Instituto Forccinari - II

7 Azul é (não deveria ser) a cor mais quente.


Notas iniciais
OLÁ TROUXAS E BRUXOS! Não tivemos capítulos na semana passada por questão de que ficamos sem tempo para escrever, e tudo apertou muito meu tempo desde que eu comecei a escrever a "Skins - The new generation" (que por sinal se vocês não leram, recomendo) e tudo tem estado muito confuso. Espero que entendam!

☼

H

e

n

r

y

☼

— Não acredito que estamos presos aqui! — Gritei indignado depois de Gwen terminar seu chilique de bater em paredes e gritar.

— Calma Henry, a gente vai dar um jeito de sair. — Falou a menina que minutos atrás parecia uma louca que fugiu do hospício.

De raiva, faço exatamente a mesma coisa – mesmo sabendo que era muito idiota pois o comensal de Ruphus poderia aparecer – que ela fazia minutos antes. Corro até a parede e começo a batê-la e gritar:

— Alguém aí fora?! Ajudem-nos! Temos uma velhinha para salvar!

Por sorte nada aconteceu.

— Cala a boca Henry! —Gwen já estava com raiva de mim. Nunca a tinha visto daquela forma, a Gwen relax e zen havia sumido nesse momento, ficando uma menina totalmente diferente, raivosa e explosiva.

Olho para ela e pergunto como ela quer que nós possamos sair de uma forma que tenhamos vida ainda.

— Temos muitas formas de sair daqui, mas de uma coisa eu te garanto, não é gritando e batendo nas paredes que isso vai acontecer. – Disse a ruiva mais calmamente.

— E como você pretende sair daqui? Você tem algum plano? — Pergunto. Ela abaixou a cabeça — Foi o que eu pensei...

— Vamos arranjar uma forma. — Disse ela levantando a cabeça e diminuindo a voz — Mas não gritando! — deu meia volta e já olhava de novo para as paredes.

Gwen andara estranha nos últimos meses, desde que ela saiu com o Thomas... Acho que algo está rolando entre eles, mas isso ainda não justifica o porquê dela estar tão diferente

Comecei a andar de um lado para o outro pela sala impaciente, nós tínhamos que sair daqui, não aguentava mais! Quase duas horas se passaram e nenhuma pista de como sair daquele covil demoníaco surgiu.

Quando eu falo de demoníaco, não estou exagerando. Quando entramos aqui, parecia que estávamos adentrando na toca do diabo, e no caso, o diabo se chama Ruphus. As paredes eram lotadas por fotos do mesmo, o que fazia eu me perguntar o porquê deles o idolatrarem tanto, até por que ele nem bonito é.

O chão era tingido de um vermelho sangue com uma espécie de pentagrama gigantesco que parecia ter sido feito por uma criança segurando um giz branco. Ele tinha uns símbolos estranhos que pareciam letras em uma língua que eu desconhecia.

— Ei! Eu achei algo! — Diz Gwen no canto sala do lado de um prateleira enorme de livros.

— O que? — disse indo a sua direção.

Ela apontava para trás da estante de livros, onde eu podia ver uma abertura bem pequena com uma luz azul clara sendo irradiada da mesma.

— Vamos, me ajude – Digo à Gwen começando a empurrar a estante de livros que parecia pesar mais de uma tonelada. A estante não saiu do lugar. Nem um milímetro sequer.

— Já sei! — Ela tirou de sua bolsa seu pequeno livro verde que uma vez salvamos da sala do professor Stonem, aquele careca nojento. Ainda me lembro do quanto foi engraçado quando ele ficou correndo atrás de mim com aquela cara suja dele.

A menina folheia o livro por pouco tempo, achando o feitiço desejado. Parece que ela decorou o livro de cabo a rabo!

Recitou o feitiço com a varinha em mãos e estante deslizou para o lado abrindo uma passagem de onde vinha aquela luz azulada.

Adentramos em um corredor muito estreito, que dava direto para outra sala que era totalmente diferente da que estávamos presos segundos antes, tendo as paredes feitas pelas próprias pedras do castelo e o chão feito por um concreto liso e marrom.

Dentro da sala, uma surpresa desagradável. A luz azul não era do céu, até por que já devia ser noite, mas sim de pequenos espíritos, que pareciam mais várias lâmpadas de cor azulada formando um círculo no ar.

— O que são eles? — Pergunta Gwen chegando perto de um, com a mão um pouco estendida querendo tocá-lo, o qual brilhou ainda mais com a aproximação da ruiva.

— Não faço a mínima ideia, nunca vi nada parecido, mas não chegaria muito perto. Estou sentindo o calor deles daqui!

— Não se preocupe, eles não parecem fazer mal.

— Imagina, só devem fazer queimaduras de terceiro grau em todo o seu corpo fazendo sua linda e sedosa pele derreter. – Digo ironicamente, fazendo a Ruiva virar os olhos. – Nada sobre eles no seu caderno?

— Não, até por que seria estranho eles aparecerem em um livro de feitiços. – A menina retrucou com mais ironia. – Devem aparecer em algum livro de criaturas mágicas, gênio!

— Cadê a Anne quando precisamos dela? — Pergunto retoricamente – até por que Anne estava em outro lugar, provavelmente com outros problemas – circulando a roda de espíritos.

Gwen é puxada para o meio do círculo e seus olhos começam a clarear, até ficarem totalmente brancos, assim como no nosso primeiro ano, quando ela nos aparatou para o esconderijo de Ruphus. Pra mim, isso só significava que ia dar merda. Muita merda.

Seus pés já não tocavam mais o chão, e quanto mais ela ia subindo, mais os espíritos se aproximavam dizendo melodiosamente uma palavra estranha em uníssono.

Ao abrir sua boca para começar a falar a mesma coisa, a mesma luz dos espíritos começou a irradiar da de dentro da menina.

Em um movimento brusco, os oito espíritos que rodeavam a menina se juntaram a ela em um só corpo. Ela começou a brilhar tão forte que não podia deixar meus olhos mais abertos, minha pele começou a queimar lenta e dolorosamente. Em segundos o claro se tornou escuro e o breu tomou conta da minha visão

***

Sinto meu corpo quente, e ao me mexer sinto a ardência em tudo... Até nas partes em que eu não deveria sentir nada. Abro lentamente meus olhos pois minhas pálpebras também ardem. Nada vejo.

Tudo está escuro e estou deitado em algo menos confortável que uma cama e mais confortável que o chão. Já havia sentido essa superfície em suas costas antes: a maca da enfermaria. Ao meu lado, uma menina de cabelos castanhos escuros está sentada, dormindo ou cochilando, não sei. Seu longo cabelo lhe cobre o rosto. Mal tive tempo de admirar a bela garota ao meu lado e caí novamente no sono.

Notas finais
O que acharam? A partir dessa semana todos os capítulos voltam ao normal, sendo postados todas as segunda-feiras. Comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.