Intimidade
19 Decisão
Notas iniciais
E se ele tivesse que fazer uma escolha? Estaria pronto para escolher entre Elena e Alaric?
Em outros tempos, sequer precisaria pensar nisso. Jamais colocaria a amizade com Alaric em xeque. Era seu melhor amigo. Na realidade, era seu único amigo. O único que sabia tudo sobre ele, o único que podia chegar de verdade até ele.
Gostava de Alaric de verdade. Era um laço inquebrável, seria para sempre. Ele jamais esqueceria o que Alaric fizera por ele. Depois de tantas porradas que levara da vida, depois de tantas decepções, achara enfim, um ser humano que valia a pena.
Damon tomou um gole do whisky e arriou na cadeira.
Como ele pôde dormir com a sobrinha do melhor amigo?
Quanto tempo fazia mesmo, desde que se conheciam? Oito... Nove anos? Ele não conseguiria saber com certeza. Só sabia que fora na época mais negra de sua vida, onde o descontrole havia tomado conta.
Ele estava caminhando para o fundo do poço, mas Alaric o salvara.
Flashback.
– Ei vagabundo! Acorda! Meu bar não é hotel!
Damon se moveu um pouco, mas suas pálpebras estavam muito pesadas. Ele não conseguia abri-las. Ouvia a voz de alguém, e sentia os sacolejos, mas não conseguia se concentrar no que estava acontecendo.
Várias garrafas vazias jogadas no chão, mostravam o estado de alcoolismo em que ele se encontrava.
– Acorda seu idiota, ou vou colocar você pra fora assim mesmo.
– huuuumm.
Ele resmungou, mas ainda assim não acordou.
– EI Theo! – O cara gritou pra outro que estava na outra ponta da sala – me ajuda a colocar esse cachorro aqui pra dormir na rua.
Damon finalmente conseguiu abrir os olhos quando sentiu-se erguido pela camisa, quando percebeu que estava sendo arrastado conseguiu dar um impulso para trás e se soltar dos homens que o seguravam.
– Me solta! – ele disse engrolado – Que palhaçada é essa?
O outro cara o segurou pela gola da camisa e o empurrou.
– Fora, pinguço!
– Me solta!
Ele tentou acertar um soco no homem, sem sucesso.
Damon ia apanhar, e seria a surra mais feia que já havia levado, pois outros dois homens já se juntavam aos amigos, prontos para arrancarem-lhe o couro, mas ele foi puxado para trás e coberto por alguém.
– Vamos manter a calma pessoal... – Ele ouviu a voz do homem que se pusera na sua frente – Violência não leva a lugar algum.
– Sai da frente, palhaço!
Um deles gritou.
– Não vão bater nele, camaradas.
O Homem afirmou sem aparentar medo.
– Não preciso que me defenda... sai da frente.
Damon tentou passar, mas não conseguiu dar passos regulares.
– Vamos colocar esse otário pra fora.
– Ninguém, vai mexer com ele. Vocês deviam ter vergonha de tentar bater num cara nessa situação. Ele nem se aguenta de pé.
– Mas você está bem aprumado amigão. Então pode fazer a serventia de apanhar no lugar dele.
Disse o mais alto.
– Não quero briga.
Alaric falou
– Mas arranjou.
Os homens começaram a cerca-lo, mas ele não se intimidou, e nem recuou.
Os seguranças do bar se aproximaram.
– Arranjando confusão de novo, Hal?
– Este palhaço estava dormindo nas mesas.
– E você estava agindo como dono do bar, de novo?
Falou o outro homem.
– Estou apenas fazendo meu dever.
– Seu dever é limpar o chão, e não espantar os fregueses.
– Eu estava...
– Chega Hal! Volte ao trabalho. E os senhores... – ele disse voltando –se para Alaric.
– Estamos de saída. – Alaric disse antes que ele falasse algo mais.
– Não estamos porrrrra nenhuma – Damon falou engrolado – E vou beber... Eu tenho dinheiro... Vou beber nesta porrrra.
Ele tentou entrar de novo, mas Alaric o segurou e o arrastou para fora do bar.
– Me solta! Quem você pensa que é? Tira... as mãos...de mim.
