Infinito - Snamione
17 Um novo impedimento.
Notas iniciais
Desculpem pela demora á postar, acabei indo passar o fim de semana fora e não deu pra escrever lá.
Mas estou de volta!!
Já aviso que esse cap é polêmico. Na primeira versão da fic, eu quase levei um avada pelo que fiz!
Mas é vital para a fic que isso aconteça. Então... Keep calm because EU SEI O QUE O FAZENDO! ò.ó
É isso, boa leitura!
POV-Hermione.
Os meus aposentos em Hogwarts ficavam na torre da Grifinoria. Não eram tão grandes, mas eram extremamente confortáveis. Eu só ficaria por alguns dias, todos os meses, enquanto durasse a lua cheia. Era bom porque eu veria Sophie com mais frequência. Era ruim porque eu também veria Snape com mais frequência. E só Merlin sabe como isso podia ser... Complicado.
Os alunos foram bastante receptivos comigo em minha primeira aula, eu gostava de lecionar, era algo que me ajudava a esvaziar a cabeça. Digamos assim.
No final da tarde uma garotinha do primeiro ano me entregou um bilhete. Um bilhete dele, Snape.
Ele queria que eu fosse até as masmorras para conversar sobre Sophie, segundo ele. Eu duvidava muito que o assunto tivesse algo haver com nossa filha. E intimamente torcia mesmo que o assunto fosse outro... Mas no horário marcado eu estava lá.
Ele abriu a porta com um meio sorriso nos lábios.
-Boa noite Snape.
-Boa noite Hermione. – Ele murmurou meu primeiro nome do mesmo jeito que fazia antes. Tremi.
-Você disse que queria conversar sobre Sophie...
-É... Bem, sente-se.- Desde o episodio do casamento nós não nos falamos mais. Então eu não sabia o que esperar desse encontro. O nosso beijo mexeu muito comigo, mais do que eu gostaria de admitir. E estar ali, nos aposentos dele, com todas aquelas lembranças cálidas, era no mínimo , tentador.
– O natal está se aproximando e com ele, o término do prazo que determinei para que contasse a verdade á Sophie.- Ele disse rouco.
-Ah, sim. Sobre isso.... – Será que ele percebeu que eu estava desapontada? E por que eu estava desapontada? O que eu queria que ele dissesse? “Hermione será que você não se importaria de passar a noite entre minhas pernas, totalmente nua e gemendo meu nome?” Ora Hermione! Controle-se.
POV-Snape.
-Hermione? – Ela me fitava sem realmente me ver, perdida em algum pensamento. Quando percebeu que eu a chamava, enrubesceu. Ah, como eu adoro vê-la corada.
-Desculpe, não estou me sentindo muito bem hoje. – Ela disse timidamente. Me sentei ao lado dela e peguei em sua mão.
-Posso fazer alguma coisa? – Ela mordeu o lábio inferior para o meu toque, seus olhos fitavam minha boca sem nem mesmo piscar. Ela estava querendo o que eu achava que estava querendo? Sim! Ela queria que eu a beijasse. Eu podia sentir sua mão tremer levemente. Eu tinha usado Sophie como desculpa, para poder ficar algum tempo a sós com ela, não tentaria agarra-la ou coisa assim. Já tinha decidido dar tempo ao tempo. Mas ela me olhando desse jeito assim... Eu tinha que atender á seu pedido mudo, não tinha? Antes que eu decidisse, ela me beijou.
Se jogou de encontro ao meu tórax e me beijou com ternura e carinho. Ela gemeu em minha boca enquanto se derretia em meus braços. Minha cabeça fervilhava em pensamentos, se ela estava me beijando era sinal de que eu estava perdoado? Ela voltaria para mim? Eu espero que sim.
Mas o beijo acabou tão rapidamente quanto começou. Ela tapou os lábios com a mão e se levantou de forma abrupta. Bufei em desanimo. Era bom demais para ser verdade.
-Isso... Não podia ter acontecido! – Ela disse vacilante. – Como você se atreve?
-Eu? – Me levantei para encara-la. – Foi você quem me beijou! – Ela sacudiu a cabeça em negativa.
-Claro que não! Beijei? Bom, você ficou me provocando! Me olhando desse jeito...
-Tem razão, você não esta muito bem hoje.
-Ora seu... seu...
