Inn

28 Zack x Cody


Notas iniciais
Quase num posto! Minha nossa, deu tudo errado essa semana. Mas ta aqui.

A rua estava silenciosa, os dias de terça feira não são realmente os mais movimentados do centro da cidade. Os carros trafegavam de vez em quando, mas nada que atrapalhasse a monotonia da livraria e o barulho baixo do ventilador de teto.

Não acho ruim esse clima, no momento estou sentado, tentando ignorar o calor, maldito calor! E o ventilador faz mais barulho do que vento! Mas tudo bem, descanso os pés no balcão e leio o jornal, pelo menos a parte mais interessante que é a parte de esportes, lógico.

Aqui está anunciando o torneio entre as faculdades, temos todo ano, e esse com certeza vai ser o meu ano, o vencedor vai ter a chance de entrar para os campeonatos de judô do estadual. Eu terei um treinador sério e não um bêbado abusador de filhos.

Virei a página, mas eu não consigo me concentrar muito bem no momento, eu baixei um pouco o jornal só o suficiente para ver aqueles olhos enormes e meio inexpressivos do outro lado do balcão olhando para mim.

Voltei a minha leitura. Não é tão difícil vencer as outras universidades, só a McBear College é que me preocupa, os caras são difíceis de lidar e são meio desonestos, mas creio que com os treinos se intensificando cada vez mais... eu olhei por cima do jornal de novo.

– O que você quer, Cody? Você não tem uma prateleira para organizar, o estoque para limpar ou a calçada para varrer? – eu perguntei largando o jornal em cima da bancada e cruzando os braços. Eu estava suando, está quente como o inferno hoje! O que diabos há de errado com ele?

– Hm, eu organizei as prateleiras ontem, limpei o estoque semana passada e está muito quente para varrer a calçada.

– Então encontre algo para fazer, estudar... tanto faz! Mas para de ficar me encarando.

– Eu queria perguntar uma coisa. – ele disse olhando para as mãos juntas e mudando de uma perna para outra. Eu prefiro que ele não pergunte de qualquer forma, geralmente o que sai da boca dele sempre me pega de surpresa. – Posso?

– Vai.

– A gente está namorando? – e então aqueles enormes olhos castanhos me fitaram por detrás das lentes, acho que ele estava meio apreensivo não sei, ainda é difícil ler o Cody.

Obviamente eu fiquei chocado.

Por que diabos esse garoto ia pensar uma coisa dessas? Por que? Por que eu o beijei na nossa ultima aventura? Porque por mais que o Cody seja uma mosca morta ele sempre me arranja um problema, seja se perder em uma região remota da cidade ou ser preso como um delinquente juvenil. Realmente, qual o problema dele? Os hormônios dele resolveram explodir agora, quantos anos ele tem mesmo? Quinze, dezesseis? Não lembro! E por que eles tiveram que explodir comigo?

– Por que você está pensando isso?

– Porque você me beijou. – agora ele parecia confuso.

– É, mas foi só pelo calor do momento... eu nem sei porque fiz aquilo! – eu realmente não sei. Eu fiquei aliviado que vieram pegar o Cody, eu estava realmente muito feliz porque aquele lugar não era apropriado pra alguém como ele, principalmente com aqueles caras olhando pra ele, com aqueles olhos famintos, um bando de animais!

– Então... não estamos? – ele perguntou de novo.

– Não, Cody, nós não estamos.

– Mas, por que?

Cocei a cabeça, e uni as mãos em cima do balcão olhando pro Cody.

– Você não tem nem um pouco de cutela ao revelar esse tipo de coisa pra mim?

– Eu deveria?

– Na verdade não, é só que a maioria das pessoas não se declara abertamente como você assim.

– Mas eu gosto de você, eu acho que você deveria saber. Se você gosta de mim, então poderemos iniciar uma relacionamento mais íntimo. Eu estou fazendo alguma coisa errada? Não sei bem como funciona essas coisas. Eu devia lhe dar chocolates?

– Não, Cody. Realmente, o que diabos você vê em mim?

Essa foi a primeira vez que eu vi alguma cor surgir no rosto do Cody, podia ser pelo calor, mas eu acho que não, ficou em um tom leve de vermelho, não deu pra deixar de sorrir, então ele não era tão imune assim a vergonha ou a todos os sentimentos.

– Eu não sei, mas quando eu souber eu prometo que eu digo.

– Você lembra que eu infernizei a sua vida quando chegou aqui, não lembra?

– Sim, mas depois você foi legal comigo. – tudo bem, porque ele se tornou meu funcionário, nada mais.

– Você sabe que nós somos muito diferentes um do outro.

– Sei.

– E é óbvio que a gente não daria certo se isso fosse algo sério.

