Notas iniciais
Não contavam com minha astúcia em postar mais um capítulo hoje, mas é só porque estarei ocupada durante o fim de semana todo e não vou poder escrever mais. Espero que curtam. Capítulo dedicadíssimo a Ju Vieira pela linda recomendação para a fanfic ♥ Muito obrigada por estar me acompanhando desde a primeira fic Kiss me in the Rain, prezo muito leitores como você, sempre está presente, muito obrigada ♥.

Wanda e Jean Grey olhavam para Steve, aguardando ele se arrepender da decisão e voltar atrás, mas Steve ficou firme e fitava Banner com ódio.

S: Retirem ele daqui. Agora!

Natasha caminhou até Steve.

N: Steve?

Steve não olhou para Natasha, ele olhou para Wanda.

S: Eu não pedirei novamente.

Wanda fez positivo com a cabeça, ela e Natasha se entreolharam, estranhando a reação de Steve. Natasha fez positivo com a cabeça, autorizando Wanda a obedecer as ordens de Steve.

Jean e Wanda ajudaram Bruce Banner a se levantar.

W: Vamos, Bruce, nós vamos providenciar as coisas para sua partida.

S: Ele sai agora! Sem levar nada! Ele já tomou muito do que podia.

Natasha encostou no braço de Steve para que ele parasse de gritar e conversasse com ela, Steve puxou o braço de forma tão violenta, que fez Natasha dar dois passos para trás.

Steve a olhou e não se desculpou, se virou e começou a andar pelo corredor. Natasha ficou estática por alguns segundos e decidiu tentar de novo.

N: Steve?

Steve caminhou mais rápido e Natasha teve que correr para alcança-lo.

N: Steve? Por que está assim? O que aconteceu?

Steve olhava pra frente e o olhar de ódio, misturado com as lágrimas, estava deixando Natasha completamente aflita e angustiada. O silêncio de Steve só a desesperava.

N: Steve? Fala comigo!

Natasha entrou na frente dele e empurrou o peito dele.

N: É o James? Algo aconteceu com ele?

Steve olhou para Natasha e ela nunca viu Steve com tanto ódio assim antes, parecia outra pessoa. Steve fez Natasha se mover pro lado e continuou a caminhar.

S: James está bem.

Natasha fica em choque toda vez que Steve age de maneira mais ríspida com ela, porque ela fica mais magoada do que devia. Ela estava aliviada por James, mas ainda intrigada sobre o que irritou tanto Steve.

Natasha mais uma vez correu atrás de Steve e quando ele parou em frente a enfermaria, Natasha não precisou mais perguntar o que aconteceu.

Sangue e mais sangue. Havia um longo e grosso rastro de sangue que vinha do outro corredor até a enfermaria e ia até um específico leito.

A mulher nesse leito estava coberta de sangue da altura do peito para baixo, e ainda escorria mais sangue por entre as pernas dela, o lençol da maca, uma vez branco, estava vinho da cor de seu sangue.

Natasha não lembra de ter testemunhado nada como essa cena antes e ela já viu tantas coisas, mas nenhuma foi tão grotesca e perturbadora como essa.

Sharon Carter, ex-noiva do Capitão América, estava segurando a sua barriga com toda força, como se estivesse tentando se agarrar ao obviamente feto morto de Maggie Carter.

Sharon grita de forma ensurdecedora, ela grita e ela chora em protesto, ela não admite perder sua primeira filha. Ela estava completa, a filha dela Maggie estava completa, ela já tinha um coração, mãos, braços, pernas, dedos... Ela tinha tudo, ela era um bebê forte, o médico sempre dizia “Ela é forte”. Isso não é justo, ela não admite perder a filha dela completa.

Por mais pessoas que estivessem naquele lugar correndo com toalhas, instrumentos cirúrgicos, luvas, máscaras, Natasha não ouvia mais nada, ela só ficou lá parada lá, na porta da enfermaria, imaginando como seria perder James, é uma dor insuportável só de pensar, mas Sharon está sentindo isso, e não há nada que ela pode fazer.

Natasha olhou para o homem perto de Sharon, segurando na mão dela, chorando tanto quanto ela, com a roupa ensanguentada com o sangue da filha completa deles.

Ele nunca vai se recuperar disso. Natasha olhava para Steve Rogers e uma lágrima desceu pelo rosto dela, ela podia sentir a dor dele e não há nada que ela pode fazer para ajudar ou amenizar isso. Não existe consolo para algo desse tipo.

