Inn

17 Alex


Notas iniciais
Yeeey! Era para eu ter postado no fds, mas nao correu como eu queria.
Cenas fortes nessa cap.

Bom, vim procurar minha roupa do fim de semana. Essa é a avenida da cidade onde estão as lojas caras com as melhores marcas e é onde eu vou comprar a roupa do jantar que pode mudar a minha vida.

Eu sei que estou esperando muito de um mísero jantar, mas pode ser que ele realmente me reconheça para todos. Já pensou “Esse é Alex, meu namorado.” Eu não consigo imaginar o Luther dizendo isso, mas algo assim já seria excelente.

E ai eu a vi. A roupa perfeita para o jantar. Muito bem, eu tenho quinhentos daquele otário, mais as minhas economias, no total, tenho quase setecentos. A roupa no total... nossa que coisas caras, por que é tão caro?! São só tecidos ridículos e...

QUE ABSURDO!!! É SÓ UMA ROUPA! Ela custa mais que o dobro do que eu tenho! Como eu sou conseguir essa droga de dinheiro.

Eu fiquei ali surtando na vitrine até as pessoas se afastarem de mim e o segurança aparecer na porta.

Mas... é a roupa perfeita.

– Alex? – eu virei para encarar a pessoa de voz familiar.

– O que faz aqui?

O pobre do Leo estava carregando umas dez sacolas em um braço, mais três em outro e uma lista, não combinava nada com ele o glamour desse lugar. E qual era a do segurança de dois metros atrás dele?!

– Eu... agora sou empregado de uma pessoa rica. – ele disse com uma cara de desgosto. – Vim buscar umas compras que ele encomendou.

– Jura?! – eu olhei para as sacolas. – Tem coisas bem caras ai...

– Pois é. Só nesse braço eu tenho o meu salário do ano todo. – ele disse ponderando. Olhei para o outro cara imóvel atrás dele.

– Ah, esse é o Vlad. Ele foi enviado para me ajudar a carregar as compras.

– Oi, Vlad. – eu disse. – Você devia deixar ele segurar alguma coisa.

– Eu sou acostumado a carregar sacolas. – o que me impressiona porque o Léo é magro que dói.

– Ele vai ser demitido se não trabalhar.

– Ele é segurança. Tudo bem. Mas e você? O que faz aqui. – eu virei suspirando para a vitrine. – Essa é a roupa da noite mais importante da minha vida.

Léo avaliou.

– Noossa. É mesmo bonita... E CARA! QUE COISA CARA! Você tem dinheiro para isso?! Por que se tem, com certeza você esta melhor do que eu. Eu sabia que seu namorado não era um pobre, mas isso! Ele te deu dinheiro para isso?!

– Ele tem algum dinheiro sim... acho que não para comprar isso tudo. – eu disse apontando para as sacolas. – Mas... uma vez ou outra... bem, ele já me deu coisas caras. Mas isso não vem ao caso, eu não estou usando o dinheiro dele. Eu consegui.

– Como?

– Mas o fato é que, no fim de semana, talvez ele diga ao mundo... ta, aos seus convidados, que eu sou seu namorado... ou algo assim, entende?! Sabe há quanto tempo eu espero por isso?! Desde que eu o conheci! Ele não me deixa nem dormir lá!

– Se ele não deixa nem você dormir, por que você acha que ele vai dar um passo tão grande em uma festa?

– Eu não sei, mas ele não pensa de forma regular, então... e ele não costuma me convidar para essas festas dele, geralmente é o Max quem me chama, mas dessa vez ele me convidou. Deve significar alguma coisa, não?!

– É... talvez. Mas eu tenho que voltar ao trabalho. Quando é a festa da sua vida?

– No fim de semana... ah, cara.

– O que?

– Esqueci que prometi ao Téo ir com ele a um desfile.

– Desfile. O Téo?

– Pois é, ele tem um amigo modelo, muito comível.

– Sério?

– O cara ta querendo pegar ele. Eu sei.

– Mas o Téo é tão... na dele, calado, tímido.

– Sem presença e desinteressante?! Também achava. Mas nós nem o conhecemos direito né?!

– Verdade, ele tem mudado e sempre foi fofo. E eu tenho que voltar para o trabalho. Abanar o rabo para o meu senhor... avise ao Téo então.

– Ele vai desistir de ir... é melhor eu não avisar, o modelo iria ficar decepcionado se ele não fosse.

– Avise-o, Alex.

– Hm.

O Léo continuou sua caminhada e entrou na loja seguinte a minha. Voltei a olhar para a vitrine. Ah, cara, como eu vou conseguir o dinheiro?! Eu não vou pedir para o Luther, se eu estivesse trabalhando como modelo... será que o Abel quer uma segunda rodada?!

–x

Entrei no conhecido apartamento. O silêncio imperava, eu fui até a geladeira beber um pouco de água depois segui ao atelier do Luther.

