Notas iniciais
Leiam as notas finais e respondam por favor.

Steve olhou para Natasha e sorriu, enquanto as pessoas saíam da sala de audiência.

S: Ao menos roupas ela vai ter, se a Sharon não se importar. Eu sei que ela não está em pleno juízo agora, mas não sei se seria falta de respeito.

N: Eu acho que ela entenderia e iria querer a Sara pra ela também. Olha para esse rostinho, ela é tão linda.

Natasha acariciou a cabeça de Sara de levinho e olhou pra ela.

N: Ela é tão pequenininha.

Natasha sorriu e Steve também, enquanto voltava a atenção para a bebê.

Natasha segurou na mão de Sara.

N: Olhe para todos esses pequenos dedinhos. É muito impressionante.

S: É sim.

N: Eu me lembro quando parei para analisar James direito pela primeira vez... Eu achei que ele era tão perfeito, eu não conseguia acreditar que eu tinha feito algo tão perfeitinho assim.

S: Nós fizemos...

Steve ergueu as sobrancelhas e olhou para Natasha que olhou de volta pra ele.

S: Eu estou brincando.

N: Não deixa de ser verdade.

Sara começou a chorar novamente.

N: Awn... O que foi?

Steve a balançou de levinho, mas dessa vez não adiantou. Sara virou a cabeça na direção do peitoral de Steve, abria a boca e quando não sentia nada, começava a gritar.

N: Awn, ela está com fome... Ela está tentando mamar.

S: Eu a levarei para a cozinha.

Steve deu as costas para Natasha e caminhou para o corredor, depois ele parou e olhou para trás.

S: Mas e se ela tiver o mesmo que o James?

N: Intolerância? Com o que estavam amamentando ela na Ala F?

S: E-eu não sei, eu não notei, sei que era leite.

N: Se ela tivesse alguma intolerância, teriam te dito lá.

S: Mas não sou o pai dela, não teriam me dito.

N: Mas você estava como responsável.

S: Droga, eu devia ter perguntado.

Natasha se aproximou de Steve e pegou Sara do colo dele e Sara também tentou mamar nela e gritou ainda mais alto de fome.

N: Está tudo bem, sh...

Natasha olhou para Steve.

S: Eu acabei de lembrar que as cozinheiras tem uma planilha com os alimentos que cada pessoa aqui pode receber ou não.

N: Ótimo, leve ela pra lá, então.

Natasha ia passando Sara para o colo de Steve, quando o W.T. de Steve começou a apitar. Steve atendeu a chamada e Hill o estava chamando no centro de comando e disse que era urgente.

S: Hill, eu estou ocupado agora, eu acabei de adotar um bebê e eu tenho que...

H: O que??? Adotou um bebê? Aquela menina que vocês trouxeram?

S: Sim, o nome dela é Sara.

H: Steve, nós precisamos de você aqui agora, você sabe disso. Deixa ela na creche e venha para cá.

N: Steve, eu posso ficar com ela, sem problema.

S: Tem certeza?

N: Claro. Eu prometi que ajudaria.

S: Obrigado.

Steve beijou a mãozinha de Sara.

S: Eu vejo você daqui a pouco.

Steve correu pelos corredores para pegar o elevador e ir para Centro de Comando.

Natasha se dirigiu para a cozinha e bateu na porta. Uma cozinheira veio atender Natasha e tirou as dúvidas de Natasha sobre a alimentação da bebê, que não tinha nenhuma intolerância a lactose. Natasha agradeceu e foi até a área para mães da cozinha.

Enquanto ela balançava Sara em um braço para tentar fazer ela chorar menos, mas sem nenhum sucesso, com o outro ela preparou o leite especial para recém-nascido e colocou para esquentar no micro-ondas.

Enquanto esperava, Natasha olhou para Sara.

N: Por que está tão desesperada, Sara? Há algo errado? Está sentindo alguma coisa?

Natasha ergueu o corpo de Sara um pouco e encostou o rosto na testa dela para sentir a temperatura, que estava normal.

N: O que foi, heim? Você está bem...

O micro-ondas apitou indicando que já estava pronto. Natasha tirou a mamadeira de dentro do micro-ondas e testou a temperatura do leite no dorso da mão. Estava no ponto certo.

Natasha se sentou em um dos bancos e deu a mamadeira para Sara, que tomou um pouco e depois tornou a chorar.

N: Sara? Está aqui, toma, mama.

Natasha tentou dar a mamadeira novamente, mas Sara se recusava a tomar da mamadeira e persistia no choro, o que começou a deixar Natasha aflita.

A cozinheira abriu uma pequena janela que permite a comunicação entre os ambientes.