– Você não vai voltar pra lá amigão. Não corri riscos de ser feito em fatias para você ir jogar sua carne aos cães. Sossegue, ou vai acabar apanhando mesmo.
– Quem é você, idiota?
– Sou um cara mais sóbrio que você. Vem comigo... Onde você mora?
– Não vou te dizer onde eu moro...
– Ah vai sim.
...
Flashback End
Era engraçado como as coisas tinham tomado um rumo inesperado. Após deixar Hogwarts, Damon assumiu toda a fortuna dos pais e do padrinho Sirius, tornando-se um dos homens mais ricos do mundo. Entrara para todas as listas do New York Times, e tornara-se o homem com menos de 30 anos mais bem sucedido do mundo.
Economistas do mundo todo deram suas opiniões a respeito do novo ícone das finanças, quase todas as opiniões foram unanimes em concordar que sua fortuna escorreria pelo ralo.
Alguns diziam que ele era jovem demais, inexperiente demais, boêmio demais... O que ninguém sabia, era que por trás de toda aquela máscara de irresponsabilidade, havia um homem marcado, furioso e ávido por poder.
Saber que tinha toda aquela fortuna guardada, servira apenas para enfurecer ainda mais Damon Salvatore. Sofrera durante toda sua infância e adolescência por nada, quando podia ter vivido do bom e do melhor.
Deixara Hogwarts com a ideia fixa de que seria maior que o mundo. Todos andariam debaixo das solas caras dos seus sapatos.
Assim foi durante muito tempo. As únicas pessoas a quem ele demonstrava um pouco de consideração, eram Dumbledore, que o havia protegido como podia e Hagrid, o gentil caseiro de Hogwarts, que cuidara de suas feridas.
Havia levado Hagrid consigo, dera a ele a posição de mordomo, mas a verdade é que
Hagrid cuidava de sua vida.
Deveriam ser as únicas pessoas com quem Damon teria proximidade, até que seu caminho cruzou o de Alaric. No momento em que, mesmo com os planos traçados, ele estava caindo no abismo que a imprensa havia descrito para ele.
Ele fechou os olhos de novo, relaxando com o a bebida, devanear era um de seus passatempos prediletos, quando podia se dar ao luxo de ter tempo para isso.
Flashback.
– Cacete, me solta! Quem é você? Minha mãe?
– Não... – Alaric disse com muita paciência – Se eu fosse sua mãe, você seria um corpinho infantil enterrado com uma coroa de flores e uma frase bem nítida na lápide “Aqui jaz o pior filho do mundo”.
– Vai tomar no cú, seu idiota, você não entende que eu não quero ajuda? – de repente ele mudou de expressão — Cara seu cabelo é bonito.
– Oh! Grande observação. Em que rua entramos?
– Á direita... Cara eu vou sozinho... Que chato você é.
– Eu vou me certificar de que foi pra casa.
– Você sabe quem eu sou?
– Sei sim, o ultimo bêbado do bar da rua 15, agora cala a boca e anda, que mesmo sob as duas pernas, você é pesado.
– Vai me colocar na cama, babá? Se tentar me beijar, eu corto sua língua.
– Não se preocupe Romeu, você é bonitão, mas não faz meu tipo.
– É aqui...
– Ok, vamos lá.
– Eu vou sozinho Porra!
– Prefiro garantir.
Alaric se aproximou e tocou a campainha da casa. Ele quase cedeu ao impulso de andar passos enormes para trás quando a figura alta e estranha, surgiu na porta de repente.
Já tinha visto homens altos, mas aquele...
– Damon?? Está tudo bem?
Ele disse com a voz grave que mais parecia um estrondo.
– Tá sim... Só esse mala, que acho que se apaixonou por mim e não quer sair do meu pé. Dê o corpo dele para os cães Hagrid.
Alaric não se alterou, continuou encarando o homem enorme a sua frente e perguntando-se o que um bêbado queria naquele casarão.
– O que houve com ele?
Hagrid fez-lhe uma pergunta direta.
– Ia brigando no bar da Rua 15... Na verdade ia apanhando de quatro homens, mas eu o trouxe. É seu filho?
Após alguns segundos de silencio, o homem respondeu.
– Sim.
Damon cambaleou e entortou um pouco os olhos quando riu.
