Infinito - Snamione
26 Enfim juntos.
Notas iniciais
Prontos para saber a resposta de Hermione? *--*
Boa leitura!
POV-Snape.
Ouvi vários sussurros de “sim”, vindos das pessoas que nos cercavam. Vi que ela tentava falar, mas a voz parecia presa em sua garganta, sufocando-a. Então em vez de dizer qualquer palavra, ela caiu de joelhos diante de mim e me beijou ternamente.
Flashes, aplausos e vários gritos de empolgação, vinham das pessoas que ali estavam. Quando o ar se fez necessário, Hermione apartou o beijo. Com a voz tremula ela disse : -Sim!
Nós sorrimos um para o outro e voltamos á nos beijar. “Dá-lhe morcegão!” Gritaram os gêmeos ao mesmo tempo. Chamei Sophie com a mão, enquanto me levantava e ajudava Hermione á se levantar. Um rubor doce brincava em sua face, por causa dos beijos trocados na frente de todos.
Uma Sophie sorridente me entregou o par de alianças. Eram de prata, um pouco grosas, mas bastante simples.
Ela estendeu a mão para que eu colocasse o anel.
-Ela esta quente, — Expliquei ao ver a confusão em seus olhos. – Por que eu estou pensando em você agora. Sempre que pensarmos um no outro, ela ficará assim. – Ela sorriu e escorregou a outra aliança em meu dedo. A musica voltou a reinar no lugar, e ela, tão doce, beijou-me outra vez.
Quando abrimos os olhos, vimos que o clima romântico imperava sobre todos. Pois vários casais nos imitavam ao se entrelaçar um nos outros. Até mesmo Dumbledore e Minerva, que nunca assumiram o romance em publico, estavam agarrados.
POV-Hermione
Nossa festa de noivado foi, simplesmente, perfeita. Severo, eu e Sophie, aparecemos em publico pela primeira vez como uma família de verdade.
Todos dançaram e se divertiram, até mesmo Snape apareceu sorrindo de forma espontânea em uma foto, o que com certeza, era raridade.
Em algum lugar de minha mente, eu sabia que ainda estava casada, e ainda era cedo para comemorações, mas eu não deixaria que isso tomasse meus pensamentos. Não hoje. Hoje só existia Severo Snape. Me pedir em casamento em publico, dissipou qualquer duvida que ainda existia em mim. Ele não gostava de festas, e fez um luau pra mim, com direito á imprensa e tudo, e o casamento bruxo é um laço definitivo! Ele não me desposaria se não me amasse realmente. E por Merlin, ele está de branco!! Tudo bem, ele fica totalmente lindo em suas vestes negras, mas vê-lo de branco abria um leque de possibilidades em minha mente.
Eu me senti feliz como não me sentia á muito tempo. Na verdade, eu podia contar nos dedos os dias mais felizes da minha vida. O dia em que ele disse que me amava pela primeira vez, o nascimento de Sophie e está noite.
Parecia bom demais pra ser verdade, parecia que á qualquer hora um meteoro cairia sobre nós. Mas eu não ia me deixar levar por pensamentos negativos.
A festa durou até umas três horas da madrugada, e teria durado muito mais, se Snape não tivesse 'expulsado’ gentilmente os convidados mais festivos.
POV-Snape.
Sophie há muito já tinha adormecido no sofá da sala. Eu á carreguei para o segundo piso, colocando-a gentilmente em seu quarto, recém-decorado. Podia usar magia para carrega-la, mas não podia me negar o conforto de tê-la em meus braços.
Eu lhe cobri e com um beijo na testa, á deixei no quarto.
POV-Hermione
O quarto que eu dividia com ele, não tinha mudado exatamente nada desde a última vez que estive ali. Eu dei um meio sorriso para as paredes pintadas de verde claro, lembrando-me de nossa discussão sobre a escolha da cor. De como nós á colorimos á mão, sem usar magia, por que queríamos que ficasse intimo, pessoal. Estava mergulhada nas lembranças que aquela cama me trazia, quando mãos fortes agarraram minha cintura.
