Inn
26 Luther
Notas iniciais
Luther
Estava deitado sobre o colchão macio da minha cama e encarava o teto, o sol havia nascido, mas ainda iluminava pouco os vidros da janela, as ruas do centro ainda estavam calmas e eu estava com vontade de começar um novo quadro.
Olhei para a minha direita onde um abajur com uma gosma roxa subia e descia dentro de um liquido claro. Isso era do Alex.
Ele começou a trazer as coisas dele para cá sem o mínimo controle, foi só eu deixá-lo ficar por uma noite e pronto, ele resolveu virar de ponta cabeça a minha vida.
Não. Ele fez isso no momento que eu o conheci.
Bem, ontem ele não tinha dormido aqui. Ele não quis topar o threesome, então resolveu ir dormir na pensão.
O corpo ao meu lado se moveu e sentou-se a cama olhando para mim. Era um cara atlético, moreno e alto que eu tinha encontrado no supermercado ontem, ele estava atras de mim na fila do caixa e olhou para as minhas garrafas de whisky e perguntou onde era a festa, eu respondi na minha casa e ele se convidou. Quem sou eu para recusar alguém tão disposto.
– Posso tomar uma ducha? – ele perguntou acariciando o peito.
– A direita.
O cara levantou, ele se chamava... Lewis... Leni, Travis, um desses três. Eu ouvi o chuveiro e levantei, bebi água até que o rapaz reapareceu na entrada do quarto já completamente vestido e me sorriu.
– Já estou indo.
Isso estava certo! Ta vendo? O cara vinha, tinha um bom momento e pronto, todos saiam satisfeitos, sem compromissos impossíveis de se cumprir, sem essa responsabilidade imensa e essa hipocrisia de amar apenas uma pessoa. Isso não existe, canso de ver centenas de caras supostamente comprometidos cobiçando outros caras descaradamente, isso é mentir para si, coisa que eu acho extremamente desnecessária, visto que eu gosto de ser bem franco.
Eu caminhei até a porta e a abri para que a minha visita saísse. O rapaz saiu, mas antes parou na porta um tanto surpreso, mas logo sorriu.
– Bom dia. – ele disse para a pessoa parada na porta. Eu olhei e era o Alex, segurando um pacote de pães da padaria.
– Bom dia. – o Alex respondeu com um suspiro e saiu de frente da porta para o meu convidado sair.
– Então... nos vemos depois? – o cara perguntou para mim, qual o problema com os caras de hoje querendo complicar as relações?!
– Acho que não, Leni. Te vejo por ai.– eu disse fechando a porta e obversando um belo sorrido do Alex.
– É Stuart.
A porta fechou não antes do Alex se por para dentro. Eu jurava que era Leni.
– Bom dia. – o moreno me disse colocando as coisas na bancada da cozinha e pegando as xícaras, os talheres e ligando a cafeteira antes de pegar o café moído. – Como foi sua noite.
– Muito boa. – eu falei sentando em um dos banquinhos de frente a bancada. – E a sua?
– Eu duvido muito, você deve ter morrido de saudade de mim.
– Uhum. – eu respondi quando ele me entregou uma das xícaras de café. – O que você trouxe na sacola?
– A minha noite foi normal... tem pão doce e alguns com queijo, trouxe um pouco do tradicional também, mas a bomba de creme é minha. Eu saí daqui e peguei o ônibus, então...
O que?
– Eu mandei você pegar um taxi, Alex. – ele parou de se mexer por uns instantes e o tom leve deixou voz.
– Não era necessário. O taxi para a pensão é uma fortuna.
– Eu não me importo! Prefiro pagar uma fortuna do que ter você tendo seus ataques no meio da rua!
– Eu não me importo das pessoas saberem que eu sou esquisito, ok? – Alex virou subindo alguns tons de voz
– Não foi isso que eu quis dizer, eu quis dizer é que se você passar mal não vai ter ninguém para te ajudar!
– Eles podem simplesmente chamar o manicômio ou a emergência! – ele falou jogando a faca de pão em cima da bancada e saindo.
Eu apenas suspirei, ficar brigando com ele nessa situação não adianta nada. Ele ia passando por mim para ir até o sofá, apenas o puxei para perto de mim.
– Só estou tentando ajudar você. – eu disse perto do seu ouvido, ele descansava as mãos no meu peito, mas não disse nada, apenas suspirou.
– Você está fedendo aquele cara. – ele disse se afastando e indo para o sofá.