Natasha só se moveu, quando uma enfermeira entrou na frente da visão dela e começou a esbravejar ferozmente e gesticular, mas Natasha não ouviu nada do que ela disse. A porta foi fechada e automaticamente Natasha piscou os olhos.

N: Steve...

Ela pronunciou baixo para si mesma. Natasha fez negativo com a cabeça e parece ter voltado a si.

N: James.

Natasha correu pelo corredor em busca de notícias do filho. Não havia um civil sequer por aqueles corredores da Ala A. Todos desceram em pânico, quantos devem ter saído do bunker desesperados?

Natasha desceu as escadas e encontrou Scott, Ororo e Noturno.

N: Vocês sabem para onde levaram as crianças?

O: Eles estão com Kitty e Jubileu na Ala D. Como estão as coisas lá em cima?

N: Sob controle.

Sc: Eu vou atrás de Jean.

Scott avisou a Ororo e se retirou.

N: Eu vou ver meu filho.

Noturno: Eu posso te levar até lá.

N: Eu sei o caminho.

Noturno: Eu quero dizer que posso ir mais rápido.

Noturno estendeu a mão azulada e esquisita para Natasha. Natasha olhou para Ororo que a encorajou fazendo positivo com a cabeça. Natasha segurou na mão de Noturno e em milésimos de segundos eles foram teletransportados para dentro de uma sala, onde estavam as crianças.

As crianças se assustaram com a aparência de Noturno e pela aparição repentina. Muitas choraram e gritaram.

J: Zu!

N: James!

Natasha se aproximou do filho e o pegou no colo, ela o abraçou com força e beijou o rosto dele. James apontou para Noturno que sorria pra ele.

J: Zu.

N: Zu? Você quer dizer azul? Isso é mesmo, James.

Noturno: Ele não está com medo de mim.

N: Parece que não.

Noturno sorriu mais uma vez para James e desapareceu, causando gritos e choro das crianças de novo.

Laura: Natasha!

N: Laura!

Laura caminhou até Natasha e a abraçou.

N: Que bom que você está bem. Onde está Clint?

L: Ele está bem, veio aqui e depois subiu para ajudar.

N: Eu preciso ir também.

L: Clint disse que Hulk acabou acertando Sharon. Espero que ela esteja bem.

N: Ela não está.

Laura fez uma cara de espanto.

L: Ela morreu?

N: Praticamente isso.

L: A bebê?

Natasha confirmou com a cabeça.

...

Depois de algumas horas a paz estava restaurada dentro do bunker para os cidadãos confinados lá dentro. Fizeram um mutirão para reparar os danos causados pelo Hulk, homens e mulheres ajudavam para reparar tudo o mais rápido possível.

Natasha também ajudou o quanto pôde, mas Laura ligou para o W.T. dela dizendo que James estava chamando por ela. Natasha se despediu do pessoal e foi buscar James.

N: James?

James estava se debulhando em lágrimas no colo de Laura e ainda debatia as pernas, Natasha franziu a testa e o pegou no colo.

N: O que é isso, James? Eu estou aqui.

J: Papa.

Natasha suspirou e uma parte dela ficou irritada por James chamar o pai agora.

L: Ele estava chamando pelos dois, mas achei melhor chamar você porque Steve deve estar com a Sharon agora.

N: Claro. Eu vou levar ele pra comer alguma coisa.

L: Sim, ele não quis comer nada depois do almoço.

N: Pode deixar, até amanhã.

L: Tchau James.

James estava gritando e se jogando para trás no colo de Natasha, se acalmou quando ela começou a subir as escadas para a Ala A.

N: Pare de chorar assim, você não convive com ele há tanto tempo assim e eu não gosto de pirraças, estamos entendidos?

Bastou Natasha brigar para James tornar a abrir o berreiro. Assim que ela terminou de subir as escadas, ela colocou James no chão, ela se agachou e o olhou.

N: James!

James sentou no chão e se jogou pra trás e debateu as pernas no chão. Natasha respirou fundo e se levantou. James parou de chorar e olhou pra Natasha porque ela começou a andar para ir embora.

Natasha parou de andar quando ouviu ele ficar quieto, ela olhou para trás e James começou a espernear de novo.

N: Pare agora mesmo James, eu vou embora sem você se continuar com esse escândalo.

James não parava, Natasha ficou firme e continuou caminhando, ela dobrou a esquina do corredor e James não podia mais ver a mãe, ele achou que ela tinha ido embora de verdade, ele gritou e dessa vez o choro era real.

