Natasha terminou a refeição e se levantou para pegar James.

N: Obrigada.

Steve olhou para Natasha.

S: Posso ficar com ele um pouco?

N: Você não tem trabalho pra fazer?

S: Isso... Pode... esperar.

Steve falava pausadamente porque James estava segurando a boca de Steve e Steve fingia morder para fazer James rir. Natasha olhou para James que parecia estar se sentindo melhor.

N: Eu vou aproveitar e tomar um banho, enquanto está aqui, ele parece bem com você.

S: Ele está.

Natasha pegou uma toalha e uma muda de roupa, em seguida entrou para o banheiro, fechando a porta em seguida.

Steve fazia caretas e sons estranhos para James que tentava imitar Steve e ainda achava graça de tudo que o ele fazia.

Quinze minutos depois, alguém passava pelo corredor feito um furacão e retornou ao quarto de Natasha ao notar a porta aberta e ver quem estava lá dentro.

— Steve?

Steve olhou para Sharon na porta do quarto.

S: Sharon?

Sharon: Por onde esteve?

S: Aqui com o James.

Sharon: Nós tínhamos consulta hoje para a ultra da Maggie! Você esqueceu?

S: Eu... Eu esqueci mas foi porque James não estava se sentindo bem, ele estava com febre e eu vim ver como ele está...

Para piorar a situação, Natasha estava saindo do banheiro, secando o cabelo e ficou surpresa ao ver Sharon.

Sharon olhou de um jeito para Natasha, que parecia quando elas se cruzaram no quarto daquele hotel.

Sharon: Apenas se lembre que você tem Maggie.

S: Sharon, eu não me esqueci da Maggie, foi apenas um contratempo, eu apenas estava ajudando a Nat, eu esqueci uma vez, eu nunca perdi outra consulta sua sem motivo, você sabe disso.

Sharon: Tanto faz.

N: Eu pedi a ele que ficasse, eu só queria tomar um banho e James não vai para a creche com a febre que está. Me desculpe, não devia ter prendido Steve aqui.

Sharon olhou para Natasha, mas não aceitou as desculpas, porque ela sabe que Steve está lá porque quer e ela está com raiva dele, somente dele por ter esquecido a consulta.

Natasha caminhou até Steve e pegou James no colo.

N: Obrigada.

Steve se levantou e fez positivo com a cabeça.

Ele e Sharon se retiraram do quarto.

Assim que Steve e Sharon começaram a caminha pelo corredor, Sharon resolveu deixar claro como estava se sentindo.

Sharon: Eu sei que tudo isso é novidade pra você, mas eu te disse que é muito humilhante essa situação. As pessoas tem olhado pra mim e falado de mim pelas costas...

S: Quem está fazendo isso?

Sharon: Todo mundo! Eu pareço a mulher que foi chifrada e o marido agora assumiu a criança fora do relacionamento.

S: Sharon, não deixe isso tomar dimensões maiores do que são. Eu não pude ir e eu farei de tudo para não perder nenhuma consulta.

Sharon: Não é só pela consulta, Steve, você parece não entender o que estou sentindo.

S: O que está sentindo? Eu não quero você chateada, apenas me diz.

Sharon: Eu já disse.

S: É o James?

Sharon bufou e revirou os olhos.

Sharon: Deus, você não me ouve!

S: Eu estou tentando, mas você está nervosa, não sei o que dizer.

Sharon: Steve, eu preciso me deitar.

S: A essa hora?

Sharon: É. Estou cansada.

S: É o bebê? Você está bem?

Sharon: Sim, é normal.

S: Quer que eu fique com você?

Sharon: Não, eu te vejo no almoço.

Steve concordou com a cabeça e acompanhou Sharon até a porta do quarto deles. Logo em seguida, Maria Hill apareceu no corredor.

H: Steve, reunião.

S: Agora?

H: É. Já estão todos lá.

S: Natasha?

H: Ela está indo também.

S: Mas James estava com febre.

H: A esposa do Clint vai ficar com ele.

Steve concordou com a cabeça e seguiu Hill pelos corredores estreitos e metálicos até o elevador. Os dois embarcaram e desceram até a sala de reunião.

Quando Steve entrou na sala, notou a presença de Thor, Tony, Clint, Natasha, Logan e do Professor Xavier. Hill se sentou na mesa, ao lado de Natasha.

