Infinity War - Romanogers Fanfic
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Enquanto Hill organizava uma fila com a ajuda de outros agentes da SHIELD para começar a votação, Tony, Thor, Logan, Steve e Clint estavam reunidos ao fundo do auditório.
Natasha estava ainda com Bucky perto do palanque.
N: Isso que disse sobre James...
Natasha não sabia que palavras usar para dizer que ficou feliz com o discurso de Bucky.
B: Foi verdadeiro.
N: Eu sei... Obrigada, Barnes. Por tudo.
B: Você não tem que me agradecer.
Natasha suspirou e olhou na direção de Steve.
B: Como vocês estão?
Natasha já tinha desviado o olhar de Steve, ela franziu a testa e fez negativo com a cabeça, demonstrando não ter entendido a pergunta de Bucky.
B: Você e Steve?
Natasha olhou para os lados e suspirou novamente, como se pensasse no que dizer.
N: É complicado.
B: Ele gosta de você, eu tenho certeza.
N: Às vezes o jeito que ele me olha, eu realmente acredito que ele sente algo, mas não é o suficiente e eu não sou mulher de ficar com partes.
B: Ou ele vem inteiro, ou...
N: Ou nada! Mas eu estou bem agora, eu... Coloquei na minha mente que assim é melhor.
B: Colocou na mente e no coração?
Natasha sorriu e sempre evita contato visual quando é para falar sério de algo que ela sente.
N: James é a única coisa que ocupa meu coração agora. Barnes, eu esqueci das crianças, eu preciso voltar.
B: Okay. Eu ficarei aqui até sair o resultado.
Natasha concordou com a cabeça e correu até onde Steve estava reunido com os demais Vingadores.
Natasha encostou no braço de Steve para que ele notasse a presença dela e soubesse que ela deseja falar com ele.
Assim que sentiu o toque de Natasha no braço, Steve olhou para ela ao lado dele.
N: As crianças...
Natasha disse sussurrando.
S: É mesmo!
Steve procurou sussurrar também.
N: Você pode ficar, eu só vim te avisar que vou subir.
S: Eu irei com você.
N: Você pode ficar, você provavelmente tem muita coisa a resolver aqui.
S: Não, Sara é mais importante. Eu irei com você. Só um minuto.
Steve olhou para os colegas.
S: Eu preciso ir, me avisem pelo W.T. qualquer problema.
Os demais concordaram com a cabeça, Steve e Natasha se dirigiram para o elevador e assim que entraram e o elevador começou a subir, um silêncio grande reinou.
O silêncio era tão grande por todos estarem reunidos lá embaixo, que eles nem conseguiam ouvir o som da máquina do elevador. Mas uma coisa eles podiam ouvir claramente: a respiração um do outro.
Primeiro o som da respiração parecia ser baixinho, e sabe quando você está num lugar e começa a ouvir um certo barulho e daí passa a prestar atenção somente nesse barulho e de repente todos os outros sons se tornam obsoletos? Era exatamente isso.
A medida em que um ouvia a respiração do outro, o som parecia aumentar cada vez mais e era como se pudessem sentir a respiração deles batendo contra a pele, o que causou um efeito como se estivessem inebriados pelo som, como se clamassem por sentir aquela respiração de forma mais intensa no corpo um do outro.
Natasha estava tão dominada pela sensação que foi a primeira a fechar os olhos e entreabrir os lábios para respirar melhor e sentir mais do ar de Steve, mas ela não podia fazer nada além disso. Ela estava ao lado dele, sentindo uma atração incompreensível, sem saber se ele estava sentindo o mesmo ou não.
Ele estava! Steve somente não fechou os olhos, mas suas narinas estava muito mais dilatadas por querer tanto sentir o cheiro e respiração de Natasha. A respiração dele era muito mais forte e pesada que a dela, era até mesmo visível pelo volume do peitoral dele que enchia e esvaziava de ar, totalmente carregados.
