Inspirações Avulsas
1 Emma Swan: the vampire slayer (?)
A loja era pequena, quase escondida. As janelas eram escuras e não era possível ver seu interior, mas a porta estava sempre aberta. Às vezes, Mary Margareth via mulheres de diferentes tamanhos e idades saindo da loja, às vezes, normalmente a noite quando fazia patrulha com Emma, ela via homens, normalmente com capuzes ou chapéus. Certa vez, ela pôde jurar ter visto o prefeito!
- É sua imaginação, MM. – dissera Emma suspirando. – Não gosto muito dessa sua curiosidade. Aqui é a Boca do Inferno, mas nem tudo tem a ver com vampiros e demônios.
Ainda sim, Mary Margareth não estava satisfeita. Durante todas as patrulhas que fazia, seja com Emma, David ou Ruby, ela estava sempre atenta a velha e pequena loja. Especialmente quando, fugindo de um vampiro, ela se aproximara demais do estabelecimento e surpresa, viu o vampiro recuar. Ele não saiu correndo, só a olhava sem ter certeza se avançava ou recuava. Parecia que nem ele mesmo sabia do por que não estava atacando. No fim, ele não precisou pensar muito, quando Emma aparecera do nada e enfiara uma estaca em seu coração.
Naquela hora, MM olhou para a loja, já com as portas fechadas, com surpresa e fascínio. Emma não acreditara nela, David parecia cético, Archie ficara preocupado, só Ruby parecia ouvi-la de fato.
- E se os donos daquela loja forem demônios ou algo do tipo?! – dissera MM na hora do almoço.
Os gritos e risos dos adolescentes preenchiam o refeitório. David não parou de comer, sendo o astro do time do futebol, o loiro comia como um boi nas semanas de jogos; Emma a olhou cética e soltou um suspiro; Ruby a olhou preocupada.
- MM. – começou a caçadora. – Você tem que esquecer essa loja.
- Mas, Emma-!
- Não, olha, seja o que for, eu nunca senti nada de mal vindo daquela loja. Às vezes, sinto algo suspeito, mas isso está por toda a cidade.
- Eu também nunca senti nenhum cheiro. – começou Ruby cutucando a gororoba que chamavam de comida. – Às vezes..- começou, mas desistiu de completar.
Emma a cutucou e, com um aceno de cabeça, pediu que continuasse.
- Às vezes, eu sinto um cheiro estranho... Velho, mas não é ruim. – balançou os ombros. – Não digo que sinto algo ruim vindo daquele lugar, não mesmo, mas às vezes me preocupo com os cheiros estranhos que saem de lá.
- Eu já passei lá uma vez. Não entrei. – começou David mastigando um pedaço de bife. – Mas, cheirava a incenso de rosas.
As três mulheres o olharam, curiosas.
- Eu sei por que minha avó tinha costume de colocar esses incensos pela casa. Eu aprendi a gostar! – se defendeu, mas o sorriso zombador de Emma não sumiu.
- Olha, MM, seja como for. – comentou Emma. – É melhor deixar para lá. Eu tenho coisas mais importantes para me preocupar do que uma loja com cheiro de incenso. – bebeu o resto do refrigerante com quase raiva – Tem vários vampiros brotando do solo, Killian é um inútil que sempre some quando precisamos, não fazemos ideia de quem está por detrás de todas as criaturas estranhas que apareceram no último mês e uma loja estranha não está na minha lista de prioridades.
- Mas, Emma-!
- Não. – respondeu a loira se levantando brutamente.
David e Ruby a olharam. David com quase raiva, Ruby com preocupação.
- Deixe a loja em paz, MM. – disse Emma seriamente.
Os três ficaram sentados enquanto Emma saia do refeitório. Mary Margareth suspirou. David respirou fundo e olhou a garota com pura tristeza, Ruby tocou nas mãos de MM e lhe deu um sorriso.
- Emma está estressada. Todos esses problemas... – suspirou – Não está sendo fácil.
- Eu sei! – exclamou Mary – Mas, aquela loja!
- Olha, — começou David. – Não tenho treino amanhã, se quiser, posso ir lá com você.
Ruby assentiu.