Steve olhou para Tony que era o único de pé na sala, parecendo estar com um assunto que está gerando polêmica entre os demais.

S: Onde está Bruce?

T: Ele está preso.

S: Preso?

T: É, por isso que estamos aqui.

S: De novo com esse assunto?

C: Eu disse que Steve não aceitaria e eu estou com ele.

S: Vocês não podem expulsá-lo.

H: Na verdade, podemos. A questão é se vamos ou não.

T: Ele esqueceu de tomar a medicação pela segunda vez.

S: Sim, mas ele só esqueceu duas vezes, num longo intervalo de tempo, é normal.

Xavier: Concordo, é perfeitamente normal esquecer de tomar uma medicação, vez ou outra.

T: Ué, não foi você quem disse que ele não tomou de propósito?

X: Não, eu disse que McCoy se identifica com ele e acredita que ele poderia ter deixado de tomar por estar se sentindo um animal enjaulado. Além do confinamento aqui, há o confinamento mental.

T: Eu achei que tinha lido a mente dele.

X: Não, eu jamais poderia entrar na mente dele, é muito bagunçada, eu não tenho tanto poder, mas eu conheço alguém que tem.

S: Então estamos apenas com especulações do que pode ter feito ele esquecer ou não de tomar a medicação.

Logan: Ele é perigoso, ele deve sair.

S: Bruce é nosso amigo, não podemos fazer isso. E eu tenho certeza que Clint e Natasha concordam comigo.

C: Eu concordo.

Steve e os demais presentes olharam para Natasha, que estava cabisbaixa e pensativa.

N: Ele precisa ir.

S: O que?

N: Ele é perigoso para ele mesmo e para todos nós.

S: Você só pode estar brincando.

Natasha ergueu a cabeça e olhou diretamente para Steve, só para Steve, porque ele é o único para quem ela sente que tem o dever de se explicar.

N: Eu só estou pensando no James e nas outras crianças. Ele pode ter esquecido de tomar esse remédio, uma ou duas vezes, ele não machucou ninguém desta vez, mas ele pode na próxima.

S: Bem, então vamos garantir que ele tome a medicação todos os dias.

N: Você vai garantir?

S: É uma obrigação de todos nós. Ele não pode ficar lá fora no mundo daquele jeito. Ele não é um objeto que podemos descartar assim.

T: Ele é indestrutível.

S: Não sabemos disso.

H: Steve está certo.

Todos se silenciaram e olharam para Maria Hill.

H: Nós não conhecemos Thanos, até onde eu sei, ele é muito poderoso. Em meses, ele nos devastou, mudou completamente nosso modo de vida. Não sabemos se ele pode destruir o Hulk ou não.

X: Eu acredito que juntos somos mais fortes.

C: Isso é o motivo pelo qual não podemos deixar ninguém de fora, principalmente o verdinho. Ele é essencial para nossa batalha.

Thor: E eu consigo lidar com Hulk.

N: Você só piora as coisas, você o deixa com mais raiva e vocês dois destruiriam esse bunker inteiro.

T: Bom, Natasha está aqui, ela pode fazer o verdão se apaixonar de novo por ela e o acalmar, se for o caso.

N: Eu não sei se ainda posso fazer ele se acalmar.

T: Claro que pode. Apenas faça a sua mágica.

N: Mágica?

T: Você sabe, enfeitiçar homens como eu, como o Cap...

S: Tony, isso é falta de respeito.

T: Me desculpe, eu só estava brincando.

S: Foi uma brincadeira de mau gosto.

N: Não importa. Eu preciso ficar com o meu filho.

T: Fica combinado então que Bruce fica.

Logan: Grande erro.

Natasha se levantou e saiu da sala de reunião, ela entrou no elevador e antes que a porta fechasse, Steve veio correndo e colocou a mão entre as portas para poder entrar.

Steve entrou e as portas se fecharam, ele olhou para Natasha.

S: Você está com raiva.

N: Não.

S: Parece estar.

N: Eu estou preocupada. Desde que vi Bruce quando cheguei que estou na verdade. Isso não é lugar para alguém como ele. Ele pode sobreviver lá fora.

S: E se ele for morto?

Natasha ficou em silêncio.

N: Eu não sou egoísta, eu só...

S: Está pensando no James, na segurança dele.

Natasha olhou para Steve e fez positivo com a cabeça.

S: Você não está sozinha mais, Natasha. Você tem a mim.

