Notas iniciais
Oie gentemmmm, desculpem pela falta de post ontem. Foi mal, não tive tempo mesmo. Tive que sair com o bebê e acabei sem tempo pra escrever. Provavelmente não vou poder atualizar a fic amanha também, vou levar a Luna pra tomar vacina e ela sempre fica mais chorosa com a picada.
Aproveitem a leitura!!

POV-Sophie

Depois da aula de DCAT, eu, Thiago e July partimos em direção das masmorras. Quando estávamos quase chegando em nossa bancada, de frente para o professor Snape, July esticou os braços fazendo com que eu e Thiago parássemos a caminhada.

-PAREM! – Ela gritou assustada.

-Tudo bem July?- Perguntei aflita com a expressão de pânico que estava em seu rosto.

-Tem um zonzóbulo passando! – Ela disse tremula enquanto “acompanhava” o zonzóbulo com o olhar. Sério, ela tinha um parafuso a menos. – Pronto, podemos nos sentar agora. – Ela suspirou aliviada. Eu apenas olhei para Thiago e ambos caímos na gargalhada. O professor entrou na sala com seu habitual mau humor, a capa farfalhando ás suas costas enquanto caminhava pela sala de aula.

-Hoje vocês vão preparar uma simples poção restauradora. A poção Wiggenweld. As instruções estão na pagina 109 do livro Bebidas e Poções Magicas. Quero uma amostra na minha mesa no fim da aula. Comecem!

-POV-Snape

Me sentei e fiquei observando a menina por um longo momento. Será que... Não. Ela teria me contado! Eu fiz as contas mentalmente, ela tinha onze anos, contando nove meses de gestação... Tinha grandes chances de a menina ser minha filha. Sophie Granger arqueou a sobrancelha para mim quando percebeu meu olhar sobre ela. Ela ficava ainda mais parecida comigo quando fazia isso. Ora homem, pare de pensar bobagens! Hermione Granger não esconderia uma filha de você. Isso é bobagem, ela deve ter tido um relacionamento com outro logo depois do nosso rompimento. Com certeza é isso. Eu corrigia algumas redações enquanto ouvia a conversa da menina com os amigos.

-...Mas ai o Bichento morreu. Eu queria outro gato, mas a minha mãe disse que eu precisava de uma coruja. Acabei com nada. – Ela deu de ombros.

-Depois que eu deixei três peixinhos morrer, meu pai não...- Um leve choque passou pelos olhos negros quando ela tocou o pescoço.

-Meu colar sumiu! – Ouvi ela sussurrar roucamente para os amigos.

-Algum problema srta. Granger?

-Não professor, nenhum.

-Então volte a mexer o seu caldeirão.

-POV-Sophie

Olhei para o chão á minha volta, esperando encontrar a corrente de prata, mas não á vi. Levou alguns minutos pra que eu percebesse o que tinha acontecido. Aquela professora tinha pego minha corrente. Quer dizer, a corrente de minha mãe. Sabia que ela não era boa pessoa, a troco de que ela queria a corrente?

Quando a aula de poções chegou ao fim, me apartei de meus amigos e marchei de volta para a sala de DCAT. Entrei sem parar para bater na porta.

-Eu quero o meu colar. – Exigi.

-Que colar querida?- Ela me perguntou enquanto ria cinicamente.

-O colar que você pegou de mim!

-Você é louca criança. Não sei de que diabos você está falando.

-Devolva! Ou então eu vou...

-Vai o que? Chamar a sua mãezinha sangue-ruim? Ou então o seu pai? Ah, esqueci, você não tem um pai!- Congelei. O que ela sabia sobre isso?

-Você não sabe nada sobre o meu pai! – Sussurrei. Maldita voz que me faltava toda vez que eu ficava nervosa.

-A única que não sabe nada sobre o seu pai, é você queridinha. Já eu, sei de muitas coisas. – Ela andou em minha direção fazendo com que eu recuasse. – Eu sei que ele não a quis! – Ela colocou o dedo ameaçadoramente no meu peito. — Sei que ele mandou a sua mãe abortar! – Ela não parou de andar até que minhas costas encontraram a parede fria. – Eu sei que ele vai mata-la quando souber que você está viva. Agora se comporte como a boa cadelinha que é, se não eu mesma posso mata-la. — Eu sentia que meu coração iria explodir a qualquer momento. Ela apertou a varinha com força, como se fosse me enfeitiçar, mas não o fez. – Agora suma daqui! – Ela disse por fim, antes de agarrar as minhas vestes e me arrastar para fora da sala de aula.

