Infinito - Snamione
27 Floresta proibida.
Notas iniciais
Vou explicar. Eu fui atualizar a fic 'Meu eu em você' e sem querer, coloquei o capitulo de lá, aqui! o.O Ai quando percebi, apaguei né. kkk Mas mesmo assim, ficou escrito lá que tinha sido postado o capitulo 27... enfim, me desculpem!!!!!
Agora sim... O capitulo 27! eeeeeeeeeee!
Boa leitura!
POV-Snape.
Eu estava em meu escritório, corrigindo algumas redações enquanto esperava Hermione. Já estava ligeiramente nervoso pela demora da mulher.
–Entre. – Mandei quando ouvi batidas na porta. – Draco! – Ele se aproximou da mesa e apertou minha mão. – Quanto tempo! Sente-se.
–Desculpe por não ter ido ontem, mas sabe como Pansy é. Foi só ouvir a palavra ‘praia’ e ela teve uma terrível dor de cabeça.
–Tudo bem, não precisa se desculpar. Á que devo a visita?
–Meu filho se meteu numa briga. – Ele revirou os olhos acinzentados para mim.
–Posso supor que minha filha está envolvida nisso?
–Está.
–Bom, desculpe. – Eu disse simplesmente, mas sem sinceridade, Sophie deve ter tido seus motivos para arrumar uma briga. –
–Ela puxou ao pai não foi?
–Graças a Merlin por isso.- Eu disse satisfeito.
–Bom eu vou direto ao assunto. Estive pensando...
–Você pensando? Tem certeza? – Provoquei arqueando a sobrancelha.
–Rá e rá! Escute. Nossos filhos se odeiam.
–Bem observado.–
–Quer parar de me interromper? – Ele bufou. – Bom, você sempre me ajudou, não quero que nossos filhos sejam inimigos mortais.
–O que tem em mente Draco?
–Eu vou ter uma conversa com Scorpius e você, pode ter uma conversa com a sua menina. – Assenti com um leve aceno de cabeça.- E bem... A sua filha podia passar uns fins de semana lá em casa, durante as férias ou meu filho pode ir para a sua.
–Não tenho a noite toda Draco, pare de rodeios. – Entrelacei meus dedos sobre a mesa.
–Ok, é o seguinte. O que você me diz, de unirmos as nossas famílias? – Precisei de alguns segundos para entender do que Draco falava. A minha primeira reação, foi choque e, depois, comecei a gargalhar.
–O que foi? Porque você está rindo? – Perguntou Draco irritado.
–Por...Por..- Suspirei para recuperar o controle. – Por Merlin! Você está falando em casar nosso filhos? – Meu riso foi desaparecendo á medida que as palavras saiam de minha boca.
–Bom, de uma forma geral...
–Você tem noção de qual século nós estamos Draco? Casamento arranjado? – Eu já tinha recuperado minha seriedade e estaria furioso, se não fosse cômico.
–Quando meu pai teve essa ideia...
–Aaah, sim! Agora está explicado.
–Concordo que é um ideia antiquada...
–Antiquada e ridícula! Além do mais, seu querido pai, só está querendo redimir o nome da família. Ter o neto casado com a filha de dois heróis de guerra faria muito bem á imagem dele. – Constatei o obvio.
–É. Deve ser por isso que ele deu a ideia. Mas.. Não deixa de ser uma boa ideia. Merlin sabe o tipo de bruxas interesseiras que tem por ai, quero o que há de melhor para o meu filho. E você não pode negar que será um bom casamento para sua filha, ele tem sangue puro e...
–Estamos falando de nossos filhos e não de cavalos, Draco! – Eu disse ríspido, irritando-me outra vez. – E eu nunca submeteria minha filha...
–Não foi isso que eu disse. Só estou dizendo, que nós dois poderíamos dar um leve empurrãozinho e ver o que acontece!
–Merlin! Ela eles só tem doze anos!
–Não terão doze anos para sempre.
–Não! Você está maluco, só pode!
–Severo, eu sempre o considerei como um pai. Você sabe disso. Não diga que não ficaria feliz com a união de nossas famílias...
–Não foi isso que eu disse. Mas é absurdo demais, pensar em casamento para uma criança!
–Então não pense, já disse, vamos deixar acontecer.. Vamos aproximar os dois, e se tivermos alguma sorte, seremos parentes. – Ele ofereceu sorrindo.
–Não, definitivamente, não. – Draco revirou os olhos.
–Bom, eu tenho que ir, Pansy está me esperando. Mas essa conversa está muito longe de acabar Snape.- Ele se levantou, -Voltarei em breve.
