Infinity War - Romanogers Fanfic
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Quando Natasha acordou novamente, ainda estava dentro da câmara. Ela piscou os olhos algumas vezes até se situar. Ela olhou para o enfermeiro ao lado dela.
— Como se sente?
Natasha olhou melhor para aquele par de olhos azuis e o reconheceu.
N: Steve?
Steve agachou perto da maca e segurou a mão de Natasha.
A enfermeira já veio brigar que Steve estava na altura do rosto de Natasha e que era perigoso ficar naquela posição. Steve tornou a ficar de pé.
S: Como se sente? Está sentindo alguma dor?
Natasha franziu a testa.
N: James? Cadê o James? Por que você não está com ele?
S: Ele está na creche.
Natasha parecia completamente perdida, ela fez negativo com a cabeça e fechou os olhos apertado.
S: Está se sentindo melhor?
N: Sim. Você é um idiota.
Natasha abriu os olhos e fitou Steve.
N: Eu disse que devia ter me deixado lá fora, não acredito que me trouxe pra cá.
S: Eu disse que jamais te deixaria.
N: Pare com isso. A vacina! Você entregou a vacina? Eles já começaram a fabricar mais?
S: Natasha, eles já vacinaram todas as crianças, perdemos muitas, mas conseguimos salvar o restante.
N: Assim tão rápido?
S: Não... Já tem quatro dias que começamos a vacinação.
N: Quatro? Eu dormi por quatro dias?
S: Seis, na verdade.
Natasha suspirou.
N: Seis??? Como James está? Como ele ficou?
S: Ele está bem.
N: Não minta pra mim.
S: Ele sente sua falta, ok? Nos primeiros dias, eu mal conseguia vir aqui te ver, porque ele chorava quase 24 horas, tentei animá-lo trazendo ele aqui, mas só piorava a situação. Depois que os filhos de Clint começaram a melhorar, Laura pôde dar mais atenção pra James e ele logo começou a chorar menos.
N: A Hill não foi ficar com ele?
S: Ela me ajuda de madrugada com James.
N: E Sharon?
S: Ela tenta, mas James não se acostumou com ela. Ele chora toda vez que ela se aproxima, então eu prefiro que fiquem afastados, mas ela quis, ela tentou ajudar também.
Natasha suspirou.
N: Eu não aguento mais ficar longe dele, eu preciso do meu filho.
A voz de Natasha fraquejou e ela ficou prestes a chorar, mas se conteve.
N: Desde que Bucky resgatou James pra mim, eu nunca fiquei um dia sequer sem ver ele. Eu vim para cá e é a segunda vez que me afasto dele. Eu não devia ter voltado.
Steve sentou na beira da cama e segurou mais forte na mão de Natasha.
— Sr. Rogers, por favor. O protocolo!
Steve se levantou e olhou para Natasha.
S: Não diga isso. Eu senti sua falta.
N: De mim? Você nem se lembrava que eu existia.
S: Está louca? Eu pensava em você todos os dias, me perguntando se estava bem. Viva eu sabia que estava porque você é muito esperta, mas não sabia se estava bem.
Natasha desviou o olhar e suspirou.
N: Por favor, não diga coisas desse tipo nunca mais.
S: Que coisas?
N: Que sentiu minha falta, que se preocupa comigo. Eu não quero ouvir isso.
S: Por que não?
Steve ficou em silêncio e percebeu que o assunto realmente mexe com Natasha.
— A hora de visita terminou.
Natasha fitou Steve, com certo desespero.
S: Eu voltarei ainda hoje, só não vão me deixar entrar, mas estarei ali do lado de fora. Eu prometo.
N: Me traga algo do James, eu preciso sentir o cheiro dele. Por favor.
S: Okay.
N: Steve?
S: Sim?
N: Que dia é hoje?
S: Dia 31.
Natasha começou a chorar e tremer. Steve já estava se afastando da maca, mas retornou.
— Sr. Rogers, você precisar sair.
S: Eu já estou indo.
Steve olhou para Natasha.
S: O que foi?
N: É o aniversário dele.
S: Hoje?
Natasha fez positivo com a cabeça, enquanto olhava pra cima pra conter as lágrimas.
N: Faça algo pra ele, você pode cantar Parabéns pra ele, pra mim?
