Insanity

18 Então Por Favor, Não Vá Embora


Notas iniciais
Me perdoem pela demora, eu dei um tempo em todas as minhas fics porque minhas aulas começaram e eu não estava conseguindo regular tempo, sem contar que minha criatividade está muito muito em falta a unica fic que consegui escrever até agora foi insanity depois de muito esforço. Quero agradecer a todos os reviews maravilhosos, não sei se estou de volta para postar as fics porque agora entrei na época de prova, mas vou me esforçar bastante! boa leitura fiz um capitulo especial, insanas!

Então Por Favor, Não Vá Embora

A casa do Landom tinha um jardim e uma entrada com caminho de pedras cor de areia, um alpendre laranja escuro, quase pro vinho. Era uma casa de andar e por incrível que pareça parecia enorme demais para alguém que vivia sozinho. Um universitário mais precisamente. Landom segurou minha mão após estacionar sua moto e tirar meu capacete, levou-me para o alpendre e ambos logo depois entramos na sua casa. Cheirava a produtos de limpeza e perfume masculino. Não havia coisas jogadas no chão, sacos de lixo, restos de caixas de pizza e nem latinhas de cervejas, na verdade, era tudo muito organizado. Landom tinha uma coleção de quadros geométricos pendurados na parede pelo corredor, um tapete que dizia Bem-vindo e uma luminária com quatros concavidades. O papel de parede era laranja escuro, parecida com a cor do alpendre.

Eu caminhei atrás dele timidamente notando os detalhes, a esquerda uma escada para o andar de cima em espiral e piso branco, a direita uma sala de estar com um sofá pequeno e uma TV de tela planta, um aparelho de sol e várias revistas espalhadas pela mesa de centro, mas nada da playboy ou do mesmo gênero. Mais a frente tinha a cozinha sendo divida por um balcão de centro e um balcão incluso na parede e a parte de cima livre como se fosse uma janela. Mais quadros e retratos de fotos. Pessoas que eu não conhecia, fora o Landom. Me senti uma intrusa ao perceber que eu não sabia nada sobre ele.

– Então... – Landom se virou lentamente para mim, sua sobrancelhas levantadas e uma ruga crescente na testa. – o que achou?

Mordisquei o canto do lábio inferior.

– É lindo. É tão arrumado e organizado.

– Esperava cuecas espalhadas pela casa? – ele sorriu.

– Bem, sim. – retribui com um sorriso tímido.

Landom se moveu até o sofá e deixou seu capacete apoiado no estofado, depois olhou-me curiosamente pensativo. Eu queria olhá-lo agora, mas tudo que eu conseguia notar eram os retratos espalhados nas mesinhas. Havia uma de um garoto mediano de olhos extremamente azuis e o cabelo negro puramente liso ao lado de uma mulher de ombros largos, estatura mediana também, cabelos negros e encaracolados na altura dos ombros e um sorriso materno nos lábios. Decidi que essa deveria ser a mãe do Landom. Nas outras fotos, eu podia ver o mesmo garoto em fases diversas, mas acompanhado por outras pessoas. Julguei que deveriam ser os amigos do Landom. Tentei me segurar para não tocar nenhuma das fotos, mas já estava fazendo, passeava os dedos pelo rosto do garoto como se estivesse tocando-o agora, como se eu pudesse estar ligada a ele.

– É minha mãe. — sua voz suou baixinha. Landom estava do meu lado, seu braço direito esticado na mesa e seu corpo virado para mim, seu braço esquerdo roçando no meu direito.

– Ela é bonita. Você se parece muito com ela.

– Tirando os cachinhos. — ele riu. — Ela sempre teve o cabelo rebelde.

– É um charme. — completei.

Landom me olhou, mas eu estava encarando a foto neste momento.

– Onde ela está? — eu perguntei, não podia segurar as minhas dúvidas e sufoca-las para sempre. — Ela veio na sua formatura?

Landom passou os dedos pela malha da minha blusa, dedilhando cada traço da pele do meu braço e fazendo várias voltas, parecia tomar tempo. Decidi que eu não queria mais saber a resposta, parecia ser dolorosa para ele.

