Infinito - Snamione

25 O pedido de um Prince.


Notas iniciais
Olaaa *--* Saudades de mim?
Primeiro de tudo, obrigada á Nai akemi, pela linda recomendação! Adorei querida! Obrigada mesmo *--*

Bom, o capítulo de hoje, é completamente derretível.
Espero que todos gostem õ/

Aaah, no fim do cap, vou postar um pedacinho da "Vingança" me digam o que acham por favor. Preciso da opinião de vocês pra saber se posto ou não a continuação da fic.

Boa leituraaa!

No horário combinado, cambaleei para fora da lareira dos Potter. Gina me esperava ansiosa.

-Boa noite, Severo. –Ela cumprimentou.

-Boa noite. – Graças á Merlin Ginevra Potter não era de enrolar. Ela foi logo ao assunto que me interessava: Hermione.

-O Harry levou as crianças para um passeio. Ela está lá em cim, no mesmo quarto que vocês ficaram no natal. Você...

-Não. –Eu á interrompi.- Os planos mudaram. Entreguem isso para ela. – Lhe entreguei um pequeno envelope.

-Mas...

-Por favor Gina, eu sei o que estou fazendo. – Ela revirou os olhos e pegou a carta.

-Está bem.

-Bom eu vou indo. Muitos preparativos pela frente. — Antes que ela objetasse, eu já tinha adentrado as chamas verdes.

(POV-Hermione)

Eu tentava ler um livro, na esperança de que ele me distraísse, que dispersasse o sentimento de perda que estava sentindo. Mas era uma tentativa em vão.

Afundei no sofá da biblioteca do lardo Grimmauld, finalmente desistindo de tentar não pensar.

Martino ficara contente quando eu ligue, dizendo que me juntaria á ele em Roma, aliviado até. Pois sabia que lá eu ficaria longe de Snape definitivamente.

-Hermione? – Gina entrou cautelosa.

-Sim?

-Tenho uma carta para você. – Ela disse animada.

-De quem é? – Perguntei enquanto ela me entregava o envelope.

-Acho que você vai descobrir. – Ela disse sorrindo, antes de sair pela porta.

Eu só precisei olhar a caligrafia uma vez, para reconhecer seu dono.

“Hermione,

Não posso permitir que você saia da minha vida! Sei que te magoei no passado, e por isso hoje você não consegue confiar em mim. Mas eu estou pronto, pra passar o resto da minha vida, me redimindo com você.

Te deixei uma vez, porque acreditei que seria o melhor pra você, mas não vou cometer o mesmo erro duas vezes!

Eu sei que você me ama, tanto quanto eu te amo.

Vá até a nossa casa no sábado á noite. Me de uma ultima chance de te provar o meu amor.

Sempre seu. Severo Snape”

Nossa casa. Arfei.

(Flash Back.)

O sol brilhava forte em toda Hogwarts, mas eu tinha abandonado o calor dos jardins pelo frio das masmorras.

Era domingo, e eu deixaria que Severo monopolizasse toda minha tarde.

-Nós vamos sair hoje.- Ele me disse sorridente. Era uma época feliz, onde nosso destino parecia certo. Nossos planos de morarmos juntos estavam á todo vapor.

-Aonde nós vamos? – Perguntei.

-Tem algo que eu quero te mostrar. – Ele disse com simplicidade. Mas pude notar certa excitação em seu olhar.

Ele jogou o flu na lareira e murmurou um endereço desconhecido por mim, então as chamas me engoliram.

Me vi dentro de uma sala enorme. As paredes eram brancas com janelas azul royal, o teto era alto. Senti o cheiro de maresia e ouvi o barulho de ondas quebrando, vindas do mar que ficava em frente.

-Então o que achou? – Perguntou observando minha reação.

-Parece uma casa linda. Mas por que estamos aqui?

-Eu á comprei para nós. – Ele disse. – Claro, não podemos morar aqui, fica muito longe de Hogwarts. Mas teremos os fins de semana e feriados... – Antes que ele pudesse falar mais alguma coisa, eu o calei num beijo doce.

-Severo, isso significa tanto para mim! Eu te amo tanto! – Ele me sorriu enquanto aconchegava-me em seus braços.

-Não tanto quanto eu amo você.

Flash Back off.

Por que ele tinha que tornar tudo tão difícil? Por que logo naquela casa?

...

- Boa noite. – Eu disse tristonha, quando desci para o jantar. – Onde estão Harry e as crianças ?

