Notas iniciais
Desculpe, o sono não me deixou fazer gif nenhum dessa vez.

S: É certo que apenas sal e iodo os matam? E é certo que as pessoas que sobrevivem, ficam totalmente livres do domínio deles?

PQ: Claro. Mas a bala tem que ser capaz de perfurar o corpo e liberar o conteúdo, no momento que travessa.

O professor MacCoy logo se interessou e pediu a vez para falar.

PM: Você teria alguma bala do tipo para que possamos fabricar réplicas? Apesar que parece bem fácil de fazer.

PQ: E é fácil de fazer aqui, já que vocês possuem sal em abundância. Lá fora não se tem isso tão fácil. Eu só estou pensando em uma coisa, vocês estão vivendo aqui isolados há um bom tempo, isso quer dizer que teremos muitos Pyrons lá fora, e quer dizer também que nem todos as pessoas serão salvas.

Clint: Mas o que importa é que poderemos salvar algumas e estaremos livres dessas criaturas, desses Pyrons ou sei lá que diabo é isso.

PQ: É assim que se fala, eu gosto de você!

Clint: Obrigado, eu gosto de você também!

Steve olhou para Tony, esperando a opinião dele, basicamente esperando a autorização dele para concordar com o ataque aos Pyrons.

Tony suspirou e ergueu as sobrancelhas.

T: Vale a pena tentar.

S: Vale a pena vencer essa batalha. Iremos vencer com a ajuda dos Guardiões. Eles já estão nos ajudando bastante.

T: Eu...

Steve prestou atenção na expressão de Tony.

S: O que?

T: Estou apenas pensando em quanto tempo levaremos para fabricar as balas. Armas nós temos, mas não sei se são adequadas.

PQ: Não são, eu olhei, precisam de um upgrade, mas pode deixar que meu amigo Rocket ajudará nisso.

A mobilização para o upgrade das armas e para fabricação das balas especiais, levou cerca de um mês. E levou-se mais 30 dias para treinar os civis a usarem as armas e também treiná-los para o ambiente hostil que se tornou o mundo exterior.

O dia da batalha será no dia seguinte, um grupo de vingadores, mutantes e civis ficariam na base para proteger crianças, internos e enfermos.

...

Natasha bateu na porta do quarto de Steve, a porta já estava aberta, ela só bateu para alertar a presença dela.

Natasha olhou para Steve sentado na cama com Sara no colo, e lutando para dar a mamadeira a ela.

N: Ela é uma lutadora.

Steve olhou para Natasha e depois para Sara.

Natasha entrou no quarto, puxou uma cadeira e se sentou.

S: É um novo adjetivo para teimosa?

N: Pode ser apenas uma questão de perspectiva.

S: Eu achei que ela se daria bem com a mãe de leite que consegui, mas foi pior ainda. Ela não quis o peito e fica nessa luta com a mamadeira.

N: Ela só quer atenção.

Natasha acariciou o pé de Sara.

N: Eu andei pensando, talvez ela não seja tão nova quanto pensamos.

S: Como assim?

N: Ela cresceu muito rápido, desde que a trouxemos para cá. Eu acho que ela não era recém-nascida quando a pegamos.

Steve franziu a testa.

N: Acho que ela estava só desnutrida, ela está o triplo do tamanho agora, e ela está espertinha demais para uma recém-nascida.

S: Quanto tempo acha que ela tem?

N: Eu não sei, 4 meses? Talvez 5. Eu não sei... Mas eu acho que leite não está sendo suficiente pra ela.

S: Eu não sei o que fazer.

N: Talvez Cho possa ajudar.

S: Eu falei com ela sobre Sara não querer mamar, mas ela disse que é fase, que eu devia insistir.

Steve suspirou.

S: Eu estou preocupado, muito na verdade. Eu não sei se alguém terá paciência para alimentá-la quando eu não estiver aqui.

