Infinity War - Romanogers Fanfic
25 Capítulo 25
T: Eu estou me fazendo a mesma pergunta desde que cheguei aqui.
H: O que é aquilo? Será que aqueles bichos alienígenas sofreram mutação?
S: Eu nunca vi nada assim na minha vida, eu achei que nada mais podia me surpreender, mas... Será que todos estão vendo uma árvore se mexendo ou só eu?
N: Todos estamos vendo a mesma coisa. Por que eles estão com um gambá como bicho de estimação?
H: Não é um gambá, idiota. É um guaxinim.
N: Você acabou de me chamar de idiota?
T: Gente! O que devemos fazer?
H: Ué, não abrir a porta seria uma ótima ideia.
T: É claro que não vamos abrir, mas devemos atirar?
H: As armas estão posicionadas?
T: Claro.
N: Deus, olha a cara daquele homem...
S: Aquele dali parece ser o único normal do grupo.
Steve apontou para o único humano do grupo, que logo começou a fazer uma dancinha esquisita, fazendo todos franzirem a testa com o comportamento estranho.
S: Retiro o que eu disse.
T: Atiro?
S: Não, eles só estão parados... Quer dizer, dançando...
H: Por que estão dançando?
N: O que eles estão ouvindo?
S: Tony, pode abrir o canal de comunicação?
T: Ei moleque.
Tony assoviou e um dos agentes novatos concordou com a cabeça.
— É pra já, senhor Tony.
T: Stark. Senhor Stark, eu já disse!
— Me desculpe, Sr. Stark.
T: Eu só estou brincando, Patrick.
— É Peter, senhor.
T: Eu sei!
Peter seguiu as ordens e abriu o canal de comunicação. Todos ficaram confusos com a música que estava tocando.
N: Eles conhecem Michael Jackson?
T: Você quer dizer Jackson 5?
N: Que seja!
— Oh hey! Conseguimos, galera. Eu disse que a dança ajudaria...
Todos dentro do centro de comando se silenciaram, assustados, porque não sabiam que seria possível para os estranhos fora do bunker ouvir eles lá dentro também. Quando Tony pediu para abrir comunicação era somente para ouvir o que eles estavam falando, não para realmente conversar com eles.
Tony olhou para Peter.
T: Você ligou o nosso som daqui de dentro também?
Tony disse sussurrando.
— Eu posso ouvir vocêeee! Eeeiii.
Peter: V-você di-disse para abrir a co-comunicação.
Tony colocou a mão na testa e suspirou.
N: Por que ele está falando nossa língua?
— Porque eu sou americano.
— E eu sou uma Zen Whoberi. Última de minha espécie.
Hill deu um suspiro e abriu a boca espantada com a mulher de pele esverdeada.
H: Ela fala nossa língua.
— Eu falo mais de 500 línguas.
— Eu sou Groot.
Natasha e Hill deram um grito ao mesmo tempo e um passo para trás quando a árvore se pronunciou.
N: O que está acontecendo?
H: Estamos tendo um surto coletivo. É a única explicação lógica!
— Aff! Pelo amor! Eles são muito estúpidos e você achando que esses caras poderiam nos ajudar. Eu estou fora!
H: O guaxinim fala também, eu vou desmaiar.
— Meu nome é Raccoon!
S: Quem são vocês?
— Eu sou o Senhor das Estrelas.
N: O que?
— O nome dele é Peter Quill.
Disse o sujeito de pele azulada e aparência rude.
Peter Quill: Sim, eu sou o Peter. Capitão América!!!! ARRRR.
Peter deu um grito tão fino quanto o de uma mulher.
PQ: Eu não acredito, eu sou um grande fã! Eu até tenho uma merendeira com o desenho do seu escudo! Você ainda parece como nas figurinhas que eu tinha. Que honra, senhor.
S: Obrigado... Eu acho. Mas senhor Quill, o que estão fazendo aqui e como nos acharam?
PQ: Bem, nós temos máquinas sensoriais na nossa nave, é aquela lá. Bem irada, não acha?
T: Estamos perdendo tempo. O que vocês querem?
PQ: Bem nós temos um inimigo em comum... Chamado Thanos...
S: De onde vocês são?
Peter apontou para o céu.
PQ: Cada um de nós veio de um planeta diferente, exceto por mim, que vim daqui, mas eu fui sequestrado por aquele carinha azul ali, que diz que sou da família, mas tenta me matar de vez em quando, enfim... Águas do passado.