Se esse é o problema. Eu levantei e fui tomar uma ducha, eu não estava fedendo a ninguém, ele fica inventando essas coisas, mas tomar um banho é realmente revigorante.
Quando eu voltei ele estava sentado no sofá, os pés em cima do couro e brincando com usas unhas, estava pensativo.Sua sua bomba de creme em cima da mesinha de centro esculpida a mão... ah, ótimo, tinha um guardanapo embaixo, pelo menos.
Eu pulei o braço do sofá e me aninhei em suas costas. Minhas mãos seguiram seus braços e se fecharam entre seus dedos.
– Não vai comer a sua bomba de creme? – eu perguntei.
– Perdi a fome.
– Hm, então eu vou comê-la. – peguei o pão recheado de cima da minha mesa e parti um pedaço, eu não gosto muito de pão de creme, então... – Está delicioso. Esse é o seu pedaço, abra a boca. – falei tentando enfiar o pão de qualquer forma, até ele abrir a maldita boca.
– Para com isso! Eu não to com fome! E você ta me lambuzando todo, idiota. – ele disse tentando conter o riso.
– Então é melhor abrir a boca. – ele comeu e depois relaxou no meu peito, ficou encarando a janela. Eu me encostei no braço do sofá quando as pernas dele se esticaram no assento. – Então... você pegou o ônibus e?
– E que eu sentei la no fundão, eu sempre faço isso. – falou pegando o resto do pão da minha mão. – E então sentou um cara de fones de ouvido no meu lado, mas não adiantava porque eu estava escutando tudo o que ele estava escutando e eu estava com dor de cabeça. Então eu pedi para ele abaixar um pouco o volume, ele concordou e se apresentou. Ele disse que se chamava Jace e que tinha acabado de largar a faculdade, um ano depois de se formar no colégio e estava se dedicando ao teatro, me chamou para ver uma peça.
– Hm, ele se interessou por você.
– Claro que sim, quem não? — é. Quem não. – Então, eu disse que se um dia eu tivesse tempo eu iria de boa, eu gosto de teatro e exposições de arte.
– Você deveria ir.
– Ele pode me chamar para sair.
– Você é livre.
– Eu sei, você sempre deixa isso bem claro... é a melhor bomba de creme do mundo! – falou lambendo os dedos sujos de açúcar de confeiteiro. – Por que ficou tão calado? – ele olhou para cima com aqueles olhos cinza perfeitos. — E sobre esse cara que saiu daqui? – ele perguntou virando de frente para mim, eu me deitei em cima sobre o sofá com ele em cima de mim me encarando.
– Era o Lewis, eu o encontrei ontem no supermercado e ele quis dar uma passada. Nada demais.
– Tenho quase certeza que o nome dele não era esse. Ele parecia ser atleta.
– Eu também acho.
– Ele queria voltar...- eu concordei. – Mas o único que conseguiu fazer isso fui eu.
– Ainda bem. – imagine trezentos Alex aqui dentro. Não.
– Não sou tão ruim. – ele disse indignado e eu sorri.
– Um é o suficiente.
– É porque eu sou único. – ele disse orgulhoso.
– Você é.
– Bom... o que você trouxe na sua mochila hoje? – perguntei quando ele começou a passar a ponta do dedo ao redor do meu mamilo.
– Muitas coisas.
Falou me beijando, os lábios doces muito astutos e eróticos como o inferno, ele gemeu na minha boca. Ah, merda, e minha língua foi mais fundo em sua boca, provando a umidade, minha mão se fechou em um lado de sua bunda, eu estou morrendo de saudade de poder tocar o Alex, eu sinto falta do corpo dele e dele ao meu lado na cama, mas ultimamente... isso tem estado impraticável. Ele respirou mais pesado e depois se afastou sorrindo.
– Você não comeu pão de creme. – ele me disse como se tivesse pegado um bandido.
– Eu não gosto de pão de creme.
E lá estavam eles, os olhos puros e cheios de sentimentos para mim, coisa que eu não consigo lidar, qual o problema dele.
– Vamos pra cama? – ele disse levantando e me puxando. Lá estávamos nós no quarto. Ele olhou para a cama depois para mim. – Eu vou trocar os lençóis. – falou revirando os olhos e se livrando dos lençóis sujos.
Ele já sabia onde estava tudo, mais até do que eu sabia onde estavam as coisas, tinha uma parte do guarda roupa para ele agora, o que diminuiu o espaço das minhas camisas, mas nada muito preocupante, era bem bagunçado o lado dele.