– Quando eu tinha 16 anos... Bem, eu estava com minha mãe e meu irmão no carro. — Landom apontou para a terceira foto. Não eram seus amigos, pelo menos não o garoto de olhos azuis e um cabelo rebelde com a mãe do Landom. — E veio um bêbado maluco do outro lado. Era comemoração na cidade. — Landom se conteve, sua voz presa na garganta.

Primeiramente me odiei por ter sido tão curiosa, eu deveria ter esperado, quando ele quisesse me contar, ele contaria. Segundo, me senti na obrigação de não deixá-lo sofrer, queria arrancar essa dor de dentro dele, queria chorar por ele e agora estava me odiando um pouco mais por ter tocado no assunto. Se ela estivesse viva ele teria me dito antes, mas como ela morreu, ele não queria lembrar do passado doloroso de perdê-la.

– Eu acordei no hospital um dia depois, eu estava tão preocupado, minha ultima lembrança era a de estar no banco da frente com a minha mãe e tudo que eu via era uma luz branca. – Landom respondeu fracamente.

Meu coração ardeu ao imaginar a cena de um garoto de dezesseis anos acordando assustado em um hospital, os ferimentos espalhados pelo corpo e apenas a lembrança de que um carro havia se chocado contra o seu.

– Eu sinto muito. Eu sinto muito — disse. — Me desculpe, não queria ter feito você lembrar disso. — tremulei a voz, virando-me para encarar algo mais distante. – Eu não deveria ter tocado nesse assunto.

Landom acariciou meu queixo.

– Não se sinta culpada, Bella. — ele sorriu tristemente. — Eu deveria ter te contado. Eu te contei. Porque confio em você.

Eu sorri muito pouco e depois disso fui aconchegada nos braços dele. Landom cheirava muito bem, era um perfume masculino deslumbrante e fazia minha consciência rodopiar. Landom era quente. Era confortável.

– Chace e eu vivemos nossas vidas com nossa tia no interior depois que ela morreu. — Landom me respondeu, eu tinha me afastado para ouvi-lo. – Foi bastante difícil para nós dois, a tia Ellen nunca tinha sido próxima, era como conviver com um desconhecido por pena. – ele encarou seus dedos. – O Chace ainda está na escola e quando eu terminei juntei o máximo de dinheiro que pude e consegui uma bolsa em Silsvilly. Comprei esta casa com ajuda da tia Ellen.

– E o Chace?

– Ele está bem. – Landom olhou sorrateiramente para mim. – Ele é um pouco rebelde, mas está bem. Prometi que quando me ajeitasse na cidade depois da faculdade, eu iria trazê-lo para cá. – Landom sorriu, mas seus olhos pareciam tão tristes.

Senti um nó na garganta.

– Quero dar um futuro ao Chace. Ele era muito novo quando nossa mãe morreu e acho que ele ainda sofre por isso. – Landom passou os dedos pela madeira de mesa e encarou os retratos.

Minha mente estava girando. Ele queria lutar por um futuro melhor não só para ele, mas para seu irmão mais novo e agora estava colocando tudo a perder se envolvendo comigo. O trabalho de tutor fora o máximo que Landom conseguiu até agora e eu sabia que era proibido e agora mais do que nunca eu sabia que Landom precisava desse emprego, desse estágio mais do qualquer um. Ele estava sozinho nessa cidade e se sustentava sozinho, se ele perdesse o emprego de tutor, seria por minha culpa.

– Eu preciso ir. – eu disse de repente, meu coração batendo em falso.

Os olhos de Landom me encararam e sua expressão não era nada compreensível.

– O quê? Por quê?

O que eu diria? Que não queria estragar seu emprego?

– Eu preciso terminar umas coisas. – cruzei os braços e apertei minha cintura, precisava do amparo de alguma coisa.

– Coisas? – ele perguntou de volta.

– É, coisas. – eu não o olhei, seria como entregar que eu estava mentindo. – Tenho que retomar uns assuntos de Forward.

– Eu sou seu tutor, Bella, eu posso te ajudar. – Landom se aproximou.

– Não será preciso, — eu me afastei e ele ficou surpreso. – quero dizer, é um trabalho muito fácil, só são algumas anotações. – sorri para despistá-lo.

– Anotações? – ele franziu a testa.

