Insônia Poética
6 Inveja
Chama fria que arde no vazio,
Injustiça falsa por um lado medida
Veneno doce, Ora amargo.
Causador de não física ferida.
Quem dera, talvez,
Nos conflitos outrora gerados,
Mais de uma vez
Danos profundos ela ter causado.
Velha mãe há muito enlouquecida,
Criança recém nascida,
Homem pouco vivido,
Velho sofrido.
O que está morto
Não há de morrer.
Bênção profunda esta,
Que nos impede de sofrer.
Sofrimento tão comum
Que nos faz invejá-los.
Os que outrora morreram
Puderam algum dia ser amados?
Amar ao próximo
Ou a si mesmo?
Amar para viver
Ou viver pelo amor?
Pensamento diluído
Em um ego distorcido,
Tal ego que ama a si.
Não consegue se invejar?
Acalme-se, sem frenesi.
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