- Se você ver algo estranho, tenho certeza de que Emma vai mudar de ideia.
MM não estava tão otimista assim. Por isso que depois da aula, ela decidiu que iria a misteriosa loja sozinha. David iria treinar, Ruby tinha o trabalho de meio período na lanchonete da avó, Emma tinha treino com Archie, então ninguém a questionaria por ir para casa mais cedo.
Andando sozinha na rua, Mary Margareth se surpreendeu com quão sua vida era diferente há alguns meses, antes de Emma tudo era tão solitário. Ela era a nerd com uma amizade estranha de infância com David e só. Mas desde que a caçadora chegara em Storybrooke, ou comumente entre os amigos, A Boca do Inferno, tudo mudara. MM agora tinha duas melhores amigas e estava mais perto de David do que nunca!
Claro que a maior desvantagem era saber o que se arrastava na escuridão de Storybrooke, saber que existem mais vampiros do que se pode contar, saber sobre lycans, shifters, bruxas, demônios, maenads e tudo mais que ela, antes, achava só pertencerem aos contos de fadas. Mas, a vida estava mais divertida, isso nem MM podia negar.
A loja estava com a porta aberta. Mary Margareth juntou toda sua coragem e entrou.
Um barulho avisou a dona da loja sobre um novo visitante e MM sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Andou com cuidado.
- Olá? – indagou, mas não houve resposta.
Engoliu seco e se arrependeu de ter vindo sozinha. A loja era escura, com luzes bem fracas iluminando o ambiente. Havia várias estantes com livros antigos e frascos com conteúdos estranhos. O caixa estava vazio e um computador estava no descanso de tela, a imagem era um símbolo azul de três círculos interligados, um ao lado do outro. Atrás do balcão do caixa, tinha uma porta aberta, mas sem luzes acesas.
Era como se MM estivesse sozinha naquela loja estranha. Olhou mais uma vez ao redor tentando identificar alguma das coisas que encontrou, mas não teve sucesso. A maioria eram frascos com pós.
“Pó de raquisto.”, “Unhas de dragão”, “Pó de estrela do deserto”, “Pó de uma mãe querida”... Se afastou da prateleira imediatamente. Pó de uma mãe querida! Mãe querida! Engoliu seco e se afastou, queria correr até Emma e dizer que aquele lugar realmente era ruim.
Um miado a assustou e MM se virou imediatamente, dando de cara um gato negro com olhos avermelhados, quase demoníacos. Sentindo um medo aterrorizador, virou-se e correu para a porta. Implorava a todos os deuses que conhecia para que o gato não a atacasse ou para que a loja não a engolisse ou para que conseguisse sair viva dali. A porta estava perto e ela jurava que sentia algo enorme respirando contra sua nuca.
Quando se chocou com algo negro e macio, MM soltou um grito aterrorizado.
Ouviu um riso e abriu os olhos com medo. A loja estava melhor iluminada e ela, finalmente, conseguiu ver com clareza. Sentada no chão com a mochila do lado, Mary Margareth olhou ao redor quase que perdida, como se tivesse acabado de acordar de um terrível pesadelo. Ouviu um miado e se virou imediatamente para a origem do som. O gato preto, com olhos cinza, passou por ela de forma quase arrogante e miou novamente para a pessoa na porta da loja.
- Ora, ora.
Mary Margareth se levantou embaraçada e mortificada. Olhou para a pessoa escorada na porta com um sorriso arrogante e divertido.
- Ahn... – tentou se explicar para a mulher, que provavelmente se controlava para não rir. – Eu achei que... Estava escuro... – abriu a boca tentando formar palavras várias vezes, mas nada saia. Gesticulava nervosamente, tentando se explicar, tentando não parecer tão ridícula.
- Deixe-me adivinhar: Primeira vez na loja? – indagou a desconhecida.
MM não respondeu, só assentiu. O sorriso da outra só aumentou.
- É típico dela deixar a loja sozinha. – respondeu se abaixando para pegar o gato. – Mefistófeles que cuida da loja quando ela não está, sinto muito se ele te assustou.
Por alguma razão, MM duvidava que a mulher sentisse pelo grande susto que acabara de passar.
