Inn
18 Eros
Eros
Ninguém contou para o Edgar ou Andrei. Ninguém sabia como chegar no assunto. Eu não disse porque os dois não tem nada a ver com a vida do garoto. Léo não contou porque o convenci do contrario, Alex não ia gostar nem um pouco se contássemos. O garoto Cody apenas foi com o fluxo.
E ninguém sabe exatamente o que aconteceu. Não podemos afirmar nada.
Eu não saí hoje, não estava no clima.
Estava no meu quarto, na minha cama, ouvindo uma música baixa e fumando o meu cigarrinho de ervas. Com a janela aberta. Edgar já se livrou de um saquinho inteiro meu, ele com certeza não sabe quanto isso vale, se soubesse pensaria mil vezes.
Meu celular tocou com um número desconhecido e eu atendi. Era de uma festa, eu podia ouvir mais ao fundo. Apenas reclamei baixo.
- O que você quer?! – eu perguntei para a festa que chegava aos meus ouvidos pelo aparelho.
- Cadê você?!
- Em casa.
- O que?! Ah, qual é?! Você não me engana... você está com quem?!
- Sozinho.
- Posso te fazer companhia. – ele está muito alto, dá para notar só pela voz. Passou da conta.
- Não. Até porque duvido que você consiga chegar aqui.
- Qual é, Eros... – ele começou a ficar ofegante do outro lado. Ou ele estava tendo um ataque cardíaco ou... – Já estou duro só de ouvir você falar.
- Devo ficar lisonjeado com isso?!
- Eu deixo você me chamar de Professor se quiser. – ele nunca cismou tanto com alguém.
- E como isso ajudaria você?! – ele vai começar a falar do Professor, desde que viu a gente naquele maldito restaurante ele ficou obsecado. Ele continuava com a respiração alta do outro lado. – Você está se masturbando, Oli, pensando em mim?! – ele não respondeu, a respiração apenas acelerou. – O que você está imaginando, ahn?! Eu estou te chupando ou você está me fodendo?! Estou olhando para você com ele na minha boca, ou... – ele gritou e eu esperei um pouco.
- Você... estava me chupando.
- Você é patético, Olivier.
Apenas desliguei o celular e saí do meu quarto para o corredor da pensão de duas da manhã. Claro que não havia ninguém ali. O garoto do primeiro quarto ainda não tinha voltado, o que é estranho, já que ele nunca sai de casa. Cody estava estudando pelo visto, a luz fraca do abajur de mesa podia ser vista pelas frestas da porta. Léo... está aqui no quarto do Alex assistindo ele dormir com aquela cara de preocupado.
- Se continuar franzindo assim a testa vai ter rugas precoces. – eu disse baixo e ele me olhou na porta.
- Você me empresta um dos seus cremes antes disso.
- Por que eu faria isso?! – por que gastar meus cremes caros com ele?! Nunca.
- O que acha que aconteceu?! – ele me perguntou retoricamente enquanto observava o Alex imóvel. – Ele já se contorceu como se estivesse tendo pesadelos.
- Você já sabe a minha opinião.
- Mas ele estava na escola quando me ligou.
- E que lugar seria mais suspeito do que uma escola cheia de fedelhos com os hormônios explodindo.
- Olha quem fala. – ele suspirou, levantou e passou por mim. – Vou beber um pouco de café. Fica com ele até eu voltar. – ele passou por mim e me olhou acusador. – O que você estava fumando? — eu ofereci um a ele. Apenas me repreendeu com a cabeça, mas ele estava tentado a pegar. Foi forte e passou por mim.
Entrei no quarto e olhei pela janela. Eu devia ter saído e curtido a noite.
O celular do Alex começou a vibrar em cima da bancada. Eu peguei para ver quem era, já tinham quatro ligações perdidas, essa era a quinta. Eu ponderei e olhei o visor e o garoto que deu um pulo da cama, mas logo se acalmou
Bem, aqui está alguém que merece saber o que aconteceu.
Eu atendi e a voz do outro lado não era nada amigável.
- Onde você está?! E porque não me atendeu até agora?!
- Hm, bonitão, não sou o Alex. – ele ficou um pouco em silencio.
- E quem é você?!