-Seu o que, Hermione? – Murmurei enquanto me aproximava de seu corpo tremulo.
-Seu.. – Seu tom diminuía com cada passo meu. Outra vez o desejo estava em seus olhos. Ela umedeceu os lábios de forma convidativa. – Seu... – Abracei sua cintura, fazendo-a arfar. – Seu...
-Termine a frase Hermione. – Sussurrei próximo aos lábios rosados dela.
-Seu verme. – Ela fechou os olhos e jogou as mãos em torno do meu pescoço. –Seu crápula.
-Me beije Hermione,
-Nunca. – Ela disse. Mas em contradição com sua palavra, ela me beijou. Um beijo ardente e cheio de desejo. Minhas mãos passeavam em suas costas, á puxando de encontro á mim. Ela apartou o beijo e repousou a cabeça em meu ombro. Eu a abracei e ambos ficamos em silêncio. Eu estava cheio de duvidas, mas achei melhor esperar que ela falasse.
-POV-Hermione.
Eu não sei o que deu em mim! Eu não sabia que o tinha perdoado, até que ele segurou minha mão. E eu o beijei porque precisava selar aquilo.
-Severo...
-Por favor Hermione, diga que isso significa que você me perdoa.
-Sim eu perdoo você. Mas...
-Mas?
-Mas isso não muda nada. – Por mais que eu acreditasse nele, nada mudava os fatos. E a verdade era que, eu era uma mulher casada. Não podia jogar uma vida inteira pro alto só porque ele resolveu que me queria outra vez. E se fosse tudo fogo de palha? Se ele pensasse em me deixar outra vez? Eu não suportaria.
-Como assim não muda? – Me distanciei dele para poder falar com alguma coerência.
-Eu sou casada Snape. Casada!
-Mas você não o ama. – Acusou-me ele.
-Amo sim! – Não era totalmente mentira. Eu o amava, como á um irmão, mas amava ainda assim.
-Então o que esse beijo significou?
- Foi um erro. Um grande erro, e não vai se repetir. É uma promessa. – E dizendo isso eu sai das masmorras, deixando um Snape confuso para trás.
POV-Snape.
Como assim não mudava nada? Ela me perdoa, mas não quer mais nada comigo, é isso? Mas é claro que não. Ela me queria, senti isso em seus lábios hoje. Ela ainda me amava.
Eu teria que a fazer mudar de ideia... Mas como? Porque ela tinha que ser tão teimosa?! Maldição!
Não aguento mais ficar longe dela, longe de seu corpo. Não sei como não fui atrás dela durante esses onze anos.
Mas esse casamento dela teria que acabar. Por bem ou por mal! Ou não me chamo Severo Snape!
POV-Hermione.
Nos dias que se seguiram, tomei cuidado de não ficar sozinha com Snape. Só o procurei para falarmos sobre Sophie, foi quando decidimos que lhe contaríamos a verdade na próxima lua cheia. Sophie adorava Snape, enquanto estive no castelo pude notar isso. Quase sempre ela fugia para ir aos aposentos dele, as vezes ficava lá por horas jogando xadrez.
Eu tentava me convencer de que aqueles beijos que trocamos não tinham significado nada, mas ainda assim, tinha sonhos cada vez mais frequentes ( e menos apropriados para uma mulher casada.) Com Snape. Eu podia sentir uma reconciliação a caminho,. Por mais que eu quisesse negar, era com ele que eu queria estar, era ele quem eu amava. Meu casamento não era feliz, não amava Martino como homem e isso não fazia bem á ele ou á mim.
Quando a lua cheia acabou e eu voltei para Londres, Martino estava enlouquecido de ciúmes.
Ainda mais quando eu sofria de terríveis dores de cabeça noite sim, noite não. E quando por milagre cedia ás suas investidas, nosso sexo era frio e sem graça.
Numa bela manhã de sábado, ao tomar meu suco de abobora matinal, senti-me enjoada.
Achei estranho. A primeira coisa que me veio à cabeça foi a minha gravidez. Quando Sophie ainda estava em meu ventre, eu não podia olhar para um suco de abobora que já colocava tudo pra fora. Mas era impossível que eu estivesse gravida, já que Martino tomava a poção contraceptiva, que eu preparava para ele, todas as noites.
