de onde os dois homens se digladiavam com os olhos.

– Pronto para fazer com que o estado me pague mais alguns milhões de indenização?

– Na verdade não, estou pronto para lhe colocar na cadeia por tempo indeterminado.

Damon riu.

– Vai entrar no mesmo ciclo vicioso do seu pai? Tem alguns anos que ele vem tentando.

– Tenho o que é necessário Salvatore.

– Tem mesmo? Parece que eu já ouvi este disco antes.

– Você se acha demais Salvatore.

– O que dizer Donovan? A vida não é generosa para todos.

– Você é tão fodão quanto quer parecer?

– Venha aqui e tire suas próprias conclusões.

– Farei isso Salvatore, mas pelos meios legais.

– Isso é uma maneira bonitinha de dizer que está arregando seu merdinha?

– Já chega Matthew — A voz do homem que acabara de chegar calou e gelou a quase todos, menos Damon que continuou sorrindo.

– Pai...

– Vamos deixar o Salvatore nas mãos da justiça.

– Sim, senhor.

Damon piscou para os dois homens.

– Vejo vocês na saída. E obrigada por acrescentarem mais dinheiro a minha conta.

– Idiota.

– Chega Matthew!

Matt ainda encarou Damon, antes de entrar ao lado do pai e do resto da equipe. Damon entrou logo atrás. Matt caminhou apressado, caminhando nervosamente ao lado do pai.

– Quais as chances de condenação?

– Temos muito material contra ele, as chances são boas, mas em todo caso, estamos lhe dando com Damon Salvatore. Tentamos pegá-lo há anos, todas as vezes que o acusamos de algo, este filho da puta consegue se safar e ainda processa o estado. Desta vez só abri o processo por que temos boas chances.

– Quanto?

– Setenta por cento.

– Não é o suficiente. Não para mim. Preciso de Damon Salvatore atrás das grades e tem que ser logo.

...

Eles se acomodaram cada um seu devido lugar e Damon passou. Chegava a ser irritante a quantidade de confiança que ele esbanjava. Ele se sentou no banco dos réus e olhou diretamente para Matt, com a sombra de um sorriso cínico.

– Pouse sua mão direita sob a Bíblia senhor Salvatore e jure que dirá somente a verdade neste tribunal em nome de Deus.

– Pouse a sua primeiro meretíssimo, e jure não ter sido comprado por Mikael Mikaelson… Em nome de Deus.

– Como disse? — O Juiz virou-se perplexo, perguntando-se se tinha mesmo ouvido aquilo.

– Estou querendo apenas garantir que...

– Eu deveria lembrá-lo que está sendo acusado de estelionato, fraude, sonegação, falsidade ideológica, danos ao patrimônio publico, assedio sexual e atentado violento ao pudor. Está consciente disto senhor Salvatore?

– Eu? — ele riu como se pouco importasse — É… É eu estou.

– E acha isso engraçado?

– Depois de ser acusado… E inocentado seis vezes dos mesmos crimes… Sim excelência, eu acho isso engraçado.

– Tem idéia de que posso mandar lhe prender agora por desacato?

Damon abriu a boca para retrucar, mas seu advogado foi mais rápido.

– Meritíssimo, permita-me trocar duas palavras com meu cliente.

O juiz mesmo olhando feio, concedeu.

– Tem um minuto.

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O homem aproximou-se do banco e sussurrou.

– Você por acaso bebeu? Fumou um baseado? Quer foder com toda a linha de defesa antes mesmo do julgamento começar?

– O que eu fiz demais?

– Ganhou o desgosto do Juiz Damon! Você é louco?

– Eles não podem me condenar.

– Pelo amor de Deus Salvatore, quer ser defendido. Ótimo! Mas ajude-se, abaixe esta crista pelo menos uma vez.

Ele arqueou a sobrancelha.

– Ok, ok, não tenha um filho aqui certo? Vou me comportar.