Quando estavam entre o pavimento da Ala D e C, o elevador parou, dando um tranco que fez os dois se desequilibrarem.
Natasha não tentou se segurar em nada, mas a primeira coisa que Steve fez foi esticar o braço até o dela para segurá-la.
O Bunker acabara de ficar sem energia, todas as luzes também se apagaram.
N: O que foi isso?
S: Eu não sei.
Logo após dizerem isso, uma luz de emergência da cabine do elevador se acendeu e em seguida uma voz mecânica foi ativada.
— Em casa de falta de energia, procure usar as escadas. Se você está preso no elevador, não entre em pânico, o elevador possui dispositivos de segurança que não permite o deslocamento sem energia. Fique calmo e aguarde que o gerador do elevador seja ativado ou que a energia seja reestabelecida.
Steve e Natasha olhavam para o teto durante o discurso de segurança que Tony implementou nos elevadores.
As portas do elevador, mas pareciam cancelas, elas são formadas por uma espécie de alambrado, o que permite para quem está fora que visualize dentro do elevador e também permite a quem está dentro do elevador, ver por onde está passando.
Natasha caminhou até próximo da porta e podia ver a laje que divide a Ala C da Ala D.
N: Estamos presos entre a Ala C e D. Nenhum sinal de uma alma viva por aqui.
Natasha disse enquanto se virava para voltar ao lugar, mas ela não sabia, ou melhor dizendo, ela não percebeu que Steve também tinha ido atrás dela e os dois se esbarraram de frente.
Steve a afastou um pouco a segurando pela cintura, para tentar amenizar o impacto, mas os corpos deles já haviam se chocado de qualquer jeito.
N: M-me desculpe.
S: Não, me desculpe você.
Os olhos dos dois permaneciam conectados, e as mãos de Steve ainda estavam sobre a cintura de Natasha e tudo que eles podiam ouvir agora, novamente, era o som da respiração um do outro.
Dessa vez esse som parecia estridente e Natasha não podia evitar de olhar para os lábios de Steve, que pareciam extremamente tensos, com as narinas bem dilatadas devido a essa respiração forte e mais acelerada. Steve também não conseguia mover os olhos dos lábios semiabertos de Natasha e ele não pôde evitar, não pôde se conter em não aproximar o rosto do dela.
Foi um movimento tão rápido que Natasha não conseguiu ter uma reação, aliás ela só moveu a cabeça um pouco para trás e seus braços e mãos estava soltos e moles, como se ela estivesse entregue aos braços de Steve, que agora já envolviam por completo a cintura dela.
Era como se ela não pudesse raciocinar direito, tudo que ela pensava e sentia era aquela respiração forte e quente que saiu da boca de Steve quando ele aproximou a boca da dela.
Ela foi a primeira a fechar os olhos, antes mesmo dos lábios se encontrarem, ela já tinha fechado os olhos e nesse momento, tudo que ela jurou a si mesma, tinha ido por água abaixo, ela o queria, ela o queria por demais.
Os lábios de Steve encostaram nos de Natasha de levinho e por alguns segundos eles apenas trocaram as respirações e aos pouquinhos os lábios foram pressionados um contra o outro cada vez mais, bem lentamente, até que se unissem por completo.
A língua de Steve foi que teve a iniciativa de ir buscar a de Natasha, e com muito carinho ele a moveu e recebeu de volta toda a carícia que ele dava ao mover a língua pela dela.
Steve abraçou a cintura de Natasha mais forte, pressionando o corpo dela contra o dele ainda mais e finalmente Natasha conseguiu ter alguma reação com o corpo e colocou as mãos sobre os ombros e em seguida sobre o pescoço de Steve.
Era tudo que Steve precisava para notar que fora correspondido e automaticamente ele a empurrou um pouco para trás, o suficiente para encostar as costas dela contra a porta do elevador, mas ele não se afastou ou interrompeu o beijo por isso.
