Infinity War - Romanogers Fanfic
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Ele está me beijando ou eu estou beijando ele? Por que eu estou fazendo isso? Eu não beijei ele, ele me beijou. Natasha pensava, ao entreabrir os lábios lentamente, para que Steve encaixasse sua língua entre os lábios dela.
Natasha respirou fundo e ao sentir a textura da ponta da língua de Steve tocar seu lábio inferior, ela soltou um curto gemido de satisfação.
Eu pensei que nunca mais ia sentir a respiração dele na minha boca desse jeito de novo. Por que isso ainda é tão gostoso de sentir? Natasha pensava, enquanto girava discretamente o corpo na direção de Steve, que agora já estava deslizando a língua para dentro de boca de Natasha.
No que ele está pensando nesse momento? Natasha se indagava, ao corresponder as carícias da língua de Steve dentro da boca dela. Natasha moveu a língua para cima da de Steve e ele aproveitou para sugar a língua dela. Era pra ser um movimento delicado e sutil, mas Natasha acabou soltando um outro gemido baixo direto nos lábios de Steve, o que ativou um gatilho nele. Steve sugou a língua dela com força, o que fez Natasha colocar as mãos no ombro dele e tentar puxar a língua de volta.
Assim que Natasa empurrou os ombros de Steve para trás para soltar a língua dele, Steve perdeu o equilíbrio e caiu de costas no chão. Como Natasha estava apoiada com as mãos nele, acabou vindo para cima do corpo dele, com o movimento.
Antes que Steve pudesse abrir os olhos, Natasha grudou os lábios nos dele e encaixou a língua dentro da boca de Steve, e acariciou toda extensão da língua dele.
Natasha explorou cada cantinho da boca de Steve, era uma mistura de abstinência com dominância e ansiedade que a fez massagear a língua dele constantemente e até a tocar o céu da boca dele com a ponta da língua.
Steve colocou ambas as mãos na cintura de Natasha e apertou com força, uma parte dele desejava afastar ela, mas a parte dominante o fazia pressionar o corpo dela contra o dele.
Natasha colocou ambas as mãos no rosto de Steve, enquanto beijava infinitamente a boca dele. Steve deslizou uma mão da cintura até as costas de Natasha. Com a mesma mão ele deslizou para baixo, até sentir a mão dele preenchendo uma das nádegas dela e apertando com toda força.
Natasha não reclamou dessa atitude, pelo contrário, ela encolheu um pouco as pernas, deixando a região da virilha dela, bem em cima do quadril de Steve. Steve imediatamente fez força para ficar sentado, sem desgrudar a boca dos lábios dela e sem desgrudar a mão do bumbum de Natasha.
Assim que ficaram sentados, Natasha deslizou as mãos do rosto, até o peitoral de Steve, ela desceu mais um pouco as mãos e agarrou na barra da camisa dele. Natasha suspendeu a camisa de Steve e arrastou as unhas pela barriga tanquinho de Steve enquanto terminava de erguer e remover a camisa dele.
Natasha foi obrigada a interromper o beijo para tirar a camisa de Steve. Ela não queria ter parado o beijo, por medo dele cair em si e parar o que estão fazendo e ela precisa tanto ter ele agora, ela sente falta de estar em contato com o corpo dele, aquela única noite há uns anos atrás, tinha sido muito pouco.
Assim que Natasha terminou de retirar a camisa de Steve, ela o olhou e aguardou a reação dele. Para surpresa de Natasha, ele não parou, ele colocou a outra mão no botão da calça de Natasha e desabotoou numa facilidade surpreendente, o que deixou Natasha irritada por pensar em quantas vezes ele e Sharon devem ter feito isso para ele ficar expert em despir uma mulher.
Natasha não teve tempo de ficar com raiva ou de pensar em desistir, ela prendeu a respiração ao sentir a mão de Steve deslizar o zíper da calça dela pra baixo e logo em seguida os dedos dele invadirem sua calcinha e dedilharem o seu clitóris na intensidade correta.
Steve estava com o rosto e o pescoço vermelho, enquanto observava a expressão de prazer no rosto de Natasha, e mesmo quando ela tentou juntar o corpo no dele, para beijá-lo novamente, ele não permitiu, ele queria assistir ela.
Natasha entendeu e deu um pequeno, praticamente imperceptível, sorriso.
Natasha se livrou da jaqueta que estava usando e em seguida se livrou da sua blusa.