Nunca tive um relacionamento sério, nunca vi necessidade disso, nunca precisei, por que eu iria querer um cara em cima de mim o tempo inteiro, me enchendo a paciência? A monogamia não me convence em nada. Eu estou bem do jeito que estou e não, não quero o Cody como primeira experiência séria na minha vida.

– Acho que não dá para saber. Na realidade, o fato de sermos diferentes pode contar pontos positivos, você me mostra o seu mundo e eu te mostro o meu.

– Escuta, Cody. – eu disse estendendo as mãos em cima do balcão, o Cody hesitou um pouco em colocar as dele sobre as minhas, mas depois de alguns minutos acho que ele entendeu e as mãos, quentes pelo calor ambiente, tocaram as minhas. Mãos pequenas e cálidas, delicadas e macias, até frágeis. – Nós não estamos namorando ou qualquer coisa assim que tenha se passado pela sua cabecinha. Eu não faço esse tipo, nem sou a pessoa ideal para você.

– Você realmente não gosta de mim, Zack?

Não era exatamente isso, é só que... o sininho da frente soou me salvando de mais uma conversa difícil com o Cody. Eu não queria ser grosso com o moreninho e nem ferir seus sentimentos, isso me irrita muito, nunca fui de ser tão sentimental e tão brega assim.

J.J. entrou e caminhou até nós com os passos pesados que só uma pessoa de quase dois metros podia produzir. A cabeça estava excessivamente mais brilhante pelo suor, lembrava realmente uma bola de bilhar, mas ele me bate se eu comentar algo assim.

– Interrompo? – ele perguntou olhando para as nossas mãos.

– Não. – eu liberei o Cody e J.J. assanhou os filhos já bem rebeldes do Cody.

– E aí, Cody? – ele disse logo em seguida. – Como vai?

– Tudo bem. – o garoto falou e foi sentar-se na pequena escadinha de dois degraus que ajudava os clientes a alcançarem as prateleiras mais altas.

– Que calor infernal esses dias. – J.J. comentou e sacudiu a blusa.

– Você não devia estar trabalhando? – eu perguntei assistindo o Cody enxugar o rosto em uma das mangas longas da blusa branca, enquanto pegava um livro para ler. E então eu me concentrei na careca pingando do J.J.

– É, meu padrasto decidiu sair do sofá e discutir sobre a ultima luta com a clientela.

– E por isso você veio aqui nesse sol quente.

– Na realidade... vi o Von essa semana.

– Eu não quero saber! – eu meio que falei mais alto que o normal e descontei no balcão de madeira.

– Acho que ele está em apuros.

– Isso é ruim? Graças ao grupo daqueles desgraçados eu fui obrigado a visitar depois de muito tempo a merda daquela delegacia de novo, cara. O Cody foi arrastado junto!

– Eu sei, mas...

– Mas nada, J.J., ele sabia no que estava se metendo. Ele não é burro o suficiente para se meter com essas gangues e achar que vai ficar tudo bem, Von cresceu aqui e já está cansado de saber que o final para esse tipo de coisa ou é a cadeia, se ele tiver sorte, ou uma morte patética pelas ruas.

– Até que eu fiquei com vontade de ajudar.

– Claro, porque eu tenho muita vontade de ajudar alguém que rouba a livraria da minha mãe todo mês! – eu ainda nem contei para o meu pai sobre isso, ele vai ficar furioso. Melhor ficar quieto.

– Ele também me rouba, mas eu sei como ele é fraco e perdido, sempre foi.

– Pra mim, ele tem que aprender na marra com as escolhas dele. Eu não quero ele rondando perto de mim. A não ser que ele queira parar no hospital.

– Por isso ele me procurou e não a você.

– E fez muito bem. Ele sabe do coração mole e besta que você tem.

– Ele me procurou querendo sair da cidade. Ele só quer sair da cidade.

– E eu entro ai porque...

– Eu não tenho dinheiro suficiente.

– Esse dinheiro é para a gangue dele, você é idiota, J.J.?

– Não, não é... pelo que ele me contou, acho que as coisas aqui estão prestes a mudar.

É inacreditável como o J.J. é inocente, se bem que mandar o Von para longe daqui não seria má ideia, eu não sinto a menor necessidade de ajudá-lo. Eu sabia que isso ia dar merda, as coisas entre as gangues da cidade tem mudado, um dos chefes de um grande grupo foi morto e agora as coisas estão se moldando diferente, a cidade está basicamente dominada por um único homem, os outros grupos se rebelam tentando manter e tomar partes de territórios.

Aqui é uma área critica da cidade, o homem que se diz dono da área é um idiota e eu nem sei como ele ainda continua dominando esse lugar, a tendência é ficar cada vez mais perigoso, vão acontecer conflitos aqui uma hora ou outra. Vamos todos estar entre o fogo cruzado, eu sei me defender, mas alguma pessoas, como a senhora da esquina que vende suco, as irmãsinha do J.J. e o Cody... é perigoso para eles ficarem aqui.