- Eros, eu moro aqui na pensão com o Alex.
- Eros?! E onde está o Alex?!
- Ele está dormindo.
- O que?!
- Pois é.
- Acorde-o. Não, quer saber, deixe-o dormir. Ele faz uma confusão para vir as festas e... – ele dizia sem muito interesse.
- Escute. Há mais. Ele... aconteceu alguma coisa com ele hoje.
- O que?! – o tom mais chateado passou para meio preocupado.
- A gente não sabe direito. Mas acho que abusaram dele. Ele não está muito bem aqui. E não quer contar o que aconteceu. – ele ficou em silêncio do outro lado da linha.
- Eros?! – outra voz apareceu no celular e era impossível de não reconhecê-la, meu lábio até repuxou em um sorriso.
- Como vai professor? Então, você também gosta de festa...
- O que aconteceu?!
- Eu já contei para a pessoa que interessa.
- Eu sei, mas... ei, EI, LUTHER! – ele ficou gritando lá do outro lado do celular. Hm, será que eu fiz bem em contar?! – O que você disse a ele. – ele parecia correr agora.
- Hm. Vocês estão vindo aqui?
- Parece que sim! O que...
- Eu só contei a ele porque se isso tivesse acontecido com o meu namorado eu iria querer saber. – ele ficou um momento em silêncio.
- Nos vemos quando chagarmos ai. – ele falou isso tão sério, foi tão sensual para os meus ouvidos. Lars era bem mais difícil de dobrar que os outros, mas ele ia sucumbir, ele vai.
Eu desci os degraus. Tenho a impressão que essa noite calma está apenas começando.
- O que houve? – Léo perguntou da cozinha.
- O namorado dele está vindo.
- Ah, não... você não contou...
- Contei sim. Se tem alguém que pode ajudar o Alex é ele, certo?!
- Você se esqueceu que ele era a primeira pessoa que o Alex não queria que soubesse? Você esqueceu que o relacionamento deles é mais complicado do que...
- Ah, que o cara não assume o Alex há, sei lá, séculos que eles estão juntos?! Ah, por favor. Esse cara paga pela educação, comida e roupa que ele veste, nunca deixou faltar nada. Realmente você acha que ele iria ficar mais feliz se não soubesse da situação?!
Um carro freou na rua depois de um tempo. Ele chegou. Não, melhor ainda. Eles chegaram.
Abri a porta prontamente, para evitar que Andrei e Edgar acordassem tão rápido. O vento frio da madrugada fez a minha pele exposta reagir e os dois entraram.
Hm, o homem do Alex não é nada modesto, mas ele me olhou com raiva depois seus olhos avaliaram meu corpo inteiro e se suavizaram, mas parece que ele voltou ao raciocínio de antes.
- É o terceiro quarto. – eu disse a ele e ele subiu as escadas. – Tente fazer silêncio. – mas foi o mesmo que nada.
O professor entrou logo em seguida e me olhou na porta. Os olhos castanhos claros escureceram um tom, isso é o que eu quero, que ele me cobice.
- Lars?! – o Leo disse e ele olhou prontamente na direção dele. Obviamente. Apenas fechei a porta enquanto o professor entrava e dava atenção ao Léo.
É tão difícil assim ele seguir em frente?! Léo não o quer mais, ele devia deixar de ser patético e investir em quem realmente está interessado. Não gosto de ser ignorado, então subi as escadas para ver em que pé andavam as coisas lá em cima.
O Professor ainda me olhou, mas não se preocupe, senhor. Eu estou deixando vocês a sós. Cheguei a porta do quarto e o moreno de cabelos longas estava sentado na cadeira, Alex ainda continuava dormindo.
- O que você me disse é verdade?! – ele me perguntou com uns olhos nada amigáveis. Não desconta em mim, não fiz nada!
- Ele não quis dizer. Mas eu acho que aconteceu isso. Ele não queria que contatássemos a você.
- Por que?! – ele me disse bem desconfiado.
- Devia perguntar a ele.
Ele suspirou e acordou o Alex de leve. O garoto acordou devagar e logo se assustou se afastando do moreno e indo para o começo da cama.
- O-o que você está fazendo aqui?