As lágrimas de Natasha desciam involuntariamente.
N: Eu amo ele tanto.
S: Eu sei. Ele sabe disso. Eu não vou deixar passar em branco, ok? Falarei com Clint e Tony, nós faremos uma festinha pra ele. Eu prometo.
Natasha concordou com a cabeça.
— Sr. Rogers, preciso chamar o segurança?
Steve queria muito poder abraçar Natasha para confortá-la, mas nunca mais iam deixar ele entrar lá dentro para ver ela de novo, então ele só acariciou o dorso da mão de Natasha e se retirou.
Depois que Steve saiu da Ala F, o médico de Natasha entrou na câmara dela. Natasha odeia ele, ele está sempre de bom humor e fala com ela, como se estivesse falando com uma criança. Basicamente o médico dá notícias ruins assim: “Ah sim, vamos amputar seu pé, mas não é ótimo que vamos manter o restante da sua perna? É maravilhoso, não é? Que sorte a sua.” Ele deve usar drogas esse maldito médico. Natasha pensou, suspirando.
— Está acordada, que bom, Srta. Romanoff. Isso é muito bom.
O médico olhou para o enfermeiro.
— E a febre dela?
O enfermeiro se aproximou de Natasha e pegou de volta o termômetro que estava debaixo do braço dela.
— 36,5 graus.
— Sem febre. Olha só! Bom, muito bom! E o ferimento no braço?
— Eu estava esperando pelo senhor.
— Ah então vamos dar uma olhadinha nessa jovenzinha.
O médico se aproximou da maca de Natasha e esticou o braço dela. Natasha queria socar o nariz dele, mas se manteve calma. O enfermeiro removeu a atadura e o médico analisou o ferimento.
Natasha costuma se recuperar de feridas em 1 dia ou 2 no máximo, por causa do soro.
Natasha ficou surpresa e preocupada de notar que a ferida ainda estava aberta.
— Bom, muito bom.
O médico disse e Natasha o olhou, revoltada.
N: Como isso pode ser bom? Não sarou.
— Está sarando. Por isso sua febre foi embora.
N: Está aberto, não está sarando. Já não era mais pra estar assim, você não deve ter sido informado sobre o meu soro.
— Eu fui. Mas esse machucado não é comum, e a composição química encontrada dentro da sua ferida não se compara com nada existente com o que já vimos na Terra.
N: Claro, fui arranhada por um ser extraterreste.
— Mas sim, está sarando, presta atenção. Nos primeiros dias você não parava de sangrar, lhe damos estimulantes para coagulação e não funcionava. Achamos que sangraria até a morte. Já não está mais sangrando, significa que seu corpo finalmente está reagindo. Isso é muito bom.
N: Doutor?
O médico olhou para Natasha.
— Pois não?
N: Eu... Eu queria muito ver o meu filho.
— Awn, você quer, eu sei.
Natasha respirou fundo para manter a paciência.
N: Por favor.
— É muito perigoso, ele é só um bebê, o sistema imunológico dele nem está completo ainda. Entende?
N: Se eu usasse uma roupa dessas especiais?
— Olha, eu sei como se sente, jovem.
N: Você não sabe.
— Tenha paciência, jovenzinha. Estamos fazendo de tudo para que você melhore.
N: O que estão me dando?
— Um coquetel de antibióticos.
N: É o suficiente?
— Esperamos que seja.
...
Quando Steve subiu novamente, Sharon estava ligando para o W.T. de Steve.
S: Oi?
Sharon: Eu já estou aqui. Está chegando?
Droga! Steve pensou. Hoje era dia de ultrassom da Maggie e ele tinha esquecido e já ia se ocupar com a festa de James. Steve estava mais próximo da creche do que do consultório de exames, mas ele não quer aborrecer Sharon novamente.
S: Estou sim. Chego em dois minutos.
Sharon: Ok.
Steve correu pelos corredores e conseguiu chegar no consultório a tempo do exame. Sharon estava dentro do consultório, se sentando na maca, no momento que Steve entrou. Ela sorriu satisfeita por ele não ter esquecido dela e da consulta.
Steve se emociona toda vez que vê a filha no ultrassom, Sharon olhou pra ele e riu dos olhos marejados de Steve.