– O que ele disse? – eu perguntei, se as coisas vão ficar piores eu prefiro saber. Eu olhei para o Cody sentado nas escadinhas e ele estava encostado nas estantes, suando em bicas e respirando pesado. – Tudo bem aí, Cody? – eu perguntei achando aquilo meio esquisito, mas ele só concordou com a cabeça antes de respirar pesado. – Tem certeza?

– Acho que eu preciso comer. – ele disse baixo. — eu levantei e fui até a sua mochila, ele guarda um lance no bolso lateral da bolsa, mas estava vazio hoje. – Acho que eu esqueci em casa.

E agora? Isso é uma droga mesmo, vou ter que levar ele para o hospital de novo? Eu fui até lá e fiz com que ele passasse os braços pelos meus ombros e ergui o pequeno corpo sobre o meu, acho que lá em cima eu tenho pão e bolo para ele comer. Mesmo com o calor e com ele suando bicas, sua pele estava fria. Isso é muito esquisito.

– J.J. cuide da loja, vou dar algo para o Cody comer e a gente conversa sobre isso. Hoje o movimento é pouco mesmo.

Eu subi as escadas fora da loja e levei o Cody para o apartamento, meu pai está viajando a um tempo agora, então é como se isso fosse todo meu, não é grande coisa, mas é bem confortável.

– Como você conseguiu viver sozinho por tanto tempo é que eu não sei, Cody. – eu disse empurrando a porta com o pé para fechar.

– Desculpa. – ele falou baixo, com o hálito quente batendo no meu pescoço.

– Tudo bem.

– Nunca esqueci minha comida antes. – eu coloquei dois pedaços de bolo, um copo de suco e um pão para ele comer.

E sentei a mesa junto com ele. Eu o observei comer, lentamente, cada mordida, cada gole do suco, e vi o corpo dele responder, a cor voltou para o rosto e os olhos voltaram a focar. Acho que demorou quase quinze minutos para ele terminar de comer aquilo.

– Que tal um banho, Cody? – eu meio que perguntei, ele estava ensopado quando eu trouxe ele para cima.

– Eu...

– Venha comigo. – me dirigi ao meu quarto e mostrei o banheiro para ele, Cody ainda me parecia meio tonto. – Vou trazer uma toalha limpa e vou ver o que eu encontro para você vestir, depois você pode descansar um pouco.

– Eu já estou bem, posso voltar ao trabalho.

– Eu não quero correr o risco de você passar mal de novo, além disso é melhor que você se recupere para voltar para casa com segurança. – e eu queria ter a conversa com o J.J. em particular.

– Tudo bem.

Ele disse meio chateado, mas entrou no banheiro, peguei uma toalha, estava com um cheiro legal, depois eu procurei uma das menores blusas que eu tinha, uma camiseta meio antiga, costumava ser preta, mas agora estava mais para o cinza. É só para ele descansar de qualquer forma e é a mais confortável que eu tenho.

– Aqui. – eu disse estendendo as duas coisas para dentro do banheiro. E ele estava lentamente desabotoando a blusa branca. – Precisa de ajuda aí?

Ele me olhou meio surpreso e suas bochechas ficaram vermelhas. O que se passa na sua cabecinha Cody?

– Não, tudo bem. Eu consigo sozinho.

– Acho que eu vou tomar um banho também, Cody.

– Ah, pode ir primeiro, então.

Eu impedi que ele saísse do banheiro, apoiei minhas mãos na pia atrás dele, fazendo seu corpo ficar entre meus braços, e me inclinei em sua direção, os olhos dele cresceram umas três vezes e eu percebi que ele procurava alguma coisa para falar. Eu estava apenas alguns centímetros de seu rosto, de repente ele não parecia tão ousado quanto antes.

– Que tal a gente tomar um banho juntos? – eu sussurrei para ele.

– O-o que? – o rosto dele assumiu uma coloração vermelha enquanto ele praticamente tentava se fundir com a pia para ficar o mais longe possível da sua zona de desconforto.

Apenas sorri e me afastei. Era isso. Cody é apenas um garoto de dezesseis anos, sem experiência de nada na vida, ele só decidiu testar a minha paciência e eu me deixei levar pelas atitudes que me surpreenderam.

No fim ele é apenas esse garoto tímido, não sabe o que quer. Só preciso provar que eu não sou o que ele procura.

– Estou brincando, Cody, relaxa. Pode dormir na minha cama. Se precisar estou lá embaixo.

Ele concordou com a cabeça e eu segui meu caminho. Desci as escadas e J.J. estava atrás do balcão, parecia totalmente fora de ambiente, eu entrei e ouvi o sininho anunciando a minha chegada.

– Como você aguenta ficar o dia todo aqui? – ele me perguntou colocando os pés em cima do balcão.

– É fácil. Agora, vamos ao assunto de interesse.

– Cadê o Cody?

