Intimidade
20 Verdades
Notas iniciais
Damon e Elena estavam sentados na pequena mesa da cozinha, tomando café.
Uma cena tão simples, quanto inusitada. Simples demais para Damon.
Mas ainda assim ele parecia extremamente relaxado.
– Eu já disse que você parece outra pessoa quando está longe dos holofotes ou daquele seu terno brega e caro?
– É um Prada sabia?
– Mas é brega.
– quer escolher meus ternos Elena?
– Eu com certeza faria um serviço melhor que o seu.
Ela disse esnobe.
– Quer escolher minhas cuecas também?
Ele provocou, mas ela entrou na provocação.
– Não... Prefiro você sem elas.
– Você só está dizendo isso por que sabe que eu tenho que ir embora...
– Não sei mesmo por que você tem que ir.
– Por que eu tenho um jantar na casa do primeiro ministro, e não me olhe assim, eu já te disse que só haverá homens neste jantar, é um jantar de negócios, mulheres...
Atrapalham.
– Começou o machismo. Eu negociaria os corações de fígados daqueles velhos com as mãos nas costas.
Damon gargalhou.
– Sim eu sei, e denunciaria todos eles depois do jantar.
Elena ficou séria.
– Damon, eu... preciso perguntar uma coisa a você.
– Nossa... Eu fiquei gelado agora. O que é?
– Você é inocente?
Ele fez uma careta.
– Huuum, depende...
– To falando sério, Damon!
– Eu também. Depende do que você está perguntando Elena, não sou um santo, tenho muitos pecados nas costas. Inocente do que exatamente?
– Das acusações que estão te fazendo no tribunal.
– De algumas delas... Sim.
– Algumas?
– Não faz essa cara Elena. O que você quer, que eu minta?
– Não, claro que não!
– Então... Você perguntou...
– Por que eu preciso saber Damon, preciso saber se você é culpado por todas aquelas... Atrocidades.
– Como eu disse, todas não.
– E quais então?
– Eu já matei...
– Aquele garoto do orfanato não vale.
– Vale sim. Eu o matei, isso vai ficar pra sempre. Já intimidei, já ameacei, já soneguei impostos... Mas quem não sonega? O primeiro ministro sonega... – Ele deu uma gargalhada curta – Já subornei, menti... a lista é longa Elena.
– E a acusação de Assédio e Estelionato?
– São falsas. Olhe bem pra mim, eu vou assediar uma mulher? Pra que?
– Convencido, idiota.
– Pratico. E o estelionato também é falso. Não roubo de pobres, não tem graça roubar pobre, é fácil demais.
– Damon...
– Sou inocente Elena, eu trapaceio, minto, mas não roubo, não de quem não tem. Eu não sou nenhum Robin Hood, mas não tenho paciência pra roubar migalha, se é pra vencer que seja uma fortuna. E não faço isso de maneira ilegal, ganho no jogo, geralmente, apostas são o meu forte. Joga quem quer.
– Isso é tão sujo.
– A vida é suja. Mas o mais importante é... Não tenho de fato uma culpa. Não uma que justifique eu ir pra cadeia.
– E por que o pai do Matt Insiste em te acusar?
Damon ficou serio.
– Não sei.
Mas ele estava mentindo. Ele sabia, e sabia bem.
– Você me deixa confusa.
– Não estou mentindo pra você. Pode ter certeza. Se eu faço as coisas, eu assumo. Não tenho medo.
– Jura que está me dizendo toda a verdade, é importante pra mim saber.
Ele olhou nos olhos dela.
– Eu juro Elena.
– Ok então.
Ele sorriu, levantou e a puxou.
– Preciso ir.
– Vou sair.
– Pra onde?
Ele perguntou com uma careta.
– Não interessa.
– Não custa dizer, custa? Eu posso te dar uma carona.
Ela segurou a gola da Camisa e o puxou pra perto encostando na parede.
– Pede com jeitinho Salvatore, quem sabe eu não conto.
– Sacana.
– Pede Damon...
– Me diz... Vai?
Ele disse baixo, com a boca perto da dela e Elena sentiu um arrepio.
– Vou jogar sinuca, com o Nev.
Ele riu pelo nariz.
– O advogadozinho da sua turma?
– Ele mesmo. Porque algum problema?
– De forma alguma, não tenho o que temer de qualquer homem que fale com você Elena, sabe por quê?
– Por quê?
– Porque sempre serei eu quem acabaria com você na cama.
– Palhaço.
Tem uns minutos?
Ele olhou o relógio...
– Uns minutos... Tenho... Por quê?
– Me beija?
– Elena...
– Vai Damon...
– Caralho, eu to mesmo fudido com você.
Ela montou em seu colo e o beijou impedindo-o de continuar... O jantar ia atrasar.
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