Suspirei como uma adolescente quando os lábios finos de Snape roçarem meu pescoço.
-Senhora Snape. – Ele pronunciou lentamente em meu ouvido, fazendo minhas pernas virarem gelatina. Merlin! Senhora Snape! Eu iria mesmo me casar com Severo Snape? Ninguém viria me acordar, pra me mandar de volta á minha vidinha de arrependimentos? Era bom demais pra ser verdade. Coisas assim só aconteciam em filmes trouxas. E não comigo, não com Hermione Granger.
Recostei minha cabeça contra o ombro dele, num pedido mudo de que ele me beijasse, o que ele fez com exatidão. Suas mãos dançavam em minha cintura, pressionando-me contra seu membro. Um gemido baixo escapou de meus lábios quando ele apertou meus seios com vontade. Ele os acariciou sobre o tecido fino, enquanto mordia minha orelha. Suas mãos pareciam estar em todo lugar, deixando-me tonta.
Preliminares são ótimas, mas eu não tinha paciência para isso hoje. Queria sentir Snape entre minhas pernas, se enfiando dentro de mim até que eu não aguentasse mais. Precisava disso pra saber que não era um sonho, de que era real, que essa noite realmente acontecera.
Girei em seus braços, e usei as duas mãos para arrancar a camisa branca, que teimava em cobrir o peito dele. Vários botões voaram em direções variadas, fazendo o morcegão rir sonoramente. Divertindo-se com minha pressa.
Meus olhos nunca deixaram os dele quando eu o joguei na cama, e sem delicadeza ou sensualidade nenhuma, eu arranquei o vestido. Snape entendeu o recado, e quando eu me deitei sobre ele na cama, ele já estava nu também. Eu ofegava, minhas mãos tremiam de desejo enquanto tentava encaixar o sexo de Snape em minha cavidade.
Ele percebeu minha agitação, então me girou de forma que eu ficasse sob seu corpo forte e cicatrizado. Abri a boca para protestar, mas ele me calou num beijo ardente.
-Calma Hermione. – Ele sussurrou em meus lábios antes de, com muita calma, começar a me penetrar. Fechei os olhos para me entregar a sensação de Severo me possuindo.
Mais uma vez, nos entregamos á luxuria. Ali, com os corpos se chocando, o coração desenfreado, as respirações ofegantes e os gemidos altos e ardentes, tive a certeza de que ele me amava. De que me pertencia. De que nada no mundo poderia se comparar com aquele sentimento.
POV-Sophie.
Eu acordei sorridente. O quarto que agora me pertencia, era muito bonito, mas precisava de algumas mudanças. Eu as faria mais tarde. No momento eu precisava da coisa mais importante no mundo....Comida!
Marchei pelo corredor procurando o quarto em que meus pais deviam estar, e quando achei, abri a porta abruptamente.
Corri até a cama e pulei sobre meu pai.
-Bom dia! – Gritei em seu ouvido. Ele abriu os olhos, mas logo voltou a fecha-los.
-Vai dormir Nathaly! – Resmungou. Bufei para ele.
-Mas eu estou com fome! – Reclamei.
-Eu já vou Sophie..- Sussurrou minha mãe.
-Agora mãe! – Disse no meu tom mais exigente.
-Você devia se parecer menos comigo. – Comentou meu pai, sua voz grogue pelas horas sem uso. Minha mãe levantou e se espreguiçou.
-Vem Sophie, deixe seu pai dormir. – Pulei da cama para segui-la.
-Não! – Exclamou meu pai, finalmente acordando. Ele me colocou sobre o ombro e saiu pelo corredor.
POV-Hermione.
A minha menina riu e se debateu, enquanto o pai corria com ela pela casa. Eu só conseguia sorrir ao seguir os dois amores da minha vida até á cozinha.
Nós três rimos e conversamos animadamente durante a refeição. Graças a Merlin, Snape se lembrara de abastecer a casa com algum alimento. Uma coruja entrou pela janela, recém-aberta, trazendo 'o profeta diário' daquela manhã.