Raccoon: Vocês vão abrir essa porta ou não?
H: Claro que não!
R: Mas nós viemos ajudar!
H: Não precisamos de vocês.
N: Hill!
H: O que?
T: Eles podem estar infectados por algum daqueles seres... É muito perigoso.
PQ: Que seres?
S: Nós teremos que conversar sobre isso.
T: O que?
S: Sabemos que uma hora Thanos chegará aqui, ele enviou um de seus exércitos apenas e para ser sincero, não descobrimos até agora uma maneira de nos livrar deles.
T: Você quer aceitar ajuda de um bando de lunáticos do espaço dançante?
PQ: Eu gosto desse nome! O que você acha, Gams? Lunáticos do Espaço Dançante...
Gamora: Prefiro Guardiões da Galáxia.
N: Guardiões da Galáxia?
PQ: É. É como nos chamamos.
Natasha e Hill se entreolharam e ficaram em silêncio.
Apesar dos Vingadores poderem ver os Guardiões, os Guardiões não podiam ver eles, apenas ouvir.
Natasha resolveu tomar a frente das negociações.
N: Peter Quill?
PQ: Senhor das Estrelas...
Natasha revirou os olhos e suspirou para tentar ter paciência.
Peter deu uma risadinha.
PQ: As mulheres da Terra são como você, Gams. Eu pude ouvir o suspiro de impaciência dela que você sempre faz e eu aposto que ela revirou os olhos...
S: Ela revirou.
PQ: Viu só.
Natasha olhou para Steve, com o semblante sério. Steve estava sorrindo e desmanchou o sorriso quando notou o olhar mortal de Natasha para ele.
S: Desculpe...
Peter ainda estava rindo.
N: Senhor Quill... Nós precisamos de tempo.
R: A gente veio oferecer ajuda, a única saída de vocês e vocês querem tempo pra decidir se querem morrer ou não. Já chega! Eu e Groot estamos fora!
PQ: Calma aí, Rac. Vamos ouvi-la.
N: Eu só estou pedindo um tempo para que possamos informar ao restante do bunker, vivemos em uma comunidade aqui. Sabem o que é isso?
PQ: Claro! Nós costumávamos também, mas é muito chato. Muitas regras, não se pode roubar...
Gamora: Nem matar...
Steve franziu a testa, confuso.
N: Você nos aguarda, somente até esclarecermos tudo para o pessoal.
PQ: Pode ser. Mas cuidado para não perdermos muito tempo.
R: Quanto tempo vocês precisam? 2 horas? 3?
N: No mínimo alguns dias.
R: DIAS?
PQ: Você pode ter seu tempo, moça da voz sedutora. Será que você podia mostrar alguma foto sua, só para ver se confere com o som da sua voz... AIIII!!!
Peter passou a mão no braço para aliviar a dor que sentiu quando Gamora passou uma faca pela pele dele, provocando um corte superficial.
Natasha sorriu.
N: Eu gosto dela.
Tony fez um gesto para seu agente Peter encerrar a comunicação. O agente cortou a comunicação, mas Peter Quill achou que ainda estava ativado.
PQ: Ela é muito ciumenta, a minha garota. É a minha garota ela. Certo, Gams?
Gamora cruzou os braços, revirou os olhos e suspirou.
PQ: Vamos dançar, amor. Venha.
G: Eu não quero dançar.
PQ: Como assim não quer dançar? Vem dançar para os nossos amigos, eu ouvi dizer que todos na Terra gostam de dançar!
G: Eu disse que não quero dançar!
PQ: Ok. Vem você então, Raccoon.
R: Blah!
Raccoon começou a resmungar consigo mesmo e caminhou para fora da entrada do bunker, rumo a nave.
PQ: Não me deixa na mão, Drax, meu companheiro... Draaaax!
Drax seguiu Raccoon.
PQ: Groot!
Groot foi o que ficou fazendo companhia para Peter e balançou os galhos, enquanto Peter cantava e dançava uma música, crente que estava sendo ainda assistido pelos Vingadores.
PQ: Pessoal? Queria saber se minha dança ainda é atual por aqui ainda, porque sabe...
Enquanto isso, se formou uma rodinha entre os Vingadores presentes no centro de comando e Maria Hill. Ah e a pequena Sara, dormindo no colo de Steve.
