Notas iniciais
Me desculpem! Me desculpem! Mil vezes me desculpem! Não estava com tempo para postar aqui na fic, mas prometo não demorar mais! Espero que gostem, e que tenha valido a pena esperar ;D

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Corremos todo o beco. Estava vendo a cabeça de nosso instrutor bem longe, e foi isso que me deu forças para continuar a correr. Sabia que se não chegasse a tempo, ele me deixaria aqui apenas com Henry, Gwen e um monte de gente estranha.

Estava tão concentrada em chegar lá a tempo que sem querer eu quase atropelei uma velhinha. Ela praguejou e me chamou de coisas que não é muito bom eu repetir... Henry corria bem mais na frente de nós duas. Gwen estava logo na minha frente. Estávamos chegando mais perto e já podia ouvir a gritaria dos outros alunos.

— Onde vocês estavam!? – Gritou ele quando chegamos – Estavam esperando uma lesma atravessar a rua!?

Eeeh... Não sei da onde ele tirou aquela frase ridícula, mas fiquei quieta. Ele explicou como seria. Nos tele transportaríamos novamente, dessa vez para a floresta, que dava para o colégio. Lá, seríamos guiados por outro professor.

— Entendido?

Todos responderam em coro positivamente.

Ele nos guiou até um canto e disse uma palavra que não pude entender — provavelmente um feitiço -, o que fez um buraco na parede, que dava vista para uma floresta. Eu e Henry entramos juntos, seguidos por nosso instrutor e logo depois Gwen.

Lá havia uma mulher alta nos esperando, de cabelos escuros assim como seus olhos. Usava um longo vestido azul claro e uma pequena coroa, a qual me lembrava àquelas que eu usava quando tinha cinco anos.

Quando passei por completo pelo portal, ela me olhou e esboçou um sorriso para mim. Sorri de volta, mesmo nunca tendo visto aquela mulher. Era tipo aqueles tios que você não se lembra, mas finge que se lembra.

Depois que todos atravessaram o portal, ele se fecha imediatamente.

— Sejam bem-vindos à Forccinari! – Ela começa a falar- Onde passarão o resto de seus anos escolares. Eu espero...

Ela piscava forte enquanto falava, o que confesso que me assustou um pouco.

Depois de terminar aquele discurso gigantesco, cansativo e que me dá sono, que todos os diretores de colégios fazem – eles também me dão sono -, nos levou em direção ao castelo por uma trilha escura.

Nunca tive medo do escuro, mas dessa vez, as grandes e densas folhas de todas as árvores ficavam se roçando, o que me dava arrepios. Pude ver os pelos da nuca de Gwen se eriçarem. Mesmo tendo esferas coloridas iluminando o lugar a cada dois metros, eu estava com medo! Henry era o único que parecia calmo.

Como estávamos cansados – até demais – da corrida no beco, com carrinhos de cem quilos, acabamos ficando para trás. Não só ficamos para trás, como nos perdemos de todo o grupo.

— Eeeh... Acho que estamos perdidos. – Disse Henry depois de muito tempo perdidos.

— Nossa! Você quer um biscoito pela sua descoberta Henry!? – Digo irritada a ele. Antes que ele pense em me responder, Gwen diz.

— Ei! Ei! Gente! Não se esqueçam! Estamos em uma trilha! Vamos acabar no mesmo lugar de todos se continuarmos por aqui!

Gwen nos cala. Afinal, ela está certa. Se seguimos a trilha, vamos encontrar com eles nas portas de Forccinari. Seguimos pela trilha em silêncio, e sempre que as folhas se roçavam, um calafrio subia pela minhas costas. Era como se eu estivesse sendo perseguida.

Tentávamos andar o mais rápido possível. Mas ao virarmos uma curva, um problema aparece. Um caminho duplo.

— Para onde vamos? – Pergunto já entrando em pânico. Eles se entreolham.

— Direita! – Dizem em coro.

— Como podem ter tanta certeza?