Natasha estava parada no corredor ao lado, ela voltou até o corredor e caminhou até James que estendeu os braços pedindo colo.

N: Acabou?

James estava com o rosto coberto de lágrimas, Natasha estendeu a mão pra ele, James levantou e segurou na mão de Natasha, mas ela não o pegou no colo, o fez andar até o quarto, só quando chegaram na porta, ela o pegou.

James deitou a cabeça no ombro de Natasha e quando entrou no quarto, Natasha notou que ele já estava tombando de sono.

N: James não dorme agora, você tem que comer. James?

Natasha sentou na cama e James já estava de olhos fechados, ela não teve coragem de acordar ele, ela deitou com ele na cama dela mesmo e ficou horas acariciando o cabelinho dele.

Natasha estava com a mente em Steve e como ele deve estar se sentindo agora. Perder um filho deve ser a pior dor do mundo, Natasha não consegue imaginar dor pior que essa.

Natasha beijou o rosto de James que resmungou, reclamando do excesso de carinho.

Eu não quero perder você, James. Natasha pensou.

N: Eu te amo. Você me ouviu? Te amo, te amo, te amo. Muito.

Natasha tornou a beijar James que dessa vez começou a chorar.

N: Shh.... Desculpa meu amor. Volte a dormir.

Natasha decidiu colocar James no berço para ele dormir em paz e melhor.

Em seguida, Natasha tomou um banho e deitou para dormir. Mas ela só ficou deitada olhando James no berço. Horas depois quando ela finalmente embalou no sono, James acordou chorando com fome.

J: Mama.

N: Eu sei, sabia que ia acordar mais cedo.

Natasha se levantou e pegou o leite de James.

J: Mamãe.

N: Já estamos indo.

Natasha pegou James no berço e foi com ele até a cozinha, ela preparou a mamadeira dele e entregou para James que agora segura sozinho a mamadeira. Natasha aproveitou que James estava sonolento ainda e decidiu passar em frente ao Centro Médico só parar ver como Steve e Sharon estão segurando a onda.

Ao chegar na porta, Natasha visualizou Sharon na maca, aparentemente dormindo e Steve sentado ao lado da maca, segurando a mão de Sharon com a cabeça deitada na maca.

Natasha achou que ele estava dormindo, o que era ótimo, já que devia estar sofrendo muito... Se fosse ela, não conseguiria mais dormir.

O que Natasha não esperava era que James fosse chamar o pai, porque o viu. O sono de James passou na mesma hora em que viu o pai. Natasha franziu a testa e olhou para James e depois para Steve que já estava com a cabeça erguida fitando eles dois.

Natasha fez negativo com a cabeça, indicando para Steve não atender ao chamado de James, mas Steve já estava se levantando. James estava com os braços estendidos para Steve, ele não ia recusar o filho.

Steve se aproximou deles no corredor, Natasha tentou analisar ele, mas era difícil.

N: Me desculpe, eu achei que ele estava dormindo.

S: Tudo bem.

Steve pegou James no colo e beijou o rosto dele. James deitou a cabeça no ombro de Steve e tornou a colocar a mamadeira na boca.

Natasha olhou para Sharon.

N: Como ela está?

S: Devastada. Eles doparam ela. Ela não conseguia parar de chorar. Acharam que ela ia entrar num colapso de nervos.

Steve respondeu sem olhar para Natasha.

N: E você?

Steve olhou para Natasha.

S: Eu...

Steve suspirou tentando encontrar a palavra certa para definir o que ele está sentindo. Ele não achou, apenas fez negativo com a cabeça e ameaçou chorar de novo. James olhou para o pai e encostou a mão no queixo dele, Steve olhou para James e agora sim ele começou a chorar.

S: Me desculpe, eu não quis assustar ele.

N: Ele não está assustado, ele está preocupado com o pai dele.

Natasha se arriscou e acariciou o braço de Steve para confortá-lo. Ela não sabia se ele rejeitaria qualquer afeição agora, mas ele mesmo ficou de frente para Natasha e esperava um abraço. Natasha o abraçou e Steve chorou ainda mais, ela acariciou as costas dele e deixou ele descarregar as lágrimas.

Os dois ficaram em silêncio até Steve parar de chorar, mais alguns segundos e ele respirou fundo e saiu dos braços de Natasha, parecendo um pouco mais recuperado.

Natasha o olhou e fez positivo com a cabeça. O olhar dela indicava compaixão pelo que ele está passando no momento.