Steve olhou diretamente para o sutiã de Natasha e mordeu o tecido que unia um bojo ao outro. Steve mordeu e tentou puxar para arrebentar, o que fez Natasha rir e fazer Steve se irritar com o sutiã dela.
Steve decidiu colocar as mãos em ambos os bojos do sutiã e o arrebentou, puxando com força um para cada lado.
Steve ficou alguns segundos parado, fitando os seios de Natasha, como se fosse a primeira vez que os estava vendo.
Talvez da outra vez, ele não tenha prestado tanta atenção, mas agora ele está, e esse olhar de desejo, eu reconheço em qualquer homem. Natasha pensou, enquanto sorria de canto de boca, extremamente satisfeita por ver que ainda tem grande efeito sobre Steve.
Steve colocou uma mão embaixo de cada seio de Natasha e os ergueu, em seguida os uniu e apertou um contra o outro com força. Natasha gemeu ao ver Steve passar a língua dele pelos dois mamilos dela, quase ao mesmo tempo.
Steve pôde sentir na língua os mamilos de Natasha ficarem todo enrijecidos. Steve deu chupões alternando entre um mamilo e o outro, arrancando mais gemidos dos lábios de Natasha, que movia o quadril para frente e para trás, ao sentir a ereção de Steve pulsar por baixo dela.
Natasha só gritou quando Steve mordeu o mamilo dela e com força. Steve parou na mesma hora e olhou nos olhos dela, assustado.
Natasha estava ofegante e fez negativo com a cabeça.
S: Te machuquei?
Natasha fez negativo com a cabeça.
N: Eu não gosto de dentes.
Steve fez positivo com a cabeça e ergueu o rosto na direção do de Natasha, ela juntou os lábios nos dele e eles tornaram a explorar a boca um do outro.
Natasha tratou de desabotoar a calça de Steve e deslizou a mão por dentro da calça e notou que ele não estava usando cueca.
Assim que a mão de Natasha tocou seu membro, Steve soltou um grunhido e soltou os seios dela para tornar a agarrar as nádegas de Natasha e a pressionar contra o corpo dele. Natasha puxou o membro rígido de Steve para fora da calça e o alisou firmemente, o que fez Steve morder o lábio inferior de Natasha.
No momento que Natasha se preparou para se levantar para tirar a calça, o W.T. de Steve começou a bipar. Os dois pararam o beijo, mas permaneceram com os lábios colados. Ambos abriram os olhos e depois franziram a testa. Quem poderia ser? Os dois pensaram.
O que era muito estranho e incomum, era alguém ligar para o W.T de alguém que está em missão fora do bunker, há um enorme risco de chamar atenção dessas terríveis criaturas que assumem formas de humanos. Se alguém está ligando é porque é uma emergência.
A primeira coisa que Natasha pensou foi em James e se teria acontecido algo com ele e Steve achou que seria alguma emergência com a Sharon e a gravidez dela.
N: James! Você tem que atender.
Steve concordou com a cabeça e pegou o W.T no bolso da calça, enquanto Natasha saía de cima dele. Steve olhou no visor quem estava ligando.
S: É a Sharon.
Steve olhou para Natasha e fez negativo com a cabeça.
S: Me desculpe, eu preciso atender.
Natasha respirou fundo e tentou o máximo fingir que não se importava, concordou com a cabeça e procurou sua blusa para vestir, enquanto Steve se levantava e ajeitava a calça.
Steve caminhou pela sala que estavam e saiu dela para falar com Sharon, fora da vista das janelas, apesar de estar escuro o local.
Steve atendeu a ligação.
S: Sharon?
Um silêncio se seguiu, que angustiou Steve.
S: Sharon? É você? Está tudo bem?
Sharon: Sim.
Novamente um silêncio.
S: O que aconteceu?
Sharon: Eu não devia ter ligado.
S: Por que? É algo com a Maggie?
Sharon: Não... Não. Ela está bem. Eu só queria ouvir sua voz.
S: Sharon...
Sharon: Eu sei que devia ser só na hora da emergência, mas a gente ficou brigado esses dias, num clima estranho, eu devia ter me despedido antes de você partir, eu sinto muito por ter te ignorado.
S: Está tudo bem.
Sharon: Volte seguro pra casa.
S: Eu irei.
Sharon: Boa noite, Tivinho.
