Notas iniciais
Hey, hey, hey! Mais um novo capítulo lindo aqui para vocês!

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Anne estava muito nervosa, e de certa forma me passava um pouco disso. Ela sempre estava a minha frente e eu não sabia como acompanhá-la, a preguiça era maior.

— Anne, se você pudesse me esperar um pouco eu agradeceria. — Digo bem atrás da loira.

— Minha avó não pode esperar! — Ela retruca.

Já estamos no meio da floresta e eu ainda não entendi o porquê dela ter me escolhido para ir com ela, já que ela já sabia todo o caminho para aquele… Digamos que um covil.

Aquela floresta era bem estranha, não parecia a Amazônia. Era sombria e o barulho das folhas roçando uma nas outras me dava arrepios, mas Anne não parecia se importar.

Era quase noite quando chegamos ao lugar procurado, no meio das folhas largas caídas no chão e arbustos, debaixo de um pesado e oco tronco. Muito bem escondido. Ali era a entrada para a ventilação. Acho que eles não pensaram que como ar iria sair com aquele tronco enorme no lugar

— Hey, Anne, se acalme! — Digo à menina que está tremendo. — Vamos encontrar ela, eu prometo. Vai ficar tudo bem.

A menina me puxa para um abraço e sinto suas lágrimas molharem minha camisa escolar. Olha para mim e dá um sorriso frágil. Ela me solta e se recompõe. Como se nada tivesse acontecido, ela desparafusa a tampa da ventilação com um feitiço simples, fazendo-a cair de uma altura razoavelmente alta.

Nunca tinha visto as coisas por aquele ângulo, e pensar que eu estava lá embaixo alguns anos atrás sendo torturada… Não posso pensar nisso, não adiantaria de nada tomar meus remédios se eu ficasse pensando nessas merdas. Mas lá estava ela, uma mulher de cabelos curtos e grisalhos sentava-se no mesmo lugar de onde eu fiquei.

Ruphus não estava no quarto, e eu acho que ele é muito otário por repetir o mesmo erro no exato mesmo esconderijo. A avó deles deve saber alguma coisa para ele ainda não ter matado-a.

Me viro para Anne em um movimento brusco, o que eu não te recomendo fazer enquanto você está perto de outras pessoas no escuro e em um lugar apertado – demais até – como um tubo de ventilação, já que acertamos nossos rostos um no outro.

Parecia que tudo se repetia quando eu e Anne descemos até o chão da sala.

A avó olhou para a nossa cara é soltou um grito interno e com olhos espantados, fazendo sinais com a cabeça em direção a porta para que fossemos embora.

— Sem chance! — Anne disse a ela desamarrando-a em um simples feitiço.

— Vocês não deviam estar aqui! — Disse ela com uma voz trêmula, depois da boca estar solta. — Ele vai chegar a qualquer momento.

No mesmo instante a velha caiu inconsciente no chão logo depois de receber um lampejo colorido no meio do peito.

Ruphus estava logo atrás de nós. Me viro jogo o campo de força no chão e lanço uma série de feitiços de ataque. A raiva me sobe à cabeça e a única coisa que penso é em matá-lo, ele deveria pagar por toda a merda que ele fez com todos que sofreram em sua mão. Inclusive eu.

O homem não parecia muito preocupado, até por que ele soltou um sorrisinho no meio da batalha, amplificando-se para uma gargalhada. Sério, quem ri quando está levando um monte de “tiros”?

— Corre Anne! — Digo à menina que estão no chão ao lado da avó. Ela não me escuta, se levanta e me ajuda a atacar Ruphus.

Ele parecia não aguentar nós duas sozinho, por isso de algum lugar que eu não sei onde, o homem encapuzado que atravessará o campo de força feito por Thomas aparece e começa a nós atacar.

— Anne. — A avó murmurou ainda jogada no chão.

A menina correu para a avó e a pega no colo, começando a correr para um local seguro.

— Anne… — Ela repete. — Tome cuidado com ele… Não o mate. — Anne corria com dificuldade. — Ele é…

A idosa não terminara a frase, um lampejo verde a atingiu na cabeça a matando na hora. Anne cai de joelhos ao chão, deixando o corpo cair no mesmo. Ela chora em alto e bom som. O homem encapuzado chega perto, parando de atacar. Ele aparata junto a Ruphus e ambos não aparecem mais.

Corro direto a Anne e a abraço tentando confortá-la. Carregamos o corpo para o instituto, tentando não nos molharmos com o sangue que pingava da cabeça da idosa que agora já não estava mais entre nós.

Todos em Forccinari pararam para tentar identificar de quem seria o corpo. Muito cochichavam entre si e outros pareciam assustados.

Na sala da diretora Anne não falara nada e passara o tempo todo de cabeça baixa.

— O que aconteceu?! — Minha tia parecia irritada. — Como vocês vão atrás de uma refém do bruxo mais perigoso do mundo mágico sem comunicar ou pedir ajuda a nenhum indivíduo dessa maldita escola?!

Não falamos nada.

— Dispensadas. – Ela continua depois de alguns segundos em silencio, e ela com aquela cara de desaprovação. – Não quero mais saber de uma história dessas.

Um aperto me vem ao coração só de pensar em como Henry ficaria. Ele era muito apegado à avó.

Minha tia aponta a varinha para a avó de Anne e recita um feitiço, o que a faz levitar, fazendo em alguns segundos um caixão forrado por um pano cor de vinho aparecer envolta da mulher.

A loira se aproxima de onde a mulher de cabelos grisalhos está deitada e coloca suas duas mãos em sua testa que já está vermelha pelo sangue seco.

— Que um dia nos reencontremos. — A menina disse com algumas lágrimas escorrendo por seus olhos claros.

Anne se afasta um pouco.

— Enterraremos sua avó na sexta após a aula. Sinto muito pela perda de vocês, diga a Henry que se ele quiser vê-la é só vir aqui que o deixarei ter seu último contato.

Saímos abraçadas da sala da diretora, descemos as escadas e alguns minutos depois de andar pelo instituto, cada uma foi para seu próprio dormitório.

Notas finais
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