Inn

15 Seth


Notas iniciais
Oiiii!!! kkkkk não vou me desculpar, eu vou é trabalhar antes que o mundo acabe! ^^
Bom, esse cap era pra ser Seth e Léo, masss como faz tempo que eu não posto, vou postar separado pq eu já fiz o Seth. Vamos chacoalhar um pouco a história do casal né?!

Seth


Hoje eu recebi um convite do Téo para ir com ele até o centro da cidade procurar uns jogos de videogames. Não tinha nada para fazer e confesso que tenho desejado cada vez mais que ele esqueça esse primo.

Tem progredido, já consegue olhar nos olhos das pessoas quando fala com elas, na maioria das vezes. Mas ainda falta muito para ele deixar de ser muito tímido, ainda prefere não ser notado quando na verdade estamos trabalhando com o propósito oposto.

O metrô está lotado e ele está atrasado. Na verdade não, eu que me adiantei. Dez minutos depois ele vinha descendo a escada apressado, parou a minha frente, mas não me viu, olhou o relógio e percebeu que estava atrasado, bagunçou o cabelo e olhou ao redor.

O sorriso que ele me deu quando me viu foi inigualável. Eu sei que foi só um sorriso amigável, mas aqui estou eu me derretendo só por isso. O que é ridículo julgando que existem garotos bem mais interessantes correndo atrás de mim.

– Bom dia! Desculpe o atraso... – ele disse meio sem jeito, muito transparente. Muito meigo.

– Tudo bem. Cheguei agora.

– Quem diria que uma estrela seria pontual.

– Não sou esnobe.

– Sei. – ele olhou ao redor. – Tem certeza que não tem nada melhor para fazer?! Quer dizer... comprar jogos e comics não é divertimento para todo mundo.

– Tenho, e você ainda está em treinamento.

– Que bom então... ah! É o nosso! – ele disse me puxando quando o transporte parou e as pessoas começaram a entrar.

Não, não há mais ninguém tão interessante quanto ele.

Fomos ao centro, sempre acho esse lugar esquisito. Mas ele sabia exatamente para onde ir. Notei que ele não leva muito jeito para conversar, parece não saber iniciar um conversa ou algo assim. Mas eu estava começando a preferir que ele continuasse assim, o que posso dizer, eu gosto de monopolizar.

Caminhávamos por uma rua mais movimentada, ele já levava umas três sacolas.

– Onde consegue dinheiro, Téo?!

– Ah, minha mãe me dá uma pensão por mês.

– Sei, e onde ela está?!

– Em casa.

– E onde ela fica?! Achei que morasse na pensão.

– Moro... ela mora em outro bairro da cidade. – hã?!

– E por que não vive com ela?!

– Porque eu... precisava de um tempo sozinho. – acho que eu ainda tenho muito o que descobrir sobre o Téo. – Ela mora com o meu primo.

– Ah. – o primo.

– Sabe, eu sempre me pergunto como você consegue sair assim, em publico, sem ser notado.

– Bom, sem os apliques e a maquiagem toda fica mais difícil. E modelos não são tão notados assim como são o pessoal que trabalha na TV.

– Ah certo.

– E eu uso esses óculos maneiros que me disfarçam.

– Que nem o Clark.

– Quem?!

– O super homem.

– Ah. Não, mas ele é ridículo! Quem confundiria só por colocar os óculos!

Foi esse tipo de assunto o dia todo, eu tentava entrar de novo na vida dele, mas ele sempre dava um jeito de se esquivar. Ainda é muito fechado, ou ainda não confia o suficiente em mim.

Passamos em frente a uma loja onde o Téo disse que um colega de pensão estava trabalhando. O garoto estava lá, Téo deu um tchauzinho por trás do vidro. O garoto devia ter sei lá, catorze anos?! E sua expressão não mudou nem um instante enquanto o Téo falava com ele. Também, com um cara daqueles, mal encarado, atrás do balcão, não me admira ele estar tenso.

Vi um casal do outro lado da rua. E isso me fez lembrar.

– Você nunca namorou, certo?! Nem beijou, me deixou isso bem claro. – perguntei ao garoto ao meu lado.

– Por que esse assunto agora?!

– Quero saber.

– É eu nunca... quer dizer...

– Tá bem. Vou ter que treinar isso com você também?!

– O QUE?! – ele disse virando um tomate e ficando sem jeito, exagerando nos movimentos.

– Não! Não! Não precisa!

– Você não quer fazer feio com seu primo, quer? – eu sei que estou me aproveitando dele, mas... com essa paixão louca dele, qual minha chance.