Lá estava ele. Trabalhando em uma pintura, para mim já parecia terminada, mas acho que ele não pensava assim, estava lá de pé, olhando a tela bem concentrado. Ah, ainda tinha partes em branco na tela. Ele fica muito sexy quando está assim, admirei o corpo semi nu na minha frente, ele estava apenas com a calça de moletom que dava vida as formas do seu corpo, o cabelo dele cresceu um pouco, já está abaixo dos ombros com a mesma cor negra da madrugada.

Eu ia fazer uma surpresa, entrei lentamente no estúdio, que como sempre é uma bagunça, cheio de telas, papeis, tintas, lápis, madeiras...

– Para fora, Alex.

– Ah, qual é.

– Estou trabalhando e você sabe que eu não quero você aqui dentro.

– Eu não sou tão desastrado assim, nunca derrubei ou baguncei nada aqui! Se bem que se eu quisesse bagunçar isso aqui, provavelmente estaria era organizando! Não tem como ficar pior.

– Fora.

– Hunf.

Fui para fora e deitei no sofá. Fiquei olhando o teto, o dia está quente como o inferno.

– Achei a roupa que eu vou usar na festa. – eu falei sem muito interesse. Ele não disse nada. – Posso tomar um banho? – eu estava pingando de suor.

Levantei e fui até o banheiro tirei as roupas e entrei na banheira, a água estava fria e eu me encostei no acrílico branco para relaxar. Como era bom, a água ia tomando altura aos poucos e eu fechei os olhos.

Eu tenho que conseguir dinheiro para aquela roupa.

Não demorou muito e o Luther apareceu no banheiro tirou a calça e se juntou a mim na banheira, de frente para mim na verdade, eu não achava que ele viesse, ele nunca deixa uma tela antes de terminá-la.

Ele relaxou na banheira mostrando como ele era espaçoso!

– Ei, bonitão, eu cheguei primeiro, então vê se para de me apertar. – ele nem se importou apenas continuou lá, relaxado, de olhos fechados.

– Então, você achou a roupa. – ele disse com aquela voz arrastada.

– Achei.

– E comprou?

– Ainda não, mas vou.

– E você tem o dinheiro.

– Eu tenho.

– Bom.

– Eu tenho uma aula de reforço no sábado. Assim que ela terminar eu venho direto para cá.

– É bom ver você se interessando pelo colégio.

– Te prometi passar de ano, não foi?!

– Foi. Agora, por que você está tão longe? – ele me perguntou e puxou meu corpo junto ao dele, encostei minhas costas em seu peito esguio e relaxei. Minha cabeça descansou exatamente na curva do pescoço dele, nós somos feitos um para o outro, não tem jeito.

A mão dele correu pelo meu braço até encontrar a minha mão, ficou acariciando a palma e brincando com meus dedos.

– Achei que não deixava um quadro sem terminá-lo. – eu disse sentindo a respiração em seu peito e as vibrações de seu coração atrás de mim.

– Eu terminei.

– Ah. – foi rápido, a julgar que ainda tinha algumas partes brancas na tela.

Eu o senti morder minha orelha, depois seus lábios descerem pelo meu pescoço. Deixaram pequenos beijos lá, depois continuaram pelo meu ombro enquanto suas mãos tocavam a minha pele submersa. Já fazia tempo que eu estava com ele, mas o Luther sempre conseguia um efeito instantâneo do meu corpo. Ele relaxava e se arrepiava só de imaginar os lábios do Luther em mim.

Eu virei para encará-lo e seus lábios tomaram os meus, logo eu estava de frente para ele, nossos corpos colados e eu sentado em seu colo, sentindo a ereção dele começar a se formar. Ele acariciava as minhas pernas, as vezes, minha bunda. Só conseguíamos ouvir os sons das nossas respirações e dos corpos mexendo na água.

Suas mãos seguiram pelo interior das minhas coxas e encontraram meu membro completamente acordado, um sorriso se repuxou em seus lábios quando os olhos de um mel fascinantes liam meu rosto.

– Está bem animado, Alex.

– Você também não está atrás.

– De pé, garoto. – eu obedeci prontamente.

Ele sentou-se melhor na banheira e me lançou aquele olhar provocante, fazendo com que eu inalasse o dobro de ar. Eu assisti ele colocar todo o meu membro na boca, merda se isso não era uma bela visão. Ele continuou me encarando enquanto ia e vinha na minha ereção, sugando ela toda e acariciando-a com sua língua.

Eu começava a sentir minhas pernas fraquejarem, tremerem. Ele segurou forte a minha bunda enquanto eu começava a mexer meus quadris, meu corpo parecia querer estar todo dentro daquela boca incrível.

Comecei a sentir os fios negros e molhados enquanto o ritmo acelerava, senti os espasmos e meu pescoço caiu para trás, não consegui conter um gemido.