Steve podia ouvir Sharon rindo baixo ao chamar ele assim, mas ainda assim o clima entre eles, estava estranho, dava para notar pelo atmosfera pesada que ficava quando eles não tinham mais nada para falar um para o outro.
S: Sharon? James está bem?
Sharon: Ham... Eu acho que sim.
S: Você acha?
Sharon: Eu não o vi, Clint está com ele.
S: Mas você sabe que todas as crianças adoeceram, James é meu filho...
Sharon: Eu sei que ele é seu filho, eu vou checar ele. Se ele estiver bem, eu darei um toque no seu W.T.
S: Obrigado.
Steve encerrou a chamada.
Steve parou no corredor e respirou fundo, ele colocou a mão na testa e sentiu um remorso enorme por ter traído Sharon, e dessa vez não resta dúvida que foi traição, porque eles estão noivos.
Nos últimos dias, a relação de Steve e Sharon parecia outra de quando eles anunciaram que iam se casar. Antes eram só sorrisos, carinhos e apoio, mas desde que Steve descobriu ser pai do James, o ciúmes e o medo de Sharon aumentaram absurdamente, visto que antes ela nunca tinha demonstrado ciúmes ou medo de perder ele.
Aliás, Sharon tinha medo de perder Steve apenas para Natasha, mas isso antes de eles namorarem, apenas porque Steve e Natasha trabalhavam e ainda se divertiam juntos sempre, mas isso foi há muito tempo atrás, durante a Guerra Civil.
Quando Natasha sumiu no mundo, não existiu mais ameaça e Steve estava genuinamente apaixonado por ela e disposto a se casar e viver com ela pra sempre. Nada mais era motivo de briga para eles dois.
Nem Sharon e nem Steve sabem exato como eles começaram a se afastar tanto um do outro. Quando chegava a noite, na hora da intimidade, Sharon desviava de todos os toques dele e o dia inteiro, eles se evitavam ou discutiam. O único momento de trégua era na hora de tratar assuntos relacionado à filha deles.
Steve olhou para a entrada da sala, onde deixara Natasha. O que dizer a ela? Não era para isso ter acontecido, eu não sei porque a beijei, eu não penso nela desse jeito, o que estávamos fazendo? O que eu fiz? Steve indagava, sem ter coragem de entrar na sala e encarar Natasha.
Eu vou magoar ela? Ela não me ama, então ela não vai ficar magoada, talvez com raiva. Eu só tenho que pedir desculpas. No que eu estava pensando? Eu só amo uma mulher e ela está lá no bunker, esperando minha filha na barriga.
Steve concluiu, enquanto respirava fundo mais uma vez e caminhava para dentro da sala. Steve olhou para a camisa dele no chão e em seguida procurou Natasha e não a encontrou.
S: Nat?
Steve a chamou e não obteve resposta, ele viu que a sala tinha mais uma porta na outra extremidade e caminhou até lá. A porta estava aberta e a sala era provavelmente uma área de espera, pois havia três sofás e um balcão de atendimento.
Natasha estava deitada em um dos sofás, de ladinho, voltada para o encosto do sofá. Steve não conseguia entrar na sala, ele quase se virou para ir embora e não ter que encarar ela.
N: Você pode dormir no outro sofá, é melhor que o chão.
Steve a olhou e queria muito que ela se virasse e olhasse nos olhos dele e dissesse alguma coisa, mas ela permaneceu imóvel. Steve entrou na sala e se deitou no sofá de frente para o de Natasha.
Peça desculpas. O que está fazendo? Peça desculpas. Steve gritava em seu pensamento consigo mesmo, mas ele olhava para Natasha e seus lábios pareciam selados. Isso não se faz. Por que fez isso com elas? Steve se questionava e não conseguiu pregar os olhos, ele ficou horas olhando para Natasha deitada.
Eu nunca me senti tão estranho em toda minha vida. Por que eu me importo tanto com você, Natasha? Por que? Foram os últimos pensamentos de Steve, antes de apagar por completo de sono.
Assim que amanheceu, Natasha se levantou e se aproximou de Steve no sofá.
N: Está na hora.
Steve abriu os olhos no susto e se sentou. Natasha deu as costas e caminhou para a porta da sala. Steve a observou.
S: Natasha?
N: Não, Steve. Não precisa. Não diga nada.
S: Mas...
N: Eu entendo que foi um momento de fragilidade de nós dois. Foi errado, eu estou feliz que não tenha ido até o final.
