Inocência Roubada

28 Chapitre - Soulagement


A jovem Condessa Lefebvre terminava seu longo banho a luz das velas do candelabro enquanto seus pensamentos estavam perdidos em algum canto daquele castelo. Estava satisfeita com sua nova aquisição, ao menos devia agradecia ao Conde por ensiná-la a escolher bem suas mercadorias. Por outro lado não sentia que aquele escravo era apenas uma mercadoria, tinha algo bem diferenciado nele. Era como se continha tais poderes místicos.

– Condessa. sua camisola esta pronta. — anunciou Victorine.

Angelique levantou de forma graciosa da banheira. A criada imediatamente ajudou-a a se vestir, aquele fora um longo dia de era evidente que sua senhora estava cansada.

– Esta dispensada. — anunciou.

Sem questionar a criada apenas fez uma reverencia e caminhou em direção a porta do quarto.

– Condessa! Posso ter a honra de dizer-lhe algumas palavras?- soou rouco.

O rosto da Condessa virou-se em um instante, seus olhos azuis turquesa focou-se nos dele. Ela deu lhe permissão, com passos ágeis adentrou ao imenso quarto, ele capturou suas mãos. Seus dedos se enroscaram facilmente com os dela.

– O que deseja? — questionou-o.

Ele desviou seus olhos para um canto.

– Não pude deixar de sentir que algo esta tirando sua paz de espirito. — anunciou.

A Condessa mordeu os delicados lábios inferiores, nunca tinha contato das abominações que Theodor a fizera passar, pois temia ser traída e acabar sofrendo ainda mais. Mas algo dentro dela confiava nas intenções de Yerik.

– É uma longa história, talvez lhe conte em outra ocasião. — grunhiu.

O escravo aproximou-se dela e com sua mão direita segurou de leve seu delicado queixo.

– De onde venho, acreditamos que se confessarmos nossas dores elas partem.

Seria verdade? Sua dor iria embora, talvez fosse melhor compartilhar os momentos perturbados que passara na companhia do Conde Lefebvre.

– Desde que cheguei nesse castelo, minha vida tem se modificado com duras lições. — murmurou — Meus pais precisavam de dinheiro para salvar suas terras e Conde Lefebvre apareceu do céu, assim como meu pai se referia. Dando-me em casamento, poderia saudar suas dividas e continuar com sua propriedade, mas o pior de tudo não é por causa da divida. — pausou tentando controlar seu emocional, mas logo prosseguiu — Assim que nos casamos Conde Lefebvre demonstrou-se um monstro e todos os dias tinha prazer em me ver sofrer com seus desejos abomináveis.

Um músculo repuxou-se ao longo de sua mandíbula. Yerik observava a com atenção.

– Não liguei em deixar minhas bonecas de lado, ele me forçou. Feriu-me, tem noites que não consigo descansar temendo que possa adentrar aquela porta e me machucar novamente, tenho medo Yerik. Eu era apenas uma criança que teve sua Inocência Roubada. Nunca irei perdoar meus pais por terem me vendido a esse monstro.

Assim que terminou, o silencio predominou. Angelique dizia a si mesma, ferozmente, que não havia o menor motivo para entrar em pânico. Conde Lefebvre havia morrido, mas a sombra de suas maldades ainda assombrava cada canto daquele maldito castelo. O escravo envolveu a em um abraço confortável, fazendo a se derramar em lagrimas.

A Lefebvre estava próxima de fazer seus 15 anos, era praticamente uma menina. Theodor era um monstro para implantar tamanho pavor naqueles olhos azuis, roubara sua inocência de uma forma rude e cruel, Yerik afastou-se um pouco de Ange e a conduziu até a imensa casa.

– Sente-se melhor, minha senhora? – perguntou.

O rosto da condessa estava rubro, Ange limpou a ultima lagrima enquanto tentava se controlar.

–Um pouco. – sussurrou.

Yerik mostrou um pequeno sorriso, sua vida também não fora tão agradável, mas compadecia de sua senhora.

– Depois que saiu do quarto, era evidente sua tristeza e dor. Espero que não me interprete mal, mas tenho que uma eterna divida por ter me comprado daquela escória.

Angelique levantou ambas as sobrancelhas em um movimento sensual enquanto estendia a mão e acariciava o braço de Yerik.

– Lhe tenho confiança.

Um suspiro suave passou em seus lábios, seu rosto se aqueceu, mas ele não conseguiu afastar da sua memória a visão das horas que passara ao lado da Condessa.

– Veja como seu rosto está ainda mais iluminado depois de contar-me suas magoas. – disse.

Ela sorriu.

– Temo dizer que tens razão, sinto meu coração leve. – disse.

O povo de onde o escravo viera continha a verdade, sentia-se bem melhor. Você não deseja somente conforto, quer o mesmo prazer que testemunhou. Era dessa forma que pensava, talvez fosse a vida dando-lhe uma saída.

– Agora que aparenta estar mais aliviada, a deixarei descansar minha senhora. – disse.

Assim que o escravo levantou-se, Ange segurou de leve seu braço e disse:

– Muito obrigada! Pode me chamar apenas por Angelique. – anunciou.

Ele virou a cabeça e olhou para ela. E com um sorriso selou uma possível amizade, Ange ficou inerte observando-o sair pela porta. Pela primeira vez em meses podia sorrir de forma espontânea.

A Condessa apertou o pano de sua camisola entre os dedos para mantê-lo em seu alcance. Um suspiro pequeno cruzou seus lábios, e ela olhou para o teto. Aquela noite teria um ótimo sonho, poderia até ser assombrada pelos velhos fantasmas, mas agora sabia como lidar com esses pequenos problemas.

O toque dos lábios dele contra o seu era como um manjar dos Deuses encostou sua cabeça sobre o macio travesseiro feito com pena de ganso, soltou um longo suspiro.

– Veja como seu rosto está ainda mais iluminado depois de contar-me suas magoas. A voz de Yerik adentrava seus pensamentos de uma forma gentil. Ela estava cativada pelo som de sua voz e a expressão faminta em seus olhos.

Estava começando entender o significado da velha palavra que sua antiga ama Lenore sempre lhe explicava todas as noites, o amor. Graças ao escravo sua alma estava leve feito uma pluma. Mas logo o sono chegou lentamente dominando seus frágeis olhos azuis que aos poucos se rendiam ao sono, suas ultimas palavras saíram em forma de uma reza para que os pesadelos fossem afastados dando lhe apenas espaço para os belos sonhos.

Repousou com um belo sorriso, formando uma curva suave de seus lábios rosados.

Notas finais
Queridos, queremos mais uma vez agradecer ao apoio de vocês e principalmente a leitora Duda di Íris que nos deixou uma recomendação fofa!
Beijinhos