Infinito - Snamione
18 Mamma mia!
Notas iniciais
muahahahahahahahaha
Boa leitura!!!
POV-Sophie.
Era lua cheia e minha mãe tinha retornado ao castelo.
Era bom tê-la aqui, eu á amava e sentia sua falta. Era bom também por que significava que a professora Hergert não voltaria.
Olhei para a mesa dos professores no grande salão, era a hora do almoço. Minha mãe estava sentada ao lado do professor Snape. Eu achava que os dois ficavam magníficos assim, juntos. Eles sussurravam alguma coisa um pro outro, enquanto olhavam em minha direção. Eu preciso aprender a ler lábios, sério mesmo.
...
O professor Snape tinha me convidado para outra partida de xadrez esta noite. Então, quando as aulas acabaram, eu fui para os aposentos do mestre.
Ao bater na porta, uma voz feminina me convidou á entrar.
-Mãe? – Exclamei ao abrir a porta.
-Oi querida. – Ela disse e veio á meu encontro para dar-me um abraço.
-O que você está fazendo aqui? – Arqueei a sobrancelha.
-É bom te ver também Sophie. – Ela me puxou para o sofá. – Precisamos conversar.
-Onde está o professor?
-Ele voltara logo.- Ela suspirou de maneira pesada. Meu bem, você sabe que eu nunca te contei quem é o seu pai, porque eu não podia, certo? – Assenti uma vez com os olhos arregalados. Minha mãe nunca tocava nesse assunto, era sempre eu quem perguntava. – Bom, quando você nasceu, nós estávamos separados. E, eu pensei que, bem, que ele não fosse querer um filho. – Senti meu coração pular ara minha garganta. Ela ia me contar!!
-Meu pai não me queria?
-Não é isso. É que ele nunca... Soube que tinha uma filha. Ele só soube que você existe á pouco tempo.
-Você nunca contou á ele? – Perguntei incrédula.
-Filha, eu pensei que estivesse protegendo você.
-Eu passei todo esse tempo, achando que ele não me queria. Ou que estava em azcaban...- Eu gritava com ela. Eu estava tão braba! Por que ela fez isso?
-Fique calma Nathaly. – Ela disse em tom repreensivo. Bufei.
-Quem é ele? Você vai me contar agora, não vai?
-Vou. – Prendi a respiração, meu coração martelou me meu peito. – O seu pai é Severo Snape. – Minha mãe tinha os olhos mareados ao proferir o nome. Um turbilhão de emoções passou por mim.
Primeiro choque e descrença. Depois confusão, como o professor Snape por dia ser meu pai? Tive raiva também. Porque minha mãe roubou de mim onze anos ao lado de meu pai! E por fim, alegria. Felicidade! Finalmente eu sabia que era meu pai. E melhor que isso, eu adorava o professor Snape. Eu só percebi que chorava quando minha mãe me puxou para seus braços e apagou minhas lagrimas.
-Onde ele está? – Perguntei quando fui capaz de falar.
-Eu pedi pra ter esse momento com você sozinha, daqui á pouco ele estará aqui.
-Você não podia ter feito isso comigo mãe! –Você não podia ter feito isso com ele! – Eu a encarei com raiva.
-Eu sei. Agora eu sei. Mas o que fiz, fiz por amor á você! Por medo de te ver sofrer minha pequena. – Ela me abraçou mais não retribui o abraço. – Sophie, eu sou sua mãe. Você é obrigada a me perdoar. – Rolei os olhos para ela. – Você não me parece tããão surpresa.
-E não estou. Sempre achei que o professor se parecia comigo. Mas eu achava impossível, porque pelas minhas contas, ele era seu professor na época em que você engravidou. – Eu disse pensativa. As engrenagens em minha cabeça girando.
-Então, — eu comecei mudando de assunto. – Agora que você contou á ele, vai terminar com o Martino e voltar com o professor Snape não é? –Perguntei séria.
-Sophie! É claro que não. Eu vou continuar com o Martino. A diferença é que agora você tem dois pais. Não é ótimo? – Minha mãe me perguntou com um sorriso amarelo. Dei de ombros. O professor Snape é o meu pai! Meu pai, agora eu tenho um pai!
-Será que.. Eu posso chamar o professor de pai?
-Eu acho que ele vai adorar ouvir você o chamando assim, querida. – Um longo silêncio se seguiu, até que falasse outra vez.