– Luther...

Acho que ele entendeu porque o ritmo a partir dali foi alucinante e logo eu acabei me desmanchando em sua boca. Senti as pernas sem força, mas tudo bem, porque ele estava ali para me segurar, suas mãos se puseram cada uma de um lado do meu corpo e me ajudaram a descer para a posição anterior.

Eu estava ofegante e ele também. Mas enquanto eu respirava pesado descansando em seu peito, seus dedos chegaram a minha entrada e ele inseriu um primeiro, depois dois, ele esticava a minha entrada apenas me preparando para o que vinha pela frente. E, inferno, eu queria muito isso. Queria tanto que chegava a choramingar, implorar perto de seu ouvido, enquanto eu mordia de leve seu pescoço, fazendo sua pele reagir.


– Agora vou te foder, Alex. — Luther disse quando ele me posicionou no canto certo e a minha razão tremia de antecipação. — Senta no meu colo.


Luther segurou a minha bunda, enquanto eu descia lentamente. Ainda ardia um pouco, mas eu já estava pronto para outra lá embaixo. Luther ia devagar para não me machucar, o que parecia não ter muita importância para mim agora. Tudo o que importava era senti-lo dentro de mim.


Gemi alto quando ele estava totalmente dentro de mim, o monstro ainda estava crescendo eu podia sentir, ele me esticava e pulsava. Ele não era pequeno e eu sentia isso toda vez que transava com ele. É uma sensação de dor e prazer.


Eu amo isso.


Agora ele mordiscava meu queixo, a espera do meu corpo se adequar. Mas eu o queria agora. Usei os ombros dele para alavancar enquanto ele se ocupava em admirar os meus movimentos. Eu adorava ver o Luther me olhando assim, com esse desejo sem contenção.


Eu ia para cima e para baixo, sentindo a água dificultar as coisas lá embaixo, mas ao mesmo tempo ajudando na excitação, eu o sentia me preencher totalmente.


– Muito... é muito. – eu falei entre sussurros, mas ele apenas me puxou mais perto e me beijou com voracidade, quase arrancando meus lábios.


Ele sorriu e se afastou, olhou para onde os nossos corpos se uniam e estocou rápido e fundo.


– Porra! – eu gritei, eu não esperava por isso. Minhas pernas começaram a tremer de novo.


– Você gosta? – ele me perguntou com aquele olhar cínico.


– Ahh, sim. – eu lambi seus lábios e ele gemeu baixo.


Ele enrolou uma mão na minha cintura e outra permaneceu na minha bunda e repetiu o ato bruto, mas extremamente excitante. Ele se apoiou melhor e manteve o ritmo. Eu só conseguia gemer alto, ele estava me levando a mais um orgasmo e eu não iria reclamar, queria que ele me fizesse perder a razão como sempre acontece.


Ele quis minha boca e eu a ofereci de bom grado, aquela língua na minha boca é sempre muito bem vinda. A água dificultava um pouco o trabalho e eu queria mais, comecei a impulsionar para baixo enquanto ele me empurrava para cima, eu tive cada centímetro dele dentro de mim.


Me apoiei nas paredes da banheira enquanto assistia o movimento erótico dos nossos corpos e a expressão concentrada do Luther em me foder. Ele tocou o ponto mágico do meu corpo, recebendo aquela bela rajada de eletricidade, e eu encarei os belos olhos do Luther, agora ele me olhava também e eu não deixei nem um segundo aqueles olhos irem para longe de mim.

O ritmo acelerou e eu não pude mais controlar as ondas de prazer que percorriam meu corpo, acabei gozando na água e apertando ainda mais o Luther dentro de mim, ele impulsionou ainda algumas vezes e rugiu sua liberação. Eu sentia o liquido quente dentro de mim, eu voltei para minha posição anterior, deitei no peito esguio a minha frente, parecia que ele estava correndo em uma maratona de tanto que aquele peito subia e descia em busca de ar.


Ele ainda estava dentro de mim, mas eu gosto quando fica assim. Ele molhou um pouco as minhas costas.

Como eu desejo que ele diga que eu sou único nessa festa. Desejo tanto que dói.


– Ei. – ele disse no meu ouvido e eu ergui minha cabeça. Admirei os belos olhos do mais saboroso mel, eu sei que eles querem me dizer alguma coisa. Por que ele não verbaliza isso? Eu não posso estar imaginando tudo. Posso?


Ele apenas me beijou, levemente, docemente, cuidadosamente, protetoramente.


Por favor, diga que me ama.

–x

Finalmente o sábado chegou. Mas eu ainda não tinha a minha roupa. Essa semana as aulas foram mais puxadas, talvez por eu precisar de reforço em todas as matérias. Eu realmente estava pensando em procurar uma mais barata, aquela era perfeita, estupenda, excelente para A minha noite. Droga, como eu a queria, mas eu não queria pedir dinheiro ao Luther. Era isso, o prazo final era hoje e eu teria que me virar com o que eu tivesse.