— Intuição – Respondem em coro novamente. Confesso que isso estava começando a ficar estranho.

Seguimos pelo da direita. Caminhamos por um longo tempo. Caminhamos, caminhamos, caminhamos muito! Meus pés estavam doendo de tanto andar. Estava tão distraída, que bato em uma parede e caio no chão.

Caminho errado.

Olhei para cima e não consegui ver o topo.

As folhas estavam se roçando mais do que o normal. Seria o vento muito forte. Tinha a impressão que não. Me virei bem devagar.

Uma criatura enorme e verde estava parada diante de nós. Uma criatura monstruosa. Tinha cinco metros de altura – eu acho – e sua pele era verde clara e cheia de bolhas verdes escuras, que estouravam soltando mais líquido verde. Usava uma tanga marrom, com um cinto... que não parecia um cinto. Era um cadeado. Ugh! Que nojo! Ele rugiu tão alto que o chão aos meus pés tremeu.

— Se abaixem! – Ordena Gwen.

Nos abaixamos imediatamente. Todas as árvores a nossa volta são quebradas com um golpe do bicho verde.

Não sei muitos feitiços. Henry muito menos. Sabia apenas um. Um que havia aprendido com minha avó. Resolvo usá-lo, vai que nos ajuda em algo. Grito apontando minha varinha na direção do monstrengo:

— Alohomora!

Uma coisa acontece. Mas não nos ajuda. Nos atrapalha. O cadeado que prendia a tanga ao corpo do ogro se abre, e a tanga cai, revelando seus grandes documentos.

Fechamos os olhos para não ver aquela cena. Aí que erramos. Ele nos acerta com uma árvore.

Sou obrigada a abrir os olhos e ver... Aquilo!

Corro até seu pé e cravo um pedaço de madeira em seu pé. Ele me chuta para longe, me fazendo bater de costas na parede. Gwen se levanta e vai até o monstro. Grita uma série de feitiços, cada um fazendo uma coisa diferente. Mas um chama a minha atenção... Incêndio.

Ela botou fogo no monstrengo com aquilo. Isso foi demais. Ele logo apagou o fogo. Sinceramente, não conseguia levar aquela luta a serio, vendo aquilo balançar no meio das pernas dele a cada passo que ele dava. Aquilo me dava calafrios!

Ele pegou um tronco de uma árvore e acertou Gwen no rosto. Ui! Isso doeu até em mim. Porém, ela só foi arrastada um pouco para trás. Virou o rosto e olhou para mim. Seu nariz estava contorcido e sangrando, assim como sua boca.

Foi acertada enquanto olhava pra mim. Quando o tronco bateu em suas costas, ela soltou um grito agudo, de dor. Bateu na parede ao meu lado e caiu no chão. O seu braço havia sido perfurado por um galho da árvore.

Gwen chorava alto, como uma criança de dois anos. Não posso culpá-la. Olhei para o gigante novamente. Neste exato momento, estava acertando Henry, que é jogado para o outro lado. Por onde havíamos chegado.

Estava preocupada com Gwen. Se não fôssemos rápidos, ela morreria sangrando ali do meu lado. Tento me levantar, mas percebo que minha perna direita está quebrada. Ao me apoiar nela, gemo alto.

Não posso morrer ali. Sou muito jovem para morrer!

O ar tremula ao lado de Gwen, enquanto ela tenta se levantar e voltar para a luta. Um menino, loiro, de cabelos cacheados e olhos marrons aparece ao seu lado. Os dois correm lado a lado em direção ao monstro. Atacam em conjunto.

— Bombarda Maximus!— Gritam em coro. Um buraco gigantesco se forma na barriga gorda do monstro. Ele cai morto, fazendo tudo tremer e uma parte do muro cair em minha cabeça. A última coisa de que me lembro, é do menino piscando para Gwen, enquanto curava seu braço.

Notas finais
Espero que tenham gostado >.< Comenteeem!