Inocência Ferina
2 Luke Maison
1.
Los Angeles, 2013.
Como sempre o covil de dementes estava lotado. Minha escola, ou melhor “hospício” como eu chamo é lotado de idiotas bronzeados e loiras oxigenadas. Esse universo me irrita e eu prefiro profundamente meu computador.
- Olha por onde anda otário! Lerry Coud me deu um empurrão me jogando no chão. Todos os dias são assim. Esses idiotas enormes acham que são melhor do que todo mundo. Belos posers!
Á propósito, me chamo Luke, sou estudante do Elite military Academy e tenho dezoito anos! Sou o que os outros costumam chamar de nerd, mas nem me importo, quero que todos se danem.
Segunda-feira, 14 de março.
As ruas estavam movimentadas, eu andava a passos largos, minha casa era na outra quadra.
O céu de verão estava escuro e sem estrelas, o ar seco impregnando minhas narinas, nada contra mas prefiro o frio. Andava distraidamente por uma rua deserta e ouvi um barulho vindo de um beco totalmente escuro. Me aproximei mais até ouvir um grito sufocado. Vi de relance um homem sendo atacado por deus sabe o que. Sei que ele gritava e aos poucos parava de se debater. Comecei a correr assutado sem rumo até chegar em casa quase sem ar. Abri a porta com as mãos tremulas e não conseguia esquecer aqueles olhos, tão azuis quanto os meus mais inegavelmente mais frios, mais sombrios.
Como de costume eu estava só. Meu pai morreu antes de eu nascer, minha mãe mora na Itália com meu padrasto. Eu moro sozinho a dois anos, não é tão ruim quando você pode fazer o que bem entende né. Consegui ganhar milhões com um soft que criei, quase ninguém sabe. É por isso que eu posso morar sozinho e me bancar. Corri para meu quarto e me tranquei lá. Após um banho gelado me permiti dormir com aqueles penetrantes olhos nos meus pensamentos.
Terça-feira.
Após acordar com muita dor de cabeça me arrumei e peguei meu carro, eu ainda sou uma droga de estudante. Todos os alunos pareciam interessados em mim depois de ver meu carro. Decidi comprá-lo após algumas situações como ovadas e outras coisas criativas criadas pelo demônio. A sala de aula era um dos únicos lugares onde eu me sentia á vontade. Logo o Sr. Makinlei chegou deixando todos entediados pra variar.
- Atenção turma, quero apresentá-los a nova aluna, Srta. Sancler. Meus olhos pararam na linda criatura que entrava timidamente na sala. Os cabelos bem pretos caiam em ondas abaixo da cintura. Ela vestia um jeans surrado com allstars vermelhos e moleton preto. Seus olhos eram de alguma forma os mesmo da outra noite. Eu nunca conseguiria esquecer aqueles olhos. Quem era a nova aluna?
- Sr. Maison você irá fazer dupla com a srta. Sancler. Fiquei estático, de repente a minha sorte começou a mudar. Ela se dirigiu a carteira ao meu lado e seus olhos encontraram os meus. Havia um mistério ali que me atraia. Essa garota linda era estranha. Meu tipo de garota.
- Oi. Eu disse sorrindo pra ela. Ela também sorriu.
- Luke. Estendi minha mão para ela.
- Açucena. Ela segurou minha mão. Juro que senti uma sensação estranha e muito boa. Aqueles olhos pareciam ler-me e isso me deixava intrigado.
- Como faremos o trabalho? Ela me tirou de meus pensamentos. A aula era de história e nosso tema infelizmente eram sobre a história do “ conde Drácula . Exite coisa mais sem noção?
- podemos pesquisar, tenho alguns livros em casa. Se importaria de ir lá? Perguntei bem inocente não queria arriscar parecer um tarado.
- Por mim sem problemas. Pode ser hoje a noite?
- claro. O resto das aulas foram normais, mas a tal da Açucena sumiu durante o intervalo. O modo com ela sabia de tudo na aula de história fascinava e ao mesmo tempo assustava Me peguei pensando que eu queria conhecer mais a senhorita Sancler.
Uma grossa chuva despencava do céu na hora da saída. A escola ficava bem afastada da cidade, numa colina ao sul. Peguei o carro e já estava na estrada quando vi um corpo esguio andando no meio daquela chuva toda. Imediatamente reconheci aqueles cabelos. Açucena andava com os braços abraçados ao próprio corpo. Parei o carro ao lado dela e notei que sua pele era branca demais, na chuva ela chegava a ficar ainda mais pálida e isso me fascinava.
- Por favor Açucena, me permita te dar uma carona. A cidade é longe...
- Não precisa. Ela continuou andando, mas eu estava disposto a continuar quando vi seu corpo cair no chão. Ela tinha desmaiado. Sai apressado do carro, com o capuz na cabeça procurando amenizar os pingos de chuva no meu corpo. Peguei ela no colo e a coloquei no banco de trás. Estava preocupado, não sabia onde ela morava por isso a levei para minha casa. Entrei com ela em meus braços inerte e fria. Seus lábios estavam roxeados de frio eu acho. Coloquei ela na minha cama e liguei o aquecedor. Tive de tirar seu casaco de moletom e fiquei sem fala ao ver a fina regata branca bem transparente revelando seios perfeitos e bem cheios. Ainda prendia a respiração. Era tentação de mais. Joguei um cobertor na garota e sai do quarto entrando numa ducha fria. Bastava de coisas estranhas naquele dia. Ainda mais estranho ter a garota mais linda que ele já vira deitada em sua cama. Uma intuição lhe ocorria. A partir daquele dia sua vida mudaria completamente. Ele só não sabia de que forma..
Fale com o autor