Inocência Ferina
3 Sangue, desejo e verdades.
Notas iniciais
Acordei com raios do sol no meu rosto. Subitamente a lembrança da Açucena voou em meus pensamentos me fazendo pular do sofá onde dormi. Passei no banheiro e escovei os dentes, subi correndo para o meu quarto. Ela ainda estava na cama se tremendo toda. Me aproximei e fiquei assustado. Os olhos dela estavam quase brancos cor de anil. A pele mais pálida quase azulada e os lábios sem cor. Ela estava sofrendo eu podia ver.
- Açucena, o que você tem? Vou te levar para um hospital. Então me aproximei para pegá-la em meus braços.
- Não... eu preciso de... ela olhava pra mim de uma forma muito esquisita. Eu estava começando a ficar louco ou ela olhava pra mim como se fosse me comer. – sangue. Ela se agarrou em mim e beijou meu pescoço levemente, mordendo logo em seguida. Presas afiadas como as de um animal perfurarão minha carne. Eu não sei como explicar a sensação... era como se minhas forças fossem drenadas mais era erótico... muito excitante. Aos poucos passei meus braços e a apertei contra mim, eu a desejava e queria que ela continuasse ali, chupando meu sangue. Inesperadamente sua boca se librou do meu pescoço e eu tomei seus lábios sujos com meu próprio sangue. O gosto era doce e viciante. Eu tinha perdido o controle sobre meu corpo. Açucena começou a me beijar faminta mordendo meus lábios com força. Não havia dor, só a excitação do momento. Deitei ela na minha cama fitando por um instante seus olhos. Tão sombrios e frios porém cheios de desejo. Assim como os meus.
Ela começou a me despir. Tirou minha camisa e eu tirei a sua, perdendo o folego logo em seguida. Os seios eram perfeitos, rosados. Minha boca acabou por prová-los. Eu podia senti-la se contorcer ela estava gostando da sensação. Suas mãos pequenas estavam embrenhadas no meu cabelo, puxando-os levemente. Desci meus beijos para sua cintura e logo depois estava tirando sua calça jeans. Ela estava sem calcinha. Nua ela era ainda mais linda. Sua pele porcelana e curvas abundantes. Ela me olhava silenciosa, desejosa. Era uma verdadeira loucura. Eu estava louco por ela. Mergulhei novamente em seus lábios doces enquanto rapidamente tirava os restos de roupa que sobravam. Uni nossos corpos penetrando-a sem delicadeza enquanto ela gemia e se contorcia No ritmo frenético meu coração batia forte quase podia ouvi-lo. Ela cavalgava sentada no meu colo, seus cabelos caindo sobre os seios criando uma visão mítica e diabólica. A sensação era tão boa, tão quente. Após ter conquistado o ápice, nossos corpos caíram na cama e eu a puxei para mim. Sua cabeça em meu peito e seu cheiro inexplicavelmente embriagante. Ela se encaixava em mim perfeitamente como se fosse feita sob medida pra mim.
Sinto-a se mover e ficar apoiada nos cotovelos e olhar para mim. Abro meus olhos então fechados e fito aquele rosto outrora sanguinário e agora relaxados e até gentis. Acariciei seu rosto levemente.
- Você despertou uma parte em mim que eu venho escondendo por muito tempo. Ela disse finalmente sem desviar os olhos dos meus.
- Então você é uma vampira... afirmei sem rodeios. Ela estava tensa.
- Sim... Não tem medo? Ela me olhava curiosa e quase indignada Seu rosto era expressivo. Eu poderia saber as emoções que dançavam ali.
- Não; eu acabei por gostar. Eu sorri sem graça.
- Eu não sei o que aconteceu... eu nunca me descontrolei a esse ponto. Não era pra você saber disso. Tenho que ir embora agora. Ela fez menção de se levantar e eu senti uma dor insuportável no peito. Não queria ver minha garota perfeita ir embora. Segurei seu pulso e ela olhou pra mim surpresa.
- Não vá por favor. Não ignore o que aconteceu. Eu pedia suplicante.
- Você não entende. Eu sou uma vampira garoto. Eu como pra sobreviver. Não sei como você ainda está vivo. Você viu o pior lado de mim, o mais sombrio e ainda está aqui. Isso nunca aconteceu. Ela estava em pé na minha frente. Sem vergonha nenhuma da sua nudez. Fiz o mesmo. Eu não iria desistir fácil. Não iria deixá-la ir embora. Não sem lutar antes.
- Você que não entende. Eu gosto desse lado seu. Gostei de vê-la primitiva e gostei ainda mais de você chupando meu sangue. Eu gostei dessa sensação. Não negue que você gostou também.
- Isto está errado. Eu não posso me envolver com humanos. Não brinco de casinha com a comida luke.
- Porque não?
- Porque é perigoso. Você é um bom garoto luke. Não merece morrer assim. É melhor eu ir embora.
- Ah, por favor! Não vem com essa de bom garoto Açucena. Eu senti uma ligação forte com você; eu te vi naquela noite no beco, devorando aquele homem. Não consegui esquecer seus olhos até então. Você provoca sensações que eu nunca senti. Não minta o que está estampado em seus olhos.
- Você não sabe o que diz. Ela desapareceu num instante, com uma velocidade incrível. Ela se fora. Tinha ido embora depois de arrancar meu coração. Eu estava apaixonado por ela. Por uma vampira. Foi então que a ficha caiu. E eu tinha certeza de duas coisas:
1. vampiros existem.
2. eu estava apaixonado por uma.
Eu não tinha ideia de onde a encontraria. Só sabia que jamais esqueceria aqueles momentos em que ela se entregou pra ele.
4 semanas depois...
Após vários dias ela ainda não aparecia na escola nem em lugar nenhum. Todas as noites sonhava com ela, era atormentado por seus olhos anis, por seus lábios sanguinários. Simplesmente estava enlouquecendo, poderia senti-la perto de mim e isso era o mais estranho.
Trabalhava até tarde todos os dias. Em uma noite aconteceu. Eu estava no meu escritório sozinho de madrugada. Ouvi um barulho alto nos fundos e fui até lá ver o que se tratava. Havia um homem incrivelmente pálido. Pálido demais e sorria astuto pra mim. Algo me dizia que esse cara era perigoso e que ele iria me matar logo. Me afastei de vagar mas era tarde. Eu estava cercado.
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