Infinity War - Romanogers Fanfic
13 Capítulo 13
Quando Steve estava se aproximando do bunker, ele ligou para o W.T. de sua noiva, Sharon Carter.
Sharon: Steve? Está tudo bem?
S: Não, temos um problema.
Sharon: O que houve? Não conseguiram a vacina?
S: Conseguimos, mas é outra coisa. A Natasha.
Steve podia ouvir que Sharon respirou mais fundo ao ouvir ele mencionar Natasha.
S: Ela se feriu.
Sharon: Feriu? Muito grave? Eu vou alertar a equipe médica.
S: Não.
Sharon: Não entendo.
S: Ela foi arranhada por uma daquelas criaturas.
Sharon: Deus.
S: É... Eu preciso que me ajude a leva-la para dentro do bunker, sem que ninguém perceba.
Sharon: O que? Steve?
S: Você sabe que se souberem, nem vão deixar ela entrar.
Sharon: Por causa de um arranhão?
S: Ela está doente e desmaiou.
Sharon ficou em silêncio.
S: Sharon? Faça isso por mim e por James. Temos que ajuda-la.
Sharon: Se ela está doente, Steve... Eu sinto muito, é muito perigoso trazê-la para dentro.
S: Ela vai melhorar, ela tem o soro.
Sharon: Ela tem, não era nem pra ter ficado doente por esse motivo. Isso é grave, ela pode provocar outra epidemia. Já não basta as crianças? É muita irresponsabilidade trazer ela pra cá nesse estado, você sabe disso.
S: Sharon, por favor. Eu não posso deixar ela aqui sozinha.
Sharon: E vai arriscar a contaminação da população inteira do bunker? Nossa, Steve, o quanto você a ama?
S: Ela é minha amiga, ela não me deixaria pra trás. Eu não entendi sua pergunta.
Steve perdeu um pouco a paciência com Sharon, demonstrando ciúme nesse momento que ele precisa de ajuda, mas Sharon não deixa de ter razão. O protocolo é não trazer pessoas doentes para dentro do bunker.
Steve refletiu sobre isso, ele se acalmou e tentou de novo.
S: Sharon, eu só preciso que você consiga nos levar até uma daquelas câmara de isolamento. Você é uma boa agente da SHIELD, sei que vai conseguir arrumar um jeito de colocar ela lá dentro e garantir a segurança dos demais moradores do bunker.
Novamente um silêncio se seguiu. Sharon deu um longo suspiro.
Sharon: Quanto tempo até você chegar?
S: Acredito que uma hora ou menos.
Sharon: Ok.
S: Você vai nos ajudar?
Sharon: Sim.
Sharon desligou o W.T. e foi tomar providências para a chegada dos dois.
Steve levou cerca de 45 minutos para finalmente aterrissar no campo de voo, ele saiu do jato carregando Natasha no colo e estava carregando uma bolsa pequena com as vacinas.
Steve caminhou para a entrada do bunker e aguardou a porta ser aberta, mas permaneceu fechada. Steve ia colocar Natasha no chão para alcançar seu W.T. no bolso e ligar para Sharon, mas Sharon apareceu atrás dele.
Sharon: Por aqui.
Steve a olhou confuso e a seguiu.
Como o bunker é enterrado embaixo do solo, para quem vê de longe, parece apenas uma deformação geográfica natural. Para se ter acesso, tem que descer uma pequena rampa feita de terra.
Era quase um túnel, mas sem teto. E aparentemente parecia ser o único acesso ao bunker.
Steve subiu a rampa até sair do acesso ao bunker e seguiu Sharon que caminhou até o outro lado da estrutura do bunker. Steve olhava para aquele monte de terra com um pouco de grama e tentava entender o que eles estavam fazendo ali.
Quando Steve se aproximou mais, pôde notar uma porta, muito bem disfarçada, parecia ser parte daquela mini montanha do bunker.
Sharon estava com uma máscara na mão e a colocou no rosto de Natasha. Steve a olhou.
S: Obrigado.
Sharon olhou para Steve sem sorrir ou demonstrar qualquer tipo de emoção, ela inspecionou a atadura que Steve fez no braço de Natasha e decidiu que estava bom, pois não tinha sangue vazando da atadura.
Sharon abriu a porta e entrou dentro do bunker, seguida por Steve com Natasha nos braços.
Steve notou que eles estavam numa espécie de duto metálico, onde passavam um monte de cabos elétricos enormes.