Steve quase a sufocou de tanto imprensá-la contra a porta, Natasha teve que desgrudar os lábios de Steve, para poder respirar e ele imediatamente levou a boca até o pescoço dela, enquanto suas mãos voltavam para a cintura de Natasha.
As mãos de Steve deslizaram o corpo de Natasha para cima, fazendo com que ela ficasse sem encostar os pés no chão. Natasha ainda estava com os olhos fechados, e gemia baixinho enquanto Steve se concentrava em marcar o pescoço dela com um chupão.
Natasha cravou as unhas nos ombros de Steve, não sabendo se puxava ele pra si ou se o afastava, ela ainda estava tentando voltar a si, mas era difícil e antes que se desse conta, seus dentes estavam mordendo a orelha de Steve.
Steve beijava, mordiscava e cheirava o pescoço de Natasha até chegar na altura do colo dela, mas ele não agachava pra isso, erguia o corpo dela mais pra cima, e para que ele pudesse usar as mãos, ele encostou o joelho sobre a porta e a deslizou para baixo para que ficasse sentada sobre a coxa dele.
A intenção de Steve era arrancar a roupa dela, num único movimento, mas o gerador do elevador finalmente restaurou a energia, dando um outro solavanco, que fez os dois irem para o chão.
— Energia reestabelecida.
Natasha tinha caído com parte do corpo sobre o de Steve, e os dois automaticamente saíram do transe que estavam, depois dessa queda, eles olharam um para o outro, sem saber o que dizer ou como agir.
O elevador já estava em operação e chegou até a Ala A.
— Você chegou ao seu destino.
S: Natasha...
N: Não.
Natasha se levantou e ajeitou a roupa.
S: Mas...
N: Nós não temos que falar sobre isso. Eu vou ver as crianças...
S: Eu vou junto.
N: Não...
Steve franziu a testa, confuso.
N: Você precisa de um banho.
Steve ainda estava sem entender e Natasha olhou para as calças dele. Steve olhou também e ficou imediatamente sem graça.
S: Eu pego a Sara em meia hora... Você se importa?
N: Não, leve o tempo que precisar.
Os dois saíram do elevador e Steve seguiu por um corredor e Natasha por outro e ela por dentro estava feliz pelo estado que Steve ficou, é bom para a autoestima dela, mas Natasha não queria ser apenas um objeto de desejo pra ele, mas dessa vez não foi assim, não parecia ser só desejo, ela pôde sentir algo diferente no modo como ele a beijou e a segurou.
Algo está diferente, mas eu não posso me permitir em acreditar que podemos ter algo de novo. De jeito nenhum, eu não posso. Natasha pensava, enquanto finalmente chegava no quarto.
Natasha abriu a porta do quarto e até tinha esquecido que Juliana estava lá. Natasha estava com um pequeno sorriso no rosto e passando a mão no pescoço que ficou dolorido de tanto que Steve a amassou contra aquela porta.
Ju: Senhora Natasha.
Natasha olhou para Juliana um pouco assustada, ela não queria ser pega num momento que estava tão... Como posso dizer? Tão nas nuvens...
Ju: Você está bem?
Natasha desmanchou todo o sorriso e franziu a testa.
N: Por que não estaria?
Ju: Seu rosto e seu pescoço estão tão vermelhos e os seus lábios...
Natasha abriu a boca para responder, mas teve que pensar numa resposta. Juliana era obviamente ingênua demais e não notou que o estado dela denota claramente que ela estava de amasso com alguém.
N: Eu vim correndo, eu... Fiquei preocupada com as crianças.
Ju: Eles estão bem, dormiram o tempo todo, mas parece que aquele rapazinho acabou de acordar.
Natasha olhou pra James bocejando dentro do berço ao lado de Sara.
N: Você o colocou lá dentro?
Juliana fez negativo com a cabeça.
Ju: Quando cheguei, ele já estava lá.
N: Juliana pela sua ajuda, você devia ir até o auditório e registrar seu voto.
Ju: Não foi nada. Eu irei.