— Ela está bem e saudável. Vai ser uma menina forte ela.
S: Obrigado.
Steve ajudou Sharon a descer da maca e aguardou ela se trocar. Ao saírem do consultório, Steve e Sharon foram abordados por duas jovens mutantes. Kitty e Jubileu.
S: Olá, posso ajudar?
Kitty: Sim, nós estamos sabendo do casamento de vocês.
Jubileu: E queremos saber se podemos ajudar. A gente sabe que é semana que vem, e se tiver algo que possamos fazer.
S: Semana que vem?
Sharon: É sim, Steve. Eu não vi o tempo passar.
Kitty: Ótimo! Isso significa que tem muita coisa a se fazer e estamos tão entediadas aqui dentro. Deixa a gente ajudar!
Jubileu: Eu cuidarei da decoração. E Kitty dos convites e...
K: Calma, Ju, eles não disseram se podemos ou não ajudar.
As duas adolescentes olhavam para Steve e Sharon com olhinhos pidões e brilhantes.
Steve olhou para Sharon...
S: Eu acho que toda ajuda é válida.
As duas começaram a pular e comemorar animadas, elas se retiraram e Steve olhou para Sharon.
S: Sharon, eu preciso te contar uma coisa.
Sharon: O que é?
S: Eu prefiro conversar no quarto...
Clint Barton estava vindo no corredor com sua filha do meio, Lila no colo.
C: Capitão. Agente 13.
S: Clint! Era com você que eu precisava falar.
Steve lembrou do aniversário de James e decidiu que a conversa com Sharon deveria ser mais tarde.
Steve olhou para Lila.
S: Como está se sentindo?
Lila não respondeu, ela estava com a cabeça deitada no ombro do pai.
C: Ela está bem melhor, isso aqui é pura manha e saudade, nem tive coragem de manda-la para a escola hoje e nem estou trabalhando como você pode ver.
S: Sem problemas, é compreensível. Eu preciso de um favor seu.
C: Claro, diga aí.
S: Hoje James completa dois anos.
C: Sério?
S: Você sabe que Natasha está internada e...
C: Não diga mais nada. Faremos um bolinho para ele. Pode ser no refeitório.
Sharon: Eu acho que devia ser na própria creche. Refeitório atrairia muita gente e tomaria dimensões grandes de festa.
C: Verdade.
S: Bom, na creche então.
C: Eu vou falar com Laura e ajudar a arrumar lá.
Clint se retirou e Sharon olhou para Steve.
Sharon: O que posso fazer?
S: Não está se sentindo cansada com esse barrigão?
Sharon: Steve...
S: Okay... Acho que você pode pedir para o pessoal da cozinha preparar um bolo e um suco para servir.
Sharon: Okay.
Sharon caminhou para se afastar de Steve, mas parou ao lembrar que Steve queria conversar com ela.
Sharon: O que você queria me dizer?
S: Ah... Eu não me lembro mais.
Sharon: Okay? Se você magicamente lembrar, me avisa.
S: Pode deixar.
Sharon se afastou e Steve resolveu ir até o centro de comando, ele não tem trabalhado e nem ajudado nas questões do bunker desde que voltou da missão, mas como já encaminhou os detalhes da festa, não custava dar uma passadinha para ver se Tony não está aprontando nada.
Ninguém entende direito a relação do Steve com o Tony. Eles mais brigam do que conversam, mas ainda sim, um precisa do outro. Se tem festa, um faz questão da presença do outro.
Steve convidou os amigos Vingadores para a festa do filho mais tarde, e claro que chamou Maria Hill também.
...
No horário da festa, os vingadores se reuniram na creche, junto das crianças.
Steve olhou para os biscoitos sendo servidos e olhou para Sharon que abraçou a cintura de Steve.
S: Biscoitos? Era pra ser só o bolo, não podemos gastar tanto assim com comida.
Sharon: É para o seu filho, Steve.
S: Mesmo assim.
Sharon: Relaxa. Eu tive autorização da cozinheira, ela fez questão, pois a filha dela também estava doente e foi salva pela vacina que você trouxe.
Steve sorriu um pouco sem jeito.
S: Você viu o Sam, eu não o vi desde que voltei.
Sharon: Eu o vi ontem, eu acho, mas hoje não.