A aula de química começou, era no laboratório. E eu só conseguia pensar na roupa que eu ia usar. Não devia ter deixado para a ultima hora, agora eu teria que sair correndo daqui, comprar a roupa, ir para casa me aprontar e chegar lá por volta das nove. Minha aula terminava umas seis da noite então, eu esperava que desse tempo.

A aula se arrastou e foi inútil para mim, foi mesmo. Minha perna subia e descia de ansiedade. Eu já havia imaginado umas mil vezes as várias formas que o Luther ia dizer que eu era seu namorado, que eu era único... todas as formas possíveis! Até me jogando na mesa de chocolate com uma declaração bem quente. É culpa dos meus hormônios a flor da pele, como diria o Leo.

Credo! A aula não termina?! E a sirene tocou. Peguei minhas coisas pronto para me mandar dali, quando alguém segurou o meu braço.

– Tenho uma nova proposta. – o Abel disse no meu ouvido. Dinheiro fácil?!

Esperei todo mundo sair da sala. Ficamos eu, o Abel e mais dois seguidores dele.

– Está gostando da coisa eim?! – eu disse recebendo um olhar raivoso do Abel. Valeria a pena ficar só para irritá-lo. Mas ele logo se recompôs e sorriu malicioso.

– Ainda quer dinheiro?

– Depende. – eu disse olhando para os outros dois.

– Eles só querem assistir. – realmente um bando de enrustidos, mas o Abel parecia bem mais confortável agora, até sorria o sorriso irritante.

– Te dou a mesma quantidade da vez anterior e mais um pouco por causa dos expectadores.

Eu ponderei. Eu já tinha feito isso em público, bem, mais ou menos, foi com o Luther em uma boate, tudo estava meio escuro, mas não podia ser tão diferente, não é? E será o dinheiro suficiente.

Bem, vai ser uma ultima vez. Já tenho como implicar com o Abel quando ele me irritar, se continuar assim ele vai ficar cada vez mais convencido.

– Faça. – ele disse até bem apressado. Ele mesmo tirou o cinto e desabotoou a calça.

– Seu papai não pode pagar alguém para fazer isso para você? Uma prostituta?! Você não gosta de homens, lembre-se.

– Já estou pagando uma.

– Ah, não meu bem, comigo não é bem assim. – eu disse, mas acabei fazendo. – Não tem jeito de você conseguir a mim, Abel. – pelo menos vai ser rápido, ele já está meio excitado. Eu comecei pela cabeça, mais sensível, as pernas dele tremeram logo ali, depois eu o coloquei para dentro e comecei com um ritmo acelerado logo de inicio, ele quase perdeu o equilíbrio e jogou o pescoço para trás, fechando sua mão em punho. Segurou no meu cabelo e o puxou até o ponto de doer. Ele gemeu e gozou. Cuspi aquela droga fora e me levantei enquanto ele se recuperava. Muito rápido, ele não conseguiria satisfazer uma mulher assim, muito menos um homem. Peguei meu dinheiro. – Essa é a única forma de você ter alguma coisa de mim, é só o que você tem a me oferecer.

Ele ficou lá respirando procurando alguma coisa para dizer. Eu pisquei para os outros dois que estava bem suados na minha opinião.

Agora é só ir comprar a minha roupa e ir. Um dos caras me impediu de chegar a porta.

– O que é? – eu perguntei, eu estou com pressa. Estávamos só nós três naquele enorme laboratório e o sol estava se ponto, dando ao local aquele tom de vermelho alaranjado.

– Eu quero foder você, Alex. – o que? – Mas não se preocupe, eu pago.

Ah, não. Isso é algo bem diferente.

– Não vai acontecer, meu bem. Peça para um dos seus amigos, eles já estão bem animados. – eu disse, olhando para a protuberância nas calças dos dois.

– Achei que você faria tudo pela quantia certa...

– Não. Principalmente com alguém como você. Com licença.

Tentei chegar a porta de novo.

– Não tão rápido. – ele disse.

Os dois rapazes me seguraram cada um em um braço.

– Não mesmo! – eu disse me soltando, de um deles, mas eles logo me seguraram de novo, bem eu sabia que iam me dar trabalho, afinal eles eram dos times esportivos do colégio, era mais altos e mais fortes. Mas eu sabia brigar!

Um deles me deu um chute na perna, eu cai de joelhos, mas logo acertei uma direita em um deles, não vai me pegar fácil.

– Deixa de ser covarde Abel, vem me pegar, se é isso que você quer. – ele me olhou com desdém.

– Não preciso.