— Está tudo bem, querida?

Natasha olhou para a cozinheira e fez positivo com a cabeça.

N: Eu não sei, ela não quer mamar, mas está com fome.

— Ela não é sua, não é?

N: Não.

— Ah ela é a bebê que trouxeram do exterior... Pobrezinha. Olha, olha...

A cozinheira olhou para a bebê que insistia em virar o rosto para o peito de Natasha para tentar mamar.

— Ela está acostumada com leite de peito... Tsc. Poxa vida.

N: O que eu faço agora?

— Você terá que insistir que ela mame na mamadeira, não tem jeito... Você conhece alguma mãe do bunker que esteja amamentando?

Natasha fez negativo com a cabeça.

— Isso ajudaria ela a ficar mais calminha. Continue insistindo, querida, ela não tem escolha.

Natasha olhou para Sara e suspirou.

N: Eu sei, Sara... Você sente falta dela. Eu sinto muito.

Natasha beijou a testa de Sara.

N: Vamos tentar de novo, você precisa mamar, por favor.

Natasha encostou a mamadeira na boca de Sara, ela encaixou o bico da mamadeira na boca dela, para que Sara tentasse de novo, mas por estar chorando, acabou se engasgando.

Natasha colocou a mamadeira sobre a mesa e a colocou de pé no colo imediatamente. Natasha deu tapinhas de leve até ela parar de tossir.

— Ela está bem?

N: Sim.

— É assim mesmo. Não desista.

N: Eu sei.

Natasha estava com o humor alterado agora.

N: Eu já passei por isso antes.

Depois de Sara ter engasgado o choro dela só piorou. A mamadeira parecia ser a inimiga número 1 e Natasha também por ter feito isso com ela.

Natasha insistiu mais uma vez e por estar faminta, Sara aceitou a mamadeira. De três em três minutos, ela parava de mamar para chorar em forma de protesto.

— Awn, viu?

Natasha estava séria, apenas olhando para Sara e sentindo seu peito apertar ao lembrar como James chorava de fome e ela não podia fazer nada para ajudá-lo.

— Você está bem, querida? Você está indo muito bem, você é uma ótima mãe.

N: Eu não sou... a mãe dela.

— Eu sei, você disse, mas você está sendo uma ótima mãe pra ela agora. Eles estão me chamando ali dentro, já está perto do horário de almoço. Me chame se precisar.

N: Obrigada.

Natasha ergueu um pouco a cabeça, mas não olhou para a mulher, ela não estava com humor para lidar com ninguém agora. Ela se sente impotente demais quando lembra dos primeiros meses de vida do James, é uma eterna dívida que ela terá com ele.

Sara acabou por tomar a mamadeira toda. Natasha só notou quando ouviu o barulho dela sugando o ar de dentro da mamadeira.

Natasha tirou a mamadeira dela e Sara já fez uma careta como se fosse chorar.

N: Acabou, Sara.

Natasha encostou a mamadeira nos lábios de Sara de novo e ela tornou a sugar mamadeira, mesmo vazia.

N: Está vazio, Sara. Você quer mais?

Natasha tirou dela e se levantou para ir até o balcão, mas Sara começou o escândalo de novo. Natasha devolveu a mamadeira e Sara parou de chorar e fechou os olhos.

A respiração dela estava até acelerada pelo tanto que chorou. Natasha olhou para Sara e só desejava que Steve não sofresse o que ela sofreu com James quando ele estava nessa idade.

Já era hora do almoço, por ser dia de semana, James estava almoçando na creche com as outras crianças. É opcional se a criança come com os pais ou na creche. Como Natasha estava cuidando de Sara, ela deixou ele almoçar na creche mesmo.

Steve e Hill chegaram no refeitório já perto de acabar a hora do almoço. Eles pegaram a bandeja e se juntaram a Natasha na mesa.

Hill olhou para Sara.

H: Então essa é a tal bebê nova do Steve.

S: Sara...

Hill fez pouco caso e se sentou.

H: Parece com o meu joelho a cara dela.

N: Hill, não diga isso.

S: Minha filha é linda, você está apenas com inveja.

H: Até parece.

Steve sorriu e olhou para Natasha.

S: Quer que eu a segure agora?

N: Não, ela está calminha agora. Coma primeiro.

Hill começou a comer e olhou para Natasha.

H: Então, como James reagiu a nova irmãzinha?

N: Ele não sabe ainda.

S: Ele vai amar. Ele adora crianças, agora até chora para sair da creche. Agora ele terá alguém pra brincar sempre, aliás, nós devíamos fazer isso juntos.

Steve olhou para Natasha, enquanto mastigava.

N: Isso o quê?