Eu estava em choque. Não conseguia reagir. Então era por isso que minha mãe não me contava quem ele era, ela estava me protegendo! Meu pai nunca me quis. Ele queria que eu morresse. Eu mal enxergava com caminho que estava tomando, apenas sai correndo, até que me choquei com alguém.

POV-Snape.

-Olhe por onde anda! – Eu estava voltando do escritório de Dumbledore, quando um dos alunos tropeçou em mim. Eu ia lhe dar uma bronca, mas a raiva morreu na minha garganta quando eu percebi que se tratava de Sophie Granger.

-Srt. Granger, o que houve? – Ela levantou os olhos para me encarar, então pude ver que ela chorava. Me senti preocupado de repente. Ela não falou nada, apenas abraçou minha cintura. Eu não estava acostumado á sentir compaixão, mas senti necessidade de retribuir o abraço. Foi meio desengonçado, devo admitir.

-Fique calma, está bem? O que aconteceu? – Me curvei até que meus olhos ficaram da altura dos dela. Limpei com o polegar as lagrimas que escorriam pela face branca da garota á minha frente. Me senti tão impotente, oque eu podia fazer para acalmar a menina?

-Preciso da mi-minha mãe. – Ela disse entre soluços.

-Vem comigo. — Segurei a mão dela entre a minha e a guiei até as masmorras. Eu podia me arrepender de me aproximar dela, geralmente sempre que me aproximava de uma pessoa, algo ruim acontecia, mas não podia evitar.

Quando chegamos aos meus aposentos, eu á sentei em frente á lareira crepitante. Conjurei um copo d’água e fiz com que ela bebesse. Mas a garota não se acalmava.

-Se sente melhor? – Perguntei quando os soluços desapareceram. Ela assentiu uma vez.

-Quer falar sobre o que aconteceu?- Me sentei ao seu lado. Mas ela se negou á falar sobre o ocorrido. — Tudo bem. Quer ir para o salão principal comer?- Ela balançou a cabeça negativamente. – Quer que eu traga..

-Severo! – Minerva nos interrompeu. Ela não pediu permissão para entrar, apenas deu passos firmes em direção a Granger. – O que aconteceu? Um dos alunos disse que viu você passar com Sophie chorando. Venha querida. – Ela estendeu á mão para a menina, mas elas apenas a olhou e bufou em desdém.

-Eu quero ficar aqui. – Um á zero pra mim Minerva.

-Você precisa comer alguma coisa. – A velha pegou a menina pela mão e á levou em direção á porta. Me senti roubado. Sophie Granger se soltou do aperto de Minerva e correu em minha direção. Ela me abraçou outra vez, me fazendo amolecer.

- O professor Snape vai me levar. Não é? – Ela me perguntou. Eu assenti. Vi que Minerva estava pronta a protestar, mas não me importei, antes que ela tivesse a chance de me impedir, sai pela porta com a menina.

.......

Não dei aulas naquela tarde. Tinha que sair do castelo, tinha que pensar um pouco. Eu queria comprar alguns ingredientes que estavam faltando, então aproveitei para ir ao beco diagonal, mas antes parei no caldeirão furado para beber algo e pensar nos últimos acontecimentos. Será que a menina era minha filha? Talvez que deva perguntar á Hermione... Com certeza. Vou bater na porta dela e dizer: ‘ Hermione, com licença, mas aquela linda menina que você chama de filha, não é fruto de uma de nossas tórridas noites de amor?” Eu ri sombriamente. O que eu faria se a menina fosse mesmo minha filha? Simplesmente nunca me imaginei com pai. Parecia tão errado, que alguém tão ruim como eu tivesse algo tão sublime e doce como aquela criança. Ok, nem tão doce assim, a menina era um pouco tinhosa. O que na verdade só a tornava melhor aos meus olhos. Depois de horas sentado imóvel pensando sobre o assunto, decidi que não me importava. Ela provavelmente não é minha filha, mas mesmo assim, gosto dela.

A menina tinha algo de diferente, um tempero especial. Conseguia ser doce e perigosa ao mesmo tempo.