S: Droga, nem o avisei da festa do James.
Sharon: Ele sabe que sua mente tá ocupada com mil coisas no momento.
S: De qualquer jeito, me lembre de procurar ele mais tarde.
Steve olhou em volta, para procurar por James e viu ele pegando um biscoito na mesinha das crianças e correu até ele.
Steve agachou e tomou o biscoito de James, que franziu a testa e se preparou para chorar.
S: Você não pode comer desse, James.
Steve o pegou no colo e pegou biscoito da outra bandeja.
S: Aqui, esse pode.
James segurou no biscoito e colocou na boca para comer. Steve foi com James no colo para perto de Sharon novamente e ele falou baixo para só Sharon ouvir.
S: Devemos falar com eles do casamento agora?
Sharon: Como assim? Eles já sabem.
S: Sim, mas se nós mesmo esquecemos, eles podem ter esquecido também. É bom lembrar que será semana que vem.
Sharon: Eu não quero anunciar hoje. É a festa do James, deixa pra amanhã.
S: Okay.
Steve esticou o rosto, pedindo um beijo para Sharon, mas ela disfarçou e começou a brincar com James, que achou que ela queria roubar o biscoito dele e escondeu o biscoito.
Steve não lembra a última vez que teve algum tipo de intimidade com a Sharon, e antes o motivo era a missão, a proximidade com Natasha e James, mas ela estava totalmente calma nos últimos dias, o humor dela melhorou 100% com relação como ela estava antes e ele achou que estava tudo bem entre eles novamente. Então por que Sharon ainda evitar qualquer contato íntimo com ele?
Laura: Vamos cantar parabéns?
As crianças se reuniram em volta do bolo e Steve tentou colocar James no chão, mas ele se agarrou na roupa dele para permanecer no colo.
Steve agachou com James e o ajudou a bater palmas na hora do parabéns. Sharon filmou o parabéns com seu W.T.
Depois dos parabéns, James sorriu e estendeu as mãos para Maria Hill, que ergueu as sobrancelhas.
H: O que?
Steve se levantou com James.
S: Ele quer você.
H: Eu? Pra quê?
S: Eu acho que você lembra ele da mãe dele. Deve ser essa cara que você faz como se odiasse estar socializando.
H: É, somo iguaizinhas. Quase gêmeas, todo mundo fala.
S: É o aniversário dele, e a mãe dele está internada. Faz um agrado pra Natasha e pega ele, Hill.
H: Fazer o que...
Hill pegou James no colo e aguardou servirem bolo e o suco para todos.
Thor se aproximou, segurando a filha no colo.
Thor: Parabéns pequeno mortal. Dá parabéns pra ele, Torunn.
Torunn sorriu para James, que se encolheu no colo de Hill.
H: Está tudo bem, James, ela não vai te morder.
Laura estava perto e ouvindo a conversa.
L: Ham na verdade ela vai. Ela morde e bate em todo mundo.
Thor: Ela tem dentes! E força! Ela tem que usar!
L: Thor, já conversamos, não é assim que funciona. As crianças tem pavor dela, ela vai acabar sem nenhum amigo. Ela precisa aprender a ser mais carinhosa e pedir desculpas.
Thor: Torunn, peça desculpas.
T: “Diculpa”.
L: Awnnn... Viu, James?
H: Não tem essa de desculpa não.
S: Hill...
H: James, se ela te morder, tá vendo esse rabo de cavalo dela, você puxa, mas puxa com força, você também é forte.
S: Okay... Hill... Foi uma péssima ideia dar ele nas suas mãos.
Steve pegou James do colo de Hill.
S: Não, James, você não pode bater em ninguém e nem puxar cabelo de ninguém.
H: Por isso ele vai sempre apanhar... Não diga que não tentei ensinar algo útil para esse menino depois...
Hill checou a hora.
H: Pessoal, eu preciso ir visitar o velho rabugento.
S: Eu estou devendo uma visita para Nick Fury.
Sharon: Ele quase me acertou da última vez. Como ele conseguiu uma arma?
H: Ele é Nick Fury, estranho seria ver ele desarmado. Até mais, parabéns, James. Tchau, tchau.
O pessoal se dispersou depois do parabéns. James adormeceu e Steve o levou para o quarto, com Sharon.