Juliana deixou o quarto e Natasha pegou James do berço.
James coçou o olho diversas vezes, bocejou e apontou pra Sara.
N: Você tomou conta dela?
James fez positivo com a cabeça.
N: Você é um bom menino, James.
James acenou para Sara, se despedindo dela.
J: Tchau, Sala.
N: Não, James, ela não está indo embora agora.
J: Por que?
N: Porque o pai dela ainda não veio buscar ela. Você sabe, eu te expliquei que o seu pai é pai dela também, isso quer dizer que vocês são irmãos e que você tem que tomar conta dela... Você tem que cuidar para que ela não fique triste, ser irmão mais velho significa que tem que ser responsável. Você gosta dela?
James ainda olhava para Sara, ele olhou para Natasha e fez negativo com a cabeça.
N: Por que não? Olha pra ela. Ela é pequenininha, bonitinha, ela sorri.
J: Ela “chola”.
N: Todo mundo chora. Até mesmo você.
Sara acordou e a primeira coisa que fez foi começar a chorar. James colocou as mãos no ouvido.
N: Espere aqui.
Natasha colocou James no chão e pegou Sara no colo.
N: Olá, Sara. Sh...Está tudo bem. Você deve estar faminta.
Ao ouvir a voz de Natasha, Sara parou de chorar e ficou olhando pra ela. Natasha não podia deixar de sorrir ao olhar para ela, era um bebê muito bonito e nos olhos dela já se podia ver que teria uma forte personalidade.
N: É fome, não é?
James agarrou na perna de Natasha.
J: Minha mãe.
Natasha olhou para ele e sorriu.
N: Não seja bobo, James. Eu sou sua mãe, mas ela é pequena, ok? Vamos lá arrumar uma mamadeira pra ela. Seja um homem e venha andando do meu lado. Será que você consegue?
James suspirou e olhou para Natasha com uma certa tristeza, mas ela não podia fazer nada, ele tem que entender que tem um bebê ali agora e que precisa ficar no colo e ele no chão.
Natasha abriu a porta do quarto e reparou que James ficou parado no mesmo lugar, com a cabeça arriada para o lado.
N: James? Venha, você não pode ficar aí sozinho. Nós iremos lá no seu pai para pegar a mamadeira dela.
James veio até Natasha praticamente se arrastando e três metros depois ele parou e se encostou na parede.
J: Cansado. Colo.
Natasha olhou pra ele e indicou para ele continuar com a cabeça.
James virou de frente para a parede abriu os braços e se encostou na parede e foi se arrastando por mais 2 metros até parar de novo e deitar no chão.
J: Colo.
Natasha respirou fundo e se agachou perto dele.
N: Levanta.
J: Colo.
N: James. Levanta.
A intenção de James era não levantar até que Natasha o pegasse, mas ela estava falando sério demais, então ele se levantou, mas ficou parado, enquanto Natasha dava alguns passos a frente.
Natasha parou novamente, respirou fundo e olhou para James.
N: James, eu só vou falar com você mais uma vez e você irá obedecer, ou eu juro que você ficará de castigo e você não vai gostar, acredite em mim. Para de palhaçada e vamos agora.
James olhou para Sara e franziu a testa, ele estava com raiva por ela estar no colo que pertence a ele e agora a mãe dele estava brigando com ele por causa dela, a raiva e a tristeza por Natasha estar brigando com ele o fez arriar a cabeça de novo. James voltou a andar e Natasha caminhou um pouco mais a frente dele.
Duas lágrimas rolaram pelo rosto de James, enquanto ele seguia a mãe pelo corredor até o quarto de Steve.
Natasha bateu na porta e aguardou. Não demorou muito e a porta foi aberta.
Steve e Natasha trocaram breve olhares e depois Steve olhou para Sara.
S: Ela acordou?
N: Sim. Ela está com fome, eu achei que estaria ainda no banho.
S: Eu acabei de sair.
Os olhares dos dois voltaram a se encontrar e ficar presos, mas Sara começou a resmungar.
