Infinity War - Romanogers Fanfic
22 Capítulo 22
S: Vamos. Nós temos que ir.
Natasha ainda estava imóvel com o bebê nos braços. Steve segurou Natasha e a fez ficar de pé.
Natasha e Steve correram até o prédio dos fundos e imediatamente subiram as escadas até o último pavimento.
S: Acha que estaremos seguros aqui?
Steve não ouviu Natasha responder, ele estava fazendo uma vistoria no local, ele caminhou até ela e Natasha estava sentada no chão, segurando o bebê que ainda chorava.
Steve viu lágrimas rolando pelo rosto de Natasha e se agachou perto dela.
S: Nat?
N: Ela está sozinha nesse mundo.
S: Não, ela não está mais. Nós achamos ela.
N: Se nós não tivéssemos parado...
S: Mas paramos! Nós a salvamos! Ela ficará bem.
N: A mãe dela...
Natasha não conseguia parar de chorar.
N: Não é justo. Isso não é vida. Temos que derrotar Thanos.
S: Nós iremos.
Steve abraçou Natasha e sentou ao lado dela.
S: Posso tentar?
Steve estendeu os braços para pegar a bebê e Natasha a entregou para Steve.
Steve balançou ela de levinho.
S: Sh... Hey... Você está bem... Sara. É seu nome, certo?
Incrivelmente a bebê parou de chorar e apenas ficou resmungando, olhando para Steve.
S: É o mesmo nome da minha mãe, sabia? Você é linda como ela.
Natasha olhou para Steve e observou o modo como ele tratava a bebê. Era lamentável que ele não tenha tido a oportunidade de ter visto James nessa idade e nem a filha não nascida dele, Maggie... Ele é um bom pai, ter tirado isso dele, foi totalmente equivocado e ela nunca vai se perdoar por isso.
Natasha se levantou e caminhou até a janela, ela observou o céu ficando mais escuro e olhou para Steve.
N: Nós cometemos um erro. Eu cometi um erro.
Steve olhou para Natasha e franziu a testa.
S: Do que está falando?
Steve achou que Natasha estava se referindo ao salvamento do bebê.
N: Precisamos ir.
S: Está ficando escuro.
N: Eu sei, ela ficará com fome, ela vai chorar e gritar. Nós não temos nada para alimentar ela aqui. Nós temos que ir.
Steve entendeu o que Natasha disse e concordou com a cabeça, ele se levantou com Sara no colo, e os dois tornaram a descer as escadas rapidamente, até chegar ao térreo e correram o máximo que puderam até sair do perímetro da cidade.
Depois de algumas horas correndo, Steve olhou para Natasha que vinha um pouco mais atrás.
S: Você precisa descansar, temos que parar.
N: Não, não podemos parar. Eu receio se algum deles nos viu vindo nessa direção. Temos que continuar.
S: Não importa, nós fazemos como da outra vez, despistamos voando no sentido contrário até voltar para a rota.
N: Falta pouco...
S: Sim, estamos quase lá. Só mais uma hora.
E os dois seguiram correndo em meio a uma região árida com pouca vegetação e algumas rochas. Natasha ainda teve que parar uma vez para recuperar o fôlego, ela exigiu que Steve continuasse e que fosse sem ela se necessário, mas claro que ele se recusou.
S: Eu carrego vocês duas se necessário.
Natasha que estava sentada sobre um pequena rocha, tentava recuperar o fôlego e fez negativo com a cabeça.
N: Vamos.
Natasha reuniu suas últimas forças para correr até o avião pousado num vale de nível mais baixo que o da terra onde estavam, assim ficavam fora da vista de qualquer criatura que os vigiasse da cidade.
Steve e Natasha entraram dentro do avião e Steve fechou as portas. Natasha se jogou no chão, se sentindo exausta.
Steve se aproximou dela.
S: Você está bem?
Natasha fez positivo com a cabeça.
N: Água...
Steve foi até o armário mais próximo e pegou água para Natasha, ele entregou a garrafa para Natasha que abriu e tomou um longo gole.