– Ele precisa comer de três em três horas se não meio que passa mal, não sei bem como é. Mas já comeu e está tomando banho agora, ele vai descansar para poder voltar para casa.

– Entendi... qual sua relação com ele Zack?

– Por que?

– Porque me pareceu que eu interrompi um momento aqui.

– Você imaginou coisas. Não tem nada acontecendo entre o Cody e eu, ele é como um... irmão mais novo para mim. Sei lá.

– Eu nunca pensei que eu ia ouvir você chamando alguém como o Cody de irmão.

– Ele é uma exceção, meio que me acostumei com ele.

– É uma pena. Eu acho que vocês tem tudo a ver.

– O que? – ele é doido? – Você escutou o que você disse?

– Sim. Você tem a força e o zelo que ele precisa e ele tem o temperamento e o juízo que te falta.

– Você não veio aqui para falar do Cody.

– De fato não, foi do Von. Ele veio me pedir ajuda porque os conflitos estão batendo a nossa porta. Stevan já domina a cidade e está eliminando todos que ficam contra ele. Domy e aquele cara esquisito foram eliminados assim que foram liberados da delegacia. Von está apavorado que ele seja ser o próximo, nós sabemos que ele é um covarde, pediu para sair do grupo e é óbvio que ele não conseguiu. Veio me pedir ajuda para sair da cidade.

– De tudo o que você falou o que mais me chamou atenção foi que os conflitos vão começar aqui agora. Os negócios já vão mal, com as noticias se espalhando de que aqui é mais uma zona de conflito os clientes vão sumir!

– É, bem provável. Mais um motivo para você ir bem nos campeonatos e achar um lugar melhor para você e seu pai viverem. Até meu padrasto está pensando em vender o bar. Precisamos ajudar o Von, cara. Se ele morre eu vou me sentir culpado.

– Acho que eu tenho uns trocados guardados. Mas avise para ele que se eu vir pelo menos o vulto dele passando por mim, eu vou bater tanto nele que vai ser impossível reconhecer o corpo. Entendeu?

– ... ok.

Algum tempo depois eu me despedi do J.J. e fechei a loja, o sol já estava quase se pondo e as lojas ao redor estavam fechando. Essa notícia é realmente alarmante, as ruas costumam virar verdadeiras zonas de guerra. Quando minha mãe era viva, passamos por um momento assim, eu me lembro de correr para ela assustado.

Hoje as coisas são diferentes.

Entrei em casa e o silêncio estava presente, a única coisa que eu escutava era o tic-tac do antigo relógio cuco do meu pai. Fui verificar o Cody, primeiro para ver se ele não tinha desmaiado no meu banheiro, segundo, porque ia ficar muito tarde para ele ir sozinho e eu teria que acompanhá-lo.

Mas não, estava tudo bem.

Cody estava deitado de bruços sobre o colchão e respirava lentamente em sono profundo. Me aproximei com a intenção de acordá-lo, mas enfim, ele tinha se livrado da maior parte do lençol por causa do calor.

Minha camiseta estava toda retraída para cima e a sua cueca box estava totalmente a mostra. Cody me parecia mais magro do que aparentava com as roupas largas, mas também parecia bem mais torneado, com a pele bem pálida, de quem não pisa muito em praias ou faz exercícios ao ar livre. Ele parecia alguém bem diferente ali, sem os óculos, quieto e adormecido. Finalmente retratando a idade que ele tinha.

Eu sentei na cama ao lado dele e levei minhas mãos até os fios negros e rebeldes, acariciei de leve. Cody é um bom garoto, eu quase me sinto culpado de ter sido chato com ele no começo, quase, J.J. é maluco, esse baixinho precisa de alguém para cuidar dele acima de tudo, Cody precisa de cuidado e proteção. Minha mão simplesmente desceu pelo pescoço fino, sentindo a pele macia. Um gemido baixo me pegou desprevenido e eu meio que acordei, pigarreei e me recompus.

– Cody? Melhor acordar.

Lentamente ele se contorceu e abriu os olhos devagar, sentou e pareceu avaliar onde estava. Ele fica bem diferente sem os óculos enormes que ocupam todo o seu rosto. Cody se revelou muito bonito, ele poderia ter feito sucesso se não parecesse um nerd metido, baixinho e indiferente.

– Dormi muito? – ele me perguntou com aqueles enormes olhos castanhos, bem mais expressivos, pareciam desafiadores na verdade.

– Não, mas eu já fechei a loja.

– Ah... eu estava... – ele parou de falar quando percebeu que sua roupa íntima estava bem exposta e então estava lá de novo, aquele rubor nas bochechas pálidas. Ele puxou a blusa rapidamente se cobrindo.

O que eu posso dizer, minha blusa era enorme pra ele, Cody cobriu sua cueca, mas os mamilos rosados apareceram nos largos cortes da camiseta. Eu senti a minha boca ficar seca, eu não sou imune e nem de ferro, fazia algum tempo que eu tinha visto algo tão apetitoso ao ponto de querer prová-los prontamente.