A ideia de Sharon entrar por ali, foi perfeita, porque eles não teriam contato com ninguém do bunker e também porque o duto circula por todo o perímetro do bunker.
Sharon: Me siga.
Sharon começou a andar pelo duto e alertou Steve aonde não encostar ou pisar para não morrer eletrocutado. Quando chegaram perto da saída mais próxima do elevador, Sharon abriu a porta e eles desembarcaram no corredor. Steve olhou em volta e não viu ninguém por perto.
Sharon: Eu soei o alarme e todos estão no pátio principal. Temos seis minutos até notarem que foi alarme falso.
Steve concordou com a cabeça e os dois desceram de elevador até a ala F. Ao chegarem lá, haviam os profissionais do setor, que não viram nada fora do comum, visto que ali era a área para quem ficou louco, ou precisa ser isolado por doença ou qualquer outro motivo.
E não importa a emergência, a Ala F, as áreas de quarentena e centro médico, continuam funcionando normalmente.
Sharon se aproximou de um dos profissionais e perguntou se teria alguma câmara que pudessem colocar Natasha. O mesmo só estranhou não ter sido avisado com antecedência da chegada de mais um para o setor, mas disse que havia uma câmara disponível.
Sharon: Cho está ocupada e pediu para eu mesma registrá-la aqui.
— Nome da paciente.
Sharon: Natasha Romanoff.
— Condição?
Sharon: Ela está lúcida?
Steve fez positivo com a cabeça.
— Paciente está lúcida, Okay. Doente?
Sharon: Sim. Desconhecida. Está aqui para fazer exames para descobrir o que tem.
S: Ela está quente e desmaiou antes de chegarmos aqui.
— Infecciosa?
Sharon: Não se sabe.
— Teve contato com o exterior?
Sharon: Sim.
— Vou coloca-la na câmara número 13.
O médico chamou seu assistente e pediu uma maca.
S: Eu a levo até lá.
— Não pode entrar lá com ela, não com essa roupa e sujo desse jeito.
O assistente voltou com a maca e Steve colocou Natasha sobre a maca.
— Dê um banho nela e a prepare para a câmara.
Steve olhou para o assistente e depois para o médico.
S: Ele vai dar banho nela?
Sharon: Qual o problema, Steve?
— Não, ele vai entrega-la para as enfermeiras darem banho nela. Tenho que ir, com licença.
S: Espera. Depois que eu tomar banho, posso visita-la?
— Claro, mas terá que usar uma roupa protetora especial.
Steve fez positivo com a cabeça e observou o médico e o assistente sumirem atrás de uma porta com o corpo de Natasha.
Sharon: Steve?
Steve olhou para Sharon.
Sharon: James está aqui também.
Steve franziu a testa.
Sharon: Ele está aqui desde ontem.
S: Ele está doente?
Sharon: Não, exatamente. Cho e Tony acham que James é quem espalhou a doença para as outras crianças, por ele ser o que chegou recentemente do exterior e ter tido aquela febre um tempo atrás...
S: O que???
Sharon: Ele está bem, está aqui apenas para fazer exames para confirmar se ele é ou não a fonte da epidemia.
S: Quem está lá com ele?
Sharon: Nesse momento, ninguém.
Steve caminhou na direção da porta de acesso as câmaras.
Sharon segurou no braço de Steve.
Sharon: Steve... Clint tem vindo visitar ele quando pode, mas Lila está em estado grave. Eu tentei ficar com James, mas ele me estranha e chora demais.
S: Ele estranha todo mundo, ele não pode ficar isolado, ele é só um bebê.
Sharon: Steve, nós estamos perdendo todas as crianças. Temos que descobrir a fonte. Tente raciocinar.
S: Meu filho não é um rato de laboratório!
Sharon: Eu sei disso. Você não se preocupa com a nossa filha?
S: Do que está falando? É claro que me preocupo!
Sharon: Se ela estivesse nascida e James fosse o transmissor, você deixaria que Maggie ficasse doente?
S: Eu não acredito que está me perguntando isso.
Sharon: Só estou tentando te fazer entender porque James está aqui. Tem pai e mãe chorando a morte de seus filhos, Steve.
S: Você culpa o meu filho por isso?
Sharon: Eu não disse isso! Você distorce tudo que eu falo. Eu disse que temos que ter certeza que ele não é a fonte dessa doença.
S: E se ele for?
