Infinity War - Romanogers Fanfic
12 Capítulo 12
Notas iniciais
C: Eu vou entrar lá.
T: Clint, não. Eu trouxe você aqui para você ver que ele está bem.
C: Olha o estado do moleque, chama isso de bem?
Pepper: O Tony quis dizer, fisicamente bem.
C: A Natasha vai matar vocês dois e todas essas enfermeiras, ela vai virar a mulher Hulk e botar esse lugar abaixo. E o Steve vai ajudar, ele é doido por esse moleque.
P: Sim, ela vai ficar com raiva e é por esse motivo que estamos acelerando logo os testes, para provarmos que não foi em vão essa situação.
C: Isso é um absurdo, eu vou tirar ele de lá e não há nada que possam fazer pra me impedir.
T: Na verdade há.
C: Vai cair na mão comigo?
T: Não. Vou apenas te lembrar que Lila, Cooper e Francis estão internados e a Lila está em estado grave.
C: Ela não está.
T: Está sim, eu fui informado agora de noite.
Clint parecia menos exaltado e mais preocupado, ele ficou indeciso se ficava para tirar James ou se corria para tentar ver a filha e dar algum suporte para sua esposa Laura.
T: Você não poderá ver ela se ela está em estado grave, você sabe o protocolo. Sua esposa já deve estar acompanhando ela e seus outros filhos e eu entendo que esteja doendo no seu peito saber que seus filhos estão perto da morte, ainda mais a Lila.
Clint olhou chocado para Tony, que usou a palavra morte para causar impacto e não deixava de ser verdade, em poucas horas crianças em estado grave, faleciam.
T: Essa agonia que está sentindo, outros pais também podem vir a sentir, senão descobrimos a causa dessa epidemia e eliminá-la. Eu não queria fazer isso, tanto quanto você. Acha que não me importo em colocar um bebê de pouco menos de dois anos numa caixa de vidro, como se fosse um animal num zoológico? Eu estou tão chateado quanto você, mas fiz o que entendo ser necessário para o bem da maioria. E não é isso que devemos fazer em tempos como esse? Não é pelo que lutamos?
Clint apenas respirou fundo e olhou para James, que acabara de ser pego no colo por outra enfermeira, vestindo um traje protetor e luvas.
C: Isso é muito cruel, ele está aterrorizado.
Uma moça asiática e esbelta apareceu na porta da sala onde eles estavam, segurando uma prancheta.
Cho: Clint.
Clint se virou para fitar a médica.
Cho: James está acostumado com você, ao menos mais do que com as enfermeiras. Eu gostaria que você entrasse, mas tem que prometer não tentar tirar ele de lá, e usar seu traje e os equipamentos de proteção.
Clint fez positivo com a cabeça.
Cho olhou para Tony e fez negativo com a cabeça.
Cho: Ele está chorando há horas, chegou a vomitar de tanto chorar e se engasgar, precisamos acalmá-lo, ele não dormiu, não comeu...
T: Okay, tudo bem, ele pode ir. Eu confio nele.
Tony encostou a mão no ombro de Clint Barton, que o olhou e fez positivo com a cabeça.
Cho: Me siga.
Clint acompanhou a Dra. Cho e ele teve que passar por uma câmara de 1,5m x 1,5m da qual saía uma fumaça branca que desinfetava as roupas de quem passasse por ali. Clint seguiu todas as instruções de Cho e teve acesso ao “quarto de James”.
A enfermeira colocou James de volta no berço, que se sentou e parecia estar exausto de tanto chorar. A enfermeira se retirou e deixou James com Clint.
C: Oi Cap-Baby-Aranha. Hey, garotão, é o tio Clint, você me reconhece? Lembra de mim, né? Tá acostumado com a Laura, eu sei, mas eu também sou legal com você.
Clint apoiou as mãos no berço e olhou para James, que apenas tremia o rosto, enquanto lágrimas ainda rolavam pelo rostinho avermelhado dele.
C: Estou usando essa máscara, mas sou eu o tio Clint. Você está sentindo falta da sua mamãe? Por que está chorando? Você quer vir no meu colo?
James não se moveu, mas Clint o pegou no colo mesmo assim.
C: Pronto, pronto. Você está bem. Você está bem.
Clint acariciou as costas de James, que finalmente se deu por vencido e deitou a cabeça no ombro de Clint.
C: Muito bem. Já passou, já passou.
James parecia finalmente mais calmo, uns minutos sendo ninado por Clint e ele embalou no sono. Dra. Cho aproveitou para colher mais amostras de sangue, ele estava muito cansado para acordar com a agulha, ele apenas resmungou e tornou a dormir.