Eu separei um pouco as minhas pernas para acomodar um meio volume que estava crescendo entre as minhas pernas. Eu me repreendi mentalmente. Não era você que não queria nada com ele? Olhe bem, Zack, é só uma criança!

– Vou buscar as suas roupas. – eu falei e me levantei. Eu tinha colocado a blusa dele para secar e tudo mais, já estava bem seca graças ao tempo quente.

Vamos lá. Pense em outras coisas, pense em coisas que acabam o seu tesão, seu treinador, seu pai, o Von. É, deu mais ou menos certo.

Eu voltei para o quarto e eu tenho certeza que ele fazia de propósito! Cody estava de quatro no chão com a bunda perfeitamente arredondada e comível projetada para o ar, enquanto procurava alguma coisa embaixo da cama.

Agora não teve jeito e a minha ereção cresceu rapidamente, mais uma vez, onde eu deixei meu alto controle? Passei a mão pelo meu rosto e tentei lembrar que ele era só uma criança. Que queria ter alguma coisa comigo. Não, mas ele não sabe o que quer, ele é inexperiente. Exatamente Zack, um virgem prontinho para aprender tudo o que você tem para ensinar, com uma boca macia, que você mesmo já provou, e aqueles pontos rosa? Já se imaginou sugando e ele gemendo seu nome, com algum treino ele poderia... Mas que merda é essa? Não, Zack, é mais problema do que vale a pena, e ele não pode estar falando sério de querer ficar com alguém como você. Controle-se e recomponha-se, homem!

Meu pênis está dolorido.

– O que você está fazendo aí, Cody? – perguntei com a voz mais grave do que eu planejava.

– Eu estou procurando meus tênis. Mas eu já... consegui. – ele disse se erguendo e trazendo os calçados. Eu estendi as roupas para ele. – Obrigado. – é só um nerd, você odeia nerds, só servem para brincar, para se divertir, arrumar algum dinheiro.

Ele voltou do banheiro totalmente vestido, só faltava calçar o tênis e colocar o óculos. Eu precisava tirar minha atenção do corpo dele.

– Então, você consegue ver sem esses óculos? – eu perguntei tentando puxar assunto enquanto ele calçava os tênis.

– Mais ou menos. – ele levantou e pegou o óculos, se aproximou de mim enquanto limpava as lentes. – Consigo te ver bem daqui. – era mais ou menos um braço de distância e então ele colocou os óculos de novo. Ele definitivamente ficava melhor sem essa armação enorme, mas eu percebi que me lembrava vividamente de como o Cody era sem eles. – Então... acho que eu já vou.

Eu o levei até a parada do ônibus e fiquei esperando com ele, as ruas estavam meio desertas e finalmente o vento veio dar o ar da graça depois de um dia tão quente, o silêncio entre nós dois dominava e as coisas dentro da minha calça pareciam voltar ao normal, devagar.

– Zack... – ele disse me tirado dos meus devaneios.

– O que?

– O que há de errado comigo?

– Como assim?

– Por que você não quer ficar comigo? Eu sou feio? Ou chato? Ou você prefere caras grandes como você?

– Não é isso, Cody... é só que... – nem eu me lembrava mais dos motivos que eu tinha para evitar ficar com ele.

– Se a sua preocupação é o fato de que você não é uma boa influência para mim, eu acho que eu devia decidir isso. Sou mais maduro do que pareço, embora não tão experiente em certos assuntos. Eu não cheguei até aqui a toa, eu sei me cuidar... mas se os seus motivos são outros, então...

Ele ficou sério e olhou para o fim da rua esperando o ônibus, de repente ele parecia ter alguns anos a mais. De repente ele não parecia ser mais aquela criança que a minha cabeça insistia em trazer a tona.

E eu pensei... por que não? É, não precisava ser tão sério, eu precisava estar lá só para satisfazer a curiosidade dele, logo isso ia passar e ele ia me deixar em paz. É só até o Cody entender que somos totalmente opostos. E até lá, quem sabe eu não consiga um pouco de diversão com um pequeno corpo totalmente o meu tipo. Tenho certeza que ele ficaria lindo empalado no meu colo.

– Tudo bem, Cody. Vamos tentar fazer isso. – eu falei e ele me olhou confuso.

– Como assim?

– Para um gênio você é bem lento. Eu aceito tentar esse relacionamento com você. – isso foi estranho, parece errado o Cody me propor isso e eu aceitar.

– Sério? Eu.. então, legal! – ele falou realmente animado e um sorriso lindo se desenhou no seu rosto.