–Está perdendo seu tempo.
–Eu sei que você vai acabar concordando. – Ele deu de ombros. – Boa noite Snape. – E sem dizer mais nada, ele saiu.
Me senti meio tonto quando a porta se fechou. Não tinha sido ontem mesmo, que tinha sido condenado á uma vida de solidão? E então descobri que tinha uma filha e recuperei aquela coisa sem importância, que chamavam por ai, de amor verdadeiro? Como, em nome de Merlin, eu tinha acabado de discutir sobre o casamento de minha primogênita? Casamento arranjado era comum no mundo bruxo antigamente, para garantir uma linhagem pura. Mas hoje em dia... Isso é loucura!
Mas por um lado Draco tem razão.
Sophie não vai ter doze anos para sempre. Um dia vai ter de se casar, constituir família. Por que não podia ser com alguém de boa família, alguém que eu conhecia e gostava. Por que não podia se Scorpius Malfoy? Eu não preciso forçar minha menina á nada, claro que não. Mas posso coloca-la no caminho certo.. Uma leve influência, só um sopro na direção ‘certa’.
.............
Como o prometido, Hermione veio se juntar á mim no castelo. Estávamos largados de maneira preguiçosa no sofá, aproveitando a companhia um do outro.
–Algo errado? – Perguntei com um arquear de sobrancelha.
–Não.
–Pode falar Hermione. – Ela deitou a cabeça em meu colo.
–Martino estava em casa, nós terminamos. – Eu sorri em silêncio, satisfeito com a noticia. Mas minha voz era fria quando perguntei:
–Você está triste por isso? Não queria se separar dele?
–Não comece com ciúmes Severo! – Ela ralhou. – Martino me ajudou muito. Ele foi uma pessoa muito importante em minha vida, um grande amigo. Podemos mudar de assunto?
–Espero que seja só isso mesmo!
–Que direito você tem de ter ciúmes de mim? Sr. “Eu não consigo esquecer Lily Evans”!
–Rá! Eu tive uma mulher antes de você. E você, teve o Weasley, o Krum, o Comarco e sabe lá Merlin mais quem! – Hermione gargalhou sombriamente.
–Coitadinho de você não é? Acha que eu nunca soube de nenhum de seus casinhos? Se deitando com qualquer uma... Isso é nojento Severo!
–Vamos mudar de assunto? – Antes que ela respondesse, me inclinei para beijar seus lábios.
Os dias que se seguiram foram agitados. Nós nos encontrávamos todas as noites, mesmo quando Hermione não estava no castelo, eu ia dormir com ela. Sophie estava radiante por ter os pais juntos, por sermos uma família.
O mundo bruxo não falava em outra coisa, que não fosse, o nosso casamento. Ninguém queria perder o ‘ grande evento’. Mas Hermione tinha planos diferentes. Ela queria uma cerimonia simples, apenas para alguns amigos. Dumbledore nos ofereceu o castelo, e planejamos nos casar em um fim de semana, quando a maioria dos alunos estivesse em Hogsmead.
POV-Sophie.
Eu caminhava pela orla da floresta proibida, o coração palpitando em meu peito, enquanto seguia um menino de cabelos claros. Ele nos guiou para dentro da floresta, cada vez mais escura, até que parava e me envolvia em seus braços. Mas então, como em tantas outras vezes, ele se foi. Correu para longe de mim, e por mais que tentasse o seguir, meus pés não se moviam.
Acordei assustada e me levantei da cama num salto. Sem pensar duas vezes, sai correndo do dormitório, ansiando encontrar o cenário de meu pesadelo. Merlin estava ao meu lado, pois ninguém me pegou fora da cama tão tarde, e além disso, a porta de acesso aos jardins estava destrancada. Não diminui o ritmo da corrida até chegar á orla da floresta proibida.
Eu não sabia o porquê de estar tomando aquela direção, meus pés pareciam ter vida própria. Talvez, eu o encontrasse lá, o menino dos meus sonhos. Com passos firmes e determinados, adentrei a densa floresta.
POV-Scorpius.
Quando vi a Snape fora da cama, correndo pelo corredor, resolvi escolta-la, com a intenção de assustá-la ou coisa do tipo. Mas não esperava que a menina fosse para a floresta proibida. O que essa idiota pensa que está fazendo?
Eu hesitei um pouco antes de segui-la por entre as arvores.
Ela tropeçou algumas vezes enquanto corria, ainda sem perceber minha presença. Mas eu não estava afim de segui-la ainda mais para dentro da floresta.
–Mestiça!
POV-Sophie.