A porta abriu e mais dois caras entraram, sorriam e brincavam um com o outro. Certo, eles eram maiores, eram repetentes. Eles eram do time de basquete, os reconheci. Eu comecei a sentir um calafrio agora, isso não é nada bom e eu tenho que sair daqui. Eles me olharam e sorriram maliciosos, depois olharam para o Abel.

– Bem na hora. – ele disse de novo. Eu olhei para o meu colega que me olhava no chão, ele tinha aquele olhar superior.

Esse filho da mãe.

Eu estava começando a ficar nervoso, estavam todos eles me olhando na sala e eu não estava pressentindo nada de bom naquilo.

Tentei correr para a porta, mas os novatos me seguraram e me abaixaram no chão sem dó, doeu. Eu comecei a gritar, um deles praguejou e logo arrumaram um pano do laboratório e enfiaram na minha boca. Tentei cuspir, mas era muito pano, tentei tirar da boca, mas minhas mãos estavam bem presas.

Eu olhei o Abel com raiva, mas ele nem se importou.

– Eu vou primeiro. – o que!? O que?! Não mesmo. Estava difícil de repirar só pelo nariz.

Aquilo não estava indo bem, eu tentei me estrebuchar mais quando ele estava atrás de mim.

– Quieto, Alex. – um dos novatos na sala disse, eu os olhei pelo canto dos olhos, não era a primeira vez que aqueles caras faziam isso. Com certeza. Eles assumiram meus braços. – Você é fortinho, eim?!

Mas estava difícil, era pouco oxigênio, eu estava ficando sem força, mas eu não ia desistir. O maldito do Abel tocou o botão da minha calça e o abriu, eu imitei os meus amigos cavalos e tentei um coice.

– Filho da puta. – ele me disse e deu um tapa muito forte na minha cabeça. – Fique quieto, vadia miserável.

Não. Nunca. Nunca que eu ia deixar um idiota desse fazer isso comigo, filho da mãe. Desgraçado, imbecil! Meu cabelo foi puxado com muita força, força esse que me fez gritar no pano.

– Vamos, se acalme, gracinha. Se você colaborar vai ser mais rápido. – um dos novatos disse beijando meu rosto. Que nojo!

O Abel puxou minha calça fora, mesmo eu lutando tanto quanto conseguia. Eu precisava respirar, aquele ar não estava sendo suficiente.

– Se acalmou?! – ele disse chegando a minha cueca. Merda. Não, não.

Não demorou muito e eu estava completamente exposto. Eu me sentia violado ali, todos aqueles olhos em mim, eu olhei para trás e para cima, eu vi o rosto de todo mundo, parecia uma multidão, eu queria correr dali. E foi o que eu tentei, mas ele segurou meus quadris no lugar.

Eu senti ele se posicionando atrás de mim. Merda isso ia doer tanto. Eu tentei encarar o Abel atrás de mim, ameaçá-lo com o olhar, mas do que isso ia adiantar?! Minha cabeça apenas foi empurrada de volta ao chão, eu percebi meus sentidos falharem quando ela bateu contra do concreto, não posso desmaiar agora, se isso acontecer, eu posso nem acordar depois disso tudo.

Esse pensamento me apavorou, meu corpo começou a tremer. Ele ia me deixar sair vivo, certo?! Ele não era um merda de um daqueles psicopatas, certo?! Por favo que ele não fosse. Eu vi o olhar doentio nos olhos daqueles outros caras ali.

Tem que terminar logo, por favor, tem que terminar logo.

– Então... Alex. – Abel disse impulsionando toda a sua ereção dentro de mim. Ardeu como o inferno e o meu grito foi abafado pelo pano, eu tentei me livrar dele fazendo meu corpo seguir para a frente, mas eu estava muito bem preso. Meus olhos lacrimejaram, mas o inferno que eu vou chorar para ele! Nunca! Ele continuou estocando e eu escutava os caras conversarem e coisas do tipo, mas eu estava concentrado na dor que aquele infeliz estava me causando.

Um dos amigos do Abel veio para a minha frente, ele estava com seu membro em sua mão em uma leve massagem.

– Eu não faria isso se fosse você. – um dos caras mais velhos disse e o garoto lhe deu atenção. – A cadela morde. E essa me parece que não obedece com uma surra. – continuou até que eu senti uma mão percorrendo a minha barriga. – Não quero ter que bater em um corpo tão bonito. – ele disse com a voz bêbada. – Por tanto saia daí, moleque.

O amigo do Abel apenas me olhou raivoso e saiu da minha vista. O Abel começou a aumentar o ritmo e a gemer, ainda bem que ele foi rápido e gozou depressa. Ótimo. Acabou. EU me sentia imundo e muito dolorido, aquele filho da mãe. Eu forcei novamente os braços. Minhas pernas já estavam sentindo, quando eu sair daqui ele vai ver.

– Foi rápido. – um dos mais velhos disse, eram tão parecidos que eu nem conseguia distinguir. – Estava segurando a muito tempo?!