Foi a primeira vez que eu vi um sorriso tão grande no rosto do Cody, isso me fez sorrir junto com ele. Então, com licença, porque eu vou aproveitar a melhor parte disso tudo. Eu ergui o queixo menor, e tomei os lábios macios com os meus, passei meu braço ao redor a cintura fina e colei os dois corpos juntos. Ele estava meio tenso, mas foi relaxando devagar, quando eu ouvi o ruído do motor do ônibus mais ao longe, eu me afastei um pouco e encarei os olhos amendoados.

– Cody, não importa o que você diga, eu ainda não sei como você está aqui, inteiro, vivendo sozinho, você é muito inocente e muito frágil para sua própria segurança. Você devia correr de pessoas como eu. – falei e deixei o corpo dele se afastar de mim, o calor do corpo compacto contra o meu estava excelente, mas o ônibus vinha aí.

– Bem, eu confio em você, Zack. – ele me disse quando o ônibus parou. – Não vejo motivo para correr de você, vejo apenas as qualidades e os poucos defeitos que me fizeram gostar de você.

Eu senti um leve desconforto na boca do estômago, não era pra ele pensar nisso tão sério assim.

– Quer que eu te acompanhe?

– Não precisa... mas, o que te fez mudar de ideia?

– Avise quando você chegar em casa. – eu não ia responder a essa pergunta. A porta do ônibus fechou e eu voltei para casa.

Ta, é apenas uma paixãosinha que vai passar logo, não é tão sério. Vamos só nos divertir um pouco. É isso aí!

Agora eu precisava de um banho frio.

Cody

A chuva caía lá fora, era torrencial, é raro chover nessa época do ano, mas depois do calor de hoje não era menos que o esperado.

Tudo bem porque o Andrei fez chocolate quente para todo mundo.

Estávamos todos na cozinha, o jantar tinha encerrado e eu observava o Edgar e o Andrei lavarem as louças, os dois conversavam baixinho entre si, em uma intimidade que eu nunca conheci, eles pareciam confortáveis um com o outro. O Edgar é sempre muito sério e o Andrei sempre está com aquele sorriso amoroso, para todo mundo, mas quando ele sorri para o Edgar, parece diferente, faz par com os olhos brilhando e com uma alienação temporal.

E então... vem o beijo. Eles se olham e vem um momento de silêncio entre eles, cada um com seus pensamentos.

Eu achava que um beijo significava tudo, pelo menos na literatura esse é um passo muito importante, depois do cortejo e tudo mais. Talvez funcione diferente porque somos dois homens. Ou talvez ele não sinta o mesmo que eu sinto.

Isso dói.

Mas agora tudo isso deve ser deixado para trás, eu estou começando um relacionamento com o Zack. E toda vez que eu penso nisso meu coração acelera. É divertido.

– Então... – Léo disse balançando a cabeça, parece que ele estava meio perdido em seus pensamentos hoje. – Odeio noite com chuva.

– Só é ruim porque não se pode sair de casa. – Eros disse entrando na cozinha para beber um copo de água. – Mas, desde que hoje é uma terça, é gostoso dormir com chuva.

– Morro de frio.

– Hm, rapazes. – Andrei disse sentando-se a mesa. – Como vocês sabem, Téo se mudou e temos um quarto vago. Ou melhor, tínhamos. Um rapaz vai ocupá-lo, ele devia chegar hoje, mas já são quase dez horas e com essa chuva, eu duvido muito que ele vá aparecer.

– Viva, carne nova. – Eros disse indo até a janela da cozinha e observando o breu.

– Comporte-se. – Edgar falou sério quando passou pelo loiro e sentou-se em uma das poltronas da sala para avaliar o livro da contabilidade da pensão.

– Mas não é nenhum criança de novo é? – Eros perguntou.

– Não. Parece que ele está se mudando de cidade, ele não disse muito, mas os pais dele moravam aqui e venderam a casa. Acho que ele está voltando para a cidade natal. – Andrei comentou levantando e seguindo para a sala. Eros foi logo atrás, subindo as escadas e se dirigindo ao seu quarto.

– Hm, Léo? – eu comecei, ele é a pessoa mais próxima de mim agora. – Como você sabe se a pessoa que você gosta está gostando de você de volta?

– Você está apaixonado?

– É, mas eu não tenho certeza se a pessoa gosta de mim de volta.

– Quem é?

– Acho que você não vai aprovar muito.

– É o Zack. – foi mais uma afirmação do que uma pergunta.

– É.

– Tem razão eu não aprovo.

– Por que?

– Por que vocês são muito diferentes, não tem nada a ver um com o outro! Eu não acho que ele seja para você. Já esqueceu que fomos te pegar em uma delegacia?! E eu te garanto que não foi a primeira vez que ele foi parar lá. Eu não quero nem pensar em todas as situações que aquele cara pode por você, Cody. Eu ficaria bem mais tranquilo se você tentasse se afastar dele.

É, talvez não tenha sido uma boa ideia falar com ele.

– Acho que ele está mudando.