Sharon: Já sei, vai visitar a Natasha.
S: Ela me pediu pra levar algo do James pra ela, eu vou levar essa blusa que ele usou hoje.
Sharon: Ok.
S: Conversamos quando eu voltar.
Steve saiu do quarto e foi para a ALA F. Ao chegar no corredor das câmaras, ele avistou Natasha dormindo.
Steve caminhou até a porta para acesso às câmaras e bateu.
— Pois não?
S: Eu sei que já passou da hora da visita, mas teria como eu entregar isso pra Natasha? Não vou demorar.
— Sinto muito, só amanhã e ela está dormindo.
S: Eu sei, mas sei que ela está sentindo falta do filho. Será que você mesmo poderia entregar a ela?
— Eu não posso, esse objeto não foi higienizado, é contra o protocolo.
— Por Deus, Allan, pega esse negócio e dá pra ela.
O médico estava sentada numa mesa dentro da sala. O enfermeiro pegou a blusa que Steve entregou.
S: Obrigado.
— Mas não traga mais nada, não vou permitir mais que isso.
Steve concordou com a cabeça e a porta foi fechada, ele foi no corredor de frente para a câmara de Natasha e viu o enfermeiro entrando na câmara dela para entregar a blusa.
Natasha acordou com o barulho da porta sendo aberta e assim que ela viu a blusa de James na mão do enfermeiro, ela suspirou de alívio, ela agarrou a blusa e cheirou com força.
O cheiro de James causou um efeito anestésico no coração de Natasha. Steve sorriu ao ver como a expressão de Natasha melhorou na hora. Ela olhou para o vidro na direção de Steve e disse obrigada pra ele.
Steve não podia ouvir, mas podia ler nos lábios dela o que ela disse e ele sorriu gentilmente, demonstrando que foi um prazer fazer isso pra ela.
Steve gesticulou para ela esperar e pegou seu W.T. Natasha aguardou e ficou vendo a cara de Steve de confuso, enquanto tentava mexer no aparelho.
Steve ainda sofre com tecnologia, ele sabe fazer uma ligação, receber ligação e sabe assistir vídeos, mas o W.T. tem uma função de projetar imagens no ar, como um holograma e ele queria colocar o vídeo do parabéns do James.
Demorou quase dez minutos, mas Steve conseguiu colocar o vídeo e Natasha assistiu com o coração na mão, mas não chorou, ela estava feliz porque James parecia estar feliz, estava sorrindo e batendo palmas, ela ficou muito mais tranquila.
Mas claro que Natasha tem aquele lado de mãe hiper protetora, quase sufocadora, ela já estava pensando se James não lembra mais dela, se já aprendeu a chamar Steve de pai, se já se apegou a ele e a outras pessoas.
Natasha afastou esses pensamentos, tudo era válido por aquele sorriso banguelinha de James. Natasha e Steve ainda ficaram conversando por gestos e leitura labial por mais uma hora. Natasha teve que fingir estar com sono, senão Steve ficaria ali a madrugada inteira com ela.
Quando Steve chegou no quarto, Sharon já estava dormindo. James estava ao lado dela e ele achou melhor não acordar ela. Amanhã ele contaria sobre o beijo entre ele e Natasha na missão, ela está se sentindo melhor, então ela vai entender. Ele vai se casar com ela dentro de uma semana, ela vai relevar isso e eles ficarão juntos. Ele, ela e Maggie e James serão um família.
Maggie... Steve pensou. Como é que ele vai fazer Sharon passar pelo estresse de uma traição, estando ela grávida de Maggie, poderia pôr a vida da filha em risco. É melhor que ela não saiba de nada, deixa passar o casamento e nascimento de Maggie. Mas casar na mentira? Parece errado. Ok, vamos pensar nisso amanhã de manhã. Steve concluiu e se deitou pra dormir.
...
Na manhã seguinte, Steve acordou e se deparou com Sharon saindo do banheiro, com James no colo, enrolado na toalha e ainda molhado.
S: Sharon, você devia ter me acordado.
Sharon: Você parecia cansado. Eu só adiantei o banho dele.
S: Mas ele é pesado pra você.
Sharon: Que bobagem.
S: Sério, não quero que se esforce, faltando tão pouco para o nascimento da Maggie.