...
S: Aonde devemos procurar?
N: No setor de vacinas mesmo.
S: Sabemos exatamente o que precisam?
N: Sim, Banner me explicou. Tendo um princípio ativo da vacina, eles conseguem replicar para produzir mais, com certeza está escrito o nome da vacina nos frascos.
S: Esse hospital é enorme, devíamos nos separar para achar mais rápido.
Natasha moveu a cabeça rapidamente na direção do corredor do hospital, como se tivesse tomado um susto.
S: O que? Viu alguma coisa?
N: Eu não sei. Pode ser impressão. De qualquer jeito, temos que tomar muito cuidado. Hospital deve ter muitos civis que vieram buscar ajudas, mas não só civis.
S: Isso é bom, não é? Eles podem nos ajudar e talvez possamos ajudar alguns deles.
N: Steve, eu te disse. Mesmo que sejam civis, podem estar loucos, com alguma doença que não conhecemos, ou ser uma daquelas criaturas malditas.
S: Okay.
N: Vamos começar de baixo pra cima. Você fica no último pavimento e eu no quarto.
Steve concordou com a cabeça. Natasha passou o nome da vacina que devem encontrar para Steve. Os dois subiram as escadas do hospital às pressas, eram cinco pavimentos e no caminho observaram algumas pessoas vagando nos corredores, mas nenhuma ameaça pois nenhum tentou atacar eles dois.
Ao chegar no quarto pavimento, Natasha parou e Steve já ia subindo as escadas, mas parou e olhou para Natasha.
N: Vai.
Steve permaneceu parado no mesmo lugar e queria dizer alguma coisa, mas não sabia como.
N: O que está fazendo?
Natasha sussurrou.
S: Eu acho que devemos ficar juntos.
N: Não, iremos mais rápidos se cada um ficar num pavimento, você mesmo disse.
Natasha podia perceber que Steve estava preocupado, ela olhou para ele e suspirou.
N: Eu ficarei bem.
S: Por favor.
N: Eu ficarei.
Steve a olhou por mais alguns segundos, depois subiu o restante da escada e começou a vasculhar as salas. Natasha fez o mesmo no andar dela.
Após uma hora, Natasha desceu mais um pavimento em busca do centro de vacinas. Como ela demorou um bom tempo lá, ela achou que Steve já tinha descido para o segundo pavimento, mas Steve estava no último ainda, pois tinha acabado de achar o centro de vacinas, ele pegou três amostras da vacina que precisavam, e decidiu levar mais algumas de outras doenças, por precaução.
Natasha pegou sua lanterna e entrou em um longo corredor com várias portas dando acesso a salas que eram usadas como quarto de internação, dava para perceber pois as salas estavam com macas e aparelhos de monitoramento.
Além de imundo, o corredor estava muito escuro e havia apenas o barulho de uma porta rangendo, cada vez que o vento passava por ela.
Natasha novamente teve a impressão de um vulto passar atrás dela e se virou imediatamente e iluminou o corredor com sua lanterna.
Natasha franziu a testa ao não ver nada e decidiu sacar sua arma.
Natasha tornou a caminhar pelo corredor e vez ou outra, olhava para trás para se certificar que ninguém a atacaria por trás.
Ao chegar no fim do corredor, Natasha notou o símbolo de “Centro de Pesquisa” acima da última porta e achou que ali seria mais provável de encontrar a vacina, ela encostou a mão na maçaneta e girou lentamente.
Natasha abriu só uma brecha da porta e depois encaixou o cano da arma na abertura da porta, junto com a lanterna e em seguida abriu de vez a porta e entrou na sala.
Natasha notou que a sala era enorme, havia uma grande mesa com microscópios e outros aparelhos medicinais, no centro da grande sala e várias estantes espalhadas encostadas na parede, com diversos produtos químicos que ela não fazia ideia do que era, mas decidiu se aproximar da estante para ver se tinha etiquetas de identificação.
Natasha abaixou a arma e segurou em um dos vidros com líquido verde para ler do que se tratava.
O barulho de algo rolando no chão no fundo da sala, fez Natasha tomar um susto e deixar o vidro cair no chão e se espatifar, ela olhou imediatamente olhou na direção do fundo da sala e empunhou novamente sua arma.
Natasha se aproximou da mesa central e caminhou seguindo o longo design dela até se aproximar do fundo da sala, e para sua surpresa, tinha uma menina loira, de aproximadamente 9 anos, sentada, abraçando os próprios joelhos e com o rosto enterrado entre os braços.