A porta do elevador se abriu.

N: James tem você, você quer dizer.

Natasha saiu do elevador e Steve deu uma corridinha para alcançar ela.

S: Você também. Você sempre terá.

Natasha não respondeu.

N: Eu vou pegar James.

S: Eu vejo vocês no almoço.

Natasha concordou com a cabeça.

Na hora do almoço, Natasha já estava sentada com James na mesa dos Vingadores. Steve e Sharon chegaram juntos após dez minutos e ela já parecia estar melhor.

Steve passou por James e bagunçou o cabelo dele, que girou na cadeira para ver quem era e abriu um enorme sorriso ao ver Steve.

S: Tá comendo tudo?

N: Mais ou menos, é uma batalha todo dia.

S: Mas ele comeu bem quando você esteve fora.

James pegou o brócolis no prato dele e estendeu pra Steve.

S: Papai não quer, esse é seu, filho.

Natasha se sentiu incomodada por Steve já estar se chamado de pai e falando desse jeito com James. A verdade é que ela não quer dividir James com ninguém e James está se apegando a Steve, mais rápido do que ela previa, e isso está matando Natasha de ciúmes aos poucos.

S: Come...

James ainda ficou estendendo o brócolis para Steve e depois o colocou diretamente na boca, mordeu um pedaço e cuspiu logo em seguida.

N: James...

Clint: Gente, olha como ele é a cara de Steve.

Laura: Ele é, ele está ficando tão loirinho.

Pepper: Eu acho que é o jeito de olhar.

Sharon concordou com a cabeça.

Sharon: Tem algo doce no olhar dele que parece com o do meu noivo.

Steve franziu um pouco a testa porque ele sentiu um tom de possessividade quando Sharon disse “Meu noivo”. Ela não é de falar dele desse jeito, mas ele acha que foi apenas impressão dele.

Sharon: Vamos sentar?

S: Claro...

Steve olhou para James.

S: Eu quero ver você comer tudo. Eu vou sentar lá, mas estou de olho.

Steve caminhou para a outra extremidade da mesa com Sharon e James esticou a mão na direção dele e ficou gemendo, como se quisesse ainda chamar Steve.

Laura: Ele está melhor, Natasha?

N: Sim, a febre foi embora e ele está agitado de novo.

Natasha tentou dar mais comida pra James, mas ele ainda estava olhando para Steve. Natasha olhou na direção de Steve e ele estava fazendo palhaçada para James.

Sharon colocou a mão sobre o braço de Steve.

Sharon: Steve, vamos comer.

S: Eu estou comendo.

Sharon: Ele não vai comer se você ficar falando com ele.

S: Eu só quero fazer ele sorrir.

Natasha segurou na cintura de James e fez ele sentar mais pra frente na cadeirinha para atrair a atenção dele para a comida.

N: James, anda, você só comeu uma colherada.

Natasha resolveu terminar a comida dela e depois se concentrar para fazer James comer. Os outros presentes na mesa e no refeitório, ao terminarem de comer, levaram as suas bandejas até o balcão e se retiraram.

N: Todo mundo já foi e você não quer comer. Nós não vamos sair daqui enquanto você não comer.

S: Vou levar isso de volta pra você.

Natasha tomou um pequeno susto, Steve agora anda tão calmamente que ela não nota quando ele está se aproximando.

N: Obrigada.

Steve pegou a bandeja de Natasha e levou até o balcão.

Steve retornou e se sentou de frente para Natasha, não havia mais ninguém além deles no refeitório.

S: Como é que é, rapaz?

Steve sorriu e olhou para Natasha.

S: Posso tentar?

Natasha fez positivo com a cabeça e entregou a colher para Steve. Steve se levantou e deu a volta na mesa, para sentar ao lado de James.

S: Eu sei que esse negócio verde é ruim, mas você precisa comer bastante para não ficar dodói. Se você misturar com feijão, desse jeito aqui...

Steve cortou um pedaço bem pequenininho do brócolis e misturou no feijão.

S: Quase não dá pra sentir o gosto. Toma.

James abriu a boca e comeu o que Steve deu pra ele.

Natasha fez negativo com a cabeça e suspirou.

N: Traidor.

S: Sua mãe só está com ciúmes porque você come comigo e com ela não.

Natasha fez negativo com a cabeça de novo e tentou ficar séria, mas acabou sorrindo.