N: É normal se sentir desse jeito... Nunca achamos que alguém cuidará bem, como a gente cuida

Natasha sorriu e ainda estava olhando para Sara, mas em seguida olhou para Steve e ele ama os sorrisos simples que ela dá para Sara e para o filho deles. Natasha se sentiu desconfortável com a forma como Steve encarava ela.

N: O que?

S: Hã?

N: Você estava me olhando.

S: Estava?

N: Sim. Tem algo no meu dente?

S: Não... Não.

Steve riu.

S: Eu estava reparando no seu sorriso.

Natasha franziu a testa.

N: Meu sorriso? Eu não estava sorrindo.

S: Sim, estava. Você sempre sorri pra Sara e James, desse jeito. Você fica muito...

N: O que? Alta? Magra?

S: Linda.

Natasha olhou pra baixo e sorriu.

S: Eu amo quando você sorri. É tão raro.

N: Eu não tenho muitas razões para sorrir.

Natasha continuou a brincar com os pés de Sara.

N: Mas isso, me faz sorrir.

S: Ouviu essa, Sara? Você deve ficar com a tia Nat, o tempo todo, para fazer ela sorrir.

N: Eu não quero que ela me chame de Tia Nat.

S: É carinhoso.

N: Não! Eu me sinto velha.

Steve e Natasha viram um grupo de civis correndo pelo corredor, sob o comando de Logan, em seguida trocaram olhares entre si.

N: É... Nós vamos para a guerra.

S: Nós vamos.

Natasha suspirou e se levantou.

N: Eu vou pegar James, porque...

Natasha parou de falar, porque assim que se levantou, Steve segurou em alguns dedos dela e ela congelou.

Natasha olhou para Steve.

S: Nat?

N: Não...

S: Eu não posso mais...

N: Sim, você pode. Não estrague tudo.

Natasha suspirou.

S: Eu só quero...

N: Eu não quero ouvir, Steve.

Natasha puxou a mão de Steve e saiu porta afora, sem olhar ele de volta nos olhos. Natasha parou alguns metros depois e encostou a mão nos lábios.

Nós estamos bem do jeito que estamos, não temos que estragar isso. Natasha pensou e seguiu seu caminho para a creche.

Natasha pegou James na creche e o levou para o quarto, ao chegarem, James correu para pegar o desenho que o pai fez pra ele do Homem de Ferro, ele fez Natasha recortar o desenho para ficar no contorno do Homem de Ferro e usava como se fosse um brinquedo rígido.

Natasha o observou e sorriu, ela sentou na cama.

N: James?

James estava fingindo que o Homem de Ferro estava voando e imitando o som de avião.

N: James?

Natasha teve que segurar James no colo e o colocar sentado ao lado dela na cama.

N: Eu quero conversar com você.

James estendeu o braço do Homem de Ferro na direção de Natasha.

J: Pew, pew, pew.

N: James...

J: Não, mamãe, você tem que cair.

N: Me desculpe, filho. É que amanhã a mamãe vai sair por alguns dias... Ok?

James olhou para Natasha, mas não parecia entender o que significava aquelas palavras.

N: Eu vou tentar voltar o mais rápido possível. Me desculpe por quebrar minha promessa mais uma vez.

J: Mamãe tá “tiste”?

N: Só um pouquinho.

J: Por que?

N: Porque a mamãe não quer ficar longe de você.

J: James tá aqui.

Natasha sorriu e acariciou os cabelos de James.

N: Eu sei...

Natasha beijou a testa de James.

N: Eu te amo, James Rogers.

J: Eu te amo, mamãe.

Natasha sorriu.

J: Vamos brincar?

Natasha concordou com a cabeça.

...

Enquanto isso na Ala F, Bucky acabara de chegar para visitar sua amiga.

Assim que entrou na câmara de Sharon, ela o olhou e sorriu.

B: Você parece estar de bom humor.

Bucky olhou para o bebê de Sharon, no caso o travesseiro que ela fingia ser a filha dela. O travesseiro estava no chão, o que era estranho, porque ela tinha o maior zelo com o travesseiro, inclusive não deixava ninguém se aproximar dele, nem mesmo para lavar..