Sharon: Eu não sei, ele terá de ficar aqui, eu acho. Mas vocês conseguiram a vacina... Todos ficarão bem e James também. É o que esperamos.
Steve voltou a fitar a porta.
Sharon: Se você entrar lá assim, vai pôr em risco tudo que batalharam para manter livre de vírus e sujeira, você precisa tomar um banho, eu levarei a vacina para o Dr. MacCoy, e assim que você estiver limpo e mais calmo, você volta aqui e visita James.
Sharon agora começou a sentir raiva de Steve.
Sharon: E eu e sua filha estamos bem. Obrigada por perguntar.
S: Sharon...
Sharon deu as costas para Steve e entrou no elevador.
Steve correu e entrou junto com ela.
S: Me desculpe por não perguntar como você está, é que são tantas coisas acontecendo, eu estava com medo por Natasha e você falou sobre o James e minha cabeça... Eu não sei, eu só fiquei muito irritado, mas não tem nada a ver com você e Maggie. Eu sei que ela está bem, porque ela está em você e você é cuidadosa.
Sharon: Mas você devia ter ao menos perguntado.
Sharon apenas suspirou e quando o elevador parou no pavimento do centro de pesquisas, ela desembarcou e olhou para Steve antes das portas se fecharem.
Sharon: Eu só queria que tudo fosse como antes.
S: O que quer dizer? Antes do quê?
Sharon fez negativo com a cabeça e as portas do elevador se fecharam.
Steve foi até o quarto dele, tomou banho, vestiu uma roupa e foi imediatamente de volta para a Ala F. Ele foi orientado a vestir uma roupa especial e a usar uma máscara. Assim que ele passou pelo corredor das câmaras, viu Natasha desacordada em uma delas.
Steve parou no corredor para observá-la e o médico se aproximou.
S: Como ela está? Ela acordou?
— Sim, mas logo voltou a dormir.
S: Dormir? Achei que estava desmaiada.
— Não, ela está com uma febre altíssima, estamos fazendo o possível para controlar. A febre a faz dormir constantemente assim.
S: Eu quero ficar com ela.
— Isso não é recomendado, não sabemos se há contágio e quais as formas que isso pode ocorrer. Além do mais, você está aqui para ver seu filho, certo?
Steve olhou para o médico.
— Tony e a Dra. Cho estão lá dentro na sala de isolamento. Você quer ficar aqui mais um pouco e depois nos encontrar lá?
Steve olhou para Natasha novamente, respirou fundo e fez negativo com a cabeça.
S: Eu quero ver ele.
Steve seguiu o médico até a antessala do isolamento, onde Tony se encontrava. Steve não tinha noção de como era o ambiente que James tinha sido isolado. As câmaras já são frias e desumanas o suficiente, mas aquilo ali era demais. James chorando, dois enfermeiros e a Dra. Cho dentro da sala, com pranchetas na mão, fazendo diversas anotações e ignorando completamente o desespero do menino.
Tony olhou para Steve e caminhou na direção dele. Steve já sabia que quem autorizou isso, tinha sido Tony. Quando Sharon explicou, Steve ficou mais calmo, mas agora que ele está vendo como James está sendo tratado como um arma química letal, deixou Steve transtornado de raiva.
T: Steve, eu só queria dize...
Tony não terminou a frase, porque Steve socou o rosto dele com força, o que fez Tony parar no chão. O médico tomou um susto com a cena.
— Sr. Rogers, aqui não é lugar pra isso, terei que chamar a segurança...
Tony se curvou e depois se levantou, colocando a mão na boca que estava sangrando.
T: Não será necessário.
S: Eu queria que você tivesse um filho, Tony. E que você o assistisse da mesma forma como estou assistindo o James chorar assustado naquele lugar.
T: Você fala como se ele estivesse sendo espancado. Você sabe que esse é o protocolo. Protocolo esse que eu e você e Bruce criamos, com a ajuda dos líderes do bunker. Você concordou, eu sei que está magoado porque é seu filho, mas se fosse filho de outro, não teria feito o mesmo?
Steve ainda olhava com ódio para Stark.
T: De qualquer jeito, Cho veio tirar James do isolamento. Não é ele a fonte da epidemia.
S: Quer dizer que ele ficou preso dois dias aqui, a toa?
T: Não foi à toa. Precisávamos pesquisar. Agora ele está livre para ir.
S: Você é inacreditável.