N: Queria que fosse fácil assim, todos os dias.

S: Será. Se você permitir.

N: Como assim?

S: Eu quero sentar perto dele e dar comida pra ele.

Natasha desmanchou o sorriso e desviou o olhar.

S: Eu não quero tomar o seu lugar, Natasha, mas eu quero ter um lugar na vida dele também.

N: O que Sharon acha disso?

S: Por que ela acharia alguma coisa? É só durante as refeições, ela pode sentar conosco também.

N: Você não entende nada sobre mulheres.

S: Quando acho que estou perto de entender, vejo que não sei nada sobre vocês.

Natasha sorriu.

Steve terminou de dar comida para James e insistiu em leva-lo no colo até o quarto, já que o protocolo para crianças doentes era ficar longe das outras crianças, para não infeccionar elas.

Os dias foram passando e a relação de Steve com James só melhorou, ele já até ia para o colo de Steve, por vontade própria, acenava com a mão se despedindo de Natasha e ainda chorava quando Steve retornava ele para Natasha, querendo ficar mais tempo com ele.

Se por um lado, Steve estava se sentindo mais feliz com James, do outro, ele estava preocupado com as cobranças de atenção e presença que Sharon parecia exigir cada vez mais.

S: Às vezes parece que você está com ciúmes da minha relação com o meu filho.

Sharon: Droga, Steve, eu já disse que ele não tem nada a ver com isso.

S: O que é então que tem te afastado tanto de mim? A gente não consegue ter uma conversa saudável, você mal deixa eu encostar na sua barriga!

Steve suspirou e olhou para baixo, em seguida tornou a olhar Sharon.

S: Me desculpe se gritei, eu não devia... Me desculpe. Eu quero que voltemos a ser como éramos antes.

Sharon: Mas nós não somos mais assim, você não vê?

S: O que mudou? É o...

Sharon: Eu juro que vou ter um treco se você colocar o James no meio da nossa briga de novo.

Steve ficou em silêncio, pois ele ia justamente falar de James.

Sharon: Vocês passam tempo demais juntos.

S: Ele...

Sharon: Eu estou falando de você e Natasha.

S: O que?

Sharon: Quando James está na creche, você ainda fica com ela pra cima e pra baixo.

S: Nós trabalhamos juntos, sempre trabalhamos.

Sharon fez positivo com a cabeça.

Sharon: Sim. Sempre.

S: Você está com ciúmes da Natasha?

Antes que Sharon pudesse responder, bateram na porta do quarto, repetidamente com força.

Steve abriu a porta do quarto e se deparou com Clint Barton.

C: Capitão, houve um problema.

S: O que aconteceu?

C: As crianças, eles estão doentes.

S: O que? Todos eles?

C: É.

Steve saiu do quarto e seguiu Clint Barton até o setor de quarentena. Ao chegar lá, ele viu uma enorme fila de crianças, sendo espetadas por um aparelho no dedo, que indica a presença de alguma doença ou não.

S: Como pode todos eles?

C: Estamos confinados, uma doença se espalha muito rápido por aqui.

Laura Barton saiu de dentro do setor e foi até Clint no corredor e abraçou forte o marido.

C: Como ele estão?

L: Fracos, muita febre, vômitos. Está horrível lá dentro.

S: É algo que já estamos acostumados ou algo novo?

L: Se chama Varíola e é muito letal. Eu achei que estávamos livre dessa doença, mas...

S: Há cura?

L: Sim.

S: E nós temos aqui?

L: Um baixo estoque. Não há o suficiente para todas essas crianças. Não sabemos o que fazer.

S: Se espalhou muito rápido.

L: Acreditamos que esse vírus sofreu algum tipo de mutação, os sintomas estão aparecendo muito rápido e...

Uma enfermeira apareceu no corredor e informou que duas crianças acabaram de falecer.

S: Quem?

A enfermeira passou os nomes e Steve ficou, de certa forma, aliviado por não ser James. Aliás, James e Natasha estavam chegando na fila agora.

Steve olhou para Natasha e caminhou até ela. Ele encostou a mão nas costas de James que estava dormindo no colo da mãe.

S: Ele está doente?

N: Eu não sei, ele parece bem, mas eles estão dizendo que todas as crianças estão doentes, mas que algumas ainda estão na fase de encubação e os sintomas não apareceram ainda. James teve aquela febre, lembra?