– Você acha? Porque aquele dia me disse totalmente o contrário.

– A gente só se meteu em confusão porque ele foi provocado e, na verdade, ele estava me ajudando! Aqueles caras sempre passam por lá para pegar dinheiro, eu...

– Eles sempre passam lá? – Léo disse bem alto, mas logo se conteve, de olho na sala. — São amigos do Zack? – perguntou mais baixo.

– Não! Eles são uma gangue que acham que aquela parte da cidade pertence a eles!

– Cody, estou realmente começando a achar que foi um erro te levar para trabalhar com o Zack. Eu confiei que o pai dele estava lá cuidando dos negócios, mas pelo visto ele está viajando com mais frequência.

– Eu gosto de trabalhar lá.

– Vou tentar te encontrar um emprego melhor, em outro lugar, mais seguro, com certeza vai pagar melhor.

– Mas eu não quero! Eu quero ficar perto do Zack.

– Ele não é uma boa influência pra você! Eu não já falei?

– Por que todo mundo diz isso?

– Porque é a verdade!

Mas isso é muito injusto com o Zack!

– Até agora ele sempre me ajudou e é uma boa pessoa, eu sei que é! No começo ele pode ter sido mau para mim, mas depois...

– Cody...

– Eu gosto dele e não posso fazer nada.

– E ele quer ficar com você?

– Sim... bem, acho que sim, eu não sei... ele me deixa confuso. – ele disse que nós temos um relacionamento, mas eu não sei se ele gosta mesmo de mim, Zack age de um jeito diferente e por que ele decidiu ficar comigo de repente depois de negar tanto? Será que eu insisti demais e ele quis só evitar o assunto aceitando assim?

Quer dizer... parando para pensar, o que eu tenho a oferecer a ele?

E então a gente ouviu a porta abrir. Quando chegamos na sala, Andrei estava la em cima da escada... Um rapaz, cabelos negros e lisos se colavam a sua cabeça pela chuva torrencial, a blusa e as roupas estavam encharcadas e trazia apenas uma mala e uma mochila.

– Boa noite. – ele disse com o tom firme e cansado.

– Boa noite, querido. – Andrei respondeu. — Você é Tristan?

– Sou sim. E desculpe por molhar todo o chão. – ele falou apontando para si e oferecendo um sorriso triste.

– Não tem problema. – o Andrei comentou indo até ele.

E dois segundos depois Léo estava com a toalha em mãos e oferecendo ao rapaz.

– Obrigado.

Eu corri para a cozinha e trouxe um pouco de chocolate quente, quando voltei, Léo já estava emprestando umas roupas suas ao rapaz, com certeza tudo na mala dele estava molhado.

– Esse é o Cody. – Léo disse quando eu entreguei o chocolate quente.

– Obrigado. – ele me disse com o sorriso triste de novo, talvez fosse só cansaço.

– O que aconteceu para você pegar essa chuva toda? – o Eros perguntou lá de cima da escada.

– Bem, eu... – Tristan disse olhando para cima da escada e perdendo a voz por alguns segundos. – N-não tive um dia muito fácil. Saí de casa, peguei o trem, perdi minha passagem, tive que comprar outra, rasgaram a minha mala, então me restituíram. Peguei um ônibus porque o meu segundo trem não ia sair da estação, estava com um problema, o ônibus quebrou... duas vezes. Quando cheguei aqui, roubaram meu celular e eu descobri que me deram o troco da passagem errado, então tenho menos dinheiro do que deveria. Peguei o metrô para chegar aqui, mas desci duas paradas antes, ai começou a chover e não tinha nenhuma coberta pelo caminho. Então, errei três vezes a rua, porque me indicaram direções erradas. Finalmente eu cheguei aqui.

– Quanto azar. – eu disse para ele, apenas concordou comigo. Mas pelo olhar surpreso do Andrei, acho que eu não devia ter dito isso.

– Pois é, acho que gastei toda a minha sorte. – ele disse suspirando. – Onde é o meu quarto, eu gostaria de descansar. – ele perguntou a Andrei.

– E não vai comer nada?

– Não. Eu só quero descansar. – ele disse mais uma vez com um olhar perdido.

– Tudo bem, é o primeiro quarto, vou colocar as suas roupas no sol pela manhã. – Andrei disse com um sorriso de boas vindas. – Seja bem vindo.

– Obrigado. O chocolate quente estava muito bom. – ele disse e subiu com a sua mochila, mesmo ela estando bastante molhada, talvez tivesse itens pessoais dentro.

Ele cumprimentou Eros e entrou no quarto, fechando a porta.

– É impressão minha ou ele estava meio para baixo, além do cansaço? – Edgar comentou seguindo para seu quarto, ele não era muito de julgar as pessoas nem de se meter na vida de ninguém, a não ser que ameaçasse a paz da pensão. Tipo o Eros.

