Infinito - Snamione
11 Quem é o pai?
Notas iniciais
POV-Hermione.
Já fazia quase uma semana que Sophie tinha ido para Hogwarts. Era sábado. Eu tomava café da manha com meu marido. O clima entre nós estava meio tenso desde que Sophie começou as aulas. Ele estava se distanciando, eu conheço bem o Martino, era uma autodefesa. Ele tinha medo que e o deixasse. Tolo. Eu nunca o deixaria, não tinha o que temer.
-Eu vou precisar fazer uma viagem,- Ele começou quebrando o silêncio. – vou ficar umas duas semanas em Pariz cobrindo uma série de desfiles por lá.
-Ah, tudo bem. Quando você vai?
-Na segunda. Mas se você quiser que eu fique....- Vi nos olhos dele que ele queria que eu pedisse pra ficar, ainda sim tudo que eu disse foi..
-Não. Tudo bem. – Ele sorveu o chá de maneira ruidosa.
-Noticias de Sophie?
-Eu mandei uma carta, ela ainda não me respondeu. Mas acredito que hoje a resposta chegue.
-Podíamos dar um celular á ela. – Ele sugeriu inocentemente.
-Tecnologia trouxa não funciona em Hogwarts querido. – Uma coruja entrou pela janela com a carta de Sophie. Finalmente.
-Caramba, vocês são bruxos! Eu vejo você desaparecer do nada na minha frente e vocês se comunicam por cartas? – Ele disse meio indignado. Eu lhe dei um meio sorriso e abri o envelope.
"Mãe, eu estou bem. As primeiras aulas foram ótimas. O Lupin é um excelente professor. E poções é simplesmente o máximo! O professor Snape não é do jeito que o tio Harry fala! O Hagrid me convidou para um chá amanhã a tarde. Todo mundo é muito legal. Não fui dormir tarde. Sim, eu comi direito, e é claro que eu tomei banho!!
Também sinto sua falta! E obrigado por perguntar em que casa eu fiquei.
Foi na Sonserina! Da pra acreditar ?
É verdade que meu pai é da Sonserina ?.
Eu te amo.
PS: Eu não vou mandar por coruja, ela pode perder. Se quiser venha buscar.
Sophie Granger."
-Como ela está?
-Bem. Te mandou um beijo. – Menti.
Sonserina. Minha filha era uma Sonserina. Oh Merlin, por que ela tem que ser tão parecida com o pai? E como ela sabe que o pai era da Sonserina? Será que...Não. Se ele tivesse contado para ela, Minerva saberia não é?
Como ela sabe? Vou ter que ir á Hogwarts pra descobrir.
Esperei Martino sair para o estúdio, me arrumei e aparatei em frente aos portões de Hogwarts. A escola estava cheia de vida com o começo do ano letivo. Eu andei direto para o escritório de minerva, mas ela não estava lá. Ótimo, tudo que eu queria era sair dali o mais rápido possível, onde Minerva se meteu? Não posso andar pelos corredores correndo o risco de dar de cara com Snape. Resolvi procura-la no escritório de Dumbledore, mas ao passar pela biblioteca me senti na obrigação de entrar. Aquilo era magnifico. Que saudade eu tinha desses livros. Não fiquei muito surpresa em encontrar Sophie sentada em uma das mesas com um livro nas mãos. Me aproximei silenciosamente por trás de seus ombros e coloquei as mãos sobre seus olhos.
-Adivinha quem é.
-Mãe? – Ela me deu meu sorriso favorito. Lhe plantei um beijo nas bochechas antes de me sentar de frente pra ela.
-Como você está querida?
-O que você faz aqui?
-Vim conversar com a Minerva. – Os olhos dela se arregalaram um pouco. Eu conhecia aquela cara, ela tinha aprontado algo. – Anda, desembucha, o que você fez?
-Mãe foi sem querer! Quando eu vi já tinha me jogado em cima dele!
-Em cima de quem? Me explica isso Nathaly. – Ela suspirou de maneira pesada.
-Na aula de Herbologia, o idiota do Malfoy jogou pó de ameba no meu rosto!! – Ela disse exasperada. – Aí eu, bem, meio que joguei nele também e depois parti a cara dele! – Ela contou. Senti que ela achava divertido o fato de ter batido no menino. Me lembrei que eu também tinha socado um Malfoy uma vez, mas a circunstancia era totalmente diferente.
-Sophie! O que aconteceu com você? Uma semana na Sonserina e você já esta batendo nos outros alunos?
-Desculpe mãe.
-Não é á mim que você deve pedir desculpas, é ao Malfoy! Sorte sua não estar em casa mocinha ou estaria de castigo pra sempre.
-Eu ganhei detenções. Já é um castigo.
-Merlin! Sophie! Detenções na primeira semana de aula? Fred e George vão ficar muito orgulhosos de você!
-Contou pra eles que eu fiquei na Sonserina?
POV-Snape.