POV-Snape.
Eu abri o jornal enquanto Hermione pagava a coruja. Uma foto de meia pagina mostrava um sorriso em minha face e uma Hermione feliz em meus braços. Não gostei muito de estar de branco e sorrindo em um jornal, mas me animou o fato de ter a mulher que amo nos braços. Mas minha animação durou meio segundo apenas. Abaixo a foto, o titulo da noticia fez meu estomago embrulhar.
. Letras garrafais diziam:
“ Conheça a verdade sobre Hermione Vignoli!”
por Rita Skeeter.
“ Todos sabemos, que a heroína de guerra nunca foi nenhuma santa. Ainda quando era jovem, manteve um relacionamento simultâneo com Harry Potter, e Victor Krum ....”
“ Na noite passada, descobrimos que ela teve uma filha com o seu -na época- professor de poções, Severo Snape, ...”
“Será que Snape, foi o único professor que caiu na armadilha da sedutora Hermione? Dumbledore, sempre foi cheio de elogios pra ela e...’’
“... Casou-se com um trouxa, chamado Martino Vignoli, para poder ficar com o dinheiro do pobre homem....”
“... Ontem, aceitou o pedido de casamento, do iludido Severo Snape, com certeza para apoderar-se das posses do professor...”
“ ... Ela continua casada com o trouxa, e agora se casará com Snape. Mais um golpe bem sucedido da nossa “heroína de guerra”.”
-Severo! – Hermione me chamou rindo. –Severo! – Levou um segundo para que eu pudesse desgrudar os olhos da noticia. Tentei manter a voz tranquila.
-Sim? – Sussurrei por fim, com raiva mal contida.
-Posso ler o jornal?
-Não! – Quase gritei. Hermione bufou e tirou o jornal de minhas mãos. Á observei ler, atento á todas as reações que passavam em seu rosto. Enquanto Sophie jogava pedacinhos de pão para Jubileu, que estava embaixo da mesa.
-Aquela vaca! – Hermione bradou ao amassar o jornal. Sophie arregalou os olhos, divertindo-se por ver a mãe se portar mal. – E o pior, ela está certa!
-Você é uma golpista? – Perguntei teatralmente.
-Eu ainda estou casada Severo!
-Nós vamos resolver isso. – Eu disse com simplicidade.
-Não. Nós não. Eu vou resolver isso. – Disse resoluta, com algum pesar no olhar.
POV-Hermione.
Senti meu coração apertar. Evitei pensar nisso a noite toda, meu marido que me esperava em Roma, o homem que me amava e não tinha culpa da minha infelicidade ao seu lado.
Pelo contrario, ele me ajudou muito. E agira, eu o faria sofrer.
Mas eu não tinha escolha, não é? Tinha que fazer isso. Não seria capaz de virar as costas para felicidade, que tão gentilmente, se estendeu a minha frente.
Apesar de passarmos um domingo adorável juntos, minha cabeça voava em direção á Martino. Sentindo-me culpada por ter que magoa-lo . Mas não tinha saída. Snape é o homem da minha vida, com quem eu quero estra para sempre. Eu não devia ter me casado com outro homem, só pra começo de história.
Pelo menos ele estava em Roma, eu tinha algum tempo para pensar em como pediria o divorcio á ele.
No fim do dia, Snape e Sophie voltaram para Hogwarts, e eu usei a via de flu para chegar até meu apartamento. Pegaria algumas roupas e depois, partiria para Hogwarts. Tinha que pedir que Dumbledore reconsidera-se sobre minha carta de demissão. E também precisava de outra noite o meu noivinho.
Mas quando cambaleei para fora da lareira, vi que as luzes estavam acesas, uma musica suave tocava e o cheiro de macarrão vinha da cozinha. Meu coração congelou quando me dei conta de que Martino estava em casa, me esperando com um jantar romântico. Andei vacilante até a cozinha, onde ele colocava o macarrão na mesa. Levou alguns segundos até que ele percebesse que eu o observava.