S: Sim.

N: É um dos sintomas.

Steve acariciou o rosto de James e estava extremamente preocupado, Natasha sabia pela expressão no rosto dele.

S: Nós perdemos duas crianças.

N: Hoje?

S: É.

N: Nós não perderemos James.

S: Claro que não.

Enquanto Steve e Natasha conversavam, a fila estava andando e finalmente era a vez de James. A enfermeira segurou a mão de James e espetou uma agulha. James imediatamente acordou no susto com a dor e começou a chorar.

Natasha acariciou as costas dele e o balançou de leve para ele se acalmar, ela olhou para a enfermeira.

N: Então?

— Eu testarei de novo.

S: Por que?

— Porque deu negativo.

Clint se aproximou deles e viu a enfermeira espetando o dedo de James novamente.

C: O que está havendo?

S: Ela está testando de novo, para confirmar.

A enfermeira olhou para Laura.

— É melhor chamar a Dra. Cho.

N: O que aconteceu?

— Deu negativo de novo.

N: Isso é bom, não é? Ele não está infectado.

— É. Mas é estranho, ele esteve em contato com todas as crianças e estamos testando eles há quatro dias.

S: Quatro dias e só hoje fiquei sabendo que temos uma epidemia?

— Só foi oficializado hoje e todos eles estão infectados. Ele é o primeiro que acusou negativo.

N: Mas por que está duvidando do resultado?

— Porque não é normal. Talvez o teste esteja errado.

Laura retornou com a Dra. Cho e pediu para a enfermeira colher sangue do James e pediu que Natasha aguardasse o resultado ali mesmo.

Depois de uma hora, Cho retornou.

Cho: Garoto de sorte.

S: Ele está bem?

Cho: Sim, ele está mais forte que nunca.

N: Ele pode ficar comigo?

Cho: Sim, se ele está saudável não vamos coloca-lo na quarentena, mas não recomendo que ele fique muito tempo fora do quarto, nunca se sabe. Nós vamos continuar monitorando, primeiro as crianças, depois os adultos.

Natasha beijou a testa de James, aliviada por ele estar bem.

— Ele é a única criança que escapou.

Cho: Não, tem uma menina, a filha de Thor, ela não está doente. Eu preciso retornar lá dentro. Até mais.

Os dias foram passando e mais crianças morreram por causa do vírus que contagiou todas as crianças do Bunker. Os adultos ficaram imunes ao contágio, James e Torunn eram examinados todos os dias, mas seus resultados sempre davam negativo.

A medicação de cura terminou e ainda haviam muitas crianças precisando urgente da medicação, incluindo todos os filhos de Clint Barton.

A solução não estava dentro do bunker e sim, fora.

Dr. McCoy conseguiu com a ajuda de Bruce Banner fazer uma medicação que aliviava os sintomas e retardavam o efeito da doença.

S: Eu preciso ir.

N: Eu vou com você.

S: Não, você fica com James.

N: Não, eu vou com você, eu conheço os caminhos.

T: Natasha está certa, nós cuidaremos do James.

Logan: Nós nem sabemos se o prédio de combate a doenças infecciosas ainda está de pé. Vocês podem estar saindo daqui e até morrerem por nada.

S: Nós temos que tentar.

N: Vamos.

Steve e Natasha saíram do bunker em missão para encontrar o centro de doenças infecciosas, ou ao menos algum hospital inteiro, que pudessem encontrar a cura para a epidemia.

N: Precisamos pousar aqui.

S: Mas estamos perto de chegar naqueles prédios.

N: Sim, isso significa que a partir dali, teremos companhia.

Steve concordou com a cabeça e pousou o jato na área que Natasha indicou.

N: A primeira coisa que faremos, será achar um prédio seguro.

S: Não vamos direto aos hospitais?

N: Não. Não podemos ficar andando por aqui à noite, nós não enxergamos bem no escuro, mas eles sim.

S: Não esperava ficar mais de uma noite fora.

N: Ficaremos. Não tem jeito.

Steve concordou com a Natasha e ela pediu que ele não conversasse com ela e nem com ninguém na rua. Por mais normal que a pessoa pareça ser, ele não pode tentar salvar ninguém.

N: Lembre-se que estamos numa missão para salvar centenas e não vale a pena trocar centenas de vidas por uma.

E, sim, Steve viu diversas pessoas na rua, perambulando sem rumo, algumas muito machucadas, outras perfeitamente saudáveis.