Mais uns dias se passaram, e os enjoos matinais continuavam cada vez mais frequentes. Somando os enjoos á minha menstruação atrasada, percebi que talvez estivesse mesmo esperando outro filho. Foi ai que resolvi ir ao St.Mungus.
Eu queria ter outro filho, mas não agora. Não quando minha vida estava tão confusa. E quando meu casamento estava tão balançado. Mas não, não é possível. Tem que ser outra coisa.
Alguns meses atrás...
(POV-Martino)
Sophie estava prestes á ir para tal de Hogwarts, onde seu pai de sangue lecionava.
Minha Hermione nunca esteve tão aflita. Eu sentia que ia perdê-la á qualquer momento. Mas eu não podia deixar isso acontecer, não poderia suportar que ela me deixasse!
Eu não sabia o que fazer, como impedir que ela reencontrasse com o pai de Sophie. Tentei, inutilmente, convence-la a não permitir que Sophie estudasse em Hogwarts, mas ela não me deu ouvidos.
Mas eu tinha outro plano, eu sabia que Hermione não seria capaz de criar outra criança longe dos cuidados paternos. Eu tinha que ter um filho com ela.
Não era pra ser tão difícil, mas nossa vida sexual não era tão ativa assim. E também tinha a poção que ela preparava para mim.
A poção foi fácil de arrumar. Joguei a que o conteúdo do vidro fora e substitui por um xarope vagabundo da mesma cor.
O difícil mesmo era seduzi-la. Mas eu daria um jeito nisso também, afinal, dormimos na mesma cama, ela acabaria por ceder algumas vezes.
Com alguma sorte, logo ela engravidaria, e estaria presa á mim para sempre. Do jeito que sempre sonhei!
***
O exame do medbruxo constatou que minhas suspeitas eram verdadeiras. Eu estava gravida!
O feto tinha 2 meses de vida.
Eu não conseguia acreditar. Quando cheguei em casa, a primeira coisa que fiz foi verificar a poção contraceptiva. Ela devia estar estragada, só pode. Pois eu mesma o via toma-la diariamente. Ao cheirar a poção fiquei surpresa com o que descobri. Era xarope! Martino tinha feito isso, ele quis que eu engravidasse!
Eu o esperei sentada na poltrona da sala, com a poção nas mãos.
-Boa noite meu amor.- Disse ele sorridente quando chegou. Largou a câmera na mesa de centro e me deu um selinho. Ao qual eu não correspondi. – Algum problema?
-A poção. – Murmurei erguendo o pequeno frasco e cheirando. –Você á toma todas as noites, certo?
-É claro. – O vi ficar nervoso e afrouxar a gravata.
-Acho que ninguém te contou, mas é xarope. É claro que você não sabia, não é? – Minha voz pingava sarcasmo.
-Não.- Ele mentiu. Ele não conseguia olhar diretamente para mim, em vez disso, encarava o chão.
-Por que queria que eu engravidasse?
-Era o único jeito de te fazer ficar comigo e esquecer o Snape! – Vociferou por fim. Eu estava furiosa. Como ele pôde me manipular dessa maneira? Quem ele pensa que é? É um absurdo, usar uma criança para salvar um casamento fadado ao fracasso desde o começo.
-Acha que um filho vai me fazer te amar Martino? – Era maldade jogar na cara dele que eu não o amava, mas não pude evitar. Me levantei. – Pode dormir na sala hoje. – Eu ia para o nosso quarto, mas antes murmurei por cima do ombro: — Ah! Meus parabéns, você vai ser pai. –
Ali, sozinha na cama, eu me senti o pior dos seres humanos. Abracei minha barriga e sussurrei um pedido de desculpas ao pequeno ser que agora habitava dentro de mim. Eu não tinha o direito de dizer que não o queria, meu bebê não merecia isso.
Eu seria mãe de novo, e devia estar feliz por isso. Só que, assim como na gestação de Sophie, me senti sozinha. Martino não queria esse bebê, ele queria á mim. Ele me enganou pra implantar essa vida em meu ventre e me ver ligada á ele para sempre.
Mas o principal motivo de não estar feliz com a gravidez, era que isso colocava, outra vez, um muro entre mim e Severo. Adeus reconciliação.
Notas finais
No proximo capitulo: Sophie finalmente descobre quem é seu pai e Snape descobre que Hermione está gravidinha! õ/
Me digam o que acharam do cap! Muito obrigada (l
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