– Eu sou seu filho, Hagrid? Éeeeeee, eu sou seu fiiiiiiilho não é? Hum? Papaaaaaaaaai.
Parecia uma criança.
Devia ser filho do mordomo. Ele pensou.
– Ótimo, está em casa então.
– Obrigado.
O Homem pegou Damon, com uma enorme facilidade, apoiando-o em um dos ombros e ia entrar na casa, mas ele parou e virou-se.
– Ei... Ei do cabelo bonito! Shiuuu. Olha aquê — Alaric virou-se e o encarou – Por que... Por que você me ajudou? Você nem me conhece...
– Então eu deveria ter te deixado apanhar até morrer por causa disso?
– Ninguém ajuda outra pessoa sem querer nada em troca, e eu não tenho nada pra te dar em troca.
– Um obrigado vai bastar?
– Sim, Damon não é? Pois é Damon, um obrigado, basta.
– Obrigado então.
– Por nada... Ah, e... Pare de andar pela periferia de Londres, ou vai acabar tão deprimido que vai morrer achando que a humanidade não presta, e embora você tenha mil razões para acreditar nisso, eu creio... Não é verdade. Fique bem, Damon.
E então Alaric foi embora.
Alguns dias, depois de uma minuciosa investigação se certificar de que ele não era um golpista que tentara parecer o salvador de um ricaço em apuros, Damon procurou-o, tentando oferecer-lhe recompensa pelo seu ato.
Alaric não aceitou.
Isso intrigou Damon.
Não importava a quantia que ele oferecesse, ou os benefícios, Alaric não aceitava nada.
Mas aceitava sair pra beber e jogar uma sinuca, ou jogar cartas.
A primeira vez que Damon foi em seu apartamento jogar vídeo game, foi um dos dias mais divertidos de sua vida.
Ele se apegou a Alaric sem sentir e de repente eles eram inseparáveis.
Alaric era o único, além de Hagrid e Dumbledore que conheciam cada detalhe obscuro do passado de Damon, cada ferida que ele carregava, cada ponto fraco seu, um dos poucos que sabia exatamente onde atacar para lhe derrubar, mas sempre fora um amigo leal. Sempre.
Alaric era o único, além de Hagrid e Dumbledore que conheciam cada detalhe obscuro do passado de Damon, cada ferida que ele carregava, cada ponto fraco seu, um dos poucos que sabia exatamente onde atacar para lhe derrubar, mas sempre fora um amigo leal. Sempre.
Alaric era uma parte daquela família que ele não teve.
– Você é um cara legal, Damon.
Ele riu, zombando.
– Hum hum...
– Sério cara. Sério. Sei que você precisa dessa pose, e tudo bem, por mim você pode ficar com ela, o que importa, é que eu sei que você é um cara bom.
Aquela conversa vaga e despreocupada nunca havia saído de sua cabeça, tampouco a confiança das palavras do seu amigo.
Flashback End.
– Pois é, Damon... Você se fudeu não é mesmo? O que vai fazer agora?
Ele falou para as paredes da sala vazia.
– Com certeza vai tomar a decisão certa não é mesmo, Salvatore? Vai deixar aquela morena maluca, antes que perca a única porra de amigo que tem na vida? Não é mesmo?
Era no mínimo hilário vê-lo falando sozinho.
– Tá na hora, Damon Salvatore, de cair fora desse barco♪ Essa morena é problema, dá um presentinho e manda um abraço♪.
Ele começou a cantar pela sala, rodopiando que nem uma criança, dando pequenos saltos que se visto por outras pessoas, pareceriam ridículos.
– Senhor!
Ele olhou para a porta e Hagrid estava lá. Então ele parou de rodopiar.
– Oi.
– Acho que vai querer ver isso.
Damon recebeu a revista das mãos do homem e seus olhos se arregalaram com a manchete de capa.
Top Model numero 3 do mundo, Rebekah Mikaelson, tenta suicídio.
Ele olhou para Hagrid.
– Isso é sério?
– Sim, confirmado. Ela está internada no St. Mary, mas está fora de perigo.
Damon arqueou a sobrancelha.
– Hum... certo.
Ele devolveu a revista.
– Devo marcar sua visita senhor?