E lá estavam os lençóis limpos sendo colocados na cama ele se jogou de costas em cima dela e me sorriu. Eu fui até lá, com muita vontade de deitar em cima e me livrar daquelas roupas que cobriam a pele de alabastro, mas eu só deitei ao seu lado.
– Você trouxe mais coisas estranhas como esse abajur? – perguntei olhando o teto.
– Por que? Você achou feio?
– Não, é legal. – realmente era.
– Você não acha que está muito longe de mim?
– Não.
Eu o ouvi suspirar.
– Eu já estou bem, Luther. – ele disse mais baixo. Não, ele não estava. Da ultima vez ele tinha tido ataque no meio da escola, quando eu recebi a ligação já imaginei que aqueles filhos da puta tinham mexido com ele de novo! Mas não, são só as malditas sequelas falando. – Não é como se eu tivesse ficado invalido ou qualquer coisa assim. – ele falou com um tom ferido levantando do colchão.
Droga. Eu o segurei para baixo e me apoiei com o cotovelo para olhar para ele.
– Não é isso.
– O que? Você tem nojo de mim depois que me usaram daquele jeito? O que me surpreende vindo de você que dorme com alguém diferente a cada noite e já fez muita coisa pior, eu sei porque já fiz parte disso...
– Cala a boca, Alex! – eu disse com toda a raiva que eu estava sentindo. – Eu nunca teria nojo de você, ou pensaria menos de você. Você não é descartável, nem sujo, nem inválido e eu não quero você repetindo isso ou pensando esse tipo de coisa, entendeu?
– Então porque você nunca mais dormiu comigo?
– Porque você ainda não está bem! E se recusa a procurar ajuda, eu já disse que eu posso...
– Eu vou cuidar disso sozinho.
– Da ultima vez que você fez isso você acabou levando a pior com os seus coleguinhas.
– Não acredito que você está jogando isso na minha cara.
– Não estou, o que eu quero dizer é que... eu gosto de cuidar de você e não me importo. E você precisa ficar bem.
Isso cansa, relacionamentos cansam, e eu nem vivo em um. Imagina se isso fosse sério.
– Agradeço, mas de forma ou de outra, no fim, quem vai ter que lidar com isso sou eu. E eu estou dizendo que estou bem. -ele não está. – Luther... já que você se preocupa tanto comigo, por que não me assume? Por que a gente não começa algo sério, um compromisso, entre dois adultos.
– Primeiro, porque você ainda é um adolescente...
– Você age como um, qual a diferença?
– Segundo, eu já te disse mil vezes, eu não fui feito para relacionamentos.
– Do que você tem medo?
– De nada.
– Então, eu nunca vou ter isso de você?
Por que essa conversa agora? Sem a mínima necessidade. Eu levantei e me vesti.
– Onde vai?
– Eu tenho um compromisso essa manhã, volto mais tarde, pode ficar a vontade.
– Ok. – ele disse me assistindo sair.
Peguei a chave do carro, mas só por precaução, eu fui a padaria da esquina e sentei, pedi um capuchino e dois Paes de queijo, sentei no balcão. Eu não sei o que fazer, eu não sei como lidar com essa situação. Com qual situação? Com todas essas situações!
– Um suco de laranja e sanduiche de frango na chapa. – eu escutei aquela voz ao meu lado. – E, ai, Luther o que faz de pé tão cedo, e como anda a vida com o Alex morando por lá? – Lars perguntou sentando-se ao meu lado. Nunca liguei muito pro fato do meu irmão mais novo ser mais resolvido, mais decido, mais organizado, mais madur... chato do que eu. Eu suspirei. – Cansativo, os jovens tem um fogo incontrolável. – e ainda falava como se fosse um velho de sessenta anos.
– Eu... não sei o que fazer. – eu falei olhando para a xícara de café.
– Graças a deus esse é o meu dia de folga. – ele disse em um tom carinhoso. Ele sabia que quando eu dizia isso era porque eu precisava que ele me aconselhasse... um pouco. – Comece.
Eu contei tudo o que vinha acontecendo com Alex, desde de que ele dormiu na minha casa, sua mudança, que eu não gostei no começo, mas que agora eu já estava habituado a ter ele entrando e saindo o tempo todo, contei dos ataques de pânico, sobre não poder tocá-lo, sobre o que ele me disse de manhã... não sei o que se passa na cabeça dele, não sei como ajudá-lo, ele não quer ajuda e eu não sei o que fazer. Assumi-lo só para fazê-lo se sentir melhor não é minha praia, nem seria justo com o tempo que ele espera por isso.