Acordei de meu transe quando a voz do Malfoy chegou aos meus ouvidos. Parei de correr, estava ofegante, de pijama, descalça e sem varinha, no meio da floresta proibida com Scorpius Malfoy. Que ótimo. Como isso foi acontecer, eu não sabia.
Me virei para encarar o loiro, que tinha a varinha em punho, apontada para meu peito, mas não para lançar algum feitiço e sim para iluminar meu rosto.
–O que faz na floresta de madrugada? Aposto como vão te expulsar! – Levei alguns segundos para juntar as palavras e responder.
–Você também está na floresta, de madrugada, cão! – Ele bufou.
–Mas eu só vim buscar você!
–Bom,- Dei de ombros.- — Será a minha palavra, contra a sua.
–Você não se atreveria...
–Pois experimente contar á alguém sobre está noite, e você vai ver só! – Dizendo isso, passei por Scorp, esbarrando no corpo dele com força.
Eu andava rápido, almejando sair da floresta e Scorp me seguia de perto, me irritando. Nós andamos em perfeito silêncio por alguns minutos, até que eu percebi que andávamos em círculos.
A luz proveniente da varinha do garoto, era a única claridade que tínhamos. Comecei a tremer e não foi de frio. Tinha uma razão para a floresta proibida se chamar assim. Uma não, varias razões para ela ser proibida!
–Estamos perdidos não é? – Scorp me perguntou.
–É. Estamos.
–E o que vamos fazer?
–Não sei. Acha que consegue conju.. – Parei no meio da frase, algo tinha picado meu pescoço.
POV-Scorpius.
Ela gritou e apertou o pescoço com as mãos. Seus olhos giraram nas orbitas antes de se fecharem e ela cair com um baque no chão lamacento. Sem pensar, me atirei ao lado de seu corpo inerte, chacoalhando-a pelos ombros, numa tentativa inútil de reanima-la.
–Snape! Ei, pode parar de brincadeira! Acorda! – O desespero começou a reinar em mim. Perdido na floresta proibida, com uma garota desmaiada. Nada podia piorar. Como se para provar-me o contrario, no mesmo momento em que pensei isso, um trovão ecoou nos céus, anunciando uma chuva pesada que começava a cair.
Mais do que nunca eu queria ter prestado atenção na aula de feitiços. Como se fazia isso mesmo? Apontei a varinha para a Snape, tentando conjurar algum feitiço para reanimá-la, mas nada além de fagulhas irromperam de minha varinha. A chuva caia mais forte agora, eu tinha que fazer algo. Juntando toda a força que tinha, ergui a menina em meus braços. O peso de seu corpo, quase me derrubou.
Andei cambaleando por longos minutos, á cada passo, a chuva se intensificava. Quando eu quase deixei ela cair, devido ao cansaço, eu vi a entrada de uma pequena caverna escura.
Eu não tinha tempo para procurar uma opção melhor, então torcendo para que a caverna estivesse vazia e segura, entrei. Coloquei a morena no chão com cuidado e acendi a varinha.
A caverna era pequena e escura, havia algumas rochas no chão, e os restos de cinzas no centro. Um indicio de que alguém usava a caverna com frequência. Uma arvore azul podia ser vista dali, nunca tinha visto nada parecido, até mesmo o tronco era azul. Encontrei alguns tocos de madeira num canto e fiz uma fogueira nova sobre as cinzas. Minhas roupas pingavam e as da menina também.Com cuidado, eu a ergui do chão outra vez, para colocá-la perto da fogueira, para que ela se esquentasse.
Ela ficava tão bonita quando não estava sendo irritante!
Me inclinei sobre ela, para afastar o cabelo molhado de seu rosto, meus olhos se fixaram em seu pescoço. Alguma coisa tinha picado ali, escorria sangue de dois pequenos furos. Levei as costas da mão á testa da garota, e apesar do frio da chuva, Sophie Snape estava quente. Quente demais.
Eu não sabia o que fazer, nunca morri de amores pela menina, mas não gostei nada de vê-la passar mal em minha frente. Ainda mais por não poder fazer nada. Não poder ajuda-la.
E se alguma coisa acontecesse á ela? Se ela morresse ali, na caverna? Não. Eu tenho que fazer alguma coisa. Seguindo meus pensamentos, sai correndo pela floresta, a chuva caía mais forte agora, meus pés chapinhavam a lama. Eu precisava encontrar alguém!
Notas finais
No próximo... Uma historia completamente maluca! Sério, o shipper mais inusitado que voces ja viram em suas vidas! hahaha
Quero meus review's! Recomendações? alguém??
Beijos.
Fale com o autor