– Sim, não tomarei seu tempo com essas anotações. Tenho outras coisas do Sr. Agirre, então estou um pouco lotada. É melhor eu ir. – eu me afastei, procurei encarar alguma coisa pela casa como se fosse um refugio, qualquer coisa que não fossem seus olhos.

Landom me seguiu.

– Deixe que pelo menos eu te leve.

– Ah, não precisa, você sabe, não podem nos ver juntos. – murmurei a ultima parte, sentindo a minha garganta fechar. Meu corpo dava indicios que eu estava mentindo e Landom notaria uma hora ou outra.

– Bella...

– Está tudo bem, Landom. – eu senti meus olhos tremerem. Eu não podia acreditar que iria chorar, mas tentei ignorar.

A mãe dele havia morrido e ele era tão novo, estava se esforçando para dar um futuro ao seu irmão e eu estava estragando tudo. Eu andei em sua direção e beijei sua bochecha, não sabia como tinha sido corajosa para voltar e demonstrar algum afeto enquanto eu sentia que se algo desse errado para ele, seria a minha culpa. Eu sorri timidamente para ele e me afastei, conhecia a saída.

– Bella, espere. – ouvi sua voz atrás de mim.

Se eu alcançasse a porta, sentiria mais segura para mentir um pouco mais e poder ir embora, mas se ele me impedisse novamente, eu não saberia o que dizer.

– Bella! – Landom me alcançou antes que eu chegasse a porta. – O que está acontecendo? O que eu disse?

– Está tudo bem.

– Pare de me falar isso. – Landom passou os dedos nervosos pelo cabelo. Ele estava confuso. – Eu disse alguma coisa que a feriu? Eu a magoei?

– Não, você não disse nada.

– Então por que está indo embora?

– Eu tenho coisas, Landom, trabalhos. – minha voz suou baixinha.

– Eu tenho todo seu cronograma, Bella, então por favor, minta melhor. – Landom estava respirando com dificuldade e podia jurar que seu coração estavam acelerado tanto quanto o meu.

Eu não o respondi.

– Se queria ir embora, — ele apontou para saída. – era só ter dito, era só não ter subido na moto. Se não queria estar aqui e me ouvir falar dos meus problemas, bem... – ele engoliu secamente, seus olhos cheios de lágrima.

Meu coração se partiu ao meio.

– Landom...

– Me desculpe, Bella. Eu sinto muito. Eu tenho o peso nas costas de ter perdido a mãe em um acidente de carro depois que meu pai nos abandonou sozinhos, é muito para se aguentar.

Minhas mãos tremeram e Landom estava chorando. Eu queria abraçá-lo, mas neste momento eu não conseguia me mover, eu estava chorando também, sentia as lágrimas lavarem a dor que eu estava suportando dentro do peito.

– Me desculpe. – sussurrei.

Ele não me respondeu e isso me feriu.

– Você não está entendendo, Landom.

– Eu estou. – ele me encarou. – Você está entediada, certo? – uma lágrima escorreu pelo seu olho.

Eu me aproximei.

– Eu não estou entediada, por favor. – retruquei. – Eu só estava me sentindo culpada.

– Culpada? Pelo o quê?

– Não quero que você perca a chance que o Sr. Forward te deu. Você precisa desse estágio e eu estou sendo seu empecilho.

Landom riu amargamente.

– Você ia embora me deixando pensar em mil coisas porque tem medo que eu perca o estágio?

Eu me calei, pelo menos não estávamos mais chorando.

– Eu te contei sobre a minha mãe e meu irmão, quando você disse que ia embora eu pensei que você estava me rejeitando. E de novo. – ele se aproximou, sua voz diminuiu alguns tons.

– Eu não estava. – murmurei.

– Mas parecia. Se alguém pode partir meu coração em mais de uma maneira, essa pessoa é você. – Landom tocou meu cabelo e eu estremeci. – Seja sincera comigo.

– Eu estou sendo sincera.

– A alguns minutos atrás você ia me deixar por uma desculpa esfarrapada de trabalho. – seus olhos me miravam como águias observando uma presa. Sentia perder o ar dos pulmões.

– Desculpe.