— Sr. Rogers, você pode entrar para pegar James.
Steve seguiu o médico e assim que entrou na sala em que James estava, ele tirou a máscara e pegou James no colo.
S: Ei, campeão. Você está bem. Não chore mais. Papai está aqui.
Steve beijou a lateral da testa de James. Tony estava entrando agora dentro da sala. Steve o fitou.
S: Você tem sorte de não ter sido a Natasha a ver isso.
T: Por falar nisso... Eu preciso falar com você.
Steve e Tony saíram da sala com James e foram para o corredor das câmaras, onde podiam conversar sozinhos.
Tony observou Natasha em uma das câmaras.
T: O que aconteceu?
S: Ela sofreu um acidente.
T: Que tipo de acidente?
S: Ela caiu.
Tony olhou para Steve, com cara de descrença.
S: Escuta aqui, Tony, eu não ia deixar ela lá fora! Você não esteve lá, não sabe como é!
T: Você sabe o que vai acontecer se souberem que temos alguém aqui que foi arranhada por uma daquelas coisas lá fora e está doente?
Steve se calou. Ele se sentia culpado, mas não estava arrependido da decisão que tomou.
T: As pessoas iam surtar, achar que iam morrer com uma nova epidemia. Iam ficar furiosas e se rebelar, ou sabe Deus que outras reações pessoas confinadas podem começar a ter. Nós já vimos de tudo aqui dentro, não é?
S: Aonde quer chegar com isso? Você quer dizer a todos que eu a trouxe pra cá? Vá em frente, me denuncie. Me expulse.
T: Isso é exatamente o que quero evitar que aconteça. Somente eu, você, Sharon, Cho e sua equipe sabem da verdade. Manteremos isso em segredo para o bem de Natasha e da população do bunker. Por mais que você me odeie, saiba que considero você meu amigo, assim como Natasha e é só por esse motivo que vou ajudar vocês.
S: As pessoas vão fazer perguntas sobre ela.
T: Sim, diremos que foi um acidente e que ela está se recuperando.
S: Clint e Hill ficariam desconfiados. Eles precisam saber.
T: Sim, somente eles.
A Dra. Cho se aproximou deles no corredor.
Cho: Tony, preciso voltar para meus pacientes da quarentena.
S: A vacina adiantou de alguma coisa?
Cho: Ainda não, mas irá. Assim que MacCoy, Tony e eu começarmos a multiplicar essa vacina. E seria ótimo ter a ajuda de Bruce se ele estiver mais controlado.
T: Ele está, já conversei com ele. Eu vou ajudar o MacCoy porque ele já começou os trabalhos desde que Sharon entregou o material. Você vem, Steve?
S: Eu vou ficar um pouco com a Natasha.
Cho: James não pode ficar perto dela de jeito nenhum.
S: Eu sei disso.
Cho: E você também se quiser ficar perto do seu filho e de sua esposa grávida. Não vamos disseminar outra epidemia.
S: Eu sei!
Cho e Tony caminharam para fora do corredor das câmaras e embarcaram no elevador.
Steve virou James na direção de Natasha e apontou pra ela dentro da câmara.
S: Sua mãe está logo ali, tá vendo?
J: Mam... Mam...
S: Sim. Você está com saudades dela, não é? Ela sente sua falta também. Ela te ama muito, James.
Steve beijou a testa de James e o balançou de leve no colo.
...
Steve ficou tanto tempo naquele corredor, observando Natasha, que o assistente do médico até colocou uma cadeira para ele se sentar com James.
Steve nem sabia mais que horas eram, só se deu conta que estava tarde, quando Sharon apareceu no corredor.
Sharon: Steve? O que está fazendo?
S: Esperando notícias da Natasha.
Sharon: Tiraram James do isolamento e você fica aqui isolado com ele?
S: Ele sente falta da mãe dele. Ele só dormiu agora, mas chorou bastante. Achei que ficar aqui perto dela, ia ajudar.
Sharon: Não, só piora. Ele vai querer ficar junto dela e não pode. E Steve, ele precisa comer, precisa tomar banho, você sabe disso, não é?
S: Eu sei... Que horas são?
Sharon: Já passou da hora da janta.
S: Tudo bem, eu não estou com fome.
Sharon: Mas ele deve estar e deve estar precisando de um banho. Anda, vamos.
Steve olhou para Sharon e fez positivo com a cabeça, ele se levantou e subiu de elevador com Sharon.