– Tudo o que você pode fazer é ficar do lado dele, apoiando quando ele precisar. Você pode estar para ele na penumbra, não precisa descaradamente estender sua mão a alguém que precisa de ajuda, mas a nega. Você pode estar lá, quando ela cair você pode ajuda-la a se levantar sutilmente. Está entendo? – ele falou tomando um gole do suco.
– Não muito.
– O que eu quero dizer é que quanto mais perto dele você estiver mais fácil vai ser de você encontrar as brechas para ajudá-lo, mas discretamente, e do seu jeito. Sabe Luther, a única pessoa que o Alex confiou com todo esse problema dele foi em você. Ninguém além de você é mais capaz de ajudá-lo agora. E eu sei que você quer ajudá-lo.
– Só o que eu tenho que fazer é estar lá pra ele quando ele precisar?
– Sim.
– Não me parece suficiente.
– É só o que você pode fazer.
– Eu estou notando algo de diferente em você. – eu falei olhando pela segunda vez para o meu irmãosinho.
Ele só revirou os olhos.
– É provavelmente por causa um problema.
– Espero que esse problema seja de carne e osso e não um monte de papéis.
– O nome é Eros.
– Hm, espero que ele te traga muitos problemas.
– Eu espero que... por que você não firma o compromisso com o Alex? – mudança tática de assunto, para o que eu mais odeio no mundo.
– Porque não é necessário. Para mim está tudo bem como está agora.
– Mas para ele não, ele sempre vai esperar mais de você, fingindo que não. Até o dia que ele cansar.
Eu passei a mão pelo meu rosto.
– Eu não vou poder fazer nada se ele quiser ir.
– Não vai mesmo. Nunca fui muito a favor desse relacionamento de vocês, mas hoje eu penso diferente.
– Ele conheceu um rapaz no ônibus ontem, o convidou para uma peça e tudo mais... um rapaz que tinha acabado de largar a faculdade, da idade dele e tudo mais. Se eu restringi-lo, acabarei com as chances dele de encontrar alguém melhor... – eu ia tentar colocar o plano do meu irmão em ação, vamos ver o que vai acontecer. – Que possa dar a ele o que ele quer, esse relacionamento serio que ele procura tanto.
Eu virei e saí, acabei passando duas horas ali.
– Não vai adiantar se o único que ele quer é você.
Eu passei pela porta com o sininho e voltei para o apartamento. Joguei as chaves na tigela, e Max estava ali, sentado e conversando com o Alex, os dois me olharam quando eu cheguei.
– E ai? – eu disse para que eles começassem a falar.
– Eu estava conversando com o Alex. – o Max disse me olhando. – E aproveitei para olhar o seu atelier, nada novo?
– Acordei inspirado hoje?
– E não está trabalhando por que?
– Porque eu vim pegar o Alex para alugarmos uns filmes para assistir hoje. – o Alex ficou ereto na cadeira olhando para mim com um sorriso enorme.
– Sinceramente... agora eu estou num assunto muito importante com o Alex, você pode nos dar licença?
– Não, nós já terminamos, certo? – Alex disse levantado e calçando uma sandália, vinha saltitante na minha direção.
– Aham. – Max disse derrotado.
– Sobre o que conversavam? – eu perguntei ao meu agente.
– Um futuro emprego. – ele me respondeu curto e grosso, lançando um olhar ao Alex.
– Ele vai para a faculdade.
– Ele quem decide. – Max falou saindo do apartamento e descendo as escadas, ele nunca usava o elevador. – Agora eu já vou. Seth tem sumido muito ultimamente e eu preciso dele para um ensaio fotográfico, nada de errado pode acontecer.
Ele saiu falando nas escadas para todo mundo escutar, ótimo. Mas eu vou pelo elevador.
– Nunca vou entender porque ele gosta dessa vida estressante, vive correndo atras das pessoas. – só eu já era uma baita dor de cabeça, eu acho.
– Ah, claro. – Alex disse entrando no elevador. – Porque a sua vida promiscua faz muito mais sentido.
– Me pegou. – a porta do elevador fechou.