Steve não tentou argumentar, ele até ficou aliviado de Natasha não estar com raiva, ou se sentindo usada, ele logo pensou que eles são amigos e que essa proximidade toda entre eles, às vezes pode se confundir com outra coisa. Mas como saber se é normal amigos terem uns momentos de desejo tão forte como o que eles sentiram na noite passada e naquela noite no quarto de hotel na Alemanha?
Os dois saíram do prédio e avançaram durante horas, até finalmente encontrar um hospital abandonado.
N: Não importa o que você veja, não podemos ajudar essas pessoas, muitos buscam ajuda no hospital, mas a maioria só está nos enganando.
S: Então tem uma minoria...
N: Sim.
S: Não podemos deixá-los pra trás.
N: Podemos e iremos, temos uma única missão aqui e eu realmente quero voltar para o meu filho, o quanto antes.
S: Ele está bem.
Natasha olhou para Steve.
S: Eu pedi a Sharon para checar ele e ela disse que me daria dois toques pra confirmar que ele está bem. Quando acordamos, eu chequei meu aparelho e ela tinha dado o toque.
Natasha concordou com a cabeça.
N: Ainda sim, eu estou sentindo algo de errado.
S: Sobre esse hospital?
N: Sobre James.
S: É a saudade.
N: Provavelmente. Vamos fazer isso logo.
...
Tony: Dra. Cho, você queria falar comigo?
Cho: Sim, Tony, é sobre essa epidemia das crianças.
T: Eu estou muito preocupado com isso.
Cho: Eu também.
T: Eu espero que Steve e Natasha voltem logo com essas vacinas.
Cho: Tony... Já parou para pensar como essas crianças ficaram doentes?
T: Imaginei que algum vírus foi transmitido pelo ar e chegou aqui.
Cho: Isso seria muito improvável. Vivemos fechados aqui e esse vírus precisa de um hospedeiro.
T: Acha que alguém trouxe a doença aqui pra dentro?
Cho concordou com a cabeça.
T: Mas já tem meses desde que recebemos pessoas novas... Acha que algum mutante trouxe essa doença?
Cho: Eles não trouxeram nenhuma criança com eles, e sabemos que essa doença só está atingindo as crianças de até 10 anos de idade.
T: Então não tem mais ninguém que possa ter trago essa doença pra cá.
Cho: Há sim.
T: Quem? Você quer dizer Natasha?
Cho: O filho dela.
T: Ele não está doente.
Cho: Ele estava com febre, eu acredito que o vírus não tenha conseguido penetrar no sistema dele mas que ele possa estar transmitindo para as outras crianças.
T: Quantas crianças ainda estão saudáveis?
Cho: Cerca de vinte crianças.
T: Você tem certeza que é James?
Cho: Não, eu teria que fazer mais exames nele para ter certeza, os resultados não sairiam tão rápido e precisarei de mais amostras de sangue para testar.
T: Ele é muito pequeno.
Cho: Ele precisa ser isolado.
T: De jeito nenhum, ele é muito bicho do mato, chora demais querendo a mãe, ele não vai ficar numa sala sozinho.
Cho: Tony, eu tenho quase certeza que é ele. Devemos então isolar as outras vinte crianças para protege-las?
Tony franziu a testa e suspirou. Tony caminhou pela sala e depois passou a mão na testa, relutando para aceitar a ideia.
T: Eu não posso fazer isso com ele. Eu preciso saber da opinião dos demais, do Clint.
Cho: Ele não vai aceitar.
T: Natasha vai matar eu e você e todos aqui por terem permitido isso.
Cho: Ela terá que entender, Tony. Eu não quero fazer isso, tanto quanto você, mas já perdemos oito crianças, temos trinta e duas doentes e cinco em estado grave.
T: Eu sei, eu estou acompanhando de perto. Eu só preciso de um tempo...
Cho: Okay, me avise o que decidir.
A única pessoa com quem Tony conversou foi Pepper Potts, porque é a única pessoa que consegue de certa forma colocar algum senso na cabeça dele.
T: Eu realmente não quero fazer isso, não só por ser filho dos meus amigos, mas porque ele é só um bebê.
P: Eu entendo, Tony. E eu entendo que é necessário que ele seja isolado pela segurança das outras crianças, deixa a Cho fazer logo esses testes e eliminar ele como a fonte dessa doença. Quanto mais cedo, mais rápido todo esse transtorno vai embora.
T: Como acha que Natasha e Steve vão reagir?