Damon pensou um pouco antes de responder.
– Não! Mande flores e um cartão de melhoras. Não tenho tempo. Ah... Ofereça um psiquiatra ao agente dela, por minha conta. Vou ao escritório.
–Damon...
Hagrid chamou, ele olhou impertinente.
– O que?
– Não dou meia hora para aqui estar lotado de jornalistas.
Damon pensou uns minutos, em seguida fez um sinal de desprezo com as mãos.
– Pois deixe que venham, aproveite e mostre-lhes a maquete do meu novo empreendimento no centro de Londres. Propaganda gratuita deve ser sempre aproveitada.
– Damon... Ela tentou se matar...
– É isso que a Cho espera Hagrid, ela espera que eu me sinta culpado, mas não vou e sabe por que? Por que não fui em que cortei os pulsos dela. Agora me dê licença, estou ocupado. – Ele começou a andar, mas parou – Ah... Mudei de ideia, vá pessoalmente, leve-lhe flores e compre alguma joia, e meu desejo de que se recupere. Diga-lhe também que se ela espera conseguir algo de mim com isso, tente de novo, eu providenciarei uma coroa de flores para o velório. Até mais tarde Hagrid, talvez eu chegue muito, muito tarde.
Então ele saiu.
...
Damon rodou muito a cidade antes de resolver ir até o apartamento de Elena, ele levou mais de uma hora em um conflito interno irritante, mas finalmente decidiu que iria lá.
Elena veio devagar, abrir a porta, achando que era Colin que devia ter esquecido novamente a chave e quando abriu quase cai pra trás.
– Damon...
– Olá, Elena.
– O que faz aqui?
Ele riu com a surpresa dela e entrou.
– Prazer em revê-la também.
– O que você quer?
– Nada...
– Nada?
Ela arqueou a sobrancelha.
– É... Nada. Quero... pensar. Eu fazia isso na casa do seu tio, quando ele não tinha uma mulher e uma criança dentro de casa, então... pensei em ficar umas horas aqui se você não se importar.
Ela estreitou os olhos.
– É mesmo?
– É Elena... É mesmo.
Ele se sentou.
– Quer parar de palhaçada?
Ele não respondeu, ficou apenas olhando pra ela. Elena o encarou.

– Não existe mulher mais gostosa que você.
– Para de me olhar deste jeito Salvatore!
– Não consigo.
– Não existe olhar mais canalha que o seu.
– É minha marca registrada.
– Você é um safado de marca maior, agora saia da minha casa, você... Que droga Damon, por que você tem que chegar assim?
– Assim como?
– Cheio de marra, seu idiota. Eu ia... que porra! Eu ia te pedir desculpas pelo... Enfim, você sabe. Daí você simplesmente chega aqui se achando o dono de tudo...
– Mas eu sou o dono de tudo...
– Cala a boca!
– O que você queria Elena? Um: “Oi, estava morrendo de saudades”?
– Seria melhor que um, “oi, vim pensar”. E mais sincero também.
– Elena, eu sou Damon Salvatore...
– Você é uma pessoa, Damon... É um ser humano e tem... Sentimentos. Pra que fingir que não tem?
Ele riu.
– Se vamos ter esta conversa sobre... Sentimentos, que tal um café Gilbert? Caramba, você é bem sem educação não é mesmo?
Ela estreitou os olhos e mordeu o lábio. Em seguida lhe mostrou o dedo médio.
– Você só vai tomar café, seu descarado, por que eu já tinha feito. – então ela entrou resmungando – Homem folgado...
– Puro tá! E sem açúcar!
Ele gritou, em seguida ouviu de volta.
Vai se foder Salvatore!.
– Essa é minha garota – ele sussurrou pra si mesmo rindo – Nada de sentimentalismos Elena, prefiro você ácida.
Elena voltou com as xícaras e sentou-se no sofá mais distante de onde ele estava, o que não adiantou muito, pois Damon sentou-se na mesa de centro, bem próximo a ela, deixando-a sem ter como se afastar.
– Por que tá fugindo?
– Não estou...
– Está sim...
– Não...
– Elena...
– Eu não confio em você, Damon.
– Com base no que, você não confia em mim?
– Você quer mais bases do que as que estão espalhadas em todas estas revistas por ai?