- Você trabalha aqui?
A mulher sorriu, o gato ronronou e Mary Margareth sentiu outro arrepio.
- Assim como você, eu só sou uma cliente. Uma velha cliente. – o sorriso era quase malicioso, como se ela estivesse rindo de alguma piada pessoal. – Mas eu não quero te assustar.
- É um pouco tarde para isso. – deixou escapar.
A estranha riu e sem olhar para MM novamente, andou até o balcão, depositando o gato em cima da mesa e apertou uma campainha. Mary Margareth se deixou respirar por um segundo e examinou novamente a mulher perto do balcão. Ela era mais velha que MM, talvez com trinta e poucos anos, tinha os cabelos curtos e negros, usava óculos escuros, uma blusa cinza, uma calça social preta e sapatos de salto alto da mesma cor. Quando ela se virou novamente para Mary Margareth, a estudante percebeu a cicatriz em seu lábio superior.
- Iniciante ou simplesmente leiga?
- Huh?
A mulher repetiu a pergunta.
- Acho que leigo. Não sei. – balançou os ombros e se abraçou a mochila.
- Aqui é um bom lugar para começar. – respondeu e apertou a campainha novamente.
- O que exatamente é aqui? – perguntou MM se aproximando do balcão.
- É uma loja. – veio a resposta debochada. – Aqui se vende coisas.
MM quis revirar os olhos, mas se controlou.
- Eu sei disso.
- Então, por que perguntou? – levantou uma sobrancelha.
MM suspirou.
- Então, o que essa loja vende?
A mulher abriu outro sorriso arrogante.
- Coisas.
- Você não está ajudando.
A mulher a ignorou e apertou campainha novamente. Mefistófeles miou.
- Eu não estou aqui para ajudar. – outro sorriso.
MM recuou e pensou em sair correndo. Uma parte de seu cérebro insistia que ela deveria voltar para perto de Emma, implorar por alguma resposta de Archie e se esconder nos braços de David, mas outra parte, a rebelde que vivia em algum lugar na nerd gentil e passiva, queria continuar ali até obter respostas, até pode provar para Emma e Ruby que aquele lugar não era bom.
- Vai correr? – indagou a estranha debochando com aquele sorriso arrogante.
- Não.
- Devia. A cidade não é segura quando se é amiga da Caçadora. – e apertou a campainha mais uma vez.
MM abriu a boca para falar. Tinha tantas perguntas. Quem era ela? Como sabia de Emma? Que lugar era aquele? O que ela era? Você vai me matar?
- Quer parar de apertar essa porra de campainha?! – veio o grito da porta entreaberta.
Mary Margareth se afastou, temerosa e a estranha apertou mais uma vez. A porta abriu num estrondo e uma loira vestida em um jeans azul apertado e em uma bata rosa apareceu furiosa.
- Eu já disse-! – parou no meio da frase examinando as duas clientes. – Ah, eu devia saber que era você. – olhou para o gato preto no balcão. – E você, seu traidor, deveria ter me avisado.
- Mal. – disse a estranha num cumprimento informal.
- Regina. – respondeu a loira e seus olhos azuis foram para a figura encolhida de Mary Margareth – E você, meu bem, é?
- Ahn, meu nome é Mary Margareth. – respondeu rapidamente sentindo seu coração disparar.
Mal abriu um sorriso.
- Hum, tem um tempo que não recebo alguém como você na minha loja, minha querida. Por favor, fique a vontade. – apontou para uma estante de livros – Lá, você pode encontrar os livros para leigos, logo tenho certeza de que você estará apta aos mais avançados.
MM assentiu rapidamente e quase correu para a estante indicada. As duas mulheres sorriam uma para a outra.
- Você disse que algo meu estava aqui.
- E você não me disse que estava na cidade. Chegou quando da Itália?
Regina riu.
- Algumas semanas.
- Quantas?
- Quase cinco.
- Praticamente um mês e você só vem aqui agora?
- Meu material está acabando. Qual o melhor lugar para repor meu estoque do que na sua loja, minha querida Mal?
- Sua falsidade me enoja. Espero que compre muito, se tem uma coisa que sempre gostei em você era o seu dinheiro.