No beco diagonal, eu já tinha comprado tudo o que precisava, quando uma vitrine me chamou atenção. Na verdade, é uma das poucas vitrines em que eu nunca olhava, mas eu não estava em meu espirito normal ultimamente, entrei no Empório das corujas e comprei o que queria. Era um gato preto que estava sentado próximo ao vidro lambendo as próprias patas.

Voltei a Hogwarts na hora do jantar. Mas eu não estava com fome, então apenas fui até o salão principal para pedir que Sophie passasse no meu escritório depois que terminasse de se alimentar.

....

-Entre. – Eu disse quando ela bateu na porta.

-Boa noite professor.

-Boa noite Sophie. Como está se sentindo?

-Bem. – Ela deu de ombros. Mas pude ver nos olhos dela que era mentira.- É só isso que o senhor queria?

-Não. – Suspirei. Me levantei e fui até meu quarto, onde o gato estava. Espero que isso a anime um pouco.

-Eu esperava que você pudesse me ajudar. -Comecei a dizer quando voltei ao escritório. – Veja bem, eu encontrei essa criatura perdida. Não tenho amizade com nenhuma outra aluna, então pensei que você pudesse ficar com ele. –Ela se levantou, e pude notar um leve brilho no seu olhar.

-É pra mim? – Perguntou-me em meio á um sorriso.

-Se você quiser.

-Eu quero!- Ela saltitou até mim e pegou o bichano. –Qual o nome dele?

-Não sei. – Eu sorri. Me senti mais leve de repente.- Escolha um nome. – Ela olhou para a cara do gato intensamente antes de escolher.

-Jubileu!

-Jubileu? Que nome mais... Exótico. – Nós rimos juntos. Eu acendi a lareira e nos sentamos de frente para ela. Peguei um papel amaçado e o fiz flutuar na frente do gatinho que o seguia feliz. Nós conversamos por uma ou duas horas, não sei ao certo.

-...Mas o Martino não vai a lugares bruxos.

-Você gosta dele? Do seu padrasto?

-Bem, ele é legal. É um bom marido. – Minha cabeça se encheu de imagens de Hermione Granger nos braço de outro homem.- Mas não é meu pai.

-Entendo. Você quer muito, não é? Conhecer o seu pai? – Ela suspirou e virou o rosto para a lareira.

-Não. Talvez seja melhor que eu não o conheça.

-Nas outras vezes que conversamos você parecia querer saber que era o seu pai. Essa mudança tem alguma coisa a ver com o que aconteceu hoje?- Sophie pensou por alguns minutos antes de me responder, eu esperei pacientemente. Mas confesso que tive que controlar o impulso de usar o legilimens na garota.

-É que me disseram que meu pai não me quis. Que ele queria que eu morresse! – As lagrimas ameaçaram cair de seus olhos outra vez. Definitivamente não sou eu! Nunca faria mal á ela!

-E que te disse isso?

-Ninguém importante.

-E você confia nesse ninguém importante? – Perguntei arqueando a sobrancelha.

-Não, mas...

-Sophie, — Gostei de pronunciar seu primeiro nome. – Não acho que alguém em sã consciência não gostaria de ser seu pai!

-Mas então porque a minha mãe esconde ele de mim?

-Sua mãe deve ter os motivos dela.

- Mas e se for verdade? E se ele quiser me matar? – Merlin! Eu tenho que descobri quem é o pai dela. É uma questão de honra. Vou encontra-lo e descobrir por que ele não ficou ao lado de Hermione, e depois, bom, acho que tenho licença poética para usar o avada kedavra mais uma vez!

-Se for verdade, e ele não a quiser, ele é quem está perdendo não é? E eu queria ver ele tentar fazer mal a você comigo por perto!- A envolvi num meio abraço.

-Porque o senhor é tão legal comigo? É sempre tão assustador nas aulas. – Ela me perguntou rindo.

-Pensei que você não tivesse medo de mim.

-E não tenho. Mas os outros alunos tem! Eles te chamam de morcego pelas costas sabia? Eu te chamo de batman!

-Batman?

-É. Um herói trouxa que é meio morcego.

-Acha que eu sou um herói então?

-Minha mãe disse que é. –Eu sorri. –Não se ache está bem? – Ela disse revirando os olhos.

-Ah sim, definitivamente o sonho da minha vida é ser o batman. – Disse sarcasticamente. Sophie bocejou e esfregou os olhos. Era a hora dela dormir.

