Infratora
5 Motoqueiro
Notas iniciais
Esse capítulo é bem curto, na verdade eu estava querendo perguntar uma coisa, sempre que penso na Anna e no Peter Parker me vem a imagem exata de personagens em minha cabeça, vocês acham que é tarde de mais para descreve-Los?
– Erick Parker! — grito, além de não ter carteira, e muito menos idade para dirigir, o maldito estava correndo a uns 120km/h em uma pista de 40 — meu Deus, meu Deus, meu Deus!
— Pare de chamar por seu Deus, e aproveita a viagem — Eu olhei ao redor e a paisagem foi ficando mais deserta a cada minuto, de certo modo era bonito — Relaxa mosca morta. — Você pretende me matar?! — perguntei, mas o que eu recebi foi uma risada seguida de uma resposta indesejável. -Talvez! — nossas vozes eram solitárias no meio do silêncio da estrada. A vegetação antes densa em volta da estrada foi sendo tomada cada vez mais por uma grama rasteira. A moto foi perdendo a velocidade e paramos perto de um penhasco, me aproximei da borda e vi o mar, era incrível, o sol sumia na linha do horizonte e meus cabelos voavam soltos ao vento. — É lindo, né? — Perguntou ele. — É a coisa mais linda que eu já vi — digo. — É bem bonito mesmo, Perai você... — Eu nunca tinha visto o mar — digo indo cada vez indo mais para a ponta, e começando a esticar as mãos em direção ao mar. — Anna, cuidado! — diz Erick Parker segurando firme meus braços, arregalo os olhos. — Erick Parker... — susurro, por pouco não caio do penhasco — não me solta, por favor — Não vou — diz — quer saber? Anna, diga que me perdoa! — Que? — pergunto — Erick Parker me puxa logo pelo amor de Deus! — É tão simples, diga que me perdoa por ter te entregado a bolsa roubada e eu te puxo — Eu te perdoo Erick Parker! — Tem certeza? Tem certeza de que me perdoa, eu não estou convencido! — diz, eu posso até estar de costas, mas sei exatamente a expressão em seu rosto. — Erick Parker, por tudo que é mais sagrado, eu juro que te perdoo — digo e ele me puxa de volta. Abaixo apoiando as mãos em meus joelhos, e respiro fundo tentando recuperar fôlego. — Você está bem — pergunta colocando a mão em minhas costas. — Estou, estou ótima! — Digo me recuperando. — que bo... — maldito, o que você pensava que estava fazendo?! — pergunto lhe dando um soco. — Eu te salvei, foi errado? — Seu, seu babaca, idiota, maldito, desgraçado filho da mãe, embe... — ele me olhava sério, concordando com o que eu estava dizendo. Até que para e começa a andar minha direção, recuo e vou caminhando em direção ao penhasco novamente. -Cuidado, se cair dessa vez vai estar por conta propria — diz segurando meu braço. — Que? — pergunto antes de ve-lo chegar mais perto — Isso que escutou — diz antes de me dar um beijo, tento me soltar, mas ele me segura com seus braços fortes, então desisto aproveitando o momento.
Notas finais
Até logo.
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