Ouvi os risinhos na sala. Claro, ele é um enrustido. Forcei de novo, eles não me soltaram.

– Ele é todo de vocês agora.

O que? O que? Não mesmo. Não vão.

Senti alguém atrás de mim que fez exatamente como o Abel. Doía. Estava doendo muito, eu usei de toda a minha força para me soltar, quase por muito pouco eu não consegui, mas o que eu ia fazer depois?! Eles estavam ali, fortes e determinados. Esse ia mais rápido, ele começou a ir mais rápido e eu comecei a apertar minhas mãos em punho para tentar parar a dor, já sentia minhas unhas na minha carne.

Senti a mão do meu agressor no meu cabelo, ele puxou forte, se eu queria dor eu consegui, ele quase ergui meu pescoço por inteiro. Até que ele terminou. Acabou, acabou. Eu ouvi ele se afastar ofegante. Agora eu vou. Puxei minha mão de novo. Mas nada, estava doendo uma miséria.

Mais um, esse ainda bateu na minha bunda, como se não fosse o suficiente. Eu mordi o pano quando ele entrou. Sem gentileza. Apenas hostilidade. Eles me odiavam tanto assim, o que eu fiz?! Eu queria que eles parassem, já estava bom, eu queria descansar, minhas pernas estavam tremendo, visivelmente.

Eu perdi a noção das conversas e de quanto tempo aquele tinha durado, eles riam e conversavam como se aquilo tudo fosse muito normal. E se eu não saísse daqui vivo?! Era o que estava parecendo, eu queria tanto ir aquela festa... o que o Luther ia dizer depois disso?! Não ele não pode saber, ele não vai saber, merda, a vontade de chorar ficou presa na minha garganta. Eu não vou chorar.

Quando aquele cara saiu de mim, eu já não sentia mais aquela região. Só faltam dois, certo?! Ou não, quantos deles tem aqui. Eu tentei olhar para trás, estava muito lotado que multidão, eles me cercavam. Mas se eles quiserem que eu implore agora, eu imploro.

Eu senti meus pulsos serem soltos, mas eu não tinha mais força, minhas pernas com certeza não seriam de ajuda agora, não tinha outra escolha, só esperar eles irem embora.

– É seguro deixar ele solto? – alguém perguntou na sala.

Um corpo deitou-se sobre o meu e eu senti unhas deslizarem pelas minhas costas. Lábios no meu pescoço sugando a carne e dentes a mordendo forte.

– Eles não sabem como amar um homem. – o cara, era um dos novatos, sussurrou no meu ouvido e fez um carinho leve na minha cabeça, retirando os fios negros. Eu só queria que ele fosse embora, eu não aguento mais. – Eu sei... mas acho que agora não adianta mais

Eu não queria ouvir. Eu queria que ele fosse embora. Eu o senti entrar, era grande, era maior, era, era o fim, eu não ia aguentar isso. Não dava. Quando ele começou a bobear dentro de mim eu quis sair, mas apenas algum deles me segurando foi o suficiente. Ele demorou uma eternidade, suas mãos passeavam nas minhas costas por dentro da camisa.

Eu recitava um sutra mental para que ele terminasse logo, era algo mais inconsciente realmente. E ele finalmente terminou. Eu não sentia nada da minha cintura para baixo. Parecia que me faltava o ar agora.

– Sua vez. – ele disse a alguém e eu só fechei os olhos.

– Não, eu não quero. – o outro falou ocasionalmente.

Eu fechei meus olhos em uma longa piscada e olhei ao redor. O sol já tinha ido e a sala estava bem mais escura. Meu corpo caiu de lado, mas devagar, querendo evitar mais dor. A porta abriu e eu sabia que eles tinha ido, ótimo, que bom, que alívio.

Alguém tirou aquele maldito pano da minha boca. Ele estava ali, minha linha estava dormente e minha boca dolorida de tanto que eu mordi aquela droga. Eu vi os peeis verdes voarem na minha frente.

– Seu dinheiro. – aquela voz maldita disse e caminhou para longe. Espere só e você vai ver minha vingança. Meu corpo estremeceu. Eu não queria mais chegar perto dele. Eu conseguia ouvir minha respiração.

Tudo doía tanto, tanto que eu acho que adormeci. Porque eu lembro de acordar só com a luz da lua entrando pelas janelas de vidro. Foi no automático eu peguei minha cueca e minha calça e deslizei para dentro delas devagar, a dor era de matar.

Meus pulsos doíam, minha cabeça doía, minhas pernas, minha mandíbula, tudo doía. Me apavorei, apavorei mesmo de tentar me arrastar para trás da bancada quando ouvi alguém abrir a porta da sala. Eu olhei bem, olhei bem, apavorado, era baixo. Eles voltaram.

