Infinito - Snamione
28 O jardim de Julieta.
Notas iniciais
Desculpem a demora á postar, estava muito atarefada esses dias.
Aaah, deixa eu falar, esse é o shipper mais inusitado do mundo spaosjpaojspaojsp
Boa leitura!
Eu sabia que o guarda-caça de Hogwarts morava perto da floresta, por isso comecei a gritar por Hagrid, torcendo para que ele pudesse me ouvir, mesmo que os trovões abafassem meus gritos.
Comecei a disparar fagulhas vermelhas para o céu, enquanto corria sem saber exatamente aonde ir.
Tropecei algumas vezes, os galhos das arvores fizeram pequenos cortes em meu braço, mas eu não diminui o ritmo nem por um instante. Até que meu corpo se chocou em algo grande. Eu teria caído para trás, mas Hagrid me segurou pelos ombros.
-Ora menino! O que você está fazendo aqui a essa hora? Está encrencado Malfoy! – O meio gigante vociferou. Ele estava igualmente encharcado e furioso.
-Graças á Merlin! – Exclamei ofegante. – Hagrid, escute. Sophie Granger foi picada, caverna.. Ela caiu... Pescoço.... Fogueira...Febre... Não se...
-Calma garoto! – Na hora em que falei de Sophie, ele tinha me dado total atenção. – O que você falou sobre Sophie?
-Ela foi picada por alguma coisa. Não sei dizer o que, ela está numa caverna, você precisa me ajudar! – Supliquei.
-Onde fica essa caverna?- Senti todo meu sangue descer. Não lembrava de onde tinha vindo.
-Eu não sei. – Gritei quase chorando. Uma sensação de pânico me invadindo.
-Como ela era? Como ela era? – A voz do meio gigante também tinha um tom desesperado.
-Pequena, tinha uma fogueira já usada...
-Tinha uma arvore azul na entrada?
-É! – Afirmei, lembrando da arvore toda azul que tinha chamado minha atenção.
-Vamos! – Hagrid disse e começou a me guiar pela floresta. Eu tinha que correr para alcança-lo, mas não me importava. Meus pensamentos estavam com a menina e em como ela estaria agora.
Rapidamente chegamos á caverna, Sophie jazia inconsciente no chão lamacento. Eu tremia, com medo de ela não abrisse seus lindos olhos negros... Lindos? Lindos? Mas o que é que eu estou pensando?! Não sei o por que, mas a ideia de perder Sophie me atormentava e isso não fazia sentido algum! Tudo o que nós dois fazíamos era brigar o tempo todo... Socorro! To pirando!
Hagrid pegou Sophie no colo, com todo cuidado que sua falta de jeito permitiu e então voltamos á nos embrenhar na mata. A chuva não deu trégua enquanto nós corríamos pelos jardins, o que era bom, por que eu não queria que ninguém percebesse que eu estava chorando. O meio gigante levou Sophie aos gritos para a enfermaria, acordando os quadros do castelo em nosso caminho.
-Vá buscar o professor Snape! – Ele me ordenou.
(POV-Hermione
Eu e Snape estávamos tranquilos e nos aquecendo um no outro em nossa cama, nas masmorras, quando batidas frenéticas nos atrapalharam.
O pequeno Scorp nos contou ás pressas que Sophie tinha sido levada para enfermaria, então eu e Severo corremos para lá junto com o menino.
-O que aconteceu? – Perguntei á Hagrid, mas meu olhar estava sobre minha filha. Snape se postou do lado dela, a mão repousada na testa de Sophie, sem conseguir falar. Scorp observava a cena de longe, uma poça d’agua se formando ao redor de seus pés, por causa da agua da chuva que escorria de suas roupas. Logo a madame Ponfrey apareceu correndo, com um frasquinho nas mãos. Ela empurrou Snape para o lado, e gentilmente, separou os lábios de Sophie, despejando ali o liquido amarelo e pegajoso. Assim que a poção passou pela garganta de minha filha, a menina começou a convulsionar, ela abriu os olhos, mas eles não se focavam em nada, seu corpo continuava tremendo.
POV-Snape.
Não era só os soluços do garoto que eu ouvia agora, Hermione também chorava copiosamente. Tive que segurá-la para que ela não se jogasse sobre Sophie. Eu sabia muito bem os efeitos daquela poção, por que eu a preparei, e a não ser que estivesse muito enganado, Sophie estava bem. Ela tremeu por mais alguns segundos, e depois, voltou fechar os olhos.
Mas a sua respiração era regular e a febre, se extinguira. Hermione anda chorava quando eu a soltei. Ela beijou a testa de Sophie e me lançou um olhar indagativo.
