Notas iniciais
Bom, pessoal, to começando a escrever por aqui mas meu foco mesmo é o meu Tumblr criado exclusivamente para a história. A URL é: (http://i-ntercontinental.tumblr.com) se alguém por acaso quiser seguir e acompanhar por lá.

Eu nunca pensei que me mudar de país significaria mudar literalmente, no entanto foi o que percebi ao chegar a São Paulo. Tive de me adaptar ao clima que, no meu caso, foi o mais difícil; além disso, tinha a questão geográfica. Cara, São Paulo é muito grande! Minha sorte é que passei uma temporada em Nova Iorque, o que me ajudou bastante, pois assim aprendi a me virar. – Apesar de ter morado em São Paulo até os oito anos de idade, eu era muito nova e não dava um passo pra fora de casa sem meus pais, o que não foi o caso da minha temporada nos Estados Unidos, aos meus catorze anos.

No Canadá, eu tinha o hábito de visitar museus de artes e história cotidianamente e aos fins de semana saía com Roy e com nossos amigos para festivais de música com algum propósito altruísta ou para assistir a alguma peça teatral. Eu gostava disso tudo, de verdade, mas começara a frequentar esses lugares sob influência do meu namorado perfeito.

Na escola eu era bem querida pelos professores e pelos meus amigos, embora não tivesse muitos. Tinha pais dedicados e carinhosos e um namorado o qual não posso reclamar.

Roy era ótimo, ele era mais que um namorado era meu melhor amigo também. Não sei explicar o que sentia – ou melhor, ainda sinto, sei lá – por ele, mas sei que eu adorava sua companhia. Sentia-me muito bem ao lado dele, e talvez, eu o amasse – aos dezesseis anos é um pouco complicado falar sobre amor. É difícil saber quem realmente amamos com o pouco da maturidade de vida que temos.

Meu último dia de aula no Canadá foi turbulento, mas inesquecível. Eu chorei a maior parte do dia com as homenagens que me fizeram.

Quando o último sinal tocou e todas as aulas se encerraram, meus amigos e colegas me deram um último abraço e eu saí para o pátio. Roy me esperava na porta, escorado na parede. Deu-me um beijo rápido, e saímos de mãos dadas.

Essa seria nossa última tarde juntos, eu estava absorta no momento em que tudo isso acabaria, e com certeza não seria fácil superar.

Nossa relação era boa. Quase nunca brigávamos, estávamos sempre juntos envolvidos em algum projeto beneficente, saíamos frequentemente com nossos casais de amigos para irmos ao cinema, estudávamos juntos na minha casa ou na dele. O melhor de tudo isso, é que mesmo passando bastante tempo ao lado dele, eu não me sentia sufocada; Roy não era o tipo que ficava rondando e nem forçando a barra. Éramos sinceros um com o outro, e isso era natural e tenho certeza que nosso relacionamento durou tanto tempo graças a isso.

Chegamos ao estacionamento e Roy abriu a porta pra mim.

– Entre, Verônica. É nossa última tarde juntos, pelo menos nos próximos três anos, e vou leva-la para almoçar comigo, que tal? – Concordei com a cabeça e entrei no carro, e em seguida pude ver Roy dando a partida. Perguntei-lhe onde estava me levando e ele apenas me garantiu que era um lugar diferente do que costumávamos ir; isto é, nada de Fast-food, deduzi.

Liguei o som do carro e pude notar que o último CD que ouvimos juntos ainda estava ali: Oasis. Uma das minhas bandas favoritas, por sinal. Quando nos conhecemos, mostrei-lhe uma música: Don’t look back in anger, que desde então se tornou a nossa música. Inclusive, essa música estava tocando naquele momento.

– Nossa música – Sorriu e me observou de rabo de olho, e naquele momento eu percebi que era irrevogavelmente apaixonada pelo Roy, e também pelo que tínhamos.

Era complicado pensar que dali a algumas horas eu estaria dentro de um avião, viajando para minha cidade natal, e isso me animava ao mesmo tempo em que me deixava aflita e tensa.

– Sim, é nossa música, e ao que parece, vamos ter de ouvi-la sozinhos daqui pra frente.

Notas finais
Eu estou começando agora, então por favor, quem puder deixar a opinião aqui seria de grande ajuda. Não sei de quanto em quanto tempo vou postar, mas prometo não demorar muito.