– Eu também achei. – eu disse animado, eu geralmente não percebo essas coisas nas pessoas, acho que estou progredindo.

– Também ficaria depois de tanto azar. – Eros comentou se dirigindo ao seu próprio quarto.

– Você viu? – Leo falou baixo para Andrei e isso chamou minha atenção, ele ergueu a mão esquerda e apontou para o anelar. – Ele tem uma marca de anel.

– Não vamos especular sobre a vida de ninguém, por favor, principalmente do novato. Contenha sua curiosidade, Léo. – Andrei disse. – Boa noite, meninos.

– Eu acho que só tem gente complicada nesse lugar. Acho que deve ter um ímã ou algo assim. Nós não terminamos nossa conversa, Cody, mas por hoje, vamos dormir. – ele disse e me deu um beijo na cabeça.

Não há nada que ele possa me dizer que me fará mudar de ideia! Zack está interessado em mim, certo? Eu sei que está, embora... eu não tenha certeza. Eu sei que eu preciso dar um jeito no meu recente comportamento, essa história de paixão é mesmo uma doença, eu esqueci até de comer! Mas só o fato do Zack querer ficar comigo me fez tão feliz, parecia que o meu coração queria sair pela boca, eu estou feliz como eu nunca me senti antes.

Eu me olhei no espelho da sala e eu estava sorrindo. Quando isso aconteceu antes?

Notas finais
Upa lê lê!! Tem perguntas para serem respondidas!! 1) Snowflake pergunta: "Quais são os signos dos personagens?" Zack: Áries. 08/04. Cody: Virgem. 23/08 Ace: Touro. 20/05. Léo: libra, 30/09. Lars: Capricórnio. 08/01. Eros: Gêmeos. 01/06. Luther: Aquario. 10/02. Alex: Sagitário. 21/12. Seth: Libra. 11/10. Téo: Cancer. 01/07. Edgar: Aquario. 22/01. Andrei: Peixes. 17/03. Tristan: eu respondo também, produção? Tá, sou de câncer.03/07. Personagem misterioso que vai aparecer na frente: Áries. 26/03. 2) Perguntinha da Meiji: " Aproveitando o clima de lemon e romance no ar aqui vai uma pergunta picante: Com quem vocês gostariam de transar agora?" Mei: Vou de baixo para cima da lista anterior... tirando vocês novatos, vão sentar ai na salinha do lado. Andrei: com o Edgar, mas isso não é uma pergunta que se faça a um homem em seus quarenta e poucos anos! ,,'_',, Edgar: ainda é com o Andrei, creio que sempre será, ele foi bem difícil na queda. Quando vai ser nosso especial? Mei: to vendo ainda... próooximo. Téo: eu... eu não sei! Com o Ace talvez. Seth: com o Téo, desde a primeira vez. Espero que ele tenha respondido a minha pessoa, porque as vezes acho que ando em círculos. Alex: com o Luther! É sempre com ele! Por que eu não consigo? T_T Luther: bom, devido ao celibato ao qual estou me submetendo e a tentação no meu apartamento, o Alex. Eros: Ah, com certeza, mais do que nunca, eu quero que o meu professor me jogue em cima de uma mesa e me foda até que eu não lembre mais o meu nome. ------ Léo não veio me condenar hoje? Lars: Eu, me sinto terrível em dizer isso, mas o maldito do Eros tem dominado meu desejo ultimamente. Léo: Definitivamente com o Ace. Ace: Na próxima vez Léo só vai gozar quando eu disser que pode. Cody: Com... o Zack. Zack: Eu quero provar o Cody. Léo: Mas só por cima do meu cadáver Isaac Vince!!! Mei: Eu disse que a entrevista era individual, Léo! Zack: Muito fácil resolver esse problema. Embora eu ache que... por cima do seu cadáver seria estranho. Mei: Próxima pergunta. Edgar: Que gente mais curiosa pela vida dos outros. 3) Marih pergunta agora: "Cody, como vc se sente apaixonado por alguém quase dez vezes os seu tamanho?" Cody: Eu me sinto protegido, na verdade, eu sou muito pequeno, então tudo a minha volta parece ser bem maior e mais relevante do que a minha pessoa. Mas quando eu estou perto do Zack parece que tem um muro e calor, é aconchegante, eu sinto como se nada pudesse me atingir porque eu tenho aqueles braços enormes pra me envolver e me proteger. É realmente muito bom. É como ter aqueles ursos de pelúcia gigantes! Zack: Urso de pelúcia? É isso pessoal, essas foram as perguntas do cap passado!!! Considerações sobre o Tristan; na verdade essa era outra história que eu queria escrever, mas como era melodrama dramático ao cubo, e eu não to conseguindo nem dar conta das histórias que eu estou postando no momento, e como vagou um quarto na pensão, Tristan vai contar a história dele aqui mesmo. Beijos e até o próximo!