S: Sempre faminta. Vou levar ela pra mamar, obrigado.
N: Não por isso.
Natasha entregou Sara no colo de Steve.
S: E o James? Está com a Juliana?
N: Não, ele está aqui.
Natasha olhou para o lado e não o viu, depois viu ele atrás dela perto da parede, escondido. Natasha suspirou, impaciente e Steve olhou para James.
S: O que aconteceu com ele?
N: Nada, é bobeira dele.
S: James?
James olhou para Steve.
S: Você está chorando? Por que está chorando?
N: Porque eu briguei com ele.
S: Por que?
N: Porque ele mereceu! Acha que eu brigaria sem motivos?
S: Eu não estou dizendo isso.
Natasha olhou para James.
N: James, vem aqui.
James não se moveu e olhou para o outro lado.
Natasha passou a mão no rosto e sussurrou:
N: Ele é dramático.
Exatamente como o pai. Natasha pensou.
S: James, quer me ajudar a dar mama pra Sara?
J: Não!
Natasha olhou para James espantada pelo tom agressivo.
N: Como é?
James começou a chorar de novo.
N: Eu não posso lidar com isso. Eu não posso.
S: Não se preocupe.
Steve olhava para Natasha, ele tocou no braço dela e quando ela o olhou nos olhos, já sabia que ele tinha alguma solução, ele sempre a faz acreditar que realmente tudo ficará bem. Sempre.
S: Segure ela pra mim, por favor.
Natasha pegou Sara de volta no colo.
S: A mamadeira está na mesa, você pode dar a ela?
Natasha concordou com a cabeça e foi pegar a mamadeira, depois foi para a cozinha.
S: James, eu quero falar com você. Vem aqui.
James entrou no quarto do pai e Steve entrou e fechou a porta.
Steve se sentou numa cadeira perto a uma pequena mesa e puxou James para sentar no colo dele.
S: O que há de errado?
James não sabe ainda colocar em palavras o que está sentindo, o que torna mais difícil para ele ser compreendido e isso gera certa frustração.
J: Mamãe.
S: A mamãe? Ela brigou com você?
James fez positivo com a cabeça.
S: Você não gosta quando ela briga com você. Eu não gosto quando ela briga comigo também.
Steve colocou James sentado sobre a mesa de frente pra ele e secou as lágrimas do rosto dele.
S: Eu fico com medo. Você fica com medo?
James fez positivo com a cabeça e Steve sorriu.
S: Mas eu lembro que sua mãe é legal. Ela é legal, certo?
James fez positivo com a cabeça.
S: Ela não vai bater em você, ela está apenas chamando sua atenção para algo errado que fez. Não chore mais, eu quero te mostrar algo.
Steve pegou seu bloco de desenho e virou a primeira página, James observou e sorriu ao ver o desenho.
J: “Homi Félo”
S: Sim, Homem de Ferro. Você gostou?
James fez positivo com a cabeça.
S: É seu. Eu fiz pra você.
Steve tirou o desenho do bloco e entregou para James.
S: Você gosta de desenhar?
James fez negativo com a cabeça.
S: Do que você gosta?
James fez movimento de soco e esticou a perna como se fosse um chute, até acertou o braço de Steve, mas obviamente não machucou. Steve ergueu as sobrancelhas, mas sorriu.
S: Você gosta de lutar?
James fez positivo com a cabeça.
S: Então eu vou te ensinar como lutar. Gostaria disso?
James sorriu e fez positivo com a cabeça.
S: Primeira lição. Esteja preparado para uma dose extra grande de...
Steve ergueu as mãos no alto.
S: Cosquinhas!
Steve fez cosquinhas em James até ele perder o ar de tanto rir. Em seguida Steve o colocou no chão e pediu para James imitar ele e se alongar como ele estava fazendo e James fez igualzinho.
Steve agachou e ergue a mão no ar na altura de James.
S: Vamos lá, me mostre o que tem. Use toda sua força, se concentre e acerta a minha mão.