— Saíram, mas já devem estar voltando. – Gina respondeu, enquanto colocava a mesa. Me sentei e debrucei sobre a mesa.

-E ai? O que dizia na carta ? – Ela tentou manter a voz pouco entusiasmada, mas não conseguiu.

— Ele quer um encontro no sábado. –Disse, enquanto fitava a mesa.

-E você vai certo?

-Não!

-Hermione! O que te custa? – Gina se sentou de frente para mim, e se debruçou também, para olhar em meu rosto.

-Gina, não começa.

— Você vai! Nem que eu te arraste!

-Eu não sou nenhuma criança Ginevra! – Esbravejei irritada, enquanto me endireitava na cadeira, Gina se endireitou também.

-Então pare de agir como uma! Ele falou o que quer...

-Disse que quer provar que me ama. – Revirei os olhos.

-E você não está nem curiosa?

-Isso não vem ao caso.

-É claro que vem. E é claro que você vai! Nem que eu lance um império em você! – Eu bufei, mas não respondi, uma vez que Harry tinha chegado.

...

Na sexta feira, Hermione passou o dia todo trancada em meu quarto. Graças á Merlin Gina tinha ido trabalhar, isso á impedia de atormentar minha mente, tentando me convencer á ir ao encontro de Severo.

Mas pra ser sincera, eu não preciso ser convencida. Minha cabeça parecia que ia entra em colapso á qualquer momento, só em imaginar o que ele poderia dizer. Ainda mais naquela casa. Nossa casa!


Pensei que ele á tivesse vendido, ou qualquer outra coisa. Entretanto, ela continuava lá. Uma prova matéria que eu um dia, planejamos uma vida juntos, prova de que um dia, nós nos amamos, que fomos plenamente felizes. E se ele estivesse mesmo falando a verdade: Se ele realmente me amasse? Se ele sentisse tanta falta de estar comigo, como eu sentia de estar com ele?

Ora, eu poderia ir. Só para ver oque eu ele tem á dizer, e então... Colocar um ponto final nessa história. Mas e se ele me convencesse? Teria que abandonar Martino.

Martino Vignoli.

O homem que juntou meus pedaços do chão. Ele me costurou, me ergueu, me deu forças para seguir em frente. Como eu posso ser tão egoísta e virar as costas, para o homem que tinha como único defeito, o amor que sentia por mim.

Não. É melhor ficar longe. Não vou á esse encontro.


Eu folheava á esmo as paginas de um livro antigo, quando Gina chegou em casa. Ela entrou no meu quarto sem bater, trazia uma caixa branca nas mãos.

-Como você está? – Perguntou, sentando-se ao meu lado na cama.

-Bem – Menti.

-Isso chegou para você. – Ela passou a caixa para meu colo.

-Vamos, abra! – Larguei o livro para abrir o presente. Era um vestido preto, tomara-que-caia, com busto bordado em renda e o comprimento de cetim

Sobre ele havia um bilhete com a letra garranchosa de Severo.

-“ Estou contando os segundos para amanha . Com amor S.S.” – Li em voz alta para Gina. A amiga bateu palminhas de felicidade, antes de pegar o vestido de minhas mãos e se levantar para que o vestido se esticasse, e eu pudesse ver direito.

-Não sabia que ele tinha bom gosto.

-Eu não vou. – Falei mais para mim mesma, do que para Gina.

-Mas é claro que você vai! Pensei que tivesse te deixado isso muito claro ontem á noite! — Ela falou séria, fazendo-me bufar.

-Gina, eu não posso.

-Não pode ser feliz Hermione ? Porque é disso que você está correndo!

-Você não pode mesmo querer que eu largue meu casamento de uma hora pra outra!


-Não é de uma hora pra outra Mione. Você e o Martino... Bem, vocês tentaram não foi? Mas não deu certo. –Abri a boca para falar, mas Gina estendeu a mão para que continuasse calada. – Além do mais, eu acho que o Tino já sabe que vai te perder Mione. E eu não vejo ele lutando, você perdeu o filho de vocês, e ele nem veio pra cá. Se ele realmente estivesse muito preocupado, teria pego o primeiro a.. abi ..
-Avião.

-É isso. Anvião! Ele teria pego o primeiro anvião pra cá.

-Não sei Gina ...

-Por favor Hermione. Dê uma chance á ele! Dê uma chance a você!