Natasha apontou a arma para a cabeça dela, mas não se aproximou mais, ela estava tentando interpretar as ações da menina. Se ela fosse uma daquelas criaturas, estaria atacando ela agora mesmo. Essas criaturas não demonstram medo, como ela está demonstrando agora, mas Natasha não confia, ela também está com o rosto tremendo, sem saber o que deve fazer.
N: Hey.
A menina parou de tremer e enfiou mais o rosto entre os braços.
N: Você está sozinha aqui? Qual seu nome?
A menina não respondia.
N: Está tudo bem. Você não precisa ter medo de mim.
— Não estou com medo de você, você é como eu.
N: Sim. Você sabe disso, isso é bom, você é esperta.
— Eu tenho medo dele.
N: Ele?
Natasha só percebeu o quanto estava distraída pela menina, quando uma sombra se projetou sobre ela e ela se jogou no chão para desviar do homem atrás dela.
Ele com certeza estava dominado por uma dessas criaturas. Assim que Natasha se jogou no chão, ela acabou deixando a arma e a lanterna caírem. Ela quase se virou para olhar quem era, mas lembrou que não pode fitar eles diretamente nos olhos, ela olhou para onde a arma foi parar e rastejou rápido para pegar a arma de volta, mas o homem agarrou os tornozelos dela, a puxou e tentou fazer ela se virar.
Natasha segurou nas pernas da longa e pesada mesa, e deu chutes até se livrar das garras dele e tentou se levantar para correr até a arma. Ela mal se soltou dele e ele novamente agarrou os pés dela, fazendo ela cair, mas dessa vez perto de sua arma.
Natasha segurou na arma e o homem virou o corpo dela de frente, justo no momento que Natasha se preparou para atirar. Ela conseguiu disparar o tiro, mas não acertou o homem. Na verdade, ela nem sabe em que direção atirou.
...
Steve ouviu o disparou e imediatamente desceu as escadas à procura de Natasha.
S: NATASHA!
Steve ouviu barulho de coisas na sala no fim do corredor, ele ia correr até lá, mas outras pessoas também ouviram os barulhos, apareceram na escada e viram Steve e logo correram atrás dele.
Steve correu pelo corredor e ao chegar na sala, atirou contra o homem que estava em cima do corpo de Natasha.
Natasha empurrou o corpo do homem pro lado e se levantou.
S: Você está bem?
Natasha estava ofegante da luta e fez positivo com a cabeça.
S: Temos que sair daqui.
N: Sim, mas tem a menina...
Natasha olhou na direção da onde a menina estava e a viu caída no chão.
N: Não...
Natasha se aproximou da garota e viu o buraco que a bala fez na cabeça dela. Natasha ficou horrorizada, pois sabia que foi o tiro que ela disparou errado foi o que acertou a menina.
S: Temos que ir, eles estão aqui. Natasha!
Natasha sacudiu a cabeça e fez positivo com a cabeça, voltando a si. Ela e Steve lutaram contra as criaturas que estavam pelo corredor do hospital e correram para as escadas para descer, mas Natasha parou perto da janela.
S: Natasha?
Natasha fez negativo com a cabeça.
N: Temos que subir.
S: Subir? Temos que sair daqui.
N: Eles estão vindo todos para cá.
S: Hã?
Steve se aproximou de Natasha e reparou na multidão de pessoas se aglomerando perto do hospital. Não se podia ver chão, só pessoas.
S: Como vamos sair daqui?
N: Vamos.
Natasha puxou a mão de Steve e subiu até o telhado com ele. Natasha olhou os prédios em volta do hospital e ambos estavam bem afastados.
Natasha tirou o dispositivo debaixo do sua jaqueta e o prendeu no pulso de Steve.
S: O que é isso?
N: Minha corda de aço, você vai disparar na janela daquele prédio.
S: É assim tão longa?
N: Só há um jeito de saber.
Os dois foram para perto do parapeito e Steve agarrou a cintura de Natasha com um braço e Natasha abraçou a cintura dele. Steve lançou a corda de aço e por sorte, o gancho da corda conseguiu alcançar a janela.
S: Eu não sei se está preso e seguro.
Steve deu uns puxões na corda para testar, mas não parecia estar agarrado em algum lugar firme.
N: Não importa, é nossa única chance. Vai.