-Amore! – Ele disse sorridente vindo em minha direção e me tirando do chão num abraço forte. – Senti tanta saudade! Me desculpe por não estar aqui quando o bebê.. – Ele me beijou nos lábios, mas eu mantive os meus fechados. Ele afastou os rosto para me encarar, eu chorava silenciosamente.
-O que aconteceu? Ele perguntou tenso. Outra vez ele tentou me beijar, a língua tentando provar da minha, mas eu não correspondi. Li a interrogação nos olhos dele, quando seu rosto se afastou, ele olhou para o meu colo, para o brilho da fina corrente de pra que trazia no pescoço. E então, sem que eu falasse uma palavra, ele soube. Estava acabado. Ele se afastou alguns passos, encarando o chão frio.
-Nós precisamos conversar. – Eu disse quebrando um silêncio incomodo
-Pra que? Eu já sei o que você vai dizer?.- Sua voz era fraca.
-Não queria que fosse assim. Não queria magoar você... Você sabe que eu te amo.- Ele bufou, ainda incapaz de me encarar. – Você foi tudo... – Ele levantou os olhos para mim, estremeci ao ver a dor que lhe causara, queria continuar a falar, mas minha voz tinha sumido.
-Não piore as coisas Granger. – Sussurrou enquanto eu chorava. Ele tirou a aliança e jogou contra mim. – Sabe o que dói mais? É saber, que eu te dei tudo, que eu fui tudo por você, pra você. Mas eu nunca tive chance alguma. – Ele tinha um tom de raiva agora – Eu nunca fiz nada que te magoasse! NUNCA! Ele? Aquele velho idiota te deixou grávida e sozinha! E na primeira chance que você tem, você corre pros braços dele? –
- Você não sabe nada sobre ele. – Eu disse tremula.
— Eu sei que ele vai te magoar de novo! Sei que ele vai te deixar em pedaços. Mas desta vez, eu não vou juntar o que sobrar de você Hermione!
— Martino... – Comecei, mas antes que continuasse, ele estava perto de mim outra vez, me envolvendo em seus braços.
— Por favor não me deixe! Eu jurei que se esse dia chegasse, eu seria nobre e te deixaria partir. Mas eu não posso viver sem você! Eu te amo demais pra deixar você sair da minha vida assim! Fique comigo, me deixe te fazer esquecer ele. Me deixe te mostrar que eu posso ser melhor. Não há nada que eu não faria por você! Eu te amo Hermione, e preciso de você perto de mim, todos os dias. – Ele segurou meu rosto entre as duas mãos, os olhos suplicantes, queimavam os meus. Pisquei algumas vezes, para me livrar das lagrimas. A dor da culpa me inundando cada vez mais.- Por favor ?
-Eu... Eu não posso Martino. – Minha voz falhava. Martino tentou tirar as mãos do meu rosto, mas antes que ele o fizesse, eu as segurei sob as minhas- Eu te amo, você é um irmão pra mim. E eu te quero na minha vida todos os dias, pra sempre. Mas é com ele que eu vou ficar. Sinto muito. – As palavras rolaram sem que eu pudesse pensar no efeito que elas teriam sobre o homem á minha frente. Martino se afastou abruptamente de mim.
-Não pode ter nós dois por perto. Sabe disso. Se for pra ficar perto de você só como amigo, eu prefiro não ficar. – E sem dizer mais nada, ele passou por mim. Eu estava paralisada no mesmo lugar, fitando a mesa que ele tinha preparado. Uma dor invadiu o meu peito, que pessoa terrível me tornei para o fazer sofrer! Me odiei por causar tanta dor á alguém como Martino Vignoli.
Ele não merecia isso, mas era o fim de nós dois.
Notas finais
Cara, falta poukin poukin pro fim! :(
Me digam o que acharam do cap e ah, desculpem por nao ter respondido os reviews do cap anterior, é que passei o dia escrevendo 'Meu eu em você' (outra fic minha) hoje. Mas amanha já os responderei...
No proximo... Sophie descobre os encantos da floresta proibida!
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