N: Vocês ficarão bem.

Steve concordou com a cabeça, ele olhou para James dormindo no ombro dele.

S: Aqui.

Steve devolveu James para Natasha.

N: Se você precisar de qualquer coisa.

S: Okay.

N: Diga a Sharon que eu sinto muito.

Steve não chegou a afirmar que diria, mas era óbvio que não. Falar de Natasha pra Sharon estava fora de cogitação.

...

Na manhã seguinte, quando Steve acordou, ele estava ainda sentado ao lado da maca de Sharon. Steve a olhou e reparou que ela estava acordada, ele se levantou e segurou a mão dela.

S: Sharon?

Sharon fitava o nada, o olhar completamente vazio, era como se não estivesse lá.

S: Sharon?

Steve sacudiu a mão dela e estalou os dedos na frente do rosto dela. Sharon sequer piscou.

S: Enfermeira! Rápido! Enfermeira!

Uma enfermeira correu até Steve.

S: Tem algo de errado com ela, ela não reage.

— Vou chamar a Dra. Cho.

S: Rápido, por favor.

A enfermeira foi até a sala de Cho e a trouxe até a maca de Sharon.

S: O que está acontecendo?

Cho sentou ao lado da maca de Sharon e ligou uma pequena lanterna e observou os olhos de Sharon.

Cho: Ok.

S: OK? O que ela tem? Me diz.

Cho: Steve, cada pessoa lida com uma perda de um jeito, ela está em choque, não é fácil passar pelo que ela passou...

Sharon finalmente moveu a cabeça na direção de Steve e o olhou nos olhos.

Sharon: Steve?

S: Sou eu, Sharon. Estou aqui.

Sharon: A Maggie está bem?

Steve olhou para Sharon e depois para Cho, completamente confuso.

Sharon: Ela está?

Sharon se sentou e começou a ficar agitada.

Sharon: Ela é tão bonita, não é?

S: Cho?

Cho: Sharon?

Sharon se recusava a olhar para qualquer pessoa que não o Steve.

Cho: Sharon?

Sharon: Você viu ela, você a segurou no colo? Ficou com ela a noite toda? Ela chorou? Ela está bem?

Steve notou lágrimas saindo dos olhos de Sharon, ele não teve coragem de falar que a filha deles está morta, ele apenas concordou com a cabeça.

Sharon tornou a deitar na maca.

Sharon: Minha Maggie. Minha Maggie.

S: O que está acontecendo?

Cho: Sharon, você me ouve? Você sabe o que aconteceu ontem?

S: Sharon?

Sharon continuava a olhar para Steve.

S: Cho está perguntando se você lembra o que aconteceu ontem...

Sharon: E-eu... Eu estava no centro de comando com o professor... Xavier.

Cho: Sim.

Sharon: E eu ouvi um barulho e quando eu saí para ver o que era... Ele estava lá.

A respiração de Sharon acelerou e ela ficou extremamente agitada, ela segurou no braço de Steve.

Sharon: Ele estava lá! ELE!

Sharon fechou os olhos e lembrou, ela começou a gritar histericamente.

Cho: Eu vou sedar ela novamente.

A enfermeira trouxe a medicação de prontidão e aplicou na veia de Sharon que precisou ser segurada por Steve e Cho para tomar a medicação.

Sharon ficou sedada durante os próximos 5 dias e cada vez que ela saía do efeito da sedação, ela não conseguia lidar com a realidade e entrava em colapso.

Cho pediu para conversar com Steve na sala dela.

Cho: Steve, eu não posso mantê-la aqui.

S: O que quer dizer?

Cho: Temos que leva-la para a Ala F.

S: O que?

Cho: Ela não está em controle de si mesma.

S: Ela não está doente.

Cho: Ela está, Steve.

S: Ela não está transmitindo nada pra ninguém, não tem nenhum mal...

Cho: Eu tenho outros pacientes aqui, eles não podem ser submetidos ao estresse que ela está causando.

S: Tem alguém reclamando? Eu posso conversar com eles.

Cho: Steve, você não entende, ela tem que ir para a Ala F, nós a trataremos com antidepressivos e lá ao menos a câmara dela é isolada acusticamente, não precisaremos manter ela dopada 24 horas por dia, faz mal pra ela. Você pode visitar ela lá embaixo, mas a decisão está tomada.

Steve sabia que no fundo não dava para Sharon ficar ali, ela precisava ficar isolada.