Ao chegarem no pavimento principal, dos quartos e refeitório, Sharon caminhou para cozinha e Steve parou no corredor.
S: Ele está dormindo.
Sharon: Temos que acordar ele.
S: Não, ele demorou muito a dormir.
Sharon: Steve, ele é um bebê, ele não pode ficar de barriga vazia. Eu separei uma sopa pra ele e pra você. Sim, você vai comer, porque não vi você comer nada desde que chegou.
Steve não teve escolha senão acompanhar Sharon e jantar. Eles acordaram James para comer e depois foram para o quarto.
James adormeceu de novo, mais rápido que o esperado.
Sharon: Ele dorme aqui comigo e você dorme no chão, já deixei arrumado para você.
Steve concordou com a cabeça. Sharon já estava deitada na cama e Steve colocou James deitado ao lado dela.
Antes de ir para a cama improvisada no chão, Steve olhou para Sharon e aproximou o rosto dela, mas Sharon virou o rosto, deixando o beijo pegar no rosto dela.
Steve franziu a testa e suspirou.
S: Ainda estamos nessa?
Sharon: Nessa o quê?
Steve se sentou na beirada da cama e colocou a mão na barriga dela.
S: Eu sei que está com raiva, e eu não sei o que devo dizer para que você se sinta melhor. Não bastava a distância que ficamos quando saí em missão, agora que estou aqui, parece que permanecemos longe um do outro. Nós não éramos assim, Sharon.
Sharon ficou olhando para James dormindo e não respondeu a Steve.
S: Se isso é minha culpa, eu sinto muito. Eu não quero que se sinta mal.
Steve beijou a barriga de Sharon e se deitou na cama improvisada.
Sharon queria fazer as pazes, mas ela não sabia como se comunicar com ele, sem que começasse a sentir muita raiva.
...
James dormiu bem até a madrugada, quando começou a chorar desesperadamente.
Sharon bocejou e já ia se levantar, mas Steve já estava de pé.
S: Está tudo bem, eu cuido disso.
Steve pegou James no colo que começou a chamar pela mãe. Steve caminhou pelo quarto e tentou distrair ele com diversas coisas, mas nada o acalmava.
S: Sharon?
Sharon apenas gemeu, indicando que estava ouvindo.
S: Eu vou dar uma volta com ele.
Steve saiu do quarto com James e sabia que era hora dele querer tomar a mamadeira, ele foi até o quarto de Natasha e pegou o leite especial e a mamadeira de James.
Automaticamente ao caminhar pelo corredor no colo de Steve, James se acalmou. Steve preparou a mamadeira dele e resolveu descer até a Ala F, para James ver a mãe e também porque ele precisa saber alguma novidade dela.
Ao chegar na Ala F, Steve caminhou para o corredor das câmaras, ele se aproximou da câmara de Natasha e notou que haviam enfermeiras dentro da câmara dela.
Quando Steve ficou de frente para a câmara, notou que Natasha estava acordada e que as enfermeiras estavam conversando com ela.
Steve bateu de leve no vidro da câmara e as enfermeiras olharam pra ele.
— Alguém veio te ver.
A enfermeira avisou para Natasha, que ainda estava com febre e o corpo pesado. Ela olhou para o vidro da câmara e ao ver James, o coração dela se encolheu e Natasha começou a chorar.
Steve ficou preocupado, sem entender o motivo do choro. James já estava quase dormindo com a mamadeira na boca e nem viu a mãe.
— Aw. Eu sei como dói ficar longe de um filho, amada.
Natasha sentia dor no corpo todo e até falar era difícil.
N: Meu filho...
— Ele é tão fofinho, não é? Não se preocupe, você vai melhorar e logo poderá ficar com ele.
N: Eu sinto tanta falta dele. Eu só...
Os olhos de Natasha começaram a trair ela e começaram a se fechar sozinhos.
N: James...
Natasha queria pedir para segurar James um pouco, mas até a voz dela falhou ela fechou os olhos, e não conseguiu mais abrir, mas estava consciente.
Eu só quero estar com ele, por favor. James... Natasha gritou em seu pensamento, seu coração doía por não tê-lo visto quando ela chegou no bunker, doía por ter acabado de ver ele e não poder ficar com ele.
Natasha pensou no quanto James deve ter chorado esses dias que ficou sem ela e ela se pergunta quantos dias mais ele terá que chorar para estar com ela, novamente.
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