B: Está tudo bem?

Sharon fez positivo com a cabeça.

B: Por que o bebê está no chão?

Sharon olhou para o travesseiro e seu sorriso desmanchou, ela abaixou a cabeça e caminhou na câmara, evitando contato visual com Bucky.

B: Não é mais um bebê?

Sharon: Não fale sobre isso.

B: Oh, Okay.

Sharon: Eu estou com vergonha.

B: Você não precisa ter.

Sharon: Eu achei que você não viria mais.

B: Nós tivemos algumas mudanças lá em cima, ficou um pouco complicado, me desculpe, eu queria ter vindo antes.

Sharon: Ele ainda vem aqui.

B: Quem? Steve?

Sharon fez positivo com a cabeça.

B: Você o reconhece agora?

Sharon: Não diga a ele.

B: Por que?

Sharon: Por favor. Ele veio com um bebê. Eu não tenho certeza se o bebê é real. Eu chorei porque eu achei que era nosso bebê.

B: Não é o bebê de vocês. Mas ele tem uma bebê agora. O nome dela é Sara.

Sharon: Uma menina? Por que?

B: Ele a achou durante uma missão no exterior e ele a adotou.

Sharon: Mesmo?

B: É... Ela estava sozinha, ela precisava dele e ele precisava dela... Os dois estavam sozinhos.

Bucky olhava para Sharon, tentando decifrar o que Sharon estava sentindo. Ele já viu ela sair do estado normal, para um de fúria incontrolável em questão de segundos, mas mesmo assim, ele escolheu dizer a verdade para ela.

Sharon suspirou.

Sharon: Ao menos ele não escolheu o nome da nossa filha.

B: Não. Ela já tinha nome, quando eles a acharam.

Sharon: Eles?

Agora Bucky ficou com medo, ele ficou em silêncio.

Sharon: Natasha.

Sharon respirou fundo e voltou a caminhar pela câmara.

Sharon: Ela está ajudando ele?

B: Todos estão.

Sharon: Eu não quero que ela use as roupas da Maggie. Eu não quero.

Bucky notou que a voz de Sharon começou a se alterar.

Sharon: Diga a ele que eu não quero! Diga a ele que eu não quero! Ela não é a Maggie. Ela não é Maggie!

B: Eu irei dizer a ele. Eu irei, ok? Calma... Respire, respire fundo.

Sharon já estava vermelha e olhando nos olhos de Bucky, conseguiu acalmar sua respiração aos poucos.

B: Eu não quero que eles voltem a te dopar.

Sharon: Eu acho que é melhor desse jeito. Assim não atrapalho ninguém. Assim todos ficam bem.

B: Eu não fico.

Sharon quase deu um sorriso para Bucky.

B: Eu quero que se recupere, eu prometo que vou te tirar daqui. E quando você sair, não será para ficar confinada no bunker conosco, estaremos vivendo lá fora.

Sharon: Lá fora?

B: Sim. Lembra que falei sobre lutarmos para conseguir ficar livres, que era tudo ou nada?

Sharon fez positivo com a cabeça, mas ela não se lembra ao certo. A medicação forte prejudica o raciocínio dela.

B: Conseguimos novos amigos que nos ajudarão a conquistar a Terra de novo. Nós vamos para a guerra amanhã.

Sharon: Amanhã? Guera?

B: Sim. Nós venceremos isso e eu te levarei para dar um passeio ao sol.

Sharon: Sol?

B: Sim. Você poderá correr, sentir a terra, lama, grama... Chuva... Tudo.

Sharon logo se imaginou num lugar livre e sorriu.

B: Eu preciso subir, eu vim me despedir antes de partir, mas só para dizer até logo.

Sharon surpreendeu Bucky porque foi até ele e o abraçou. Bucky a abraçou de volta e imediatamente os enfermeiros entraram na câmara.

— Sem contato físico.

B: Está tudo bem.