S: Apresentar Sara...

H: Isso seria como assistir a um daqueles filmes de Natal que assistia quando criança. A família perfeitinha.

Steve e Natasha ficaram constrangidos pela brincadeira de Hill, que não teve nenhuma intenção de deixá-los sem graça. Ela sentiu o clima tenso e tomou um gole de sua água.

N: Eu quero ver a reação dele, então tudo bem se fizermos isso juntos.

S: Ok.

Sara bocejou e começou a chorar para brigar contra o sono.

H: Eu não sabia que bebês podiam gritar tão alto assim.

N: Droga.

H: O que?

N: Eu preciso usar o banheiro.

Natasha se levantou as pressas, como Hill estava ao lado dela, Natasha estendeu Sara para Hill pegar.

N: Segure ela.

H: O que??? Eu?

N: Rápido.

Steve estava tentando terminar de mastigar para dizer que seguraria Sara.

Hill largou o garfo no prato e segurou Sara no colo. Natasha correu para fora do refeitório.

S: Eu vou pegar ela, não se preocupe.

Steve limpou a boca no guardanapo, se levantou e deu a volta na mesa, mas quando ele se preparou para pegar Sara, notou que ela acabara de ficar quieta.

S: Ela parou.

H: Você pode pegar ela.

S: Mas ela está quase dormindo, se eu pegar, ela vai acordar.

H: E aí você a faz dormir de novo. Toma.

Hill esticou Sara para Steve, que por sorte não começou a chorar, fechou os olhos e dormiu.

Steve pegou Sara no colo e olhou para Hill.

S: Você ainda vai precisar de mim no Centro de comando hoje?

H: Eu acho que não, você já resolveu nosso problema. Se houver alguma emergência eu te chamo.

S: Okay, eu tenho que arrumar o espaço para ela ficar no meu quarto.

H: Bem, você já está num quarto adaptado para família. Você chegou a ganhar berço na época da Sharon, certo?

S: Sim.

H: Steve, foi muito nobre da sua parte salvar e agora adotar ela. Se você precisar de alguma coisa, que não seja durante a madrugada, você pode me pedir. Eu sou legal, mas não se eu tiver que fazer alguma coisa de madrugada e certas pessoas não se mancam... Eu quero dizer Natasha com James...

S: Eu entendi. Obrigada, Hill.

Steve caminhou para a saída e parou.

S: Hill? Você pode devolver minha bandeja ao terminar?

H: Foi só oferecer que já começou a pedir favores...

Hill disse séria, mas obviamente brincando.

S: Se a Natasha voltar, diga que fui para o meu quarto.

H: Pode deixar.

Ao chegar no quarto, Steve deixou Sara sobre a cama dele e em seguida foi se certificar que o berço estivesse limpo. Steve pegou um lençol e um manta que ainda tinha bordado as iniciais “M.R” de Maggie Rogers.

Steve ajeitou o berço e colocou Sara para dormir nele.

Steve ficou quase meia hora parado ao lado do berço, observando ela dormir, ele não sabia o que fazer, se podia sair e trabalhar já que ela está dormindo, ou se devia ficar, caso ela acordasse.

Claro que ele usou a cabeça e ficou, se ela acordasse sozinha, ficaria muito assustada.

Steve se sentou na cama e esperou que Sara acordasse, mas ela devia estar com um sono pesado, tanto que ele mesmo se deitou e acabou tirando um longo cochilo.

Steve acordou duas horas depois com o choro estridente de Sara. Ele quase pulou da cama e se aproximou do berço.

S: Hey, está tudo bem, eu estou aqui.

Steve pegou Sara no colo e ela simplesmente não parava de chorar.

A porta do quarto foi aberta e Steve viu Bucky entrando. Os dois não se viam ou falavam desde o dia que Steve saiu em missão e Steve já tinha deduzido o que rolara entre ele e Natasha.

Bucky estava um pouco sem graça, ele se aproximou de Steve.

B: Então, essa é a Sara?

S: Sim.

B: Por que está chorando assim?

S: Eu não sei. Acho que é fome, eu vou para a cozinha preparar algo pra ela tomar.

Steve caminhou para a porta e Bucky notou que o berço estava justamente no espaço que ele costumava dormir.

B: Steve?

Steve parou antes de sair.

B: Eu decidi que vou para o dormitório geral.

S: Por que? Isso é por causa da Natasha?

B: Não. Não. De jeito nenhum, é que agora você tem um bebê, vocês precisarão de mais espaço.

S: Nós daremos um jeito. O dormitório geral é muito impessoal e totalmente sem privacidade, Bucky.

B: Eu não ligo.

