Insistente
1 Prólogo
Notas iniciais
Prólogo
―Não é nada Mary! É só o vento, fique tranquila irmã. – disse Austin tentando confortá-la. Mary estava claramente assustada, seu rosto era pálido e sua respiração era ofegante.
― Austin, o vento não dá passos! – ela falou olhando em volta e piscando velozmente.
Mary era uma garota esperta, sempre foi. Mesmo sendo a caçula era responsável e se preocupava em por a família em primeiro lugar. Já Austin, era do tipo que falava que era só o vento quando escutávamos barulhos. Moravam em uma casa enorme de quatro andares, com janelas enormes e portas enormes, árvores enormes e lustres enormes. O menino sempre se fascinou por arquitetura, mesmo a casa sendo velha sabia que a madeira do piso inferior rangendo não era o vento.
― Austin, devíamos ir lá olhar papai e mamãe. – Mary olhou pra ele aflita, ela segurava o antebraço dele com força.
― Não! Papai e mamãe disseram que iam fazer negócios com um importante corretor e não queria ser interrompido. – Austin falou pra ela em um sussurro. O pai dos dois não era arquiteto nem nada, mas trabalhava vendendo casas enormes de quatro andares, com janelas enormes e portas enormes, árvores enormes e lustres enormes.
Todos os serviçais da casa haviam sidos mandados para sua cara hoje, era algo importante, Austin sabia!
― Mary, vamos nos deitar. Papai e mamãe irão se aborrecer conosco se estivermos fazendo barulho.
― Tudo bem. – disse ela e soltou a mão de Austin, andando pelo longo corredor. Mary vestia uma camisola infantil azul de seda, que arrastava no chão de madeira.
Austin começou a andar logo após ela. O corredor estava escuro, se não pelos dois abajures que ficavam em pequenas mesinhas de canto ao lado das portas dos quartos dos irmãos, que ficavam uma de frente pra outra. Quando Mary se aproximou da porta ela parou, parecia relutar com algo.
― O que foi Mary?! Está fazendo barulho! – sussurrou Austin com impaciência pra ela.
― Minha camisola, ela ficou presa em alguma... – Mary puxou o tecido com força. A mesinha se arrastou com o movimento e o abajur começou a balançar em cima dela. Percebeu que a camisola dela tinha ficado presa em algum lugar da mesa. O abajur continuou balançando, iluminando pra lá, e pra cá e vice-versa. Em um momento, o abajur cedeu caindo com um barulho na mesa. O barulho do “vento” parou assim que o objeto havia caído. Só se escutavam no silêncio da casa a respiração dos dois. O abajur ainda balançava deitado na mesa agora.
― Viu o que você fez Mary?! – Austin sussurrou com raiva pra ela olhando em volta. – Vá dormir, já! – ele disse e assim que abriu a porta de seu quarto, o abajur chegou à ponta da mesa caindo dela. O barulho foi maior, e mais estridente ao vido se quebrar no chão.
Austin entrou pra seu quarto, e encostou a porta deitando-se em sua cama. Mas, Mary ficou ali no corredor de frente pras escadas olhando para o abajur quebrado no chão, percebendo o desastre que fez. Mary permaneceu imóvel no corredor, olhando pra escada que descia para o andar de baixo, ouvia passos de aproximando dela. Austin se cobriu com o cobertor, ele tremia.
Da escada, surgiu um homem alto e robusto, suas feições eram duras e tinha uma grande e escura barba. O senhor vestia um, sobretudo marrom escuro, aparentava ter meia-idade e era extremamente branco. Mary sentiu os cabelos de sua nuca se eriçar, a garotinha tremia de medo. O homem alto tirou da cintura uma arma calibre 38, e uns segundos depois se ouviu um disparo.
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