– Eu espero, e espero poder minimizar esta merda de estrago que você fez – Damon não respondeu e o homem apenas se virou para o juiz – Peço perdão meritíssimo, meu cliente está nervoso. O homem olhou para Damon, que ainda mantinha uma sombra de sorriso nos olhos e bufou.

– Vamos começar.

O principal advogado de acusação iniciou seu discurso inicial com muita empolgação, principalmente depois do deboche de Damon.

– E assim senhoras e senhores, o estado vai provar neste tribunal, com fatos além de qualquer duvida... Que o senhor Damon Giuseppe Salvatore é culpado por todos os crimes ao quais está sendo acusado... Obrigado.

Então o espetáculo começou.


Durante as horas seguintes uma série de perguntas, que para pessoas comuns teriam um efeito de constrangimento altíssimo. Damon as respondeu com a maior calma do mundo.

Os olhos dele, nunca se fixavam no advogado, ou no juiz, nem mesmo nos jurados. Eles passeavam vagamente, sem olhar para um ponto específico, mas Elena sabia, soube o tempo todo, que era para ela que o olhar se direcionava.

Uma boa quantidade de testemunhas, de acusação e defesa, foram chamadas para depor, após uma série maçante de interrogatórios, o primeiro recesso.

– Recesso de uma hora até a próxima sessão.


Damon levantou muito devagar. Encarando a equipe de acusação como um predador encara o outro.

Um olhar que dizia muitas coisas, quase todas elas terríveis. Pouca gente gostava de cruzar seu caminho. Ninguém gostava de lhe ter como inimigo.

Tudo o que Damon Salvatore queria ser, ele era com perfeição, principalmente quando decidia ser ruim. A vida lhe mostrou as armas, ele aprendeu a manusear todas em seu favor. Damon costumava dizer que em seu processo de aprendizado não houve cartilha melhor que suas feridas, as cicatrizes não lhe deixava esquecer das lições.

Com o bater do martelo, todos começaram a se levantar, arrumar seus papéis e documentos. Elena ainda sentia o coração batendo muito forte, ainda sentia a pressão dos olhos de Damon sobre ela.

Queria afastar aqueles pensamentos, queria esquecer que o réu era ele. O mesmo homem que a levara para a cama noites atrás, o mesmo homem que fazia suas defesas derreterem como gelo no sol. O único homem que acabou com sua resistência. O único homem que fez seu coração enlouquecer daquela maneira.

Tinha que ser um ladrão? Um estelionatário? Um cafajeste como Damon Salvatore?

Ela não podia se deixar entregar as emoções daquele jeito. O que houve entre ela e Damon fora um erro e havia acabado.

O sonho dela estava ali e estava se concretizando e ela simplesmente não conseguia se concentrar em uma só palavra da ata que preparara. Tudo por que aquele homem irritante, debochado, irresponsável e perigoso havia entrado em sua vida.

De repente notou que respirava alto demais.

– Lena... Elena... — A voz distante de Matt aumentou quando ela voltou a realidade. Ele segurava seu ombro como um gesto protetor e a sacudia levemente.


– O que foi?

Ela piscou algumas vezes tentando afastar o rosto de Damon da sua cabeça e parar de ver seus traços no rosto de Michael.

– Você está bem?

– Estou... Por quê?

A mão dele escorregou do ombro e agarrou a dela.

– Por que você está ofegando e está gelada.

Elena, puxou a mão como se houvesse levado um choque. Tudo agora era extremo, principalmente o medo de alguém notar alguma coisa.

Durante toda a sessão, Damon a encarou descaradamente, sem medo de que alguém notasse. Era como se ele não estivesse num tribunal, nem correndo o risco iminente de ser condenado e preso.

Ele parecia estar livre, num ambiente próprio para o flerte. Por que era exatamente isso que ele estava fazendo. Seduzindo-a com os olhos e o sorriso malicioso no canto dos lábios.

– Estou bem Matt. Eu só...

– Elena... – Ele pegou de novo a mão dela e esfregou entre as suas como se quisesse esquentá-las. Elena não conseguiu evitar uma olhada de esguelha quase que automática para Damon que ainda estava junto de seus advogados na mesa ao lado. Ele a olhava descaradamente e sua expressão era incompreensível – Eu sei que este caso é muito importante para você, eu sei que nossos sonhos e planos estão todos depositados nele, mas você precisa relaxar. Não pode ficar assim.