-POV-Sophie

-Vem, vou te levar até seu dormitório. – Ele se levantou e estendeu a mão para me ajudar. Peguei Jubileu no colo e saímos para os corredores vazios das masmorras.

-Vamos apostar corrida! – Sugeri animada quando estávamos perto.

-É claro... – Ele olhou para mim antes de continuar.- Que não.

-Rá! Está com medo professor? – Perguntei arqueando a sobrancelha.

-Medo? Eu?

-Ou é velho demais?

-Você não devia ter dito isso!- Ele me disse entredentes. Paramos de caminhar. Eu agarrei Jubileu bem junto ao corpo e saímos correndo ao mesmo tempo. Já estávamos perto e o professor Snape estava me ganhando. Eu tinha que fazer algo, então urrei de dor enquanto me curvava com a mão na barriga.

- Ai! Merlin que dor!! – Ouvi o professor se aproximar, ele colocou a mão nas minhas costas.

-Está tudo bem? Respire fundo. – Eu ri, e sair correndo. Cheguei primeiro no dormitório dando vivas.

-Isso foi trapaça Nathaly! – Ele disse sério quando me alcançou.

-Sou uma sonserina afinal. Ficou bravo? Minha mãe só me chama de Nathaly quando está muito brava. – Disse sorridente.

-Não, eu não estou bravo. Agora vá se deitar.

-Boa noite professor. E obrigada mais uma vez.

-Boa noite Sophie. – Ele disse e se foi. Eu realmente gostava do professor Snape.

.......

Os dias se passaram rápidos e quando eu percebi já era lua cheia outra vez. Megan Hergert tinha voltado para o castelo para dar aulas no lugar do Lupin. Fiquei um pouco nervosa á principio, mas decidi que não teria medo dela. Me sentei na primeira cadeira de frente para ela.

POV-Megan.

Eu tinha outros planos para a aula de hoje, mas quando vi a queridinha filha do Snape sentada bem na minha frente, decidi mudar a temática da aula. Passei uma longa descrição um dos feitiços imperdoáveis. O Cruciatos. Não devia passar essa matéria para o primeiro ano, mas eu não estava nem ai para as regras. No fim da aula, peguei um sapo e coloquei em cima da mesa da pequena Granger. Um sorriso malicioso escapou dos meus lábios e a menina pareceu perceber o que viria a seguir. Mas antes que ela reagisse eu gritei: — Crucio! – Ela gritou, o corpo arqueando com a dor do feitiço. Todos os alunos olhavam chocados com o “acidente”. Ela caiu da cadeira para o chão, eu pude ver suas veias saltarem e os olhos girarem nas órbitas. Eu estava me divertindo com a cena até que o menino Potter chamou minha atenção.

-PARE!- Ele gritou.

-Merlin! Doçura me desculpe! – Me ajoelhei ao lado do corpo que ainda convulsionava e sussurrei.- Nos vemos na próxima aula querida. – Ela parecia realmente mal. – Alguém acompanhe a srta. Granger até a ala hospitalar, por favor?

POV-Minerva.

Eu estava conversando com Papoula quando Thiago Potter e Jully Longbotton chegaram na enfermaria carregando a pequena Sophie. Senti um frio no estomago ao ver o estado da garota.

-O que aconteceu com ela?- Perguntei com urgência, enquanto ajuda Papoula á coloca-la na maca.

-Ela recebeu uma imperdoável durante uma demonstração na aula. – Thiago me informou.

-Qual?

-Cruciatos. – Por Morgana! Como isso aconteceu? Quem faria tal atrocidade?

-Um professor fez isso?

-É.- Foi o suficiente pra mim. Eu não precisava ouvir mais nada. Deixei a garota aos cuidados de madame Ponfrey, e segui em direção as masmorras. Estava mais do que na hora de ter uma conversa com Snape! Que homem mais cruel. Usar o crucio numa criança? Na própria filha? Ele acha que vai fazer mal á pobrezinha, mas está muito enganado. Isso acabou aqui. Ou ele mudava suas atitudes, ou convenceria Alvo a coloca-lo fora desta escola!

Notas finais
Tcharam! Megan ataca novamente!
No próximo capitulo: Severo procura Hermione para falar sobre Sophie!
Reviews? Recomendações? Os dois me deixam absurdamente feliz! Bj bj