- Não sei se posso acreditar nele Gina. E eu queria. Muito. –Desabafei. – Não sei se eu estou pronta, pra me decepcionar de novo. Você mais do que ninguém sabe tudo que eu senti, por todos esses anos! A dor que me causava só ouvir o nome dele. Você sabe, que se não fosse por Sophie, talvez eu não tivesse aguentado.

-É. Eu sei. – Gina dobrou o vestido e colocou dentro da caixa. — Mas Hermione, se eu achasse, que tinha alguma chance, por menor que seja, dele te magoar novamente...Eu jamais deixaria isso ir adiante! Eu não o deixaria chegar perto de você! Você pode ter seus motivos para não confiar nele. Mas você sabe que pode confiar em mim! – Assenti uma vez com a cabeça.

- Me deixe sozinha está bem ? Eu preciso pensar.
-Mas você vai amanha?

-Amanha é outro dia. Não sei como eu vou estar me sentindo.

-Isso é um sim ?

-É um talvez. – Suspirei. Gina se inclinou e deu um beijo na minha testa.
— Eu vou achar um sapato lindo pra combinar com esse vestido. – Revirei os olhos para ela. – Eu sei que você vai fazer o que é certo!
-O certo, é você descer e fazer o jantar. Você tem duas crianças para alimentar. – Gina assentiu e saiu do quarto.

POV—Snape.

Eu enviei convites á varias pessoas, convocando-as á estar presente em um luau oferecido por mim. É claro que todos aceitaram. Uns por amizade, outros por curiosidade. O morcegão das masmorras dando uma festa na praia? E convidando amigos? Ninguém iria querer perder isso, para meu total desespero. Mas se eu ia fazer isso, ia fazer do jeito certo. Ao modo mais digno de um Prince.

Gina tinha se mostrado bastante prestativa. Ajudou com todos os preparativos, tirando o dia de folga no trabalho. Eu estava realmente grato á ela, mas senti vontade de estrangular “carinhosamente” Ginevra Potter, quando ela me fez vestir roupas brancas. – “Confie em mim! Você quer provar que á ama não é? “ – Ela me dissera. Com deixei que ela me enrolasse desse jeito? Merlin, teriam fotógrafos na casa á noite, eu apareceria nos jornais e revistas de fofoca trajando branco. Bom, se Hermione não aparecesse, a roupa não importaria. Todos só falariam sobre como ela me deixou plantado.

POV-Hermione

Sábado, 18:00 hrs.

Lá estava eu, dividida entre razão e coração. Gina não estava em casa, nem nenhum dos Potter, o que eu achei ligeiramente estranho. Pois pensei que a ruiva ficaria buzinando em meus ouvidos, até que eu dissesse que ia falar com Snape.

Comecei a andar em círculos pelo quarto, olhando com o canto dos olhos para a cama onde o vestido repousava tranquilo, esperando minha decisão. Pesando os prós e o os contras, e todas as possíveis consequências, tive uma certeza: Não devia ir á esse encontro.


Mas... se eu não fosse, passaria o resto da minha vida, perguntando o que poderia ter acontecido.

-Pare de tentar se enganar Hermione! Você morreria só para poder olhar para ele outra vez! – Eu disse para o quarto vazio. Um suspiro de dorrota escapou de meus lábios, antes de por fim, começar a me despir.

Realizei cada parte de minha higiene metodicamente, levando mais tempo do que deveria.

Varias fadinha brincavam em meu estomago, enquanto vestia o vestido. Prendi os cabelos num coque frouxo, deixando a franja solta. O espelho me confidenciou que eu estava bonita, mas senti que faltava algo. E eu sabia o que era. Um belo diamante negro.

Procurei a peça, que tanto amava, e a coloquei sobre o colo. Com certeza era o detalhe que faltava.

Por volta das oito horas, eu já estava pronta. Minhas mãos suavam em nervosismo pelo que aconteceria.

´-É a última vez! – Prometi á mim mesma. – Só uma despedida.

Cambaleei para fora da lareira, invadindo a sala escura.

Estava muito silencioso, silencioso demais. O mar não ficava bem em frente? Snape deve ter lançado o abaffiato sobre a casa, conclui. Sacudi as cinzas do vestido e acendi as luze com um aceno de varinha.

Pétalas de rosas vermelhas formavam uma trilha pela casa. Eu a segui, em silêncio e devagar, o barulho do salto alto escoando.