P: Mal. Muito mal, mas eles terão que entender que a situação aqui é caótica, não podemos perder todas essas crianças.
Tony cruzou os braços e ficou silêncio por um longo período. Pepper podia notar as rugas de preocupação de Tony Stark saltarem na sua testa.
Pepper caminhou até Tony e encostou a mão sobre o braço dele, fazendo ele descruzar os braços e a abraçar em seguida.
P: Não se culpe, você está fazendo o certo dessa vez.
T: Você tem certeza?
P: Sim.
Pepper beijou a bochecha de Tony demoradamente e o abraçou forte logo em seguida.
...
No final da noite, Clint chegou de seus afazeres e foi direto para seu quarto. Assim que ele entrou, Clint caminhou até a poltrona e se sentou. Laura se aproximou de Clint, e encostou a mão no ombro de Clint.
Clint esperava receber um selinho, como recebia todas as noites ao chegar, mas Laura só encostou a mão nele mesmo. Clint ergueu o rosto para fitar Laura.
C: O que é, mulher?
A preocupação no rosto de Laura, fez Clint se levantar da cadeira imediatamente.
C: Nossos filhos?
L: Eles permanecem internados, mas ainda estão estáveis.
Clint olhou em volta do quarto.
C: Cadê o Cap-Baby?
L: Eles o levaram.
C: Eles? Eles quem?
L: Tony e a Dra. Cho vieram aqui e disseram que James quem estava contaminando as outras crianças.
C: O que? O menino nem está doente.
L: Sim, eles disseram que foi alguma criança que veio lá de fora quem trouxe a doença aqui pra dentro.
C: O que fizeram com James?
L: Eles só me disseram que ele teria que ficar em isolamento.
C: Ele é só um bebê. Ele deve estar pirando agora sem alguém que está acostumado por perto. Eu vou falar com Tony agora mesmo.
Laura ia tentar acalmar Clint, mas ele saiu do quarto, feito um raio, ele foi até o quarto de Tony e surrou a porta.
Tony abriu a porta.
C: Cadê o menino?
T: Ele está bem, está sendo bem tratado.
C: Uma ova, você sabe como ele é, deve estar aterrorizado.
T: Clint, tenha calma.
Pepper se enrolou no robe e se aproximou da porta.
P: Você quer ver ele?
Tony olhou para Pepper e fez negativo com a cabeça.
P: Eu acho que ele se sentirá melhor se ver que James está inteiro.
C: Me leve até ele.
Pepper e Tony acompanharam Clint até o elevador e desceram com ele até a ala F. A ala F era extremamente fria, o ar condicionado era bem mais forte, as paredes todas de metal, e como se não bastasse as pessoas estavam usando roupas especiais como se estivesse lidando com armas químicas naquele pavimento.
C: Mas que merda é esse lugar.
T: Nosso centro de pesquisa e medicina. Armazenamos aqui, banco de sangue, laboratório e a ala de doenças infecciosas com boxes isolados para evitar propagação.
P: Temos que vestir isso a partir daqui.
Pepper chegou na antessala da área de isolamento, os três vestiram as roupas especiais, colocaram uma máscara no rosto e touca. Clint fez negativo com a cabeça.
C: Não acredito nisso.
T: Se não estamos sendo dizimados por doenças como nos outros bunkers, é graças a isso.
Eles adentraram na área de isolamento e Clint estava surpreso por ver que tinha mais pessoas sendo isoladas.
Clint olhou para uma jovem loira e pálida, dentro de um dos boxes que tinha a parede de vidro, olhando diretamente pra ele.
C: O que ela tem?
T: Eu não sei.
C: Os olhos dela estão sangrando?
T: Provavelmente.
No outro box, um homem parecia estar louco, tremia a cabeça e batia desesperadamente no vidro, tentando sair.
C: Meu Deus, Tony.
T: Ele tentou comer os próprios filhos.
C: James está aqui? Como você pôde?
T: Eu o coloquei numa sala separada.
Ao caminharem até o final do corredor, Tony abriu a porta que dava para um único box de isolamento. Clint entrou e podia ver uma enfermeira com uma roupa especial como a deles e máscara no rosto, perto do berço de James, acariciando as costas dele para tentar acalmá-lo em vão.
Clint se aproximou do box e ficou horrorizado ao ver o quanto James estava chorando, apesar dos esforços inúteis da enfermeira que tentava de tudo para fazê-lo dormir.
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