S: Eu preciso decolar. Consegue segurar ela?
N: Sim. Só me traga uma coberta.
Natasha estendeu os braços e Steve entregou Sara no colo dela.
S: Você não consegue ficar de pé?
N: Agora não.
S: Você ficará com ela aí, no chão?
N: Sim. Só pegue a coberta e vamos dar o fora daqui.
Steve foi até um dos bancos e puxou debaixo desse banco, um kit com coberta, lençol, colete salva-vidas e mais algumas outras providências.
Steve tirou a coberta do kit e entregou para Natasha.
Natasha forrou o piso ao lado dela e deitou Sara sobre a coberta e a envolveu com a própria coberta em seguida.
Natasha olhou para Steve.
N: Vai.
Steve estava preocupado por a bebê estar no chão, mas depois lembrou que Natasha já cuidara de James, ela deve saber o que está fazendo.
Steve foi até o banco do piloto, se sentou e ativou as turbinas do avião, em seguida decolou.
Steve pilotou manualmente apenas para fazer o desvio do caminho para despistar possíveis ameaças e em seguida tornou a colocar o avião no trajeto e ativou o piloto automático.
Quando Steve se levantou para checar Natasha e a bebê, notou que ambas estavam dormindo. Natasha se deitou de lado e deixara a bebê rente ao corpo dela para mantê-la mais quente e segura.
Steve pegou mais um kit embaixo do banco e removeu a coberta, ele abriu a coberta e colocou por cima do corpo de Natasha.
Natasha abriu os olhos no susto assim que sentiu o cobertor sobre o corpo dela mas ela se acalmou ao ver Steve e notar aonde estava.
Steve se sentou no banco de frente para Natasha.
S: Se sente melhor?
N: Sim.
S: Como ela está?
N: Inteira.
Natasha suspirou e olhou para Sara.
N: Tony vai surtar.
S: Eu falarei com ele.
N: Você sabe o procedimento... Ela ficará isolada. 72 horas.
Steve fez negativo com a cabeça.
S: Eu ficarei as 72 horas com ela lá, se necessário.
Natasha olhou para Steve e ele estava determinado. Quando chegaram com a bebê no bunker, não deu outra. Tony e Logan reclamaram bastante sobre o bebê e exigiram o isolamento de 72 horas.
Steve cumpriu sua promessa, passou as 72 horas na câmara da Ala F junto com a bebê.
S: Eles estão tirando um monte de sangue de você, não estão? Todo dia eles vem e te furam. Dói, eu sei. Está acabando, eu prometo.
A bebê estava olhando para Steve e apenas piscava os olhos.
S: Eu sei que é muita novidade pra você que é tão pequenininha, mas você vai ser bem tratada aqui. Eu vou garantir isso. Vamos achar uma família ou você ficará no nosso mini orfanato que não é tão ruim assim...
A bebê emitiu algum som que Steve entendeu como se fosse um protesto, ele deu o dedo para a bebê segurar, enquanto conversava com ela.
S: Não é ruim, mas você vai ter que dividir a atenção da tia Pepper com mais um monte de crianças, mas você é a caçula, vai ganhar uma atenção especial.
A bebê emitiu outro som e Steve sorriu.
S: Eu vou te visitar sim, eu sempre vou ver você.
Steve sorriu mais uma vez e balançou a mão de Sara. Steve ainda ficou em silêncio alguns minutos a observando e refletindo sobre a filha que perdera.
S: Será que Maggie se parecia com você? Você não sabe quem é ela, eu sei. Eu acho que você me lembra ela porque é um bebê também. Eu estou feliz por ter te encontrado.
— Eu acho que o James ficaria com ciúmes.

Steve moveu a cabeça na direção da porta da câmara para olhar Natasha entrando agora.
Steve olhou para Sara e fez negativo com a cabeça.
S: Ele não tem com o que se preocupar.
Natasha se aproximou do berço de Sara e sorriu pra ela.
S: Afinal ela está indo para o nosso orfanato.