Ela olhou para Matt por um tempo, sem saber o que dizer, sem saber o que de fato ele quis dizer, até compreender que ele relacionava seu nervosismo ao destino do caso.

Ela sorriu afetadamente, tentando parecer apenas cansada.

– Você... Tem razão Matt, eu só... Eu vou me acalmar ok? Só preciso de um tempo.


Ela puxou a mão de volta e terminou de organizar os papeis da mesa rapidamente, enfiando-os de qualquer jeito na pasta e voltou a olhar para ele e sorrir.

– Não se preocupe, eu vou comer algo e m acalmar, voltarei melhor após o recesso ok? — Ele acariciou seu rosto com uma das mãos e ela imaginou se Damon estava vendo aquilo.

– Não quer que eu faça companhia?

– Ah...Não... Não realmente, eu vou... Vou ao banheiro e depois quero ficar sozinha para analisar os dados que... Elijah me passou.

Matt segurou o rosto dela entre as mãos.

– Tudo bem, te vejo depois do recesso.

E então ele depositou um beijo leve em seus lábios.

Elena parou de respirar por um tempo e quando Matt soltou seu rosto sorrindo e se virou para sair, ela buscou Damon com os olhos, mas não o encontrou. Odiou-se no instante seguinte. Não devia satisfação a Damon Salvatore. Mas não conseguia parar se perguntar se ele tinha visto algo.

Ela e Matt Donovan já não tinham mais nada, as vezes, antes de Damon entrar em sua vida, se divertiam juntos quando queriam, sem compromisso algum, mas ele manteve o costume de pequenos carinhos íntimos. Como ela não pensava em relacionamentos sérios, não se incomodou com isso. Mas agora, os toques e carinhos de Matt não faziam mais o mesmo efeito. Agora incomodavam.

Ela ainda olhou ao redor da sala, procurando Damon em algum canto, mas não encontrou, então agarrou a pasta e saiu rapidamente em direção ao banheiro. Entrou e respirou aliviada por estar vazio.

Jogou a bolsa de lado e recostou-se na pia. Precisava pensar, precisava se controlar. Precisava de paz. Damon havia sugado sua paz.

Fechou os olhos com força e respirou fundo. Iria se acalmar, ficar um pouco sozinha e depois se forçaria a comer algo. Fome mesmo não tinha, mas precisava se alimentar.

Fechou os olhos com força e lembrou do jornal, com a foto de Damon, na festa beneficente, e Rebekah agarrada ao seu braço, sorrindo como uma noiva em lua de mel. Bateu com os punhos fechados na pia, a raiva consumindo seu cérebro, o ciúme aflorando.

– Não vou definhar por causa daquele cafajeste desgraçado – Ela disse para o espelho – Ele me pareceu muito bem com aquela loira anoréxica.

– Não tão bem quanto se estivesse com você — A voz dele foi como o estouro de uma bomba em seus ouvidos. Ela pulou para o lado, quase horrorizada, o coração aos saltos, sem querer acreditar no que ouvira. Mas ao se virar, constatou que Damon Salvatore estava mesmo na porta do banheiro feminino do fórum.

– Assustei você? — A voz macia, amigável, que ela sabia ser só um disfarce. Era na verdade perigosa.

– O que faz aqui? – Falou como pode, a garganta seca, a voz enfraquecida pelo susto.

– Quero falar com você Gilbert.

– Isto... É um banheiro feminino – Ela disse e se sentiu uma idiota. Obvio que ele sabia que era.

– É mesmo? Nem notei — Damon andava a passos lentos como um tigre, que se aproxima lenta e silenciosamente da presa. Elena recuava a cada passo que ele dava.

– Você pode ser preso.

Ele riu alto. Uma risada de puro deboche.

– É? Por isso? Os babaquinhas de terninho, que tentam me prender há anos, vão me pegar por isso aqui? Vamos ver.