– Não, mas... eu quero que as primeiras vezes sejam com ele, que sejam especiais.

Tá, eu pedi para ouvir isso. Claro que ele não quer que essas coisas aconteçam primeiro com um desconhecido! Ridiculo!

– Parece uma menina falando.

– Desculpe, mas isso tem valor sentimental para mim.

– Que besteira.

– Não é besteira. – ele disse pisando duro e caminhando na minha frente.

Tudo bem, eu só não quero que ele se afaste de mim. Que ele me odeie. Não quero, mas e se acontecesse?! Ficar desesperado por algo assim é ridículo.

– Desculpeee! – eu o abracei e o ergui do chão.

– AH! Não, sai Seth, me põe no chão!

– Me desculpe!

– Ta! Tudo bem! Eu te desculpo.

Ele disse desamarrotando a roupa.

– E eu não quero ser só mais um na sua lista de garotos. – o que?!

– O que?

– Bom é que... você fica com várias pessoas e tudo mais... eu não quero ser mais um número desses para você.

– Agora você me ofendeu.

É isso a impressão que eu passo para ele?!

– Não! Olha! Eu não quis dizer isso assim dessa maneira. – ele começou a falar rápido e veio para mais perto de mim. – Eu não quis te ofender, mas é que esse é seu estilo de vida e... – ele me olhou de novo meio desconfiado. – E eu gosto muito de você, não parece que você é daqueles que fica uma noite e depois larga... mas você é... mas hoje eu te considero um grande amigo. Então... eu nem sei, desculpa, o que eu to falando mesmo. Por favor não fique chateado comigo...

– Ah, seu bobinho. – eu disse abraçando ele, parecia que ia chorar. – Você nunca seria só números para mim, ok?! E eu gosto muito de você também. – ele podia ter deixado de fora a parte do grande amigo. Mas...

– Ok. – ele disse retribuindo meu abraço. O beijei na testa. É o máximo que eu vou conseguir pelo visto e continuei nosso caminho.

– Para onde agora?! – eu olhei para trás e ele só me encarava. Ele não acha que eu estou chateado, acha?! Ele não falou mais que a verdade.

– Ah, casa?!

– Ok.

Voltamos. Resolvi acompanhá-lo até em casa, dispensei o carro, queria passar o maior tempo que eu conseguisse sozinhos.

– Téo?! – alguém chamou por ele e meus olhos procuraram a voz.

– Ah, Ace! – ele disse e correu até o homem com o maior sorriso do mundo. Eu não gostei, não gostei nenhum pouco, principalmente porque pareceu que eu fiquei invisível. E eu odeio ser invisível.

E o Téo me ignorando não ajuda em nada.

O homem me olhou, não, eu não estava com uma expressão simpática nem convidativa para uma conversa, muito menos ele, pelo que notei, na verdade me avaliava, pareceu-me bem pedante e metido a rico, metido não, era rico a julgar pelo carro e pelas roupas e pelo jeito altivo.

Téo fez um sinal para eu me aproximar, depois que eu notei um certo interesse do homem em mim.

– Esse é Seth. – Téo disse me apresentando. – E esse é Ace, Seth. Meu primo. – ele disse com uma certa ênfase.

Está brincando comigo?! Isso não é bom, dá pra ver de longe que o Téo é muito diferente e muito imaturo para um cara desses, sem chance dele se interessar pelo Téo, o cara o olha como um irmão mais novo e precioso... um irmão que está andando com a companhia errada pelo visto.

Ele me avaliou ainda mais de perto. Com minha calças frouxas e meus brincos e tatuagens.

– Muito prazer. – ele disse formalmente.

– Prazer. – eu respondi observando a cara de filhotinho do Téo para ele.

Cara, isso não ia dar certo. E eu não quero ser o responsável por plantar a semente na esperança no Téo e depois ser o responsável por enfrentar a mágoa e a tristeza dele.

– Seth é modelo, está espalhado em várias campanhas na cidade. – Téo disse sorrindo para mim, acompanhei o sorriso dele, é tão doce, inocente e contagiante.

– Sei. Parabéns. – ele me disse seco, sem o mínimo de ânimo. – Téo, pode esperar no carro?! Quero conversar com você, eu o deixo em casa.

– Tudo bem. – ele disse e se despediu de mim.

O observei entrar no carro, ele está seguro e eu estou cansado, então...

– Posso falar com você um instante?! – ele me disse ganhando minha atenção.

– Claro.

Se afastou um pouco do carro e parecia escolher as palavras.