T: Nós não podemos deixá-los entrar.
N: Precisamos de ajuda, até quando acha que conseguiremos viver aqui?
T: Eu não sei, pra sempre? As pessoas estão se reproduzindo, estamos dando conta muito bem.
H: Deus, Tony, se todos começarem a se reproduzir e a população aumentar demais? Como vai ser a comida pra todo mundo?
T: Faremos controle de natalidade.
N: Eu não quero viver aqui dentro pra sempre.
H: Nem eu.
T: Por que não?
N: Porque eu quero que o meu filho viva uma vida normal, isso aqui não é normal. Eu quero que ele sinta o sol na pele dele, quero que ele possa mergulhar num lago, num rio e ter contato com peixes e outros animais. Quero que ele possa conhecer pessoas de outros lugares e que tenha conhecimento de tudo que eu tive conhecimento no mundo.
T: Tudo que você teve conhecimento? Eu não acho que seja uma boa ideia, ele ficaria traumatizado...
N: Você entendeu o que eu disse.
S: Tony, você acha que quando Thanos chegar, que ele não irá nos descobrir aqui? Até os Guardiões nos acharam facilmente... Nossa tecnologia não é a mesma que a deles.
T: Eu projetei esse lugar junto com a Pepper e os melhores engenheiros existentes, o bunker é extremamente resistente.
N: Não podemos prever o poder de Thanos, a pequena amostra de poder que ele nos deu, está aí pra quem quiser ver. Metade da população dizimada, talvez mais que a metade!
S: Tony, não estou dizendo que não fez um bom trabalho com o bunker, você fez, estaríamos todos mortos senão fosse por você. Mas tenho que concordar com a Natasha, uma hora teremos que lutar contra Thanos e esses caras são lá de fora, podem nos ajudar com armas e dicas de como vencê-lo... Nós nunca tivemos nenhuma oportunidade de conhecer alguém que conhece Thanos, devíamos os unir.
N: Toda ajuda é necessária.
H: Sim, incluindo um sujeito tímido que fica verde quando tá puto e que é indestrutível.
Steve olhou para Hill e ela não estava arrependida do que disse, porque era verdade.
T: O que faremos então? Anunciar ao bunker que entraremos em guerra?
S: Eles sabem.
N: Aceitar a ajuda dos Guardiões não significa que estamos em guerra contra Thanos agora. Talvez eles saibam dizer quanto tempo temos até Thanos chegar e podemos nos preparar.
H: E eu acho que há alguém aqui no bunker capaz de dizer se podemos confiar neles ou não.
T: Quem?
N: Fury.
T: Ah ta, Fury, o revoltado. O que ele poderia saber sobre esses caras que nem são da Terra?
Natasha e Hill suspiraram e ficaram olhando para Tony, esperando que ele mesmo raciocinasse sozinho que Fury tem contato com ONU e com todas as potências mundiais, e se ele conseguiu informações sobre Asgard, ele teria informações sobre os Guardiões. E Guardiões da Galáxia não é um nome novo para Natasha e Hill que já ouviram por alto sobre eles.
H: Então todos estamos de acordo com o anúncio da aceitação da ajuda dos Guardiões?
S: Sim. Mas...
Todos eles suspiraram quando Steve disse “Mas”.
S: Eu acho que deveria haver uma votação.
T: Por Deus, Steve, por que está complicando as coisas?
N: Não vejo necessidade.
S: Pois eu vejo, não podemos ditar para todos que vamos aceitar eles e que vamos enfrentar o que vier. As pessoas tem livre arbítrio para decidir o que querem para si.
H: Não adianta discutir, adianta? Steve fará um discurso enorme e no final faremos o que ele disser. Não porque achamos que você tem razão, Steve, mas porque ninguém fica com saco pra ficar te ouvindo.
Steve não fica ofendido com isso. Sempre que pode, Hill gosta de alfinetar ele.
S: Hill, anuncie para a população do bunker se reunir no nosso auditório central na ala J.
N: Eu vou ver o James.
H: Como vocês farão com as crianças? Sabe que o pessoal da creche terá de participar e crianças não são permitidas lá embaixo.
Steve e Natasha se entreolharam.
N: Eu já sei o que irão anunciar e você precisa estar lá, você é o líder.
S: Não tem isso aqui dentro, todos somos líderes.
N: Você entendeu... Eu ficarei com a Sara.
T: Ué, essa ideia foi toda de vocês dois.
