Notas iniciais
Olá seres humanos, que devem estar fervendo de raiva de mim. É, eu acho que já faz quase um ano sem capítulos! Sim, confesso que foquei mais na outra fic, que é só irem na minha página, se quiserem ler. Mas estou decidido a voltar à postar capítulos nessa fic! Aproveitem!

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Ai! Como o meu braço ardia! Mesmo com aquele feitiço de cura e os remédios que a enfermeira tinha me receitado. Eu não queria ter dormido na enfermaria , gostaria de ter me socializado, mas insistiram e , também , não podia deixar Henry e Anne sozinhos, já que estavam inconscientes , e eles podiam acordar a qualquer minuto.

Essa enfermaria era um pouco assustadora e muito, mais muito, velha. Em alguns lugares no teto tinham teias de aranha. Haviam macas enfileiradas nas laterais em direção ao centro, cada uma 1 metro de distância da outra, eu acho. Essas macas eram bem duras, eu sei disso, porque estou deitada numa delas. Os cobertores que as cobriam eram velhos e com poeira, não devia ter muita gente machucada por estarem nesse estado.

Eu não me esquecia de ontem, inclusive daquele menino. Ele parecia saber muito sobre feitiços e até que era bonitinho. Só gostaria de saber o seu nome.

Acho que me perdi nos pensamentos, pois alguém tinha entrado e nem percebi. “O que alguém estava fazendo aqui no meu da noite “pensei. Olhei para a sua direção e vi sua silhueta devido à luz do corredor vi como tal pessoa era logo de cara percebi que era uma mulher, meio baixa e magra, ela tinha cabelos bem longos e grisalhos e suas vestes eram verdes e pareciam ser de jacaré – devia ser mesmo de jacaré, eram tão reais – e usava um chapéu bem alto e pontudo azul com botas de cor avermelhada.

Fechou a porta atrás de si e a luz cessou, com alguns feixes de luz que atravessavam a Cortina consegui ver para onde ia. Foi em direção a Anne e ao Henry, talvez para ver como estavam. Ela não era a enfermeira que estava cuidando de nós, e não parecia com nenhum dos professores que eu tinha visto ontem. Quem será que era ela?

Depois de ver meus amigos veio em minha direção. Será que ela sabia que estava acordada ou achava que estava inconsciente igual a eles? Mas me mantive quieta na maca, sem me mexer. A única coisa que não esperava era que ela falasse comigo:

– Você está melhor Gwen? — Disse ela. E eu pensando comigo mesma como ela saberia qual era meu nome. — Se não achar incômodo, poderia me contar o que aconteceu na no início dessa noite? Eu não respondi nada, pois naquele momento não queria falar sobre o assunto inclusive com uma pessoa que não conheço, então apenas fiquei parada na maca com os olhos bem cerrados, parecendo uma estatua, talvez ela fosse embora.

– Está tudo bem, pode me contar eu sou a diretora do instituto. Meu nome é Adelaide Hifngar Cratos Sinder, ou como todos me chamam Diretora Sinder, já que a maioria de quando eu digo "todos" seriam os alunos e os professores – Disse dando uma risadinha aguda, meio esquisita, para falar a verdade.

Ficou um pouco silencioso, pois a Diretora Sinder estava esperando a minha resposta e eu ainda estava imóvel.

– Bem percebo que não quer falar agora, prefere descansar. Então vou- me indo, quando você quiser falar do assunto é só ir a minha sala , até logo. – A única coisa que eu ouvi foi suas botas batendo no chão.

Quando o som se distanciou, abri os olhos, e percebi que ainda não estava sozinha, não por estar com Henry e Anne, mas porque parecia que alguém estava nos observando.

Tinha um pressentimento estranho que tal “coisa” que estava escondida na penumbra pudesse nos atacar. Tive um pouco de medo ao virar-me pensando que aquilo poderia estar ao meu lado prestes a me matar, mas do mesmo jeito fiz tal ato.

"Añ?" Pensei; não tinha nada lá, nem um tipo de pessoa ou coisa. Observei pela sala da esquerda para a direita. Olhei mais outra vez para ver se não estava perdendo nada, dessa vez tinha visto um vulto num canto.

Peguei a minha varinha que estava na mesa de cabeceira ao meu lado e recitei a palavra de um dos únicos feitiços que eu sabia para o local:

– Lumos! — quando havia dito isso o único pensamento que tive foi que tal coisa que estivesse lá não me atacasse.

– Ai! — disse a "coisa" – Você sabe que pode cegar uma pessoa com isso, né? Era aquele menino loiro de cabelos cacheados que tinha visto na clareira da floresta hoje. Ele estava sentado numa poltrona acolchoada laranja que serve para os visitantes ficarem.

– O que você está fazendo aqui? – Perguntei enquanto ele colocava uma mão na frente do rosto por causa da luz enquanto brincava com a minha varinha com a outra – Primeiro pode abaixar a varinha? – Perguntou com uma cara de indignação. Fiz essa ação rapidamente e continuou. – Obrigado! Por acaso seres humanos não podem mais visitar pessoas feridas?

– Podem, mas acho não é isso que você veio fazer aqui.

– Você me pegou! – Disse ele já sem a mão no rosto com um tom sarcástico — Eu queria me livrar de vocês antes que possam contar o que aconteceu ontem na floresta.

Eu meio atordoada fiz uma pequena cara de espanto, mas exatamente nessa hora ele falou:

– É brincadeira, ta? — Parou e pensou um pouco como se decidisse as palavras que iria usar e continuou — Bem, o que eu estou fazendo aqui? – Perguntou a si mesmo – Eu estudo aqui e vim ver se vocês estão bem, e se não estavam machucados da "batalha" de ontem. – Disse fazendo sinais de aspas no ar — E sim eu estou aqui para visitá-los.

– Você estuda aqui: — Ele fez um sim com a cabeça – E falando nisso, eu preciso ir. Tenho vários deveres para fazer e preciso acordar cedo amanhã. – Disse se levantando para ir embora quando parou e olhou para traz.

O menino de que até agora eu não sabia o nome perguntou:

– Desculpe, sou tão rude que nem perguntei seu nome. Qual seria?

– Gwen – Respondi rapidamente – A propósito, qual seria o seu?

– Thomas – Respondeu virando-se em direção a porta.

Quando estava fechando a porta, deu meia volta e enfiou sua cabeça entre o espaço que ainda restava da porta aberta e disse:

– Bonito nome. – E fechou ela por inteiro.

A última coisa que tinha ouvido naquela noite foram seus passos, pois logo adormeci.

Notas finais
O que acharam? Dê sua opinião, e até o próximo capítulo!