– O que você pretende?! – ele me perguntou tentando seu olha intimidador.

– Pode ser mais especifico?!

– Com o Téo.

– Ele é meu amigo.

– Você não parece o tipo de amigo que o Téo teria.

– Mas sou.

– Como se conheceram.

– Escuta, acho que não devo satisfações a você.

– Deve sim. Téo é minha responsabilidade. Quero saber com que tipo de gente ele está se metendo, você pode me dizer ou eu posso descobrir.

– Eu não vou fazer mal a ele se é isso que você quer saber.

– Não vai mesmo, rapaz. Se fizer...

– Vai me ameaçar?! – os ânimos não estavam muito bons por aqui.

– Considere-se sobre aviso. Téo não é brinquedo para tipos como você se divertirem.

– O que?!

– Ele tem um grande futuro pela frente e não quero que má influências estraguem isso.

– Não sou má influencia.

– Não?! Uso de drogas, promiscuidade, pequenos delitos, já fez trabalho comunitário para fugir de uma prisão... quer que eu cite mais?!

– Como sabe disso.

– Sei do que eu preciso saber.

– Eu não vou envolver o Téo em problemas, ele está seguro, pode deixar. Eu não preciso que você me dê ordens ou coisas assim. Você não manda em mim ou nele.

– Você não sabe o quanto ele é sensível...

– EU SEI! E eu não preciso que você me fale sobre ele porque eu o conheço muito bem!

Ele ficou impassível.

– Você não sabe nada. Ele não se abre nem para mim. – eu odiei esse homem com todas as minhas forças, eu queria bater nele aqui e agora, mas era arriscado o Téo me odiar e era arriscado esse cara dar um jeito de eu nunca mais ver o Téo. — Ótimo, vá conhecer a mãe dele. Ela chega hoje de viagem. Ele te falou sobre ela, certo?! Sobre o motivo pelo qual saiu de casa... – não respondi. – Foi o que pensei. – ele disse caminhando para o carro e entrando. – Foi um prazer, senhor. – disse entrando e saindo no carro.

Nunca caminhei com tanta raiva para casa, comprei uns cigarros no caminho. Era esse tipo de homem que tinha a sorte de ter a atenção do Téo?! Esse tipo?! Não, não seria... Téo vai se apaixonar por mim, vou conquistá-lo e com certeza tenho mais capacidade que esse idiota de fazê-lo feliz.

Ele que espere. Ainda vou dar muita dor de cabeça a esse imbecil.


Notas finais
Yeyy! Senti falta dessas perguntas... Essas são perguntas da Meiji ^.^/
1ª - Com quantos anos os meninos perderam a virgindade?
2ª - E quais são seus hobbys preferidos?
Téo: eu ainda... não. Bom, VIDEOGAMESSSS!!!!!!! O/
Cody: eu ainda sou virgem, se eu me lembro bem, e eu gosto muito mesmo de ler e estudar.
Alex: você é realmente admirável, Cody. Eu tinha de dezesseis para dezessete... foi tão foda. Ah, eu gosto de cantar alto, sair com o Luther, ficar com Luther, dormir com o Luther...
Léo: enfim, um amor saudável, não é querido?! ^^' Ah, bem, eu fui um garoto correto, eu perdi com meus dezoito ou dezenove, ah, a flor da idade. Meu hobby é... bem, muitas coisas, gosto de ajudar voluntariamente, organizar, ajudar com a casa...
Eros: ele gosta de ser dona de casa e bancar o santo. Mas ele gosta mesmo é de barraco e de colocar riquinhos na linha.
Ace:...
Eros: Eu perdi com uns quinze?! Sabe, o capitão da natação era bem persuasivo... e, depois, o resto do time também. Mas enfim, meu hobby?! É sexo.
Léo: seu safado! temos crianças aqui.
Eros: sexo demorado, quente e selvagem... tá precisando Léo, ta tenso.
Léo: ora seu...
Eros: espero que tenha ouvido, professor.
Lars: eu acho que isso é uma coisa muito intima para se contar, mas foi com dezoito anos. Meu hobby é... ensinar. Aprender. Quando os alunos cooperam comigo.
Luther: 15. Eu gosto de beber, sair e foder por ai. E Lars, seja sincero...
Ace: 16. Bom, eu gosto de ver pessoas. Vida.
Seth: 17 quando comecei a trabalhar eu acho. Eu gosto de sair e experimentar coisas novas. Qualquer coisa.
Zack: uns dezesseis. Eu gosto de comer, dormir e brigar. Admitam, eu sou a pessoa mais interessante que vcs já conheceram.