Steve respirou fundo, segurou o corpo de Natasha mais firme e se jogou com ela do telhado. Os dois bateram com os corpos na fachada do prédio, mas não foi nenhuma pancada séria a ponto de se machucarem, os dois entraram dentro do prédio e foram novamente para o telhado. Daquele telhado, eles só precisaram pular de um telhado para o outro, até chegar no limite da cidade.
N: Agora vamos descer.
S: Não podemos ficar aqui até amanhecer? Vai ter menos deles espalhados por aí.
N: Não, eles nos viram pulando os prédios, já deve ter um monte deles aqui e virão mais. Temos que ir agora.
Steve apenas concordou, desceu o último prédio junto de Natasha, combateu mais algumas criaturas, como Natasha previra que teria, e ao saírem do prédio, apenas correram o máximo que podiam na direção de onde tinham deixado o jato.
As criaturas não conseguiam correr rápido o suficiente no corpo humano, o que deu uma boa vantagem para Steve e Natasha, que conseguiram embarcar no jatinho e decolar a tempo.
N: Temos que ir na direção errada...
S: Hã?
N: Se formos na direção do bunker, eles podem achar o bunker, eles estão nos caçando, temos que despistá-los.
Steve fez positivo com a cabeça e desviou da rota programada para a volta. Após alguns minutos no ar, Natasha se jogou no banco dos fundos do jatinho. Steve a observou pelo retrovisor.
S: Você está bem?
Natasha fez positivo com a cabeça, mas não pronunciou mais nada. Ela encostou a cabeça na parede atrás do banco e fechou os olhos.
Steve pensou que ela estava apenas dormindo, por estar exausta e não desconfiou de nada. Depois de uma hora, Steve olhou para Natasha, que estava imóvel no mesmo lugar e posição.
S: Acha que podemos ir na direção certa agora? Nat?
Steve observou o corpo de Natasha cair pro lado e depois para o chão.
S: Natasha?!
Steve ativou o piloto automático e correu para checar ela. Steve a colocou deitada no banco e segurou o rosto de Natasha.
S: Natasha? Fala comigo, você está bem?
Natasha moveu a cabeça e abriu os olhos por alguns segundos e tornou a fechar.
S: O que está acontecendo?
Steve reparou na manga rasgada da jaqueta de Natasha, ele olhou a pele do braço dela e estava arranhada a fundo, com marcas de sangue escorrendo de lá.
Steve olhou para Natasha preocupado, e já sabendo que a criatura arranhou o braço dela.
S: Droga. Aguente firme, Natasha.
Steve pegou a maleta de primeiros socorros e enfaixou o braço de Natasha. Ele teve que voltar a pilotar para colocar o jato na direção correta para o bunker, mas checava o pulso dela a cada meia hora.
Natasha acordou três horas depois e se sentou.
S: Não se esforce.
Natasha estava pálida e fez uma expressão de dor, ela colocou a mão sobre a atadura no braço.
S: Não mexe aí.
N: O que é isso?
S: Aquele homem, ele te arranhou e você apagou por algumas horas.
N: O que?
S: Você parece melhor agora. Vai ficar tudo bem.
Steve fez positivo com a cabeça, enquanto colocava o jato em modo automático, ele se levantou e caminhou até Natasha.
N: Ele me arranhou?
S: É o que parece.
Natasha fechou os olhos apertados e suspirou.
N: Quantas horas até o bunker?
S: Mais três horas, vamos chegar de manhã bem cedo. Estou indo o mais rápido que posso.
Natasha ainda estava se sentindo zonza, ela tentou se levantar, mas não conseguiu. Steve encostou a mão no joelho e no ombro dela.
S: Por favor, não se esforce. Não tente levantar agora.
N: Você tem que pousar.
S: Hã?
N: Agora...
Steve franziu a testa, confuso.
S: Do que está falando?
N: Ele me arranhou, eu me sinto doente.
S: Sim, nós vamos te ajudar no bunker.
N: Eu não posso voltar assim. Eu posso infectar os outros.
S: Natasha, a gente nem sabe os efeitos de um arranhão. Ele não tomou sua forma, nem nada e...
N: Exato! Não sabemos, e não podemos arriscar, me deixe aqui em qualquer lugar, Steve.
Natasha tornou a sentir o corpo pesado e seus olhos começaram a desobedecer seus comandos, se fechando o tempo todo, até vencerem ela e não se abrirem mais.
Natasha só tinha forças para balbuciar algumas palavras.
N: Me deixe aqui.

S: Sh...
N: Steve...
S: Você vai ficar bem.
N: Você tem que me deixar.
S: Você sabe que eu jamais deixaria você.
Natasha perdeu a consciência.
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