-Mãe?
-Sim?
-Você era mesmo aluna, não era? Quando engravidou. Você teve um caso com um professor?! – Eu a olhava chocada. Ela que era sempre tão certinha, tinha tido um caso com um professor!
-Quer saber de uma novidade? Você vai ter um irmãozinho! — Ela estava corada, queria mudar de assunto.
-Você está gravida?
POV-Snape
Eu tenho que admitir, estava nervoso ao abrir a porta de meus aposentos. Sophie estava no sofá com Hermione e quando perceberam minha presença pararam de falar. Sophie se levantou e me encarou de maneira séria. Deixei que minha cabeça tombasse um pouco para o lado e lhe dei um meio sorriso. Para minha surpresa ela me sorriu abertamente e correu em minha direção. Peguei a pequena nos braços e a ergui vários centímetros do chão, ela me abraçou com força e retribui o abraço com absoluto prazer.
-Então sua mãe lhe contou? – Perguntei quando a coloquei no chão.
-Que você é meu... Pai? – Era estranho ver ela se referir á mim como “pai”. Meu peito se aqueceu com aquelas três letras.
-Isso não te incomoda? –Perguntei arqueando a sobrancelha.
-Profundamente! – A sobrancelha dela se arqueou como a minha. – Terei que amaldiçoar cada um nessa escola que te chamar de morcegão! – Nós dois rimos, mas Hermione não parecia achar graça.
-Nem pense nisso Nathaly!- Ela sibilou.
-É, nem pense nisso Nathaly. – Pisquei para ela com cumplicidade.
-Bom, temos que ir, vamos nos atrasar para o jantar.- Disse Hermione se levantando e colocando o casaco.
-Hermione, poderíamos jantar aqui. Fique. – Convidei. Queria que ela ficasse, que passássemos um tempo juntos. Como uma família de verdade.
-É mãe fica. – Nossa filha pediu em tom choroso. Hermione assentiu e tirou o casaco outra vez.
Pedi aos elfos domésticos que trouxessem o jantar. Assim que a mesa foi posta, nos sentamos e nos servimos.
-Vinho Hermione? – Ofereci. Estava completamente feliz em ter Hermione e minha filha jantando comigo. Era assim que as coisas deviam ser.
-Não obrigada. – Ela disse sem me olhar.
-Ela não pode. – Começou a dizer Sophie. Tomou um gole de suco de abobora e completou:
-Ela está gravida. – Me afoguei com a comida, Hermione teve que se levantar e bater nas minhas costas.
-Gra-Gravida? Tipo, um bebê, você diz? – Perguntei encarando Hermione.
-Não, não. Imagina. É um alien que eu tenho na barriga, Snape! – Ela disse seca enquanto se sentava. Eu a ignorei.
-Mas o filho não é meu! – Eu estava indignado. Como aquilo poderia ser pior?
-Nunca reparei que você era tão perceptivo. – Ela me disse de cara feia.
-Mas se não é meu...Eca! Hermione, aquele italianosinho metido? – Eu fiz uma careta de nojo. Ao que parece Sophie a achou engraçada, pois soltou uma sonora gargalhada.
-Você é inacreditável Snape.
-Você nunca ouviu falar em poções contraceptivas?
-Olha quem fala! Você se cuidou muito não é? – Ela apontou para Sophie.
-Se eu bem me lembro, era você que vinha no meio da tarde cheia de fogo. Eu não tinha tempo nem para respirar, quanto mais tomar poções contraceptivas! – Dei de ombros.
-Isso não está acontecendo. Eu não estou tendo essa conversa com o Snape. – Ela fechou os olhos e massageou as têmporas com a ponta dos dedos.
-Merlin! E se ele nascer parecido com o pai? Já pensou nisso? Vai sair pulando pela casa, gritando mamma mia e...
-Melhor sair parecido com ele, do que com você! Graças a Merlin a Sophie tem o meu nariz!
-A Sophie é linda por que se parece mais comigo, do que com você! E já chega, você não pode ter um filho de outro homem e ponto final! – Gritei, soquei a mesa e me levantei. Eu estava frustrado, essa gravidez atrapalharia tudo! Ela não ira deixar o marido agora que esperava um filho dele.
-Isso não é da sua conta! – Ela gritou exasperada, também se levantando. – Porque isso te importa tanto? –
-Não quero que a Sophie engorde de tanto comer macarrão!