— Questão de segurança, ela já fez isso antes com um dos nossos e tentou mata-lo.

Sharon soltou Bucky e olhou para baixo, claramente sentindo vergonha de suas ações passadas, o que era um bom sinal, demonstra que ela está voltando a si, aos poucos.

B: Até logo, Carter.

Sharon: Até logo, Barnes.

...

Maria Hill bateu na porta do quarto de Natasha e em seguida abriu a porta.

Natasha estava deitada ao lado de James, que dormia na cama dela.

H: Eu estou indo ver Fury, queria saber se quer vir comigo.

N: Ham... Claro.

H: Ele dormiu agora?

N: Sim. Eu não quero acordar ele.

Natasha se levantou com jeito e pegou James no colo.

N: Eu vou deixar ele com Steve. Eu te encontro lá embaixo.

H: Ok.

Hill se retirou e Natasha pegou uma manta da cama para cobrir James.

Natasha foi até o quarto de Steve e antes de entrar, ela pôde ouvir Steve conversando com Sara.

S: Eu queria que você ficasse com o tio Clint, mas precisaremos dele, ele tem a melhor pontaria de todos aqui, então ele tem que ir com a gente, entende? Mas tem a tia Laura, a esposa do Clint. Ela vai tomar conta de você. Eu sei, eu sei que não passaram muito tempo juntas, e talvez você estranhe ela, mas ela é legal e James gosta dela...

Natasha pigarreou na porta para alertar a presença dela. Steve a olhou e em seguida para James no colo de Natasha.

N: Você sabe que ela só tem meses de vida, certo?

S: Eu só...

Steve nem quis se explicar, não importa o motivo, ele sairia como o estranho da história.

N: Você pode ficar com o James um pouco? Ele acabou de dormir e eu irei visitar Fury.

S: Claro.

Steve caminhou até Natasha e ela fez o possível para passar James para o colo de Steve, sem acordá-lo. O processo demorou tanto que quando concluíram essa transferência de colos, os corpos deles estavam perto demais, e os braços estavam se tocando demais.

Natasha olhou para Steve e ele não esperou ela dizer não, ele se inclinou na direção dela e colou os lábios nos dela. Natasha pensou em recuar, mas não teve tempo, sentir aqueles lábios nos dela, era como se tivessem sido colados, era como um imã que a impedia de se afastar ele.

Natasha colocou uma das mãos na nuca de Steve, enquanto Steve acariciava a língua dela, e o beijo só não se prolongou porque as crianças estavam ali.

Natasha empurrou Steve para trás e o olhou em choque e sem fôlego.

N: Por que?

S: Eu não me desculparei por isso.

Natasha passou as mãos nos lábios.

N: Eu... Eu tenho que ir.

Natasha correu para fora do quarto e desceu as escadas como se estivesse sendo perseguida por Steve. Na verdade o que perseguia ela, era o crescimento daquele sentimento que ela tinha suprimido em si e jurado que não deixaria que ele voltasse à tona de novo.

N: Eu não posso, eu não posso.

Natasha terminou de descer as escadas e parou no corredor, repetindo para si mesma a mesma frase.

Hill se aproximou dela.

H: Não pode o quê? Falar com o Fury, ele não vai atirar contra a gente se ficarmos apenas 10 segundos lá.

N: É o Steve.

H: O que é, agora?

N: Eu não posso...

H: O que?

N: É muito difícil porque eu quero ele tanto.

H: Hã?

Natasha tentava ainda recuperar o fôlego, ela fez negativo com a cabeça e deu alguns passos, tentando se recuperar.

H: Você não falou mais desse sentimento por ele, achei que tinha superado.

N: Eu achei também, mas...

H: Respire... Se você quer ficar com ele, eu vou te julgar, mas é sua vida...

N: Eu não quero! Não, eu não quero me arriscar.

H: Você tem coragem de arriscar sua vida pra salvar os outros, mas não tem coragem de arriscar seu coração para ser feliz?