- Você não apareceu. Não atendia meus telefonemas... então ele atendeu e mandou eu vir. Algo que você quer me contar?!
Ele me olhou ainda meio surpreso, mas logo ficando com raiva e os olhos marinados. Ele está muito sensível mesmo.
- EU DISSE QUE NÃO QUERIA QUE ELE SOUBESSE, IDIOTA! – a ultima porta do corredor abriu, ótimo.
- O que está acontecendo aqui?! — Edgar disse com Andrei vindo direto atrás dele.
- Briga de casal. – eu disse ganhando um olhar desconfiado de Edgar enquanto ele entrava no quarto. – Não foi culpa minha.
Ele não gostou de ver, especialmente, o cara do Alex aqui, ele não gosta dele.
- Vamos devagar, Ed. – Andrei disse entrando no quarto. – Vocês precisam resolver isso sozinhos?!
- Eu não quero! Eu quero que ele saia daqui! – o Alex disse chorando litros e dava para ver o cara estava super preocupado agora.
- Que tal vocês conversarem amanhã. Sr. Ray. – Edgar disse sério.
- Não vou sair até ele me dizer qual é o problema. – ele encarou o Edgar de frente.
Nossa, muita testosterona em um ambiente só.
- Calma, rapazes. – Andrei disse tentando manter os ânimos baixos.
Eu fiquei encostado na porta assistindo a cena.
- O que você usou?! – eu ouvi aquela voz repreensiva atrás de mim e deixei meu pescoço cair para trás.
Aqueles belos olhos castanhos escondidos pelas lentes me olhavam desconfiados. Hmm, sexy.
- Nada, só um cigarro para relaxar. Mas eu estou bem. – ofereci um a ele, apenas me repreendeu ainda mais.
- Por que faz isso? Você é tão inteligente, interessante, bonito... por que age assim?!
- Você acha que eu sou isso tudo?! – ele me lançou um olhar de “quem não acha”. Que droga eu queria algo mais que isso. Apenas fechei a cara.
- Não preciso de um pai. Precisava de um homem, mas você não está interessado.
Ele apenas fechou a cara também.
- O que houve?!
- Também quero descobrir.
Na mesma hora, o moreno expulsou o Edgar e o Andrei para fora do quarto e bateu a porta na nossa cara. Ficou lá dentro com o Alex. Hm, é seguro?
O mais interessante é que na comoção toda, fomos empurrados para a parede. O professor estava bem atrás de mim, agora sua mão repousava sobre a minha cintura exposta, e que sensação maravilhosa, ele a mantinha firme, com a pegada certa, só consigo imaginar como seriam elas pelo meu corpo, e podia sentir sua pélvis muito bem encaixada na minha bunda.
Nunca vi alguém reagir tão rápido, em cinco segundos ele estava a uns dois metros de mim. Andrei e Edgar discutiam para a porta fechada e Leo tentava acalmar os ânimos.
- Eles vão demorar, professor. – eu disse observando a porta. – Por que não me faz companhia.
Eu o chamei para o meu quarto, ele ficou me olhando um pouco. E olhou para o outro lado do corredor onde estavam indo os outros três.
Minha nossa, ele fazia parecer que era a decisão de uma vida aquilo.Sinceramente, muito sério. Apenas cansei e entrei mesmo assim.
Acendi um cigarro e deixei meu corpo cair na cama.
Ele apareceu depois de um tempo e sentou-se ao meu lado na cama. Olhou ao redor.
- Você tem um quarto muito organizado.
- Obrigado.
Ele me olhou devagar, como se começasse a relaxar, depois franziu o cenho.
- Apague esse cigarro, garoto.
- Quer um pouco?! É fraco.
- Apague.
- Então vou acabá-lo sozinho?! – ofereci para ele, ele ficou olhando e depois tomou da minha mão, tragou uma vez.
- Você não me engana, professor. Você não é esse cara certinho de verdade.
- Tenho uma reputação a zelar...
A gente ficou conversando bobagem até ele terminar o meu cigarro. Ele simplesmente esqueceu de me devolver. Mas tudo bem. Ele fechou os olhos e sua respiração diminuiu.
- Não quer passar a noite comigo, professor? — eu disse baixo perto de seu ouvido, tentei minha voz mais sedutora. Não obtive resposta, então para mim é “quem cala consente”. Aproximei meu corpo ainda mais do dele.