Eu tinha ido procurar um livro na sessão reservada e já estava saindo quando ouvi... A voz dela! Me escondi nas sombras e fiquei á uma distância segura ouvindo ela falar com a filha. Merlin, como ela está linda. Ela sempre foi muito bonita, mas onze anos trouxeram á ela um ar mais maduro. Totalmente despida dos traços joviais. E com muito mais charme e elegância. Suspirei. Ela estava tão perto... á alguns passos de distância apenas, eu queria tanto me aproximar, mas não podia. Ela iria embora se me visse. Não, não, era melhor continuar nas sombras, pelo menos assim eu poderia vê-la. Cedo demais ela se despediu da filha com um longo abraço e se foi. Tive que exercer de todo meu controle para não ir atrás dela.
Eu ia voltar para as masmorras mas notei um ar de tristeza na pequena Granger quando passei pela sua mesa.
-Não devia ir lá fora para aproveitar o sol? – Perguntei enquanto me sentava no lugar onde minutos atrás Hermione Granger estava. Ela apenas deu de ombros sem nem ao menos levantar os olhos do livro que lia.
-Eu posso descontar pontos da Sonserina por me ignorar srta. Granger. – Ela arqueou uma sobrancelha como se me desafiasse a cumprir com a ameaça.
-Estou preocupada com minha mãe.- Admitiu por fim.
-O que aconteceu com a sua mãe? – Será que ela conseguiu reconhecer a preocupação na minha voz?
-O marido dela vai viajar e ela vai ficar sozinha. – Marido. Unf! Mil crucios não me feririam mais do que ouvir falar no marido da Granger. Mas pelo menos a noticia não era de todo ruim, quer dizer que Hermione Granger ficaria sozinha em casa...
-Tenho certeza de que sua mãe sabe se cuidar sozinha.
-É, mas a gente nunca se separou antes, e quando eu vim pra Hogwarts, bom, ela tem o Martino, mas agora ela vai ficar sem ninguém. –Nota mental: Descobrir porque ela não chamava o tal Martino de pai. Nota mental dois: porque ela só tem o sobrenome da Granger?
Não era de meu feitio conversar com um aluno, mas a menina estava realmente aflita.
-Você não deveria se preocupar tanto com a sua mãe.
-Você não se preocupa?
-Porque eu me preocuparia com a sua mãe? – Será que ela sabia do meu envolvimento com a Granger no passado?
-Não com a minha. – Ela rolou os olhos. – Com a sua.
-Ah, entendi.
-Ela é durona, mas eu sei quando ela está nervosa. Ela fica...
-Mexendo as mãos. – Eu completei sem querer.
-Como você sabe?
-Sabe o que? – Ela pareceu confusa por um instante. Aproveitei para mudar de assunto.
-A coceira não voltou?
-Não, eu senti meu rosto meio quente, mas não coçou mais.
-Isso é bom. Mas tem que continuar a passar a pomada por mais uns dias. – Ela assentiu.
Nós conversamos um pouco, sobre coisas sem importância. A menina não era uma cabeça oca. Era fácil conversar com ela.
-Futebol?
-É. Um jogo trouxa, que a gente tem que correr atrás de uma bola praticamente. – Ela me contava sobre um acidente que tinha tido na escola trouxa. – Eu cai e um menino do outro time chutou a minha cabeça ao invés da bola. – Ela levantou a franja para que eu visse a pequena cicatriz no canto da testa. – Minha mãe estava trabalhando então o tio Tino me levou para um hospital trouxa. Levei três pontos! Por isso que eu uso franja, Fred e George ficavam pegando no meu pé dizendo que queria imitar o tio Harry.
-O seu pai é trouxa então.- Deduzi.
-Minha mãe disse que não.
-Então por que ele não a curou com um simples feitiço?
-Martino não é meu pai. – Ela me sussurrou. Enrijeci na cadeira. Como assim? Ele não era o pai, mas era marido da Granger? Ela teve filho com outro homem e se casou com outro homem que não era o homem com quem ela teve uma filha? Minha cabeça girava. – Eu não conheço meu pai. – Ela confidenciou á mim enquanto corava.
-Mas a sua mãe é casada... – Eu disse por fim.
-Ela o conheceu quando a gente morou na Itália, eu tinha uns três anos quando eles se casaram.
-Você não sabe que é o seu pai? – Mas que infernos isso significava? A Granger que eu conheci não era mulher de muitos homens. Será que isso tinha mudado? Hermione Granger, a irritante sabe-tudo se tornara uma mulher promiscua?
-Não. Acho que ele não me quis, ou é algum criminoso e está em azcaban,
-Srta Granger! – Minerva vinha com passos firmes em nossa direção. – O que faz aqui?
-A menina só está lendo Minerva. – Mas essa matuta... Ta me perseguindo, só pode. Ela me ignorou, nos últimos dias ela estava estranha. Quer dizer, mais estranha do que de costume.
-Preciso que encontre o Potter pra mim, querida. Pode fazer isso?