- Oh, isso deveria ter doído?
- Não mesmo, por que eu iria machucar a minha melhor cliente?
Mary Margareth fingia se esconder detrás de um livro grosso de capa cinza. Não havia título, autor ou qualquer desenho na capa, mas ela realmente só estava interessada na conversa das duas estranhas mulheres. MM sempre vivera em Storybrooke, mas ela nunca tinha visto nenhuma das duas.
- Okay, eu vou repor todo o meu estoque e você vai me dar o que é meu.
Mal sorriu debochada.
- Por que eu faria isso? Você vai comprar de mim não importa o que!
Regina forçou um sorriso.
- Por que você não quer me ver irritada.
Mal balançou os ombros.
- Não sei com quem você esteve durante todos esses anos, meu bem, mas eu não sou tão facilmente intimidada.
Regina suspirou.
- Ótimo então, vamos a troca. – Regina retirou um anel dourado e o colocou no balcão.
Mal o pegou, examinou e assentiu.
- Okay. – olhou para Regina com um sorriso malicioso – É tão difícil assim?
A morena não respondeu, mas sua sobrancelha tremeu.
- Eu vou preparar tudo para você. – respondeu Mal. – E vou mandar um entregador para a sua mansão... É aquela perto da Prefeitura, certo? – Regina não respondeu. – Sabia, você sempre teve um gosto pelo luxo.
- Nem sempre.
- Detalhes. – colocou o anel em um de seus longos dedos e sorriu, satisfeita. – Eu já vou pegar sua encomenda.
E assim, Mal sumiu novamente pela porta.
MM pegou um dos livros a esmo e se dirigiu para o balcão.
- Poções e outras artes? – indagou Regina reconhecendo o livro. – Ora, ora, alguém está apaixonada.
Mary não respondeu, só a encarou.
- Como você sabe sobre Emma?
- Então, esse era o nome dela! – abriu um sorriso.
MM fez uma careta. Não devia ter dito aquilo! Teve vontade de se bater naquela hora.
- Aconselho a levar umas velas. – continuou Regina. – A poção do amor, em especial, é melhor feita com velas rosas ou vermelhas. Depende.
- Vocês são bruxas?
Regina riu.
- Achei que isso fosse óbvio!
- Emma já derrotou bruxas antes.
- Não bruxas como eu. – tirou os óculos escuros expondo lindos olhos castanhos. – Acredite ou não, sua caçadora não desperta meu interesse. Fiquei longe demais da Boca do Inferno e decidi voltar para ajudar um velho amigo. – tocou no livro e olhou MM nos olhos. – É simples. Não fiquem no meu caminho e eu não fico no seu.
Afastou-se e olhou entediada para a porta. Olhou para a campainha e com um sorriso cruel, apertou algumas vezes.
Mal soltou um palavrão e Regina riu. Quando a loira voltou, ela fuzilou Regina com o olhar e depositou uma muda no balcão.
- Todo seu. – disse com desdém – Nunca consegui planta-la no meu jardim.
- Claro que não. – respondeu tocando a muda com cuidado e quase amor. – Ela só responde a mim.
Mal revirou os olhos e se virou para Mary Margareth.
- Poções e outras artes? Ora, ambiciosa. Eu gosto disso. – disse e piscou.
Mary Margareth forçou um sorriso e olhou para baixo.
- Será 60,00. – disse Mal sem se impressionar.
Isso chamou a atenção de MM.
- 60? – indagou e engoliu seco. Isso tudo?!
- Sim, é um livro caro, concordo, mas estamos falando de bruxaria, criança. Tudo tem um preço.
MM sabia que não tinha esse dinheiro. No máximo, ela estava com 30,00 e olha lá. Iria recusar a compra e sair rapidamente dali, correr até Emma e explicar o ocorrido.
- Coloque na minha conta. – era Regina.
- Não precisa! – argumentou MM quase em desespero.
- Ah, precisa sim. Se você sentiu o chamado, que tipo de bruxa seria eu se deixasse isso passar em branco? – olhou para Mal. – Coloque na minha conta.