Quando percebi que a trilha levaria para a sacada, de onde se tinha acesso á praia, tirei os sapatos. Coloquei uma mão em cada banda da porta de correr e suspirei audivelmente antes de abri-las.

A cena que eu vi, fez com que as fadinhas em meu estômago, quisessem sair voando pela minha garganta. Tive que cobri a boca para abafar um grito de choque.

Archotes em chamas fincados na areia, formavam um corredor. A cada lado desse corredor, varias pessoas me encaravam com sorrisos simpáticos, não tive tempo para reconhecer cada rosto. Mais pétalas de rosas haviam sido jogadas pelo corredor. Uma musica suave deixava tudo ainda mais romântico. Deixei cair os sapatos quando o homem que me esperava no fim do corredor, se virou para mim.

Severo Snape tinha os pés descalços, usava uma calça branca e a camisa tinha a mesma cor. Os primeiros botões abertos e a manga arregaçada até os cotovelos lhe dava um ar jovial. Sophie estava com ele. Ela soltou a mão do pai e correu em minha direção. Eu não conseguia desviar meus olhos dos dele, por isso não percebi que minha filha puxava minha mão. Assim que me dei conta, focei meus pés a se mexerem.

Registrei alguns rostos conhecidos enquanto ia em direção á Snape, alguns flashes, mas nada tão importante quanto o homem que me sorria. A musica baixou consideravelmente quando Sophie entregou minha mão á Severo.

Senti todos os olhares sobre nós, mas ninguém falava nada, só o mar se agitava com ondas altas.

-Hermione...- Ele começou, cheio de confiança. – Meu amor, eu não sou bom com as palavras, mas cada uma delas é pura e sincera. – Ele segurou minha mão direita sobre a pele de seu rosto. – Acredite quando eu digo que me arrependo, quando eu confesso que não sou nada sem você. Acredite em mim quando eu digo que á amo. – Ele colocou minha mão sobre o coração dele, tirando-me o ar. – Meu coração bate por você... Pra você! Eu morreria para vê-la sorrir, e será a missão de minha vida, fazê-la sorrir todos os dias. – Minha respiração era irregular e lágrimas rolavam por minha face. Ela as apagou com o polegar ante de, como um lord, ajoelhar-se diante de mim, ainda segurando minha mão.

-Hermione Jean Granger, eu prometo amar-te pelo resto de nossas vidas. E até depois disso. Você me daria, a extraordinária honra de casar comigo?

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.....(Vingança)....
- Por Merlin! Vocês podem fazer isso la dentro! – Gritou Thiago a uma certa distância.
Sophie e Scorp deram as mãos, e apressaram o passo para alcançar os amigos. Eles já estavam na frente da boate, quando Sophie notou brincos na orelha de Malfoy.

- Você está usando um brinco trouxa? – Ela perguntou arqueando a sobrancelha, enquanto pegava na orelha de Scorp.
- E se o seu avô ver?- Perguntou Thiago. Scorpius deu de ombros. – Cara, imagina se o seu avô visse você aqui, nesse lugar trouxa? – riu-se Thiago.
- É Scorp, pensa bem. Quando ele descobriu as tuas tatuagens, ele quase te matou. – Disse Sophie séria.
- Meu avô não é tão ruim como vocês pensam. – Ele garantiu.
- Não sei. Não confio nele! – Scorp revirou os olhos.
- "A confiança é um ato de fé, e esta dispensa raciocínio." Carlos Drummond de Andrade. – Ele disse sorrindo.
- “Pau que nasce torto,nunca se indireita!” É o tcham! - Disse Sophie,e os três riram, até que July os interrompeu.
- É verdade que antes do Sr. Lucius ser comensal da morte, ele era uma das paquitas da Xuxa? – Ela perguntou num tom sonhador.
- Quem é Xuxa? – ele perguntou pra menina
- E eu que pensei que tivesse sido o lord das trevas que o corrompeu! – Disse Thiago sério.

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Notas finais
Oooooown! Que isso mestrinho?
Olha, Snape de branco é sempre polemica, uns gostam outros nem tanto. Mas enfim...
Será que a Mione aceita?

Sobre Vingança...

Então, em nem reescrevi esse trechinho, postei como ela foi escrita 3 anos atras. Como podem notar, minha escrita era bem diferente (e inferior) naquela época. Esse trecho não revela nada de importante, mas eu gosto dele..E ai, o que acharam?

Reviews??? Por favor!!! Beijo, até.