Senti a textura dos fios negros, era macios e davam aquele charme perfeito quando cobriam seus olhos. Minha mão seguiu para sua coxa e começou a subir devagar, eu queria ter uma ideia do que aquela calça esconde.
Obviamente ele parou a minha mão, ele tem um pulso firme, uma força que não condiz com a aparência de acadêmico sedentário e traça de livro, que nem o Cody. Eu queria muito transar com ele.
- O que está fazendo?! – ele disse arrastado.
- Hm, te conhecendo melhor?! – ele riu um pouco e seu rosto virou-se para bem perto do meu. – Você também devia me conhecer melhor. — ele abriu os olhos devagar, mas não reagiu, apenas ficou avaliando meu rosto, tomei isso como um sinal verde.
Aproximei meu rosto devagar enquanto ele não tirava os olhos da minha boca. Até que eu encontrei a dele. Os lábios macios estavam meio receosos em continuar o beijo no início, mas logo tentarem tomar o controle e o ritmo, eu estou acostumado a ter o comando, então aquele beijo foi excitante, ele queria dominar e eu também, mas eu sei quando desistir, eu deixei a língua dele e aqueles lábios incríveis me fazerem desejar desesperadamente por ar, coisa que estávamos conseguindo minimamente ali. Estava muito intenso, estava ficando quente muito rápido, mas nenhum dos dois recuou. Quando eu teria outra oportunidade?
O celular dele começou a tocar, quem seria a uma hora dessas da manhã?! Mas ele não se preocupou em atender.
- É o seu. – ele me disse bem mais recomposto que eu, estranho porque tenho a sensação de que me esforcei tanto quanto ele.
Era o meu maldito telefone. Número desconhecido. Merda.
- Hm, não é importante. – eu o olhei de novo e ele continuava me indagando com o olhar. – É Olivier.
- Vocês tem uma grande amizade.
- Ele é doente. Se alguma coisa acontecer comigo um dia a culpa é com certeza dele.
- Hm. Você parece bem amigo dele na universidade.
- Prefiro mantê-lo perto de mim. Não sei o que ele pode fazer se for ignorado.
Ele continuou me olhando por um tempo e depois pareceu acordar. Ele levantou da minha cama e me pareceu meio perdido. Depois apontou para mim, bem sério.
- Isso... não vai acontecer de novo.
- Ok.
- Foi aquele cigarro que você me deu e um pouco de bebida que eu tive antes.
- Tudo bem. Então, eu estou louco para levá-lo a uma boate comigo, professor. – sorri para ele que apenas passou a mão nos cabelos e se dirigiu para fora do quarto.
Bem, já é um começo. Levantei e fui atrás dele.
Ele estava lá fora pegando um ar, o frio ar da madrugada.
- Acha que eles vão demorar?! – ele me perguntou acho que para evitar que eu dissesse algo.
- Espero que o tempo necessário para resolver o assunto.
- Tente não faltar mais aulas, Eros.
- Aham. – eu adoraria escutar meu nome da boca nele só que em outra situação. – Eu adorei o jantar.
- Foi agradável.
A porta abriu abruptamente e o moreno mais velho saiu com uma expressão indecifrável. Achei que ele ia levar o Alex com ele.
- E então?! – o professor perguntou ao homem, eu estava curioso também.
- Nós vamos resolver isso direitinho amanhã. Ele jurou me visitar. – ele disse olhando para o professor e depois para mim. – Então, você foi o cara que meu irmão levou para jantar a outra noite.
- Sim. – ele lançou um olhar bem suspeito ao Lars que apenas revirou o olhos e seguiu para o carro.
- Quem diria que meu irmão conseguiria tudo isso. – aham. – Bem, obrigado por me avisar. – ele disse sério olhando uma ultima vez para a casa.
- Ele te contou o que foi?
- Eu prefiro não pensar nisso agora.
Eu parei por ali, ele usou um tom nada amigável e eu não queria briga. O problema não é meu de qualquer forma. Os dois entraram no carro e foram embora e eu finalmente voltei para dentro depois de me distanciar do frio da madrugada, mas eu ainda estava meio quente, então...