– Não se desculpe mais, só seja sincera comigo. – Landom se aproximou muito pouco, não havia para onde ir. Nós ficamos inquietamente em silêncio, eu não sabia aonde ele queria chegar com isso, mas sabia que nesse momento ele podia ouvir as batidas desordenadas do meu coração.

Eu não queria ter feito acreditar que sua vida para mim era entediante. Eu estava transtornada e com medo. Havia outra pessoa na lista do Landom com quem ele podia se preocupar acima de mim, e essa pessoa era seu irmão. Eu não queria impedir que desse certo seus planos. Eu só não queria ser a culpada.

– Você gosta de mim, Bella?

Sua pergunta me pegou de surpresa.

Era claro que eu gostava dele, mas gostar não parecia fortemente cabível nessa sentença. Eu não apenas gostava dele, mas eu sentia que todo esse sentimento era inutilmente grande demais para caber dentro meu peito. Parecia transbordar nas laterais invadindo todos os sentidos do meu corpo.

– Mais. – eu respondi.

– Mais?

– É muito mais que isso, Landom. – disse-lhe sussurrante.

Landom suspirou em alivio. Ele estava aliviado pelo quê? Não estava óbvio que eu gostava dele.

– Então por favor, não vá embora. – ele sussurrou.

– Eu não vou.

– Se um dia você quiser realmente ir, — ele me olhou nos olhos. – seja sincera comigo. Eu não gosto de adeus, mas prefiro ter a chance de dizer um antes que a pessoa vá embora para sempre.

– Eu vou ficar, Landom. Eu prometo.

Ele suspirou. Landom me abraçou fortemente, seu coração combinando com a mesma batida do meu. Landom já tinha tido muitos adeus na sua vida sem que ele tivesse a chance de se conformar. Seu pai tinha partido e sua mãe tinha morrido, ele não pode controlar esses acontecimentos na sua vida. Eu tinha medo de relacionamentos, de me entregar demais. Landom tinha medo de despedidas. Eramos completamente confusos, eu sentia me entregando totalmente para ele e sentia medo por isso, ao mesmo tempo que ele não queria que eu fosse embora.

Landom se afastou.

– Eu sei sobre o que eu disse sobre ir embora, mas se você realmente quiser ir, voltar para a faculdade agora...

– Eu quero ficar. – eu repeti.

Landom sorriu. Ele se aproximou e depositou um beijo terno nos meus lábios.

– Eu vou trocar de roupa, vou tomar um banho. – ele me respondeu beijando de leve agora a minha testa. – Sinta-se em casa.

Eu acenei com confirmação. Landom se moveu para trás e caminhou até a escada. Eu andei em direção a sua sala, me acostumando com a decoração. Os retratos agora pareciam tristes para mim, carregados da dor do Landom, a mesma que ele me mostrou quando estava falando sobre o acidente, ele deve sentir todas vezes que para e observa suas fotos. Espantei esses pensamentos da cabeça, eu iria me sentir culpada outra vez. Sentei-me no sofá e olhei para a enorme estante da sala, estava cheio de livros variados e alguns do meu gosto, alguns que estão na minha lista da faculdade e outros que eu nunca tinha visto antes. Olhei para a parte de baixo e vi outra coleção de CDs, Landom era bastante eclético, não tinha um só gosto musical, era diverso. Eu sabia que ele iria demorar um pouco mais no andar de cima e eu não me atreveria invadir seu quarto, achava pessoal demais, por isso decidi pegar o controle e procurar algo interessante na TV enquanto os minutos passavam rápidos até mais.

Senti algo tremer atrás das minhas costas e me movi para observar o celular de Landom avisar uma nova chamada. Eu não teria mexido se não aparecesse o nome do Sr. Forward na tela. Eu tinha que avisar ao Landom. Peguei seu celular e corri até a escada, subindo rapidamente pelos degraus e chegando no andar de cima, tentando descobrir em qual dos quartos eu deveria entrar. Procurei aquele que vinha o barulho de chuveiro ligado. Não demorei muito para encontrar o quarto de porta parcialmente aberta, assim que entrei percebi que este era sem duvida seu quarto. As paredes eram de um cinza claro, a cama de casal tinha lençóis azuis um pouco mais escuros que a cor dos seus olhos. Era tudo tão impecável que combinava perfeitamente com Landom. Seu perfume masculino estava por toda parte, era o canto mais pessoal dele e eu estava totalmente deslumbrada por ser tão ele.