–x-
A noite estávamos muito bem deitados no sofá assistindo algum tipo de filme de suspense com aliens e coisas assim, o Alex que escolheu esse, eu escolhi um filme biografia de um músico clássico, mas eu perdi no par ou impar para saber qual filme ia primeiro. Mas não era tão ruim esse filme... quem diria que em uma sexta a noite eu iria ficar em casa. Assistindo filme e gostando disso.
– Mais pipoca? – ele me perguntou.
– Uhum. – ele saiu debaixo do cobertor e colocou uma pipoca entre os dentes. – Mas isso é muito pouco.
– Quanto mais rápido você comer essa mais rápido ganha outra. – apenas sorri para a lógica fajuta.
Eu o beijei e ele aprofundou o beijo, uma mão se envolveu nos meus fios longos, e a outra acariciou a minha nuca e desceu sorrateiramente até o meu peito, ele sentou-se o mais perto que conseguia de mim, uma perna em cada lado do meu corpo. Isso era uma tortura maldita. Mas já que estávamos aqui não precisávamos ir até o fim. Minhas mãos subiram pela camiseta de algodão, sentindo o corpo magro e quente sob a palma das minhas mãos, até sentir os botões eretos sobre os meus dedos. Eu fiz uma leve massagem com os polegares, arrancando um doce gemido dos lábios que consumiam os meus.
Fazia tempo que eu não conseguia tocá-lo e fazendo agora eu percebia como sentia falta. Ele começou a esfregar seu baixo ventre com conseguis junto ao meu, isso não ajudava a minha já formada meio ereção. Melhor parar eu afastei meus lábios dos dele, meio sem desgrudar.
– Vamos voltar pro filme...
Ele levantou do sofá retirou a camiseta e desceu as calças do pijama. Ah, por favor não.
– Eu não quero ver filme, Luther. – e então ele voltou a sentar-se em mim, como estava antes, foi até o meu ouvido acariciando o cabelo, eu já estava suando e nem tinha começado a me mexer ainda. Agora eu me sentia duro como pedra. Ele mordeu o lobo da minha orelha e sussurrou. – Eu quero ter você enterrado bem fundo em mim.
Ah, foda-se. Eu tentei de todas as formas, mas o próprio está pedindo, o próprio sabe se está bem ou não e o próprio sabe que a vos dele me excita. Então, foda-se!
Eu o ergui e ele envolveu as pernas sobre a minha cintura. Ele me beijou de novo com paixão, sugando cada pedaço da minha boca, eu desci pelo seu queixo e cheguei ao seu pescoço eu suguei a carne macia e cheirosa, eu senti falta disso, ele passou as mãos sobre as minhas costas. Eu tirei minha calça e peguei o lubrificante da mesinha de cabeceira, estava ao lado do abajur...
Eu passei uma boa quantidade no meu pênis e olhei para o seu rosto para saber se estava tudo bem, ele me olhava com as bochechas coradas e os olhos meio fechados. Até me sorria de leve. Ele era lindo. Quem não se interessaria pelo Alex.
Eu iria bem devagar, ele colocou as mãos nas minhas costas e eu posicionei minha ereção para a penetração. Toca-lo com o meu pênis foi o suficiente.
Seu corpo ficou duro e começou a tremer, ele puxou seu corpo sentando e indo para longe de mim e para perto da cabeceira, ele colocou as mãos sobre o rosto e começou a chorar.
Merda. Merda. Merda.
Eu fui até lá e trouxe seu rosto para a curva do meu pescoço.
– Shhh... está tudo bem.. Não tem problema, não aconteceu nada.
– O que há de errado comigo? – ele perguntou em meio aos soluços.
– Você só está traumatizado. Vai passar... – eu não sabia nem o que dizer, se eu estava estragando tudo, se eu estava ajudando, eu não sei o que fazer.
Ele empurrou o meu peito para longe e se levantou, ele foi até o banheiro e eu suspirei. Sentei na beirada da cama e passei as mãos pelo meu rosto e realmente me perguntando o que eu podia fazer.
Eu odeio vê-lo assim. E eu não posso fazer nada.
Levantei e fui até o banheiro. Eu estava tão perdido e pisando em ovos, eu não sabia se ele me queria ali, Alex estava de pé olhando para o espelho, eu fui lá e o abracei. Ele começou a chorar de novo. Não era para acontecer o oposto?
– Não devia ser assim... porque é com você, e eu gosto de você. – ele balbuciou no meu peito.
– Eu sei... – eu disse acariciando os fios negros, eu beijei sua cabeça enquanto eu pensava no que eu podia fazer. – Eu estou aqui com você. Eu estou aqui pra você.
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