Infratora
6 Meu eu do passado
Notas iniciais
ATENÇÃO! Durante o capítulo toda vez que alguem fala o nome da irmã da Anna esses sinais aparecem "/////" isso é a representação do que a Anna sente, para ela não importa se sua irmã tem nome ou não, ela acha que as pessoas sempre a vêem como "a menina com cancêr".
Desculpa pela demora, espero que gostem.
— Droga! — grito, dando um salto na cama.
-Anna, que foi? — pergunta minha mãe entrando no quarto. — Nada.. — Digo — Você está estranha desde que chegou ontem. -Hum... — murmuro e ouço um barulho estranho, era a minha barriga, eu devo estar morrendo. — Está com fome? Se arrume e desça eu vou fazer seu café Minha mãe esta se oferecendo para fazer o café? É, eu estou morrendo, só pode. — Ok — digo e vejo minha mãe sair do quarto. Eu não estava estranha, o problema é que aquele maldito acontecimento do dia anterior se enfiou nos meus sonhos não me deixando dormir. Me levanto e percebo que são apenas 6:00 da manhã, sério, quem levanta as 6:00 da manhã em pleno sábado? Vou ao banheiro e me arrumo para descer, minha mãe estava na cozinha. — Bom dia — diz minha mãe sorridente. — Hum... Bom dia — digo pegando meu cereal no armário. — Como você está? — pergunta. — Mãe, o que é que está acontecendo? — pergunto sem entender por que ela estava assim. — Como assim? Eu estou como sempre — riu debochada, então continua — sua irmã melhorou um pouco, então o médico vai deixa-lá passar um tempo em casa. — legal... — digo comendo um cereal. — como assim "legal"? — pergunta arqueando uma sombrancelha — só por isso não vou fazer o pudim e o bolo que sua irmã me pediu. — Que?! — minha cara de uma criança que acaba de receber um não. — Anda logo e toma seu café — fala fazendo gestos com a mão. — Ok — digo Minha irmã vai voltar, que bom... Não sei se estou pronta para te-lá aqui, mas quem está? Decido ir passear, então vou ao meu quarto que fica no andar de cima pegar algumas coisas, o quarto dos meus pais fica ao lado do meu, e quando vou passar em frente a porta deles não consigo deixar de ouvir sua conversa -Quando vai contar a ela? — pergunta meu pai, a minha mãe. -Eu não pretendo contar — diz em tom de segredo. -Ela tem o direito de saber que a irmã não vai melhorar, que eles a estão mandando de volta para morrer! Nesse momento meu pai abre a porta com tudo, provavelmente por ter me percebido ali, e me encontra do outro lado meus olhos estavam vidrados em um... "Nada". -Anna... — murmura. — Eu estou indo ali , depois a gente conversa — digo. — Quando você volta? -Pergunta preocupado. — Eu não sei, não me esperem para o almoço — disse e saí. Droga, Droga, droga, Eu não acredito que pensei que ela pudesse melhorar. Vou à uma pracinha perto da minha casa, chego lá e me sento em um balanço, as crianças brincavam, era um dia bonito, mas tudo parecia tão cinza ao meu redor. Não consigo conter algumas lágrimas que caem em um choro silêncioso. — você está bem moça? — pergunta uma pequena menina de cabelos ruivos e olhos castanhos — eu sou a Catarina, qual é seu nome? — Anna — digo sem lhe dar a devida atenção. — Prazer em conhece la Anna — la diz sorridente. — Você não devia sair falando com estranhos — digo secando as lágrimas. — Mas você está está triste — Pessoas más também ficam triste — digo — além do mais minha irmãzinha está ali — completa ela. Olho para frente e vejo uma bebê com sua mãe brincando no tanque de areia. -Anna? Anna? — fala ela tentando recuperar minha atenção. — oi — respondo meio aérea. — que foi? — pergunta seus olhinhos brilhavam de curiosidade. — Nada... — respondo ainda prestando atenção em sua família. Nesse momento a mãe a chama e ela se despede com um sorriso. — Eu tenho que ir agora, promete que não vai chorar? — E-Eu prometo — eu estava impressionada, aquela menina, eu sentia como se estivesse sendo visitada pelo meu eu do passado. A vejo correr para um abraço da mãe e beijar a testa da irmã, elas juntam suas coisas e vão entrar em seu carro mas antes Catarina da um grande sorriso e ascena para que todos vejam, então asceno de volta, um pouco mais timidamente. " Anna cuidado com a sua irmã" — dizia minha mãe. " Não se preocupe mãe, eu vou cuidar bem da ///////" — eu respondia. Corri para casa, meu Deus , como eu estava sendo injusta, eles também a estavam perdendo. ~chegando em casa~ — Mãe! — entro na sala de jantar e a vejo sentada com meu pai almoçando — será que eu posso almoçar com vocês? — Sim! Lógico que sim — diz ela. — Eu pego o prato — fala meu pai se levantando. Nos almoçamos, e estávamos conversando sobre qualquer bobagem, quando alguém bate na porta. — Eu atendo — digo me levantando da mesa. Olho para a pessoa a minha frente e vejo um médico do hospital, ele estava chorando, então já comecei a me apavorar. -Meu Deus! Aconteceu alguma coisa com a minha irmã? Ela piorou? -não, eu estou feliz porque ela está voltando para casa — ele só podia ser maluco — mas também estou triste porque vai nos deixar no hospital — diz saindo da frente e meus olhos encontram o dela. — //////... — digo com um pequeno sorriso, não porque ela voltava para casa, nem porque estava curada, afinal não estava, mas sim porque eu sabia, sabia de sua condição, e tinha que fazer tudo parecer bem.
— oi Anna... — diz com um sorriso.
Notas finais
Deixem comentários, eu não mordo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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