– Alguém ai?! – era a voz do Abel. Era sim. – Não?! – não, não era, era o zelador. Claro, o zelador.

– S-sim. – eu disse e ele acendeu a luz. Meus tênis estavam espalhados e ele não viu o dinheiro no chão. – Acabei dormindo, mas já vou sair.

– Apresse-se, rapaz. – ele disse indo em direção a outra sala.

Eu levantei, mas minhas pernas não aguentaram e eu estava de novo no chão. Eu queria chorar. Eu não sabia o que fazer. Eu ia conseguir pegar o metro e andar para casa?! Devo ligar para alguém. Eu empurrava todos os pensamentos sobre o Luther e sobre a festa a minha vida para o fundo da minha mente. Isso dava um nó na minha garganta.

Eu levantei de novo, me obrigando a ficar de pé. No meu primeiro passo eu já senti a fisgada na minha bunda. Eu peguei minha mochila, me perguntando se eu levava uns dez quilos lá dentro e apanhei meus tênis. Caminhei feito um zumbi pela escola. Até a saída.

E lá fora eu desabei, sentei na calçada, com cuidado. Peguei meu celular e liguei para a única pessoa mais aceitável naquele momento.

– Alô. É uma ligação de uma festa por acaso? – a voz disse do outro lado e eu comecei a fungar.

– Não, Léo, pode vir me pegar no colégio?! – minha voz não saiu tão firme como eu gostaria.

– Alex, o que foi?! Está tudo bem?

– Você pode?!

– Tá eu passo aí e a gente vai junto.

– De taxi, ok?!

– O que há de errado, Alex?

– Vai demorar?

– Não, não. Eu estou indo agora.

A minha sorte é que eu era o ultimo a ir embora de uma escola no sábado, que horas eram? Eu nem me lembrei que o celular tinha um relógio. Eu só fiquei lá esperando o que me pareceu uma eternidade curta.

Uma limusine parou na frente da escola e o Léo pulou fora dela. Era um taxi, Léo. Ele me olhou muito confuso e preocupado.

– O que aconteceu? – ele perguntou e eu comecei a levantar. Eu ia cair de novo, mas ele me ajudou. Eu entrei no carro com aquela cara de dor deslizando no assento.

O Léo deu a volta e entrou. Olhou para mim na maior preocupação. Bem em frente a mim estava o primo do Téo, isso não era bom, ele me olhava com aqueles olhos frios e impassíveis. Estava de braços cruzados e sério. O que foi?! Eu fiz algo que ele não gostou?! O que ele estava fazendo aqui?! Eu me vi totalmente irrequieto e o Léo se aproximando de mim. Eu tentava ficar mais longe do homem a minha frente possível.

– Calma, Alex. Esse é Ace, o meu patrão. – eu sei! Eu conheço ele, mas por que ele me olha assim. – Pode me dizer o que aconteceu?!

Eu sei, eu tinha que falar alguma coisa, mas eu não conseguia desviar a atenção do homem a minha frente. Os olhos dele me avaliaram e eu não queria estar aqui. Eu queria descer. Mas que porra, eu preciso me acalmar.

– Precisamos ir a delegacia?! – ele me perguntou do nada, sem mudar aquela expressão.

Ele sabia?! Eu apenas neguei com a cabeça enquanto o Léo olhava para ele com os maiores olhos que eu já vi. Eu não queria problemas, eu queria descansar, dormir e evitar que o Luther descobrisse.

O Léo me abraçou e o tal Ace me passou um casaco, ele não é tão mau quanto o Leo pinta.

Finalmente chegamos e nós pulamos fora. O Léo agradeceu e conversou um pouco com ele, rápido. Depois veio a mim.

– Alex, quer me dizer algo antes de entrar?

– Não quero encontrar o Andrei e principalmente o Edgar.

– Eles não estão. Foram fazer as compras. Devem voltar mais tarde. – eu também tinha o que fazer hoje.

Eu comecei a andar e quando eu vi aquelas escadas eu travei, eu não estava conseguindo nem andar direito, eu queria desabar ali mesmo e chorar. Mas muita gente ali. Vi o Cody vir da cozinha, eu parei no pé da escada. Não tinha condições.

O Eros apareceu lá em cima só de bermuda e ele me encarou confuso.

– Qual o problema? – ele perguntou com a voz de feitiço.

– Eu gostaria de saber. – Léo disse sem nunca sair do meu lado.

O Eros desceu os degraus de dois em dois e me encarou, eu baixei os olhos, ele me avaliou todo. Do nada ele segurou meus pulsos, me deu medo, a minha primeira reação foi puxa-los de volta, o que só o intrigou mais.

– Calma, gatinho. – ele me disse com uma voz brincalhona, mas só a voz. Ele estava bem sério.

Segurou meus pulsos novamente e os examinou. Puxou a minha blusa e ele me olhou ainda mais surpreso e confuso. Ele apertou a minha bunda e eu gemi de dor. Qual é. Eu comecei a fungar meus olhos encheram de lágrimas.