-Cala a boca Snape! Já disse, isso não é da sua conta!
-É claro que é!
-Porquê?- Ela me fuzilava com os olhos.
-Por que eu te amo e não quero que você saia por ai parindo filho dos outros!- Gritei.
-Uuuuuuh! Essa foi boa! – Disse Sophie rindo. Eu e Hermione nos olhamos e por respeito á Sophie, paramos de discutir. Nos largamos em nossas cadeiras e nos encaramos de cara feia.
POV-Hermione.
O janta prosseguiu em perfeito silêncio, a não ser por Sophie, que cantarolava enquanto brincava com a carne em seu prato. A sobremesa desceu amarga em minha garganta. Aquela discussão tinha sido surreal demais.
Eu ainda encarava Snape furiosa quando o jantar acabou.
-Vamos Sophie. Vou te levar para o dormitório. – Eu segurei a mão dela.
-Não. Eu á levo. – Sibilou Snape, pegando na outra mão de Sophie e puxando-a para si.
-Não precisa se incomodar. – Eu disse e puxei Sophie para mim. Mas ele não á largou.
-Não será nenhum incomodo. – Outra vez ele puxou a menina.
-Mas eu já tenho que ir para a torre mesmo. – Puxei Sophie outra vez.
-Então vá! Eu levo Sophie. – E mais uma vez ele a puxou.
-Sabe, eu gostaria de poder usar meus braços depois dessa noite! – Sophie disse alto para se fazer ouvir.
-Desculpe.
-Desculpe. – Murmuramos ao mesmo tempo e soltamos as mãos da menina. Sophie suspirou e rolou os olhos. Gentilmente ela pegou a mão de Snape e com a outra, a minha.
-Os dois podem me levar para a torre. – Ela disse feliz, arqueando a sobrancelha. Ela nos puxou pelas masmorras frias enquanto cantarolava. Por um momento até me esqueci de toda a discução, minha filha estava tão feliz por saber que Snape era seu pai. E eu estava feliz também, me sentia leve, por não ter que guardar mais esse segredo.
-Boa noite mãe. – Ela se despediu com um beijo em minha face.
-Boa noite pai. – Ela disse docemente. Vi Snape se curvar e beijar-lhe a testa.
-Boa noite, minha filha. – Ele proferiu á frase de maneira tão doce, que nem parecia o mesmo Snape de sempre. É, talvez ele pudesse ser um bom pai. Por mais braba que eu estivesse com ele, não pude deixar de sorrir com a cena. Sophie entrou e nós dois ficamos ali, parados, com cara de bobos. Como se tivéssemos visto Merlin em pessoa na nossa frente. Queria tanto que tudo tivesse sido assim sempre. Mas não era.
-Boa noite Snape. – Eu disse rapidamente quando percebi que estávamos sozinhos. Me virei para ir, mas ele segurou meu braço. Suspirei e me virei para encara-lo.
-Está mesmo gravida? – Ele me olhava nos olhos. Assenti uma vez. Snape tirou uma mecha de meu cabelo da frente do meu rosto e a colocou atrás de minha orelha, com delicadeza. – Você acredita em mim, não acredita? Se eu te deixei, foi porque pensei que estava fazendo o melhor pra você. – Sua voz, rouca e baixa, me fez estremecer.
-Eu acredito. – Mordi meu lábio inferior. – Mas não posso ficar com você. Eu demorei anos pra poder falar o seu nome sem chorar. – Admiti envergonhada. – Não posso ficar com você, porque não suportaria te perder de novo! – Senti que minha voz falhava. É claro, eu não consigo trocar duas palavras com ele sem chorar.
-Hermione, todos esses anos, não houve um dia em que eu não pensasse em você! Te deixar foi o maior erro que eu cometi. — Olhei para meu ventre e o acariciei.
-É tarde demais pra você perceber que cometeu erros. – Com a mão na barriga, eu virei às costas e sai de perto dele.
...
Eu estava completando 3 meses de gravidez e minha barriga já começava a aparecer, o que era estranho. Quando estava gravida de Sophie, minha barriga só começou a aparecer mesmo, depois dos 4 meses de gestação. E eu também não me sentia muito bem, tinha pequenos tremores que estavam ficando frequentes e muitas tonturas.
Agora que a raiva tinha passado, eu estava cheia de planos para a chegada do meu bebê.