– As revistas mentem.
Elena estreitou os olhos.
– Agora vai querer me convencer de que não é o sacana destruidor de corações que elas mostram. E que a Mikaelson tentou se matar por que queria aparecer ensanguentada na Vogue?
Ele segurou a xícara, levou vagarosamente até a boca, sem alterar um centímetro da expressão seria e nem quebrar o contato visual.
– Você já sabe... — Ela suspirou — Elena... Não minto para as mulheres que estou. Eu sempre as aviso qual o prazo de validade. Um mês, um ano, alguns dias… elas sempre sabem. Cho também sabia…
Elena sorriu de maneira cínica.
– E qual meu prazo de validade Damon Salvatore?
Ele baixou a xícara e apenas a encarou.
– Ai é onde está meu problema com você. Parece que é você quem está ditando as regras.
Ela riu, uma gargalhada curta e gostosa.
– Você fez curso para cafajeste Damon Salvatore, só pode. Olha só o que você faz com as mulheres.
Ela jogou a revista no colo dele e se levantou.
Ele riu de canto.
– Não acredita?
– Não Damon, não acredito, você não tem noção de como isso soa como cantada barata.
– Por que?
Ela estreitou os olhos e andou até ele, rodeando o sofá, desceu o rosto em seu ombro, e falou com a boca próxima do ouvido dele.
– Não confio em você nem um pouco, Salvatore.
– Por quê?
– Por quê? Ora vejamos… O que você faz de melhor?
– Ah… É… Mentir?
– Não seria por isso então?
– Mas isso é por que você não entende minha filosofia. Este é meu maior talento Gilbert, meu poder. — Ela estreitou os olhos e riu com ironia, sentando-se ao seu lado, ele se inclinou ficando de frente para ela. – Isto é para mim, como os cabelos eram para sansão.
– Que emocionante.
– Por que você acha que eu sou rico? Hum? Sinceridade não faz dinheiro, Elena. Eu sou bom em mentir, eu sou bom em fazer as pessoas acreditarem que elas têm o que querem. Posso fazer um velho broxa acreditar que é um garanhão, assim como fazer uma virgem acreditar que é a rainha do pornô, eles acreditam em mim e compram tudo o que eu quiser, me vendem tudo o que eu quiser, até a própria mãe se você duvidar. O nome disso, Elena, é manipulação, e manipulação é poder.
– Você acha que me dizendo isso, está ajudando em algo, com relação a minha crença em você?
Ele fez uma careta.
– Mas será possível que você não enxerga? É por isso que é diferente com você, Elena! Se fosse outra pessoa, qualquer outra pessoa, eu não teria dito isso, eu teria dito ... Sei lá... Mas certamente eu não entregaria meu jogo. Eu não sou uma amador!
Elena riu com sarcasmo, mas isso só pareceu lhe dar mais ímpeto.
– Eu estou falando sério Elena, eu não sou um amador, e me orgulho muito disso, me orgulho muito. Eu sou bom nisso, caralho Elena, eu sou muito bom nisso. Mas com você...
– ele segurou o rosto dela — As coisas não funcionam desse jeito... Você... É uma exceção.
– Damon...
– Eu to falando sério, Puta que pariu, que mulher teimosa! – Ele disse sem alterar o tom de voz e nem soltar o rosto dela.
– Isto soa como aquele tipo de cantada para levar a garota para a cama.
– Só que entre nós isto não se faz mais necessário, Elena... Eu já te levei pra cama.
– Romântico...
– Prático. Eu já te levei pra cama e nós nos entendemos muito bem nela. Por que temos que negar isso? Hum? – Ela tentou falar, mas ele a calou com um dedo em seus lábios – Não diz nada Elena, não é isso que eu quero da sua boca agora.
Ele a beijou devagar, mas conseguiu eletrizar todo seu corpo. Elena não conseguiu não ceder, até por que também queria, queria demais para dizer não.
Nunca fora o tipo de mulher que abdicava dos próprios desejos, quando queria algo, a consciência não era capaz de impedir-lhe de satisfazer-se.
Então ela se deixou levar.
Só que Damon era impetuoso, agressivo, dominante, ele não iria devagar, ele não seria sutil.