Steve notou que uma jovem o olhava do outro lado da calçada, ele olhou diretamente nos olhos dela e logo olhou para baixo.

N: Eu te disse, não encare ninguém. Ela nos seguirá agora.

S: O que eu faço?

N: Nada. Apenas me siga.

Natasha e Steve continuaram caminhando por mais de três horas seguidas, com a jovem vindo atrás deles. Steve ameaçou olhar para trás, só para saber se estavam mesmo sendo seguidos.

N: Você vai matar nós dois.

S: Me desculpe.

Natasha dobrou a próxima esquina e entrou dentro de um prédio com Steve. Já estava começando a anoitecer, então eles precisavam se livrar rápido da jovem e achar um prédio para ficar.

Natasha olhou para um prédio, que tinha o térreo sem paredes, apenas pilares e o único acesso era uma escada de concreto destruída, sem contato com o piso. Natasha notou que com um bom impulso, Steve poderia subir nessa escada e ajudar ela a subir depois.

N: Vê aquele prédio de pilotis?

S: Sim.

N: Depois que terminarmos aqui, vá direto pra ele. Não corra. Ande.

S: Okay. Mas o que temos para terminar aqui?

N: Feche os olhos!

Steve ia perguntar porque Natasha mandou ele fechar os olhos, mas logo ele sentiu um peso sobre o corpo dele o fazendo ir para o chão. Era a jovem, que o estava seguindo. Ela montou sobre ele e quando ela abriu a boca, seus dentes estava afiados e sujos de sangue.

Steve virou o rosto para o lado e fechou os olhos, ele colocou as mãos no pescoço dela para manter afastado do rosto dele e também para tentar enforca-la.

Natasha estava procurando em volta algo que pudesse usar para matar a jovem. Ela achou um pedaço de vergalhão retorcido e o cravou nas costas da criatura, que gritou de dor e virou o rosto para olhar Natasha, que imediatamente fechou os olhos.

Steve empurrou a criatura para o lado e fez o vergalhão atravessar o corpo dela, matando enfim a jovem.

S: Ela está morta.

N: Vamos.

Natasha e Steve caminharam mais depressa até o prédio de pilotis, porque o dia estava escurecendo totalmente e o número de “pessoas” na rua estava aumentando.

Steve pulou e subiu na escada de concreto, em seguida esticou as mãos e puxou Natasha para dentro do prédio. Os dois continuaram a subir as escadas e paravam em cada pavimento para fazer uma varredura e garantir que estavam sozinhos no prédio.

Eles finalmente pararam no último pavimento. Steve se encostou na parede e deslizou o corpo pra baixo até se sentar no chão, se sentindo exausto.

S: Como você conseguiu passar por essas coisas com o James?

N: Eu não sei, ele me fazia mais forte.

Natasha caminhou até Steve e sentou no chão ao lado dele.

S: Por não usou sua arma lá embaixo? Para não atrair mais deles?

Natasha fez positivo com a cabeça.

S: Eles são inteligentes, então.

N: Eles são. Mas eu notei que eles são mais fracos na forma humana, eu acho que não se adaptaram muito bem com o corpo humano.

Natasha engatinhou pelo chão até a janela mais próxima e olhou para a cidade.

N: Venha ver isso.

Steve a seguiu e olhou pela janela, ele estava completamente abismado com a quantidade de pessoas andando na rua, crianças, jovens, mulheres grávidas, idosos.

S: Todos eles estão dominados?

N: Eu não sei. Às vezes, eu só pretendia estar, eles não nos diferem por cheiro e nem visualmente.

S: Como diferem?

N: Pelas nossas reações. Medo, choro, desespero... Eles não tem emoções. É muito triste ver o mundo desse jeito. Ele já foi nosso uma vez e agora... É tão triste...

Steve olhou para Natasha e a observou enquanto ela falava. Steve notou que ela estava emocionada ao refletir sobre a situação do mundo e ele não gosta de ver ela triste.

Steve não sabe o motivo que o fez acariciar as costas de Natasha, na verdade ele sabia que era uma forma dele consolar ela e demonstrar que ele também lamenta pelo mundo e pelo que ela está sentindo.

Acariciar as costas dela não era um problema, mas estar com os lábios nos dela, era.

Notas finais
La la lalá será que um hot vai rolar? ♪