– O que você quer Damon?

– Te dar um aviso.

– Aviso... — Ela repetiu – Que aviso?

– É para o seu amiguinho na verdade – Ele estava bem perto.

Ergueu a mão e deslizou pela bancada da pia enquanto se aproximava dela e sorria de lado ao vê-la prensada contra um Box de banheiro trancado com uma placa escrita em letras grandes “manutenção”.


– Quero que avise... Diga para ele... Que... Se tocar de novo em você... Como tocou hoje... Ele vai descobrir a falta que fazem os dedos de um homem — A voz ainda era suave, como se falasse a uma criança, mas a força por trás dela era intimidadora.

– Matt... É meu amigo... E você não tem o direito...

– Tenho todos os direitos. Todos eles. Desde aquela noite, você é minha Gilbert. Minha mulher e eu sou um homem possessivo. E é bom, para o bem da saúde do Donovan que ele continue sendo só seu amigo.

Ele parou a centímetros dela.

– Não sou um objeto! Não pertenço a ninguém!

– Se fosse um objeto. Eu não teria sentido todo aquele prazer. Pode ter certeza. Quanto a pertencer ou não... É discutível.

– Você é...

Ele tocou os lábios dela com os dedos.

– Existem lugares em você, onde apenas eu tenho permissão de tocar, é bom que ele entenda.

– Matt não sabe de nós... Ninguém sabe!

– Escolha sua.

– Eu não sou louca de assumir qualquer tipo de envolvimento com você Salvatore!

Ele riu de novo.

– Azar o seu. Terá que descobrir outro meio de manter seu amigo longe então.

– Você não me pareceu inclinado a manter suas amigas longe, pelo que vi.

Damon permaneceu calado por um tempo, e depois tocou-lhe o queixo.

– Isso também foi culpa sua. Você se recusou a ir comigo no baile de caridade.

– E você se apressou em me substituir? — Ela estava odiando a própria incapacidade de segurar as palavras na boca, e todo o ciúme acumulado nos últimos dias explodiam naquele momento.

– Eu precisava ir com alguém.

– E procurou logo a vaca loira?

– Você está com ciúme?

– Não seja ridículo! Eu não estou com ciúme! — Ela tentou passar por ele, mas ele a deteve usando a força para prendê-la contra a porta do Box.

– Você fica sexy neste terno... –Ele disse mergulhando o rosto em seu pescoço, alcançando o ouvido – Eu estava excitado naquela cadeira, ainda estou... Sinta...

– Damon... Não...

– Você fica sexy quando fala para o júri, fica sexy brava... E eu estou cansado de esperar — Ele pressionou o corpo contra o dela e ondulou, ela sentiu toda a extensão do seu desejo.

– Pelo amor de Deus, alguém pode entrar aqui – Ela quase chiou em vez de falar. Ele segurou o botão do seu terno e desabotoou.

– Estamos perfeitamente seguros, e agora, eu vou mostrar que lugares o Donovan não pode tocar, agora... Eu vou fazer amor com você.

– Não podemos...Damon...

Ela tentou afastá-lo, mas ele a segurou virou de costas para si e beijou seu pescoço lhe arrancando um gemido.

– Eu sou Damon Salvatore minha querida, eu posso tudo.

– Você é um convencido, arrogante, irritante e cafajeste — Ele riu, os olhos dele se apertaram quando ele sorriu e ela sentiu o coração e o corpo responderem em uníssono.

– Foi por isso que você se apaixonou por mim?

– Não me apaixonei por você. Isso é...

– Só sexo? – Ele ainda sorria, mas as mãos dele apertaram um pouco mais seus pulsos – É? Então você não devia se preocupar com a Rebekah.


– Mas eu não...


– Certo, Elena... Certo. O resto do mundo acredita em você. Agora eu não quero mais falar...Tenho coisa muito melhor para fazer -Ele afastou um pouco as mãos dela e mergulhou o rosto no pescoço, beijando toda a pele, quebrando a resistência dela.