Despertei dos meus devaneios e me aproximei da porta do banheiro, o celular do Landom ainda vibrando nas minhas mãos, parecia algo importante para o Sr. Forward insistir na ligação. Eu me atrevi a me aproximar da porta do banheiro de Landom, ouvindo o chuvero ligado e o cheiro de água térmica e creme de barbear. Bati duas vezes fracamente na porta e esperei seu sinal. O chuvero cessou.

– Landom, Forward está te ligando. – eu disse para que ele entendesse a minha chegada.

– Só um minuto.

Eu me afastei da porta e esperei sua aparição, até perceber que a ligação tinha cessado, mas mostrava três ligações perdidas do Sr. Forward. A porta se abriu e Landom apareceu com seu peito ainda umido, seus cabelos negros desgrenhados e molhados, e uma toalha cor de pele em volta da sua cintura.

Landom se aproximou de mim e eu dei seu celular.

– Que estranho. – ele franziu a testa enquando mexia no seu celular.

– Será que é sobre sua tutoria?

– Eu acho que sim. – Landom encarou seu celular por alguns segundos e depois desistiu, voltando-se para mim um pouco antes de colocá-lo apoiado em cima da cômoda. – Eu falo com ele depois.

– Pode ser urgente. – defendi. Landom se aproximou e eu engoli em seco, ele estava estupidamente atraente daquela forma, apenas uma toalha cobrindo seu corpo masculo.

– Estou um pouco ocupada agora. – ele sorriu e depois encarou meus olhos, ele deve ter percebido que eu estava mirando seu peito nu neste momento, por um certo tempo na verdade e até descaradamente.

Eu tentei pensar numa resposta rápida, mas não pude porque Landom me beijou de repente. Suas mãos alcançaram meu rosto e ele juntou seus lábios aos meus, aos poucos cedendo a rigidez e abrindo para ele, sentindo sua lingua encostar-se na minha para saborear intimamente esse desejo. Minhas mãos estavam soltas nas laterais do meu corpo e meu coração parecia explodir. Landom se afastou bruscamente, ele estava com os lábios vermelhos.

– Acho que terei que tomar um segundo banho. – ele franziu a testa. – Dessa vez um gelado.

Eu corei.

– Ou... – eu movi meus olhos para ele e vi que os deles pareciam estarem em chamas, um azul piscina tomava de conta deles fazendo-me derreter antes mesmo que ele voltasse a me beijar.

Ele ainda estava umido, mas agora estava bastante quente, seu peito colado ao meu e sua respiração falha, ele estava lutando para me beijar e recuperar folego. Landom me empurrou para trás e senti a parede nas minhas costas. Ele se afastou muito pouco e sabia que ele iria investir um terceiro beijo outra vez. Landom me beijou bruscamente dessa vez e eu tentei mover minhas mãos para seu cabelo, mas fui impedida pelas suas mãos ágeis que prenderam meus braços na parede um pouco acima da minha cabeça. Eu gemi na sua boca.

– Isso não é justo. – ele sussurrou nos meus lábios. – Você está com muitas roupas e eu estou com apenas uma toalha.

A malícia de sua voz fez sensações devastadoras tomarem de conta do meu corpo. Landom empurrou meu corpo com força na parede e tirou a minha blusa revelando minha roupa intima, uma lingerie rosa. Não demorou muito para que ele saboreasse a minha parte desnuda antes de abrir os botões da minha calça e desfazer delas. Agora eu tinha uma peça em diferença dele. Landom me moveu para cama e desbotou meu sutiã, movendo suas mãos pelos meus seios e me empurrando para cama. Seu corpo caiu em cima do meu, seus olhos aprisionando os meus, sua toalha jogada no chão dos seus pés e uma perna sua dividindo as minhas. Meu corpo ardia.

Landom se inclinou e me beijou, agora terno e calmo, mas cheio de desejo. Suas mãos passearam pelo corpo e chegaram na ultima peça de roupa que eu vestia, em poucos segundos não existia mais. Landom se moveu para dentro de mim e eu gemi de satisfação.

Notas finais
o que acharam?