Natasha olhou para Steve.
N: Tem certeza?
S: Eu não sei. Eu não queria que ela fosse, você acha que alguma família aceitaria ela? É tão difícil alguém querer ela. Seria bem melhor se ela ficasse com alguém que se importe com ela de verdade e a trate de forma especial.
N: Você quer dizer como você?
Steve olhou para Natasha.
N: Steve, você está sozinho. Você pode ficar com ela.
S: Eu? Eu não posso ficar com ela.
N: Por que não?
Natasha deu a volta no berço para ficar mais perto de Steve.
N: Você certamente tem um vazio enorme dentro de si... Você já esperava por um bebê que nunca chegou... Mas agora, você achou uma e eu não acho que isso foi por acaso.
Steve fitava Natasha com uma expressão de quem estava pensando a respeito do que ela acabara de dizer, ele suspirou e olhou para a bebê.
S: Eu não acho que consigo, eu não sou casado. Ela precisa de uma mãe.
N: Steve... Se ela for para o orfanato, não terá pai e nem mãe. Ao menos com você, ela terá um pai.
Steve estava sorrindo feito um bobo sem perceber com a possibilidade de ficar com Sara pra ele.
N: Ela terá o melhor pai.
Steve olhou para Natasha, impressionado.
N: James acha que você é.
S: Ele é muito novo.
N: E já é louco pelo pai. Ele tem perguntado por você.
S: Eu estou morrendo de saudades dele. Eu devia ter subido pra ficar com ele, mas...
N: Eu sei. Ele vai entender.
Natasha acariciou o braço de Steve e olhou para Sara.
N: Ela é linda. Você a merece.
Steve olhou para Sara e sorriu.
S: Eu vou precisar de ajuda.
N: Bem... Você pode contar comigo. E há muita gente para ajudar, Steve.
Após mais 24 horas, Sara foi liberada para se juntar a comunidade do bunker. Por se tratar de criança, há uma audiência pública para se decidir o destino dela. Alguma família poderia se oferecer para cuidar dela e caso ninguém se interessasse, a criança é mandada para o orfanato aos cuidados de Pepper Potts e agora também aos cuidados de Jean Grey, que se juntou a Pepper para ajudar as crianças órfãs.
Durante a audiência de Sara, havia um comitê formado por civis e que tinha como juízes finais, o professor Charles Xavier e Tony Stark.
Assim que Tony perguntou quem queria adotar Sara, ficou um grande silêncio no meio da audiência.
Crianças significam responsabilidades, custo e tempo. Ninguém queria ficar com crianças, especialmente bebês, que tem tendência a adoecer mais num ambiente como aquele do bunker.
Natasha estava ao lado de Steve e olhou pra ele.
N: Vai.
Steve olhou para Natasha, ainda se sentindo na dúvida se devia ou não pedir a guarda de Sara. É muita responsabilidade e dentro do bunker, ele já tem várias.
S: E se me chamarem para alguma emergência, como vou cuidar dela?
N: Do mesmo jeito que faço com James, deixo com alguém de confiança até eu voltar.
S: E se eu não voltar dessa emergência? Como ela fica?
N: Eu me pergunto isso sempre quando deixo James com alguém e sinceramente... eu não sei... você nunca saberá, Steve e você sempre terá medo. Isso é ser pai, é viver com medo de que algo aconteça com seu filho o tempo todo, e é pra sempre.
T: Bem, se ninguém aqui vai se prontificar, eu gostaria de me candidatar.
Natasha e Steve olharam para Tony, espantados.
T: Eu sou o dono do bunker porque eu construí, ainda sou rico de diversas formas... Eu e a Srta. Pepper estamos em um relacionamento sério novamente e dessa vez é pra valer, inclusive nós conversamos e decidimos que um bebê nos ajudaria a manter o nosso relacionamento mais sadio e já que a bebê surgiu aqui no bunker, pensamos: Por que não? Então me julgo inteiramente capaz de cuidar da bebezinha. E não se esqueçam da experiência da Srta. Potts com crianças, ela cuida das crianças do orfanato muito bem, certo Pepper?