James mordeu a boca e fechou o punho, na primeira tentativa o soco nem bateu na mão.
S: Está tudo bem, acontece. Mais uma vez...
James conseguiu acertar o soco e tinha até uma certa força para alguém tão pequeno. Steve fingiu estar sentindo muita dor, deitou no chão de barriga pra cima, falando que estava doendo e tudo que James fez foi rir e se jogar em cima do pai.
Os dois pararam ao ouvir um “tsc, tsc, tsc” vindo de Natasha que estava na porta do quarto, com Sara nos braços e amamentando ela com a mamadeira.
N: Olha pra isso, Sara. Saímos por um minuto e olha o que esses homens começam a fazer.
Steve ainda estava sorrindo e mantinha James erguido no ar com os braços, que ainda tentava socar ele, de brincadeira.
S: Ela pegou fácil na mamadeira?
N: Tá, vai sonhando... Quase dez minutos até aceitar.
O W.T. de Steve tocou e depois a câmera 3D foi ativada espontaneamente. Aos poucos a imagem foi ficando nítida.
— Capitão América!
Steve franziu a testa.
S: Sr. Quill?
N: Ele está aqui?
PQ: Ih a moça da voz bonita. E não me chama de Quill, pode chamar de Senhor das Estrelas.
Gamora: Peter...
S: Eu prefiro chamar de Quill. Como você conseguiu acesso ao meu W.T.?
PQ: Aaaa... É que a gente tem acesso a tudo que vocês tem aí na verdade. Sabe o pico de luz? Foi o momento que conseguimos acessar, foi mal.
N: O que?
PQ: Capitão! Eu estava entediado e pensando... O que o Capitão América está fazendo agora? Dançando? Comendo? Salvando o dia nesse bunker? Daí eu pensei, vou ligar pra ele, vai que não está ocupado.
J: Bicho.
James apontou para o Raccoon na tela.
PQ: UMA CRIANÇA! OH MEU DEUS, UMA CRIANÇA TERRESTE. EU NUNCA VI UMA CRIANÇA TERRESTRE! Oi criança terrestre!!!
Peter acenava loucamente para James, que sorriu e acenou de volta. Steve colocou James no chão.
S: Espere aqui, filho.

PQ: FILHO? O Capitão América tem um filho? Esse é o melhor dia da minha vida! Ele voa? Ele pode atirar raios ou ele fica vermelho e azul quando está com raiva?
S: Quill, escute, você não pode invadir o nosso sistema assim, estamos votando justamente se devemos confiar em vocês ou não, imagina se descobrem isso.
PQ: Ah é, verdade. Só um minuto. Esse é seu quarto?
Steve não respondeu.
PQ: É sim. O que a moça da voz bonita faz aí no seu quarto? OH MEU DEUS. ELA É A MÃE DO SEU FILHO?
S: Sim.
PQ: Esse é o pior dia da minha vida. Eu achei que teria uma chance, mas eu não canto mulher alheia, quer dizer, não se for do Capitão América. Auuuuu!
Peter deu um grito.
PQ: Droga, Gams!
Peter tornou a olhar para Steve.
PQ: Ela é tão ciumenta... Auuuu.
Peter olhou para Gamora.
PQ: Por que eu estou apanhando agora?
Gamora: Desligue, você ouviu ele.
PQ: Mas eu quero falar com o Capitão!
Gamora: Desligue!
PQ: Por favor...
A chamada foi encerrada, obviamente por Gamora.
N: Eu gosto dela...
S: Parece que você chamou a atenção dele só com sua voz.
N: Acontece...
Natasha observou uma mudança no comportamento de Steve, ela podia jurar que era ciúmes.
O W.T. de Natasha tocou. Natasha entregou Sara no colo de Steve.
Natasha atendeu ao chamado e pôs no viva-voz.
N: Pode falar, Tony.
T: Temos um problema aqui.
S: Que problema?
T: Está dando empate.
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