– Meu Deus, Damon... Estamos num banheiro.

– Eu sei, não é excitante?

– Ai Dam... — Ela gemeu quando ele subiu as mãos para os seus seios.

O engraçado com Damon é que ele não precisava se esforçar muito para ganhar a rendição do seu corpo. Matt sempre precisou ser paciente para despertar seu desejo. Sempre precisou ir com calma, caprichar em preliminares. Não se lembrava de grandes arroubos de desejo, de sexo desesperado ou ânsia. Era bom... Mas era só isso.

Damon lhe roubava o fôlego em minutos. Acabava com seus neurônios, a tornava intelectualmente inválida. Fazia seu corpo entrar em combustão, experimentar a sensação de um incêndio. Não precisava de muito para fazê-la sucumbir. Era incrível como apenas a maneira de olhar, a maneira de sorrir, fazia com que ela se sentisse totalmente excitada, com que as cenas mais excitantes e os desejos mais íntimos e obscenos invadissem sua mente.

Ele separou suas pernas com uma das dele, forçando mais contato no corpo.

– Eu quero muito você Lena. Quero aqui mesmo... Passei o diabo naquela cadeira desgraçada, ouvindo aquele monte de merda, mas na verdade eu não parava de pensar em ter você. Em tocar você. Meu Deus, sua feiticeira o que faço para me controlar?

– Damon... Para... Por favor...

– Ah você não quer que eu pare ruiva… Esse seu cabelo… — Ele soltou os pulsos dela, mas ela não voltou a empurrá-lo, pelo contrario, as mãos desceram pela lapela do terno e se agarraram a ele.

Ele embrenhou as mãos no cabelo dela soltando o coque apertado.

– Esse seu cabelo... É... Injusto com as outras mulheres sabia?

A língua dele passeava pela pele dela, evitando a boca, de propósito ela sabia. A ânsia de receber um beijo já estava quase mo limite. Ela entendeu que não conseguiria mais recuar.

Os cabelos caíram sobre os ombros e ele a agarrou no rosto, beijando com fúria, posse, poder.

Elena apertou mais a lapela do terno e o puxou para si.

– Seu... Desgraçado... -Ela falou entre o beijo e ele apenas sorriu, inclinando a cabeça dela para tomar mais para si.

– Preciso tocar você... Agora.

Ele disse enquanto soltava sua cabeça, mas as bocas não se separaram. As mãos fortes se atrapalharam com as pequenas dela quando ambos tentaram retirar as roupas ao mesmo tempo. Ela agarrou a gravata, afrouxando-a de qualquer maneira, e empurrou o terno para trás, enquanto ele abriu com rapidez todos os botões do sobretudo alinhado que ela usava.

Segundos depois ela abria os botões da camisa dele, e ele arrancava as alças do vestido, invadindo a peça, alcançando seus seios ainda cobertos pela lingerie e praguejando contra o pedaço de pano.

Ele segurou a peça de roupa com as duas mãos e ela se assustou por alguns segundos, segurando suas mãos, impedindo-o de continuar.

– Não... Não o arrebente... Eu preciso... O recesso... — Ele afirmou que entendeu com a cabeça, mas já respirava forte. Sua expressão já estava modificada, séria, a necessidade e o desejo estampados no rosto. Depois voltou a beijá-la e soltou o fecho traseiro da peça, libertando seus seios.


Sem muita paciência, ele arrancou a própria camisa, depois a levantou no colo, sentando-a na pia mais próxima, levantando seu vestido e enfiou a mão por dentro enquanto inclinava-se como podia para tomar os seios na boca.

– Ai, Deus... — Ela gemeu com a súbita invasão, da língua em seus mamilos e dos dedos em seu sexo.

– Minha nossa, como você é quente. É quente como o inferno. Meu inferno.

– Damon... Toque-me... Toque-me.

Ele afundou os dedos na cavidade molhada e ela tremeu.

– Isso...

– Você... Elena...

– Tire a roupa...Vamos Damon, tire...