A loira assentiu e ignorando os protestos de Mary Margareth, colocou o velho livro numa sacola negra com escritas em vermelho. Regina ainda colocou duas velas: uma vermelha e um rosa na sacola.
- Foi um prazer fazer negócio com você, meu bem. Volte sempre. – disse Mal com um sorriso quase inocente.
Mary Margareth, contrariando sua mente que insistia para correr dali, aceitou a sacola e agradeceu as duas mulheres. Lançou um olhar suspeito para a morena e saiu da loja o mais rápido que pôde.
- Isso me surpreendeu. – disse Mal olhando para a porta e depois para Regina – Por que comprar o livro para a garota?
Regina abriu um sorriso cruel.
- Ora, é muito simples. Há algo mais delicioso do que ver uma criança inexperiente testar poções do amor pela primeira vez?
- Por que acha que ela irá tentar? – deu um meio sorriso – Ela parecia apavorada.
Regina riu.
- Oh, meu bem, ela vai ter o pobre coração partido e isso nos obriga a fazer cada coisa.
- Você tem um plano?
- Não, não realmente. Só estive observando a nossa nova caçadora e seus amigos. Eu só preciso saber o quanto ela entende de bruxas e magia. Não posso correr o risco de fazer qualquer coisa e ela usar disso contra mim um dia.
- Achei que você tivesse o vampiro sob seu comando.
- Ah, mas você, melhor do que eu, sabe que eles não são criaturas confiáveis. – tocou novamente a muda. – Em todo o caso, esperaremos pelo caos.
Pegou a planta e se dirigiu até a saída da loja.
- Ah, tenho uma reunião com o prefeito. – sorriu – Gostaria de vir?
- Só se for para mata-lo.
Rindo, Regina saiu da loja.
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O caos não demorou a vir.
Mary Margareth cedeu a tentação do livro quando seu melhor amigo e grande amor chamou outra pessoa para sair. O coração partido foi tanto que quando chegou em casa e viu o livro aberto numa página de poção do amor, ela não pensou duas vezes antes de acender as velas e fazer uma panela cheia de um liquido rosa.
Ela só não contava que alguém entraria em sua cozinha e roubaria toda a poção ou que essa mesma pessoa derramaria todo liquido no container de água da escola e que, logo depois, uma epidemia de “amor” infestou a escola.
MM ficou olhando confusa enquanto Ruby estava agarrada com um jogador de futebol, David tinha sumido com uma líder de torcida e Emma... Bem, Emma...
- O que diabos está acontecendo?
Felizmente, a loira tinha matado o dia de aula para treinar com o Archie e o bibliotecário se parabenizava pela decisão bem tomada.
MM engoliu seco e explicou rapidamente para a Caçadora sobre a loja, depois sobre o livro, depois sobre o ciúme que sentiu de David (Não era um segredo para ninguém sem ser o rapaz sobre o que MM sentia por ele), a poção e sobre o roubo.
- É uma poção do amor, obvio. – disse Archie para as duas. Ele estava preocupado.
- É só fazer um antidoto então? – indagou Emma. Mary Margareth assentiu.
- Não é tão fácil assim. – Archie coçou a cabeça e respirou fundo. – Há uma variedade imensa de poções do amor. Eu preciso ver o livro, Mary.
MM assentiu. Archie de junto com MM ficaram responsáveis por preparar o antidoto, já Emma decidiu fazer uma visita a misteriosa loja.
--
- Eu tenho certeza de que é culpa sua.
- Minha? Você ficou sei lá quantos anos na Itália e a culpa é minha?
- Ele tem toda cidade no bolso!
- E a culpa é de quem?
- Sua!
- Ora! Ele é o seu mentor!
- Ele te prendeu como dragão por anos!
- Ele te forçou a aprender magia!
- Ele te comprou dos teus pais!
- Ele forçou a sua mãe a abrir mão de você!
- O que ela não fez!
- Por que ela decidiu dar o coração dela em troca do seu! Ou preciso te lembrar da sua infância?
Quando Regina praticamente rugiu, Mal soube que tinha passado dos limites, mas não se desculpou.
- Eu te odeio.
- É mutuo.
As duas bruxas se encararam e até se esqueceram do mundo quase queimando em hormônios adolescentes.
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