N: Como eu poderia ser feliz aqui? Ninguém pode ser feliz.

H: Ok, você já atingiu a sua cota de drama comigo hoje. Vamos visitar o velhote.

...

H: Fury?

NF: O que você quer?

Hill e Natasha entraram no quarto.

NF: O que vocês duas querem?

N: Nós estamos indo pra guerra, Fury.

NF: Já era hora. Podem ir.

N: Eu queria me despedir.

NF: Vai morrer lá fora? Eu não tomarei conta do seu filho.

N: Não se preocupe com isso.

NF: Se isso é tudo.... Adeus.

Nick olhou para as duas e girou a cadeira de rodas para ir para o fundo do quarto.

H: Fury?

Nick olhou para Maria.

Hill suspirou e fez negativo com a cabeça, hesitando sobre o que queria dizer.

NF: O que? Está ficando emotiva que nem essa aqui?

Fury indicou Natasha.

Hill fez negativo com a cabeça e os três ficaram em um estranho silêncio.

Natasha tocou no braço de Hill, indicando que era para elas irem embora e Hill ia seguir Natasha, mas Fury virou a cadeira na direção delas.

NF: Eu espero... Que você volte viva... e inteira.

Nick disse, olhando para Maria, ela fez positivo com a cabeça.

As duas saíram do quarto de Fury e ficaram em silêncio até começarem a subir as escadas.

N: Ele se importa...

H: O que?

N: Ele se importa com você, mas ele é o cara mais difícil que eu conheço, ele jamais admitiria, nem mesmo no túmulo.

H: Eu não sei do que está falando.

Natasha olhou para Hill.

N: Eu me importo com você também.

H: Você fumou alguma erva, Natasha?

Natasha sorriu.

N: Não, eu só quero que você saiba, que eu ligo para o que te acontece, você não tem somente a ele. Você tem a mim, também.

Hill quase sorriu, mas logo franziu a testa e fez negativo com a cabeça.

H: Eu quero saber aonde você arrumou essas ervas, porque eu quero ficar fumada também. Fury tem razão, você está emotiva demais.

As duas terminaram de subir as escadas e Hill se afastou para ir até o Centro de Comando.

...

Juliana: Isso está ajudando?

Bucky: Você não faz ideia!

Juliana sorriu, enquanto fazia massagens no ombro de Bucky Barnes. Os dois estavam na ala da academia, porque Juliana se recusou a ir até o quarto de Bucky para massagem e se ela fosse para o quarto dela, que na verdade é da tia, a tia iria deixa-la constrangida demais.

Bucky estava sem camisa, deitado de bruços sobre um banco longo e Juliana estava massageando os pontos mais tensos do corpo de Barnes.

B: Você tem mãos mágicas, Juliana.

Ju: Obrigada. Minha mãe costumava dizer que eu seria uma fisioterapeuta ou cozinheira.

Juliana sorriu.

B: Sente muita falta dela?

Ju: Eu acho que não. Não... Ela se foi e eu era muito nova. A maioria das coisas que sei dela, foi minha tia que me contou.

B: E ela tinha só você?

Ju: Não, eu tinha dois irmãos mais novos. Gêmeos. Eles morreram também.

B: Oh. Me desculpe, não devia ter perguntado.

Ju: Está tudo bem. E a sua família? Tem irmãos?

B: Eu tinha uma irmã, Beccky. Ela era linda, eu não o que aconteceu com ela, mas deve estar morta também, assim como os meus pais.

Bucky virou um pouco o rosto para fitar Juliana.

B: Temos mais em comum do que imagina.

Juliana sorriu.

...

No dia seguinte, pela manhã, bem cedo, Os Vingadores, mutantes e civis designados para ir para a Guerra já estavam nos corredores, devidamente uniformizados e armados.

O restante da população estava um pouco atrás, para poder se despedir. Haviam muitas esposas nervosas, chorando desesperadamente ao verem os maridos prestes a ir para uma guerra.