Pepper que estava na primeira fileira com Sara nos braços se levantou, sorrindo e concordou com a cabeça.
Pepper: O que Tony quis dizer é que a Sara estará segura conosco, o que é mais importante.
T: Pepper, amor, já disse pra chamar ela de Dorothy. É o nome que escolhemos pra ela.
Steve e Natasha estavam tão incrédulos do que acabaram de ouvir que não conseguiram reagir de imediato.
Natasha se aproximou da bancada.
N: Tony, você até estava reclamando da chegada dela aqui.
T: Como reclamo de qualquer um que venha do exterior para cá. Por questões de segurança e protocolo, não era nada pessoal contra a criança.
N: Tony, você não pode fazer isso, ela tem um nome e você quer mudar.
P: Eu falei pra ele.
T: Ela é muita nova, nem sabe que o nome dela é Sara ainda. De qualquer jeito, por que você está se metendo nisso?
S: Porque eu quero ela.
Novamente um silêncio tomou conta do ambiente, enquanto todos olhavam para trás para fitar Steve Rogers, que agora se aproximava da bancada e encarava Tony.
T: Com licença? Eu ouvi direito?
S: Me desculpe, Tony, eu ia dizer antes mas você logo anunciou que a quer também e eu estava em choque demais para reagir.
Tony se levantou da bancada e caminhou para perto de Steve, Natasha e Pepper.
T: Eu acho que se estivéssemos numa corte verdadeira, a guarda seria minha, porque eu tenho uma noiva e é o mais saudável para um bebê estar.
S: O que você entende de crianças, Tony?
T: Nada, mas eu tenho a Pepper.
S: E eu tenho o James.
T: Ah pelo amor de Deus, você é pai há apenas um ano, Rogers.
S: Verdade.
N: Não foi culpa dele, Tony. Steve merece ficar com a Sara, ela já está acostumada com ele, ele sabe fazer ela parar de chorar, ele ficou 72 horas ao lado dela no isolamento. Quantas vezes você a visitou lá?
Tony ficou em silêncio.
Natasha olhou para Pepper.
N: E você?
Pepper fez negativo com a cabeça. Sara se assustou com todos gritando perto dela, acordou e começou a chorar histericamente.
P: Sh...
Pepper balançou Sara de levinho, mas só estava piorando a crise de choro dela. Pepper olhou para Natasha e depois para Steve.
P: Nós não sabíamos que você tinha a intenção de ficar com ela, Steve. Nós achamos que ela pararia no orfanato e pensamos que podíamos cuidar dela e torna-la nossa, mas essa decisão só veio há um dia atrás.
Steve olhou para Pepper e percebeu que ela estava sendo honesta.
S: Eu não disse nada também, eu ainda estava pensando.
Steve acariciou as costas de Sara para tentar acalmar ela um pouco, depois Steve olhou para Pepper.
S: Vocês seriam ótimos pais para ela.
P: Você também.
Pepper entregou Sara no colo de Steve. Steve a balançou de levinho de um lado para o outro e a olhou nos olhos. Sara ainda berrava muito, mas Steve começou a conversar com ela num tom mais baixo e aos poucos a histeria dela diminuiu e ela ficou em silêncio.
— Eu acho que isso diz muito.
Os quatro se viraram e olharam para o professor Charles Xavier se aproximando em sua cadeira de rodas.
P: Você pode ficar com ela, Steve.
T: O que?
Pepper entrelaçou o braço no de Tony.
P: Nós podemos esperar por outro bebê.
C.X.: Ou talvez vocês já estejam esperando.
Pepper arregalou os olhos e olhou para o professor.
P: Eu estou?
T: Mesmo?
Charles sorriu e fez positivo com a cabeça.
Pepper abraçou Tony e beijou os lábios dele para comemorar.
Natasha olhou para Steve.
N: Parabéns, papai. Você tem um casal agora.
Steve olhou para Natasha e sorriu.
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