Gina e eu saímos cedo, fomos atacar ás lojas de artigos para bebê. Eu estava ansiosa para começar o enxoval.
-Olha esse Mione! – Ela mostrava um bory azul claro com um pomo de ouro bordado.
-É lindo! Mas vamos levar coisas mais unissex's Gina.
-Chata. E ai, me conta como está a Sophie com o pai?
-Temos mesmo que falar nisso? – Eu e ela andávamos entre os cabides olhando as roupas de bebê.
-Iiiih! O que aconteceu?
-Nada.
-Nada? Hermione, olha pra mim. – Eu parei para encara-la. – Você está tentada não está?
-Tentada á que Gina?
-A ficar com o Snape.
-Não! – Bufei.
-A gente se conhece á tanto tempo e você acha que pode me enganar?
-Gina, eu não posso me dar ao luxo de jogar tudo pro alto e ir atrás do Snape,
-Por que não?
-Por Merlin! Eu estou gravida!- Senti um leve tremor.
-Estamos no século 21 Hermione, filho não segura ninguém.
-Não vou criar outro filho longe do pai.- A ruiva rolou os olhos para mim.
-Como ele tem se saído, você sabe, como pai morcego?
-Ótimo. Sophie adora ele.
-Mandei uma coruja convidando ele para passar o natal com a gente. – Ela disse em tom de conversa. – Harry não ficou nada feliz, é claro.
-Você fez o que? – Tremi de novo, desta vez com mais vigor. Minha visão ficou meio turva.
-Ele é o pai da Sophie, tem que passar natal com ela. E além do mais, o Martino vai estar na Itália, não é?
-É. – Levei uma mão á cabeça quando me senti tonta. Minha visão escureceu e eu senti meus pés cederem sob meu peso.
Quando abri os olhos não estava mais na loja.
-Onde eu estou? Porque minha cabeça dói tanto?
-Hermione. –Gina suspirou aliviada e entrou no meu campo de visão. – Graças á Merlin, você está bem.
-Gina o que aconteceu?
-Você desmaiou, eu trouxe você para o St.Mungus, e então você começou a convulsionar. O dr. Hale medicou você e te fez dormir por algumas horas.
-Está tudo bem com o meu bebê? – Minha mão pressionou levemente meu ventre.
-O Dr. Hale quer falar com você. Eu vou avisar que você acordou.
Meu coração se apertou. A cara de Gina denunciava que havia algo errado.
-Hermione, boa noite. – Noite? Já era noite?
-O que tem de errado com o meu bebê Doutor? – Perguntei aflita. Ele me fitava com a cara séria. Eu sabia que algo ruim tinha acontecido. Gina que estava ao seu lado, evitava me olhar.
-Eu vou ser sincero com você.
-Por favor.
-Hermione você sofre de uma anomalia bruxa muito rara. Você está com pré-eclâmpsia grave. Em mulheres trouxas isso não é tão incomum, mas quando ocorre com uma bruxa... E entenda, você ainda está no começo da gestação. A pré-eclâmpsia só aparece no final. E o inicio das convulsões indicam que você já está progredindo para um quadro de Eclâmpsia.
-Onde você quer chegar Doutor?
-Se você estivesse no final da gestação, eu indicaria um parto prematuro. Tentaríamos conter as convulsões e salvar você e o bebê.
-Bom então vamos fazer isso. O que eu tenho que fazer para conter as convulsões?
-Você não entendeu. Você não vai conseguir levar essa gravidez até o fim Hermione. E mesmo que chegasse á uns sete ou oito meses, seria um parto muito delicado. – Ele me olhava com pena. Minhas mãos tremeram de nervoso. Senti lagrimas queimando meus olhos. –Como amigo, eu te aconselho á abortar Hermione. – Meus olhos se arregalaram em choque quando ouvi a palavra ”abortar” — Você não sobreviveria ao parto. É a sua vida ou a do bebê.
-É melhor ela se internada imediatamente! – Gina começou a falar. – O aborto tem que...
-Não! – Gritei. Olhei para Gina que me encarava confusa. Eu não tinha o direito de tirar uma vida. Aquele pequeno ser dentro de mim, era meu filho. Eu não podia, não iria, mata-lo. – Eu vou ter o meu filho!
Notas finais
No proximo cap: O primeiro natal em família!
Obrigada pelos Review's cada vez mais perfeitos!
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