Ele a provocou no beijo, como sempre fazia, e particularmente, ela achava aquilo gostoso demais.
Mas se Damon era provocativo e ardente, Elena não ficava para trás, ela devolveu-lhe na mesma moeda, excitando-o rapidamente.
Damon agiu...tirou a própria camisa e a camisa dela num ímpeto tão grande que o sutiã veio junto. Levantou-a e pegou-a nos braços.
Foram movimentos rápidos e rudes. Nada era suave, com Damon Salvatore.
Ele a levou para o quarto.
– Qual é seu quarto?
– Em frente... a porta em frente... Por que você nunca é romântico? Por que... Não faz as coisas devagar?
– Por que você fode com minha capacidade de me autocontrolar.
A partir daí tudo se tornou frenético.
Ele a deitou na cama, já seminua, tirando-lhe o resto das roupas, beijando-a sem parar. Aqueles dias longe... Pareciam anos...
Elena fechou os olhos e sentiu. Aquilo era tão gostoso. Como foi mesmo que passou dias sem sentir aquela sensação?
– Odeio saber que você consegue o que quer de mim.
Ela disse com a Voz falha entre os beijos.
– Bem vinda ao meu mundo, Gilbert.
– Seu sabor… É viciante Elena. Você não é como as outras, eu sempre soube disso.
– Está viciado?
– Completamente.
– Então prove um pouco mais.
Ele provou mais do busto nu e delicioso.
Elena gemeu alto.
Se Colin chegasse terminaria ouvindo... Ah, que se foda — ela pensou entregando-se completamente ao prazer.
Ela girou o corpo, ficando por cima dele, beijando-o, como se ela estivesse no comando agora.
– O que você quer Dam?
Ele sorriu e mordeu os lábios...
– Transe comigo.
Ela lambeu os dela e o beijou na boca.
– Fique quieto.
Ela disse enquanto beijava sua boca. E foi descendo... beijando o queixo... O pescoço... O peito... A barriga...
– Elena… Elena… este é um caminho… perigoso.
Ela sorriu e continuou descendo os beijos.
– Shhh. Calado Damon.
– Elena… eu não… Caralho!!
– Cale a boca Damon. É minha vez de provar você.
Ele grunhiu quando sentiu a boca dela passear em seu sexo. Era a primeira vez que Elena lhe fazia sexo oral. Sentir o gosto da sua língua, na boca era delicioso, mas senti-lo no pênis, era inestimável.
E ela fazia aquilo muito bem. Bem demais para o gosto dele. Seu sexo estava no limite, e ele não queria gozar daquele jeito.
– Lena pare...
– Não – ela disse com a voz abafada;
– Pare... Pare. Puta merda, para Elena.
Ele a puxou para si antes que gozasse em sua boca. Mas Elena era teimosa, e se desvencilhou dele.
Até a transa deles, mais parecia um duelo.
– Elena...
– Quero te chupar Damon... Por que só você pode?
– Feminista do caralho! — Ele a puxou e a deitou embaixo dele – Você quer me chupar é?
– Quero. – Ela disse decidida.
– Só se eu fizer também.
Ela mordeu os lábios e sorriu em consentimento.
Elena sentiu um frisson intenso por todo o corpo quando sentiu a língua dele tomando seu sexo. Damon dizia se orgulhar de talentos como mentir e enganar, mas ele deveria se orgulhar de como ele era bom com oral. Aquilo era fantástico.
O duelo continuava. Agora as armas usadas eram as línguas e eles pareciam disputar quem enfraquecia o outro mais rápido.
Damon parecia estar sendo mais afetado, as pernas dele perderam a força e os braços estavam indo no mesmo caminho, então ele deixou o corpo cair de lado, trazendo-a consigo, mantendo a posição, continuando a chupá-la com vontade.
Elena gemia agoniada.
– Damon...
– Humm?
– Para!
– Por que?
– Agora!
Ele obedeceu e ficou olhando-a. Elena levantou-se e engatinhou, deitando por cima dele, aninhando-se, contornando seu corpo com as pernas. Depois que estava posicionada e sem desviar o contato visual ela segurou seu pênis e o introduziu bem devagar em sua vagina.
Damon fechou os olhos, trincou os dentes e gemeu enquanto o suor lavava-lhe o rosto.