Depois que Sharon entrou para o isolamento na Ala F, ela continuou tomando antidepressivos, mas a mente dela estava perdida, ela passou a ver qualquer objeto como Maggie e aceitava bem as visitas de Steve durante o primeiro mês, depois passou a não reconhecê-lo mais.

No terceiro mês depois da perda da filha, Steve já estava mais controlado, ele não chorou mais e já estava de volta as tarefas do Bunker.

Steve estava designando tarefas para Scott e Jean Grey de reorganizarem a nova ala de dormitórios, definir prioridades para quem iria receber um quarto exclusivo para abrigar um civil e sua família.

S: Vocês entenderam como vai funcionar?

Sc: Sim, perfeitamente.

JG: Vamos começar, Scott.

Steve entregou a prancheta com os dados e observou um homem virando o corredor muito parecido com Sam Wilson, o qual Steve não vê tem muito tempo. Steve correu atrás dele.

S: SAM!

O homem se virou e Steve percebeu que não era ele.

S: Me desculpe, eu achei que fosse um amigo meu.

A sirene de emergência do bunker começou a soar. Steve subiu as escadas imediatamente e se deparou com Maria Hill no corredor.

S: O que está acontecendo?

H: O sistema detectou a presença de alguém próximo ao bunker.

S: Banner?

H: Difícil.

Natasha e Tony estavam se aproximando agora.

T: Já temos alguma identificação?

H: Ele está se aproximando e teremos uma imagem melhor.

Hill projeto no seu W.T. as imagens das câmeras de segurança do bunker.

N: Não consigo enxergar nada, isso é uma tempestade de areia?

T: Bem ali, estou vendo ele se mexer.

S: O que é isso que está vestindo?

N: Eu não sei, mas é apropriado para uma tempestade dessa.

O homem estava vestido com uma espécie de batina marrom com um capuz na cabeça, era impossível identifica-lo por conta da roupa e da tempestade de areia. O homem se aproximava cambaleando por causa da ventania e parecia fraco.

H: As armas externas estão na mira dele e prontas, atiro?

S: Não!

N: Não sabemos quem é.

T: Importa? Não podemos deixar entrar.

S: Pode ser um civil.

T: Pode ser uma das criaturas.

S: Há um jeito de saber.

T: Como?

N: Emoções... As criaturas não sabem como reagir apropriadamente às situações.

H: Ele está saindo do campo de mira, ele está no túnel de acesso, pessoal.

T: Ele não pode entrar. A não ser que ele possa atravessar aço.

Todos observavam o sujeito na projeção de tela e ficaram mais atentos ao verem o homem tirando o capuz. Assim que identificaram o homem misterioso, ficaram todos pasmos.

S: Abra essa porta.

T: Espera.

N: Abra, Tony.

T: Não! Não sabemos se ele é ele, e geralmente ele não é ele, então...

Steve segurou Tony pelo colarinho.

S: Abra isso imediatamente.

T: Desnecessário, Rogers. Lembra que da última vez que quis me bater pra defender seu amiguinho, vivemos uma guerra...

N: Tony, abra. É ele.

Tony olhou para Natasha.

N: Eu não colocaria meu filho em risco, confia em mim.

Tony respirou fundo e olhou para Hill.

T: Esteja preparada.

Hill empunhou sua arma e apontou para a porta. Tony estava apenas com a luva do Homem de Ferro montada na mão, ele também se preparou para atirar.

T: Lucy?

— Sim, senhor Stark?

H: Você colocou outro robô pra conversar com você, assim como tinha o Jarvis e a Verônica? O quão carente você é?

T: Abra a porta principal.

— Abrindo agora mesmo.

A porta fez um estalo e em seguida se abriu. Bucky entrou e se jogou no chão.

Os demais tiveram que cobrir os rostos por causa da quantidade de areia entrando no bunker.

T: Lucy, feche o acesso.

— Sim, senhor Stark.

A porta foi fechada. Bucky estava fraco e permaneceu no chão, tossindo e cuspindo um monte de areia.

Steve e Natasha se aproximaram dele ao mesmo tempo no piso.

N: James!

B: Eu te encontrei.

N: Sim.

B: James?

N: Ele está bem, ele está ótimo.

B: Bom...

Bucky Barnes desmaiou e Natasha o abraçou, tentando levantar ele. Steve ainda estava parado tentando entender tamanha intimidade e preocupação da Natasha com James Barnes.

Notas finais
Trouble, trouble, trouble ♫