N: Sou obrigada a ir?
T: Na minha opinião sim.
Natasha suspirou, se sentindo irritada.
S: Eu tive uma ideia.
Steve pediu para Natasha acompanhar ele, mas Natasha disse que precisava dar uma olhada em James, ela ficou praticamente uma hora fora e ele estava sozinho no quarto.
Steve e Natasha foram até o quarto de Natasha e notaram que James estava dormindo ainda.
S: Ele dormiu na sua cama?
N: Sim, me deu um baita susto na madrugada. Ele conseguiu sair do berço sozinho, acredita?
S: Sim. Eu vi ele saindo.
Steve se aproximou do berço e colocou Sara deitada lá dentro.
N: O que está fazendo?
S: Eu conheço alguém.
N: Quem?
S: Ela se chama Juliana e ela é boa com crianças.
Steve e Natasha puderam ouvir o anúncio de Hill no alto-falante pedindo para os cidadãos do bunker se dirigirem para a ala J, imediatamente.
N: Uma estranha?
S: Eu conheço ela. Você pode confiar.
Natasha suspirou.
S: Você conhece a cozinheira, certo?
Natasha concordou com a cabeça.
S: É a sobrinha dela. E ela só ficará de olho pra gente, se algum deles acordar ela nos avisará e um de nós voltamos pra cá. Eu deixarei meu W.T. com ela.
Natasha concordou com a cabeça.
S: Vamos falar com ela, antes que ela saia para ir a ala J.
Natasha olhou para James e depois para Steve.
S: Eles estão dormindo, não tem problema.
N: Vamos.
Steve e Natasha saíram e fecharam a porta do quarto, mas não trancaram. Os dois correram para ir até a cozinha e a tia de Juliana informou que Juliana já tinha ido para a escadaria para ir ao auditório.
Steve e Natasha correram para as escadas e começaram a procurar por Juliana e só a acharam cerca de quinze minutos depois.
...
Logo após que Steve e Natasha saíram do quarto, Sara começou a se mexer e acordou. Ela olhou ao redor do quarto e não viu ninguém, nem ouviu nenhum som. Sara imediatamente puxou o choro e começou a chorar alto, o que acordou James que estava deitado na cama.
James levou um susto e abriu os olhos, ele olhou pro lado procurando a mãe na cama, mas ela não estava, depois James franziu a testa com o choro estridente do bebê no berço dele.
James fechou os olhos novamente porque ainda estava cheio de sono. Por que tem um neném no meu berço? James pensou e abriu os olhos novamente.
James bocejou e escorregou para descer da cama, ele se aproximou do berço e olhou para Sara com a testa franzida.
Meu berço. James pensou e depois lembrou quem era a bebê.
J: “Sala”.
Sara, foi o que ele estava dizendo do jeito dele. James não entendia o que ela estava fazendo ali e nem porque ela está gritando tanto.
J: Mamãe?
James chamou por Natasha e depois foi até o banheiro, mas a porta estava fechada e ele não alcança a maçaneta para abrir a porta.
Sara parecia ter aumentado o choro quando James se afastou, ele voltou correndo.
J: “Sala”.
James colocou a mão por entre as grades do berço e segurou a mão dela.
J: Eu tô “medo”, você tá “medo”?

Sara parou de chorar e levou a mão de James até a boca para sugar. James sentiu cócegas e riu.
J: Mamãe?
James olhava para a porta do banheiro, achando que a mãe estava lá. James soltou a mão de Sara de novo e foi até a porta do banheiro e bateu na porta.
J: Mamãe! Mamãe.
Sara começou a chorar novamente e James correu até ela.
J: “Pala”
James ficou irritado com a choradeira e mandava Sara parar de chorar.
J: “Palaaaaa”
James gritou e Sara engoliu o choro e depois sorriu. James tentou ir até o banheiro de novo, mas Sara gritou, ameaçando chorar.
James suspirou, super irritado e segurou a mão dela de novo, ele encostou o rosto entre as grades e estava com a testa franzida.
Mesmo irritado com Sara, ele ficou lá ao lado dela e segurando a mão dela para ela não chorar.
Sara acabou voltando a dormir depois de alguns minutos. James soltou a mão dela e quando Sara ameaçou acordar de novo, James escalou o berço e entrou, se deitando ao lado dela.
J: Shhh...
James também fechou os olhos e pegou no sono de novo, sem perceber.