S: Bem, ao menos me deixe tentar uma vaga em algum quarto na nova ala pra você.

B: Eu agradeço, só não quero entrar na frente de ninguém da fila de espera.

S: Pode deixar.

Steve fez positivo com a cabeça e saiu, rumo a cozinha. Steve preparou a mamadeira de Sara e tentou alimentar ela, que não quis mamar e persistia no choro.

A mesma cozinheira de cedo tornou a abrir a janelinha.

— Ah a bebê do exterior de novo. Pobrezinha, ela está tendo uma péssima adaptação com a mamadeira. Vocês precisam arrumar uma mãe de leite pra ela.

S: Uma o quê?

— Mãe de leite... Qualquer pessoa que esteja amamentando, pode amamentar ela. Vai ajudar ela a se sentir melhor.

S: Eu tentarei achar, obrigado.

— Você tem que fazer como sua mulher estava fazendo mais cedo.

S: Quem? A Natasha? Não, ela não é minha...

— Me desculpe, achei que fosse.

A cozinheira ficou observando Steve.

— Você é um homem muito bonito, Capitão.

Steve franziu de leve a testa, estranhando o elogio repentino, mas foi educado, sorriu e agradeceu, apesar de envergonhado.

— Eu achava que ela era sua mulher, namorada, qualquer coisa... Mas já que você está solteiro, talvez você queira conhecer minha sobrinha, ela é linda e acaba de fazer 18 anos.

Steve franziu a testa mais ainda, achando a ideia totalmente absurda, por não conhecer a menina e pela idade que ele tem.

S: Me desculpe, eu não tenho tempo para isso agora.

— Ela é boa com crianças, seria uma boa mãe.

S: Eu não estou em busca disso no momento, mas obrigada.

— Tem certeza? E quanto aquele seu amigo que veio do exterior? Será que ele estaria interessado?

S: O que a senhora está tentando fazer com ela, exatamente?

— Eu criei a menina depois que os pais dela foram mortos lá fora, mas agora eu não tenho mais condições de ficar cuidando dela, eu sei que é horrível de se dizer, mas eu ainda tenho dois filhos e um marido. Sabe que é difícil ter que dividir o que ganhamos para tanta gente. Eu quero o bem dela, se ela arrumar a própria família passará a receber as coisas para a unidade dela, por isso quero que ela se case logo.

S: Eu entendo, mas comida não é algo cobrado aqui no bunker.

— Mas itens pessoais são. E ela é menina, gasta mais sabão, mais produtos, mais água, mais energia, só Deus sabe como gastamos com as roupas. Um dos meus meninos está para casar e eu vou precisar de mais espaço.

S: Olha, eu queria poder ajudar, mas eu não tenho como. Se ela contou com você durante todo esse tempo, você devia achar uma maneira melhor de torna-la independente. Casamento não significa que ela nunca mais precisará da senhora, tenho certeza que ela a vê como uma mãe.

— Ah isso é verdade, me dói o coração essa situação, mas tudo bem, eu verei o que posso fazer... Ah, não desista, ela vai mamar.

A cozinheira fechou a porta e Steve voltou a atenção para Sara, que tomou um pouco da mamadeira, mas continuou a chorar.

Steve checou o horário e viu que já tinha dado a hora de James sair da creche. Steve mandou mensagem para Natasha, perguntando se podia levar Sara até James agora e Natasha respondeu alguns minutos depois, afirmando que sim.

Steve foi até o quarto de Natasha com Sara nos braços, ainda em prantos. Natasha já estava dentro do quarto e ouviu o choro de Sara do lado de fora, ela foi até a porta e abriu.

N: James? Tem uma surpresa pra você aqui.

Steve entrou no quarto com Sara nos braços. James olhou para o pai e sorriu e depois para o monte de pano enrolado na mão dele.

S: James...

Steve agachou no chão, enquanto Natasha fechava a porta e James caminhou até ele.

James apoiou as mãozinhas sobre o joelho de Steve e ficou nas pontas dos pés para tentar ver o que ele tinha ali no meio dos panos que gritava tão alto.

Steve abaixou o pano e mostrou a bebê para James.

N: Ei, James... Essa é a Sara.

Notas finais
Então pessoal, mais de 20 capítulos postados e agora eu precisava saber a opinião de vocês sobre a fic em geral. Estão gostando da história? Tipo eu não sei nada sobre a história de IW das HQs e do MCU, então está tudo sendo criado por mim e me deixou com mto receio de não agradar meus preciosos leitores. Então se vocês estão curtindo toda a minha viagem com essa história, me contem, preciso saber. E se quiserem pode deixar aquela linda recomendação que é de graça e se achar que merece.