Steve se levantou e pegou James do colo de Sharon.
S: Ele não chorou?
Sharon: Impressionante, não é? Acho que se acostumou comigo, enfim.
Steve olhou para James e sorriu.
S: Bom, James, muito bom, porque seremos todos uma família.
Steve olhou para Sharon e notou que ela desviou o olhar imediatamente após essa frase.
Sharon: Seca ele e o leve pra creche.
S: Sobre o que eu queria falar ontem...
Sharon: Não agora, leva ele e quando você voltar, eu estarei aqui e nós vamos conversar.
Steve concordou com a cabeça. Steve deitou James na cama e o secou com a toalha.
J: Papa?
Steve ficou completamente paralisado.
S: Você ouviu isso?
Sharon: Isso o quê?
S: Ele falou papai.
Sharon: O que?
S: Não papai, ele disse “Papa” mas achou que quis dizer papai.
Sharon: Eu não ouvi. E poderia ser papa de comida, não?
S: Ah...
Steve perdeu toda a empolgação.
S: James, você pode dizer isso de novo?
James estava enfiando o pé na boca e apenas sorriu.
S: Ele disse! Eu juro.
Sharon: Eu acredito em você, papai.
Steve ficou sorrindo feito um bobo, beijou a testa de James, vestiu a fralda nele e a roupa. Steve o colocou no colo.
S: Vamos. Dá tchau pra tia Sharon.
James sacudiu a mãozinha.
Steve saiu do quarto com James e no corredor se deparou com Logan, terminando de fumar um cigarro.
S: Logan, certo?
Logan não respondeu.
S: Eu gostaria de lhe pedir para não fumar aqui dentro, é perigoso, muito fechado, nós temos crianças e...
Steve se calou, porque Logan jogou o cigarro no chão e pisou para apagar.
S: Fora que não é um hábito saudável, devia largar.
Logan: E você devia largar de querer mandar em todo mundo. Você não é meu chefe, nem meu líder, eu não votei em você pra ser líder de nada e...
— Ele não quis dizer isso.
Logan e Steve olharam para a jovem, de longos cabelos vermelhos alaranjados, olhou azuis e calmos. Steve notou como Logan perdeu a fala e praticamente estava hipnotizado por Jean. Ela deve estar usando magia nele. Steve concluiu.
— Certo, Logan?
Logan: Hum.
— Olá, eu sou Jean.
S: A menina que lê mentes, eu sei. Steve Rogers.
Jean: Falando assim parece que leio o tempo todo, mas não é bem assim.
S: Eu sei.
Jean estendeu a mão para Steve, que a cumprimentou em seguida.
Jean: Não ligue para o Logan, ele é mal humorado assim mesmo, mas é um amor por dentro. James sabe disso, certo, James?
James olhou para Jean e sorriu, em seguida James olhou para Logan e estendeu os braços pra ele, mas Steve o fez abaixar os braços. De jeito nenhum, Steve permitiria que aquele ogro segure o filho dele e ele queria muito dizer para James não sorrir para Logan, mas seria muito rude da parte dele.
Jean: James gosta dele.
S: Eu acho que ele está assustado por causa dessa aparência do Logan.
Logan: Você se acha muito bonito, né?
S: Eu não quis dizer isso.
Logan: Sei...
Jean: Logan... Por favor. Eu estava tentando te encontrar, o Professor deseja falar com você, eu te acompanho, vem.
Logan concordou com a cabeça e passou por Steve, praticamente rosnando, James riu, achando graça.
J: Lobo.
S: Não, James, não é um lobo. Vamos.
Steve entregou James na creche para Pepper Potts. Laura hoje estava de folga. Steve retornou para o quarto e Sharon o esperava, como prometido.
Steve suspirou e fechou a porta atrás dele.
Sharon: Antes que você diga qualquer coisa, eu preciso te dizer algo.
S: Eu também. Você primeiro.
Sharon abriu a boca e parecia relutar para dizer o que ia dizer, saiu apenas um suspiro e ela fechou os olhos. Sharon fez negativo com a cabeça.
Sharon suspirou mais uma vez, como se fosse o suspiro da coragem, ela ergueu a cabeça e olhou nos olhos de Steve.
Sharon: Eu não posso me casar com você.
Fale com o autor