Por que isso aconteceu comigo.

– Ele não vai conseguir subir essas escadas, Léo. – ele disse e o Léo levou uma mão a boca.

– O que houve? – o Cody perguntou confuso.

O Eros me colocou no colo. E começou a subir as escadas. Eu era um pouco pesado para ele, mas ele deu conta do recado direitinho. Eu sou patético, o Eros me carregando para a minha cama e eu aqui chorando.

Ele me levou até o quarto e me deixou na cama, eu não conseguia prestar atenção em nada.

– A gente deve ligar pro Edgar. – o Eros disse me olhando com raiva. Ele tá com raiva de mim?!

– Eu também acho. – o Léo respondeu a ele.

– Não! Não! Não precisa, eu só quero descansar. – eu disse deitando na cama e forçando as lágrimas a pararem de cair.

– Eles precisam saber. Eles vão tomar as medidas necessárias. – o Eros disse pegando o telefone do quarto.

– Não! Não! Por favor! – eu disse começando a chorar de novo. O Eros era tipo a cabeça pensante em tempos de crise aqui na pensão, pelo menos quando ele estava. – Eu quero um banho. – eu disse me arranhando. Eu me sentia tão sujo. Tão sujo que eu tinha nojo de mim mesmo.

O Cody ficou ali no quarto olhando tudo e tentando entender.

Léo me levou para o banheiro e o Eros e o Cody ficaram no quarto. E lutei contra a dor. O Léo me ajudou com uma toalha molhada, mas ele estava quase começando a chorar comigo, não era disso que eu precisava.

A gente voltou par ao quarto e o Eros estava sentado na minha cama conversando com o Cody, na verdade parecia dar uma lição de moral.

–... e se você ver alguém suspeito que te dê calafrios, você fica longe e evita. Entendeu?! – ele disse e Cody apenas tomou mais um gole de sua caneca de café.

– Ok. Zack já me disse isso.

Ele levantou da minha cama assim que me viu e eu deitei, puxei as cobertas. Eu só queria apagar. Queria apagar tudo do dia de hoje. Queria estar bem amanhã. O que eu ia dizer para o...

– Quer que a gente avise ao seu namorado?! – o Léo perguntou e eu sentei na cama.

– NÃO! NÃO! NEM UMA PALAVRA DISSO COM NINGUÉM! VOCÊS INTENDERAM?! ELE NÃO PODE SABER SOBRE ISSO, NUNCA!!! – eu gritei como nunca na vida. Eles apenas me olharam atônitos.

– Mas... se eu fosse o seu namorado eu ia gostar de saber que meu...

– NÃO! ELE NÃO PRECISA SABER QUE EU SOU UM PUTO! ELE NÃO PRECISA! ELE VAI ME DEIXAR!

O Léo correu até mim e entregou o telefone ao Eros.

– Ei, quem disse isso, você não é isso, calma. Não foi culpa sua. – ele falava tentando me acalmar. Mas eu sei o que aconteceu, eu sei porque aconteceu. Aquele dinheiro...

– Quem fez isso, Alex? – o Eros me perguntou mais firme. Eu não queria dizer. – Vai falar para mim ou para ele? – ele apontou para o telefone e Léo odiou o método usado. Ele não faria, faria?!

– Uns... caras do colégio que não gostam de mim. Agora me deixem dormir... eu quero descansar.

– Tudo bem. – o Léo disse baixo penteando o meu cabelo com dedos, mas com muito cuidado. Ele encontrou sangue lá quando estávamos no banheiro. – Mas vai comer antes.

– Não tenho fome. – eu vi o Cocy correr lá embaixo e voltar com um sanduíche e uma garrafa de água, ele não me obrigou a comer, deixou lá.

Léo ajeitou as cobertas enquanto eu deitava. Parecia tudo tão distante, como se não tivesse acontecido, como se fosse um pesadelo, mas meu corpo estava ali pronto para me lembrar o que aconteceu.

Eles ficaram lá até eu dormir, o que não demorou muito. Eu sabia que o assunto seria esse hoje e amanhã até se resolver. Que o Edgar e o Andrei iriam ficar sabendo e que eu não ia ter escapatória. Mas agora eu queria dormir, não pensar em nada.

Apenas apagar.

Notas finais
Bebidas preferidas.
Cody: café.
Zack: rum.
Alex: coquetel.
Luther: whisky.
Eros: hauhauhahuhuah hmm, tequila.
Lars: vodka.
Léo: vinho.
Ace: whisky puro.
Téo: ... água de coco.
Seth: sério?! Champanhe.
Bando de bêbados!
Cody e Téo: ?
Aceito perguntas! *-*
Gente, eu tenho uma história nova, sobre piratas, rum e romance :D qm tiver interesse...