Bem, Edgar, Andrei e Léo estavam lá embaixo e até Cody estava na beira da escada. O que eu fiz?!
- O que aconteceu?! – Edgar me perguntou tentando disfarçar aquela expressão de reprovação que ele sempre tinha no rosto em relação a mim.
- Eu não sei. – eu vou gravar isso em um gravador. – Ninguém sabe, ele não quer contar. Se alguém sabia era aquele cara e ele já foi.
- Bem, vamos subir, amanhã conversamos com eles. – Andrei disse puxando o rei mal humorado lá em cima. Qual é?! Ele não libera essa tensão não?! Andrei não está fazendo um bom trabalho. – Pode ir dormir Cody. – disse para o garoto em cima da escada que apenas voltou para o seu quarto.
- Pelo menos um não nos dá trabalho. – Edgar disse ganhando um olhar indignado do Léo. Hm, menos trabalho é?! Se aquele rapaz que veio com ele outro dia significar alguma coisa, por ter certeza que o geniozinho vai ser o mais problemático.
- E onde está o Téo? – o Andrei perguntou. – São três da manhã.
- Ele saiu. Acho que foi a uma festa. – todos olharam para mim com o mesmo espanto que eu olhei para o loirinho quando saiu daqui todo arrumado.
- Que festa?! – Léo me perguntou.
- Ele não disse.
- Mas já está tarde, ele já devia ter voltado.
- Ele é grandinho, não aconteceu nada com ele.
Léo não se convenceu. Todos foram dormir e eu fui beber um copo de água. Escutei um som baixo vindo da sala, mas era apenas Léo no celular.
- ... e eu não sei onde ele está. – ele disse para alguém do outro lado da linha. – Ok. Se ele estiver bem eu quero que você me avise. – ele desligou.
- Quem estiver bem? – eu perguntei e ele meio que se assustou.
- O Téo. Liguei para o primo dele ir procurá-lo.
- O que?
- Depois do que aconteceu ao Alex você não esperava que eu ficasse aqui parado sem fazer nada! São quase quatro da manhã, ele não apareceu nem disse nada, eu estou preocupado! E se aconteceu alguma coisa com ele também? Não é dele chegar tarde! Não é dele nem sair de casa!
- Talvez ele queira se divertir um pouco! Não é da sua conta se ele só voltar daqui a uma semana! É isso que eu odeio nesse lugar, todo mundo se importa de demais com a vida os outros.
- Eu estou só preocupado. – era genuína a preocupação estampada na cara do Léo, eu sei que era. Mas o que ele tem a ver! – O primo dele vai ver se está tudo bem... você concorda que é perigoso para alguém como o Téo ficar fora até agora, sozinho.
- E se ele não está sozinho?! De repende ele arranjou alguém por ai e você acaba de estragar seu encontro.
- De repente ele foi pego por algum pedófilo louco, gordo e feio, e está prestes a ser abusado e vendido por ai! O primo dele vai impedi-lo.
— Ah, claro, o mero primo dele vai conseguir.
- Com certeza.
- Não seja ridículo, Leo.
- Qual é o problema?! – Alex apareceu na escada e ficou olhando para baixo.
- Volte para a cama. – eu disse para ele, era dor aquela cara azeda que ele estava fazendo.
- Eu quero água.
- Léo pega para você.
- Alex, sabe onde o Téo foi?! – ele perguntou e o rosto do rapaz pareceu se iluminar.
- Lembra que eu te disse que ia com ele para um desfile?! Esqueci de avisar que eu não ia. Ele deve ter ido para lá. Ele tem um amigo modelo.
- Ah. – o Léo disse e me olhou.
- Espero que esse primo seja uma pessoa legal e paciente e não estrague a noite do garoto, Léo. A culpa é sua. – eu disse, mas ele me ignorou.
- Vou pegar sua água, Alex, vai para a cama, meu bem.
Eu sentei no sofá. Acho que ainda tem um show essa noite e eu não quero perdê-lo.
Notas finais
Cody: quase 16.
Alex: 17
Eros: 23.
Leo: 25.
Téo: 17.
Zack: 21.
Luther: 29.
Lars:26
Ace: 23
Seth: 22.
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