Steve passava pelas fileiras de seus novos soldados, dizendo frases de estímulo, lembrando a eles o motivo de estarem indo para a guerra, e do outro lado Logan, estimulava os soldados a terem garra e não ter piedade.

Logan: Pode ser uma menininha, como aquela dali.

Logan apontou para a pequena Torunn, escondida entre as pernas da mãe.

Logan: Atirem! Se eles estão lá fora e você está sem o óculos especial de identificação, atire! Se você não atirar, você será dominado por esses Pyrons e eu vou atirar em vocês!

Jane acariciou o braço de Thor.

Jane: Se anime, querido.

Thor: Eu queria ir para guerra!

Jane: Mas você foi designado para nos proteger aqui.

Thor: Mas eu queria ir para guerra.

Jane: Eu tenho certeza que Steve o fez ficar por questões táticas.

Thor: Eu só queria ir para a guerra.

Thor estava com a cabeça caída de lado, com uma tromba enorme no rosto.

...

S: Vocês estão prontos?

— Sim, senhor!

S: Eu vou deixar seus familiares se despedirem mais uma vez, mas não para dizer adeus, é para dizer “Até breve”.

Steve sinalizou para os familiares se aproximarem e abraçarem seus parentes que estão indo para a guerra.

Steve mesmo foi até Laura, que estava com Clint Barton e segurava Sara no colo.

Steve pegou Sara e beijou o rosto dela.

S: Eu voltarei, Sara.

— Pai!!!

James estava mais atrás brincando com o filho de Clint e correu até Steve. Steve agachou e abraçou James.

S: Eu vou sentir muito a falta de vocês dois.

N: Não mais que eu.

Natasha acabara de se aproximar dos três. Steve a olhou e depois tornou a olhar para James.

J: Você vai para a Guerra, pai?

Steve fez positivo com a cabeça.

J: Posso ir?

Natasha também agachou e acariciou as costas de James.

N: Lembra do que a mamãe disse? É para adultos.

James suspirou, frustrado.

J: Leva, pai.

James tirou do bolso o desenho do homem de ferro, que já estava amassado, rasgado de tanto que ele brinca com isso.

S: Mas é seu.

J: Ele vai lutar!

S: Verdade. Eu levarei ele. Obrigado.

Steve segurou o papel e colocou no bolso do uniforme.

N: Será que eu posso ganhar um abraço também?

James soltou Steve e abraçou Natasha, que o abraçou e ficou de pé com ele no colo, ela o cheirou bem forte e beijou a bochecha de James.

N: Prometa que se comportará.

James fez positivo.

J: Eu não quero que vá, mamãe. Vamos brincar?

N: James.... Me desculpe.

S: Quando nós voltarmos, nós todos iremos brincar.

James olhou para Steve, mas não sorriu, ele deitou a cabeça no ombro de Natasha.

S: Eu preciso de um favor, James. Eu só posso pedir isso para meninos muito fortes e corajosos. Você é um?

James fez positivo com a cabeça.

S: Então, Sara vai ficar e você tem a missão de mantê-la segura.

James franziu a testa.

S: Você consegue fazer isso?

James fez positivo com a cabeça.

O W.T de Steve bipou e era uma mensagem de Maria Hill, avisando que já estava na hora de ir.

Steve apenas olhou para Natasha e ela entendeu.

Natasha beijou o rosto de James mais uma vez e o colocou no chão.

Steve entregou Sara no colo de Laura e voltou junto com Natasha e Clint para a posição das filas. Ao passar pelos soldados, Steve foi ordenando que voltassem as posições e todos obedeceram formando fileiras.

Steve, Natasha e Clint se aproximaram de Tony e Maria Hill.

T: Prontos?

Natasha e Clint afirmaram com a cabeça.

Tony pediu para seu mascote abrir a porta do bunker, e assim que a porta foi aberta, o clarão do dia invadiu os corredores do bunker, muitos já tinham esquecido como o sol é forte e quente.

S: Não temam nada. Avante, Vingadores!