-Claro. – A pequena juntou os materiais e saiu da biblioteca com minerva. Eu não conseguia mover um musculo do lugar, minha cabeça fervilhava em pensamentos. Por que ela esconderia o pai d criança? A menina com certeza não é uma Weasley, se fosse teria aquele cabelo berrante. Uma Potter? Não. Todos os Potter tem olhos verdes! Os dela são pretos. Mas quem? Podia ser.. Não. É surreal demais. Não, definitivamente não. Não?? Oh controle-se homem. Ponha os pensamentos em ordem! Você é Severo Snape, você enganou o Lord das trevas e até mesmo todo o mundo bruxo, você consegue descobrir isso. Vamos Snape pense!
POV-Hermione.
Depois de conversar com Sophie, eu voltei a procurar Minerva. Como previ, ela estava no escritório do diretor. Depois de dar a senha para a gárgula, eu subi as escadas de caracol.
-Entre. – Ouvi a voz me dizer quando bati na porta.
-Bom dia diretor. – Ele contornou a mesa para me cumprimentar. Eu não o via á algum tempo.
-Como é bom vê-la senhora Vignoli. Pronunciei certo?
-Sim, sim. – Sorri fracamente com a menção do meu sobrenome. – É ótimo revê-lo também diretor.
-Alvo, Hermione, me chame de Alvo.- Assenti uma vez enquanto me sentava.
-O que faz em Hogwarts?
-Eu estava precisando falar com Minerva, mas não a encontrei.
-Que bom que não encontrou, assim podemos conversar. – Ele me olhou por cima dos oclinhos de meia lua. – Me permite um comentário?
-claro.
-Você tem uma linda filha.
-Obrigada.
-Mas ela não se parece com seu marido, nem tem o sobrenome dele. Eu nunca entendi por que você se afastou de todos, e pelas minhas contas, a menina foi gerada nesse castelo. Ela não é filha do seu marido não é? – Oh,Merlin! Minta Hermione! Não deixe ele chagar a conclusão nenhuma. –Não precisa ficar nervosa Hermione, eu nunca fui conhecido como fofoqueiro. No seu último ano aqui, se não me engano, você teve um romance com um membro do corpo docente...
-Como você sabe?
-Um bom diretor sempre sabe o que acontece na sua escola. Mesmo que seja nas masmorras...
-Alvo eu...
-Você não me deve explicações. Mas como amigo, eu queria lhe dar um concelho. Às vezes as aparências podem nos enganar, confundir. Devemos aprender a olhar atentamente para cada situação, e extrair dela a verdade. – O que ele queria dizer com isso? Será que ele sabia mesmo que o pai de Sophie era Severo Snape?
-Eu não entendo onde você quer chegar Alvo.
-Um dia, não muito longe, que sei que você entenderá. – Ele piscou pra mim. Ora essa, Dumbledore devia parar com esses enigmas. Ele não consegue falar diretamente como uma pessoa normal? Bom, ele não tem nada de normal. É a pessoa mais estranha que eu tive o prazer de conhecer. Era isso que o fazia tão especial e um bruxo tão notável.
Então agora eram 5 pessoas que sabiam sobre Sophie. Oh Morgana, me ajude, por quanto tempo mais vou conseguir mante meu segredo.
POV-Sophie.
A visita da minha mãe tinha me deixado com um diabrete atrás da orelha. Ela parecia meio tristonha, talvez fosse porque Martino fosse viajar. Mas não sei.
Era lua cheia, e nós tínhamos aula de DCAT. Obviamente o professor Lupin se ausentava da escola nesses dias, então a aula seria dada pela substituta. Megan Hergert era uma mulher alta, esguia, loura e realmente muito bonita. No momento em que chamou meu nome na chamada ela fez uma pausa para me encarar. Não gostei do olhar dela.
POV-Megan.
- Granger. Sophie Nathaly Granger.- A menina se parecia muito com Snape, droga. Eu torcia pra que ela tivesse morrido, mas não, Mérlin não me ajudaria tanto. Pelo menos Snape não sabia que era o pai dela. Imagine, se ele soubesse sairia correndo pros braços da Granger. A pirralha estava usando um colar de diamante. Eu conhecia aquela joia, era de família, tinha pertencido a mãe de Snape. A única coisa de valor que Eileen Prince tinha conseguido manter longe das mãos de Tobias Snape. Ele deve de ter dado o colar para a Granger e ela o passou para filha. Idiota! Se Snape a ver com o colar vai desconfiar da verdade.
Quando a aula acabou eu dispensei todos os alunos, menos a Granger.
-Como está sua mãe? – Eu lhe perguntei no tom mais convincente que tinha.
-Bem.- A menina me encarava como se procurasse algo ruim em mim. Espertinha. Já sabia que eu não gostava dela.
-Dê um abraço nela por mim, sim? – eu a abracei e com todo cuidado desabotoei a corrente. Ela nem ao menos notou quando eu a peguei. É, Severo, parece que finalmente o seu coração me pertence.
Notas finais
Quero muitos reviews hein? -pisca E quero agradecer a Mari fonseca e liloh, que recomendaram a fic. Sério gente não tem nada mais gostoso do que receber elogios tão lindos assim! Obrigadinha.
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