...
Steve e Natasha conversaram com Juliana sobre o anúncio que seria feito, para que ela ficasse ciente e pediram a ela para ficar com as crianças e chamarem eles, caso começassem a chorar. Steve teve que ensinar duas vezes para ela a usar o W.T. Juliana concordou e subiu correndo para ficar com as crianças no quarto, quando ela chegou, os dois estavam dormindo dentro do berço.
Steve e Natasha foram até o palanque do auditório se juntar a Tony, Thor, Professor Xavier, Logan e Maria Hill. Tony já tinha se encarregado de adiantar a notícia e a primeira reação do pessoal foi pânico. Todos estavam falando entre si, alguns esbravejando que não deviam aceitar a ajuda dos Guardiões porque significaria que estariam declarando guerra a Thanos.
Em meio a todo falatório, uma pessoa no meio da multidão, deu um assovio estridente e ergueu o único braço que tinha e se moveu para frente do palanque, mas não subiu nele.
Todos ficaram em silêncio e olharam para o sujeito, que sempre vivia pelas sombras e quieto na dele.
Bucky: Eu sei o que todos estão pensando. Eu sei que estão com medo, eu também estou com medo, e eu não sei quantos a vocês, mas eu odeio me sentir assim. Com medo. Coagido. Reprimido... Eu passei por isso por diversas vezes na minha vida, até chegar um ponto que alguém me fez voltar a ser quem eu era e me fez dizer: Chega.
Bucky olhou brevemente para Steve e Steve ficou extremamente bobo e sorriu pela consideração de Bucky.
B: Eu não sei viver com medo. Isso é o que estamos fazendo e o pior, estamos ensinando nossas crianças a terem medo. Eu não tenho um filho, eu tenho um amigo de 2 anos e meio que eu amo como um filho...
Natasha sabia que Bucky estava falando de James e quase sorriu, mas manteve a seriedade por estar em público.
B: E eu não quero que ele viva com medo.
— Você quer que todos morremos nessa luta!
— É!
Começou a gritaria entre os cidadãos do bunker novamente.
S: Pessoal! Por favor!
As pessoas tem um grande respeito por Steve e se silenciaram a pedido dele.
S: Deixe-o falar, todos terão sua vez.
B: Eu não quero que ninguém morra, eu não quero que mais ninguém morra. Mas se ficarmos aqui de braços cruzados, é o que vai acontecer e sequer teremos lutado para tentar impedir.
Bucky olhou para uma moça que ele sempre vê com um filho, então sabe que ela é mãe.
B: Você... Se Thanos estivesse aqui agora, com uma arma ou sei lá de que forma ele luta, apontando para o seu filho. O que você faria?
— Eu entraria na frente dele!
B: Sim! Sim! Você o protegeria! Nós temos que proteger nossas crianças, nossos idosos... Eles só tem a nós para garantir algum futuro.
— Nós estamos bem aqui!
B: Estamos? Quando começa a próxima epidemia que levará a morte ou o isolamento de 10 ou 15% da nossa população? Até quando haverá comida? Remédios?
— Ele está certo.
— Eu concordo.
Algumas pessoas começavam a concordar com Bucky.
— É!
O pessoal deu passos para trás quando Wolverine esticou pra fora suas garras de metal e ficou em posição de ataque, mas ele estava apenas exaltado com o discurso de Bucky.
Logan: É o que eu sempre disse, precisamos lutar. Vamos lutar! Vamos matar aqueles filhos de uma puta!
S: Logan, eu entendo que esteja animado, mas temos mulheres aqui...
Logan recolheu as garras e deu uns passos para trás.
Enquanto as pessoas aplaudiam o discurso de Bucky e o cumprimentavam, Steve conversava com o professor para que ele mantivesse Logan sob controle.
Quando Steve voltou a atenção para o amigo Bucky para cumprimenta-lo pelo belo discurso também, ele desmanchou o sorriso. Desmanchou o sorriso pois Natasha acabara de ir até Bucky e abraçou ele bem forte.
Natasha parecia contente por estar com Bucky, e de fato, ela estava, mas era pelo que Bucky dissera sobre o James, que deixou Natasha emocionada e ela quis agradecer, o abraçando e dizendo o quanto ela preza a amizade e o carinho que Bucky tem pelo filho dela. Para Steve, isso era apenas a confirmação que ela e Bucky estavam de fato, juntos.
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