Era irreal a maneira como se transformava nos braços dele, a maneira como se entregava às tentações e aos pedidos do seu corpo. Tornava-se devassa, desinibida... Sexual. Como nunca antes fora.

Ele se afastou dela, meros segundos e tirou as roupas de baixo.

– Tira as suas – Mandou com a voz rouca. Uma ordem. Ela teria odiado receber ordens de um homem. Se este homem não fosse ele. Ela apenas obedeceu. Desceu da pia e tirou suas roupas mais rápido do que podia notar. Ele a segurou nos braços, elevando-a o suficiente para que seus corpos se encaixasse e ele pudesse penetrá-la.

Elena agarrou seus cabelos e reprimiu um grito mordendo o lábio inferior com força.

– Minha...- Ela deitou a cabeça no ombro dele, com os olhos fechados, as pernas presas em sua cintura -- Por Deus... Isso é um banheiro...

– Isso importa? Não morena, não importa. Só isso... – Ele movimentou-se e ela ofegou levantando a cabeça e abrindo a boca para buscar o ar – Só isso importa...

– Dam...


Ele movimentou-se de novo, com ela nos braços, sem muito esforço. Pareciam peças de quebra — cabeça perfeitamente encaixadas. O metal do Box em contato com o pano, e as respirações alteradas combinadas aos gemidos contidos eram os únicos sons do local.

– Mais... Damon...

– Meu Deus... Isso é... Incrível...

Ele continuou se movimentando dentro dela e Elena o apertou mais contra si. Não conseguia conter o espanto consigo mesma. Era um banheiro, o banheiro feminino do fórum, e ela estava lá, seminua, entregue nos braços dele. Não precisou esforço, nem preliminares, nem incentivos.

Um olhar, um toque, um beijo, e ela explodia de tesão pelo homem mais canalha que conhecia.

– Elena... Eu... Vou... — Ela o impediu de falar, sabia que o orgasmo dele estava tão próximo quanto o dela, então pegou seu rosto entre as mãos e o beijou, exatamente no momento em que seu sexo pulsou pela gloria de um clímax explosivo.

Ela se contraiu inteira, os dedos dos pés se enrolaram, os pelos do corpo eriçaram e em seguida, com um gemido relativamente alto, Damon se deixou levar.

Foram necessários vários minutos para que os dois conseguissem se recompor, mas logo Elena estava de costas para ele, tentando acertar a marca do terno, para que ele não parece amarrotado. O silencio reinava no banheiro.

Quando ela virou, Damon estava devidamente e impecavelmente vestido. Ela não entendia como ele conseguia. Pratica talvez.

– Não faço sexo casual num banheiro com qualquer mulher — Ele disse como se lesse seus pensamentos. Ela baixou os olhos.

– Não disse nada.

– Mas pensou -Ela levantou a cabeça quando ele a obrigou com as mãos.


–Rebekah… Não significa nada para mim. Não sou um homem de duas palavras. Ela sabe que você está em minha vida e ela sabe... Que isto tudo, depende de você.

Ela tentou se soltar dele, mas não conseguiu.

– Não posso... Não posso me envolver com você Damon — Ele riu, mas não havia graça na risada.

– Já está envolvida Elena. Não adianta mais. Espero você hoje a noite, na minha suíte. Não me faça ir buscá-la, por que eu vou Gilbert.

Ele a soltou. Ela se vestiu e saiu sem dizer uma palavra.

– Ah... — Ele disse antes de ela sair – Não esqueça... Afaste o Donovan, se quiser que ele fique inteiro.

Damon recostou-se próximo ao espelho e acendeu um cigarro. Precisaria ajeitar aquelas roupas antes de voltar à sala de julgamento. Mas realmente não estava se importando.

“O segredo da força está na vontade”

Giuseppe Mazzini

Notas finais
Bom espero realmente que gostem o finalmente julgamento aushsauhsua obg p quem comentou realmente , depois eu responde vcs... Bom como ja sabem sofro muito em relação a comentarios nessa fic, entao só irei postar o prox capitulo se tiver bastante comentarios ou indicações Bjs