– Ai... Sua... Filha da puta!
– Cala boca Damon... Faz seu serviço!
Ele gargalhou. Estava tudo muito confuso, ele sentia como se estivesse drogado, com uma vontade muito grande de sorrir e xingar.
Aquela mulher era um veneno.
– Mais rápido... – Ele pediu – Mais rápido... Cacete Elena...
– Você lembra?
– O que?
– Que uma vez me dispensou por que não queria ser escravo do seu pau?
– Elena… Não acho que isso…
Ela apertou seu sexo com o dela e ele gemeu.
– Lembra?
– Lembro. Lembro... Lembro... Puta merda.
– E agora?
– Agora o que?
– Agora se sente escravo de alguma coisa?
– Elena, caralho Elena!
– Responde...
– Ai – ele tremeu, ela rebolava cada vez mais rápido – Elena caralho!
– Responde porra!
Ele não conseguia entender por que quanto mais gritavam e se xingavam, mais tesão ele sentia.
– Não... Sim... Não sei... Não consigo pensar com as duas cabeças ao mesmo tempo Gilbert.
Ele fez força e a girou, ficando por cima, assumindo o controle.
– Damon... Não goza.
– Para de brincadeira, Elena.
– É sério! É sério você não pode...
Damon continuou os movimentos de vai e vem fortes, mesmo ouvindo o que ela estava dizendo.
– por que?
– Sem... Pro...teção... ai ai Dam.
– Nenhuma?
– Não...
– Nem você?
– Não...
– Porra Elena, Porra Elena!
Mas ainda assim, ele não parou os movimentos, seu orgasmos estava muito próximo e a julgar pela maneira como o sexo de Elena pulsava ao redor dele, o dela também não estava muito longe.
Em vez de tentar se controlar ele aumentou os impulsos.
– Damon...
– Confie em mim.
– Não temos...Proteção...
– Eu sei, o que estou fazendo, Elena, confie... em mim.
Ele estocou mais forte e ela gemeu alto, quase um grito.
– Não para agora… Não para agora Dam…
– Eu… não… eu vou…
– Não Para…
– Elena... Goza...
Ela se prendeu a ele, o suor brilhando na pele branca.
– Mete mais forte... Mete mais forte.
Ele obedeceu.
Elena tremeu, sentiu uma leve vertigem, antes do seu corpo bombear como se tivesse um motor.
– Ai... Ai Damon... Eu... Vou Gozar... Forte... Muito forte... Ai puta que pariu Dam...
Ele trincou os dentes. Era muito excitante vê-la gritar de prazer. Elena não era quieta, mas não fazia a linha escandalosa, vê-la fora de controle daquele jeito era um inferno, pois ele não podia aliviar o tesão, não naquele instante.
Ela bateu, rebolou, arqueou, quase pulou da cama, num orgasmos louco e incontrolável.
Damon quase cedeu.
Ela foi se acalmando devagar, o corpo tremulo, suado, amolecido, mas ele não parava de penetrar, não parou, ao contrario, aumentou ainda mais a velocidade, até sair de dentro dela com pressa, pressionando o pênis para concretizar o clímax, gozando em seu corpo.
– Ca... Ra... Lho.... – Ele gemeu alto e longo.
Ele arriou nela respirando forte, arfando.
Ficaram longos minutos, estirados, buscando ar.
– Precisamos de um banho...
– Eu sei. — Elena respondeu. – Quer ir na frente? Você deve ter coisas a fazer ainda hoje...
– Tenho... Muito na verdade. Eis os planos. Vou tomar banho, você vem comigo, a gente transa de novo, depois eu vou deitar na sua cama, aliás, gostei dessa cama, vou ver depois se é do meu fabricante. Então... Vou deitar nessa cama gostosa, nu... E dormir, agarrado com você, por que eu estou um caco.
– O que? Não! Damon! Não pode ser assim, e o Colin?
– Ele dorme aqui também? – ele perguntou entre o ciumento e o sarcástico.
– Claro que não seu idiota!
– Então ele vai sobreviver, vem comigo.
E ele a levou pro banho, bem como pra cama.
E eles dormiram juntos, exaustos por horas ininterruptas.
...
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