-Ela está bem – Lhe assegurei num sussurro. – Não sei o que a picou, mas a poção se livrou do veneno. Ela vai dormir agora.
-Como você sabe? – Ela sorriu de leve e se sentou na beirada da maca de nossa filha.
-Já vi isso antes. Ela ficara bem. – Fitei o vazio por um momento,. – Mas se tivesse se passado mais alguns minutos... – Não conclui a fala, um tremor passou por todo meu corpo ao perceber, o quão perto Sophie esteve da morte. Meus olhos se fixaram no garoto de cabelos platinados, que chorava á alguma distancia.
-Ele estava com ela na floresta proibida. – Hagrid disse em tom brando quando percebeu meu olhar furioso. –Ela á salvou! Um bom garoto, esse ai.
-Salvou? – Perguntei num arquear de sobrancelha.
-Ele á seguiu, se ela estivesse lá sozinha... – O meio gigante chacoalhou a cabeça. – Sabe Merlin o que teria acontecido. As palavras de Draco ecoaram outra vez em minha cabeça, cada vez mais atrativas. Scorp fez menção se de retirar, mas antes que o fizesse, madame Pomfrey o segurou pelo braço. Ela o guiou até uma maca até o lado de Sophie, e fez o garoto se deitar.
-Precisamos cuidar de você agora. – Ela disse séria, olhando para os vários rasgos nas vestes do menino e ferimentos em seus pele alva.
-Eu estou bem! – Garantiu a criança.
-É o que todos dizem! — A bruxa revirou os olhos.- Você não sairá daqui , até que eu permita Malfoy!
.....
POV-Sophie.
Eu acordei cedo, o sol começava a despontar no horizonte de forma preguiçosa. Me sentei e me espreguicei, ouvindo meus osso estralaram em protesto. As lembranças d noite anterior foram voltando ao poucos. Levei a mão ao pescoço, lembrando da picada, esperava encontrar um ferimento ali. Mas não havia nada.
Levei algum tempo para assimilar que estava na enfermaria, e quanto o fiz, meus olhos caíram sobre o pequeno sofá no canto. Onde meus pais dormiam abraçados.
Olhei para a cama ao lado da minha, onde o menino de cabelos claros dormia tranquilamente. Lembrei-me da floresta, de ter caído e depois.... nada. Constatei que ele devia ter me salvado.
Mas ainda assim, eu não podia perder a oportunidade de zoar o grifano. Me levantei silenciosa e me aproximei da cama do oxigenado. Num movimento rápido, Scorp foi parar no chão. Meus pais acordaram com o barulho, o que fez com que eu corresse para minha cama. Scorp ainda no chão, me olhava furioso, uma mão esfregando a cabeça.
-Merlin! – Disse meu pai sonolento. Enquanto ajudava Scorp a voltar para cama.
-Sophie querida! – Minha mão veio sorridente para o meu lado. – Como está se sentindo? – Ela segurava meu rosto entre as mãos, me inspecionando, como se esperasse perceber que faltava um pedaço.
-Bem, bem. – Eu disse rindo.
-Nathaly! – Meu pai gritou. – Porque você fez isso? – Suas sobrancelha se erguerem enquanto ele apontava para Scorp.
-Fiz o que? – Me fiz de ofendida.
-Peça desculpas!
-Nem pensar!
-Nathaly! – Minha mãe me lançou um olhar severo. – Não discuta com o seu pai!
-Mas mãe... Foi ele quem pediu! Quem mandou ele, ele.... Nascer?! –Scorp resmungou algo inaudível para mim.
-Já chega! – Meu pai me fuzilou com os olhos. Sinceramente, eu estava ultrajada. Como ele podia defender aquele bituzo?????? — Você tem que parar de implicar com o Malfoy! De hoje em diante, quero ver vocês dois juntos...
-Não! – Eu e o bituzo-Malfoy exclamamos ao mesmo tempo.
-Não estou lhes dando escolha! – Ele olhava de um para outro.- Nem que eu tenha que dar detenções á vocês todas as noites! Vocês vão se conhecer melhor e só depois, me dirão se ainda querem se matar! – Eu bufei sonoramente, mas o bituzo pareceu gostar da ideia.
-Agora, desculpe-se Nathaly! – Eu revirei os olhos e encarei a parede da enfermaria.
-D-Desculpe. – Sussurrei quase inaudível.
-Eu não ouvi. – Minha mãe disse.
-Desculpe! – Falei alto fazendo careta, como se a palavra me causasse dor. Scorp riu disso, o que só me fez ter mais raiva.
POV-Hermione
Os dias que se seguiram foram mais tranquilos. Eu já tinha preparado tudo para o casamento, só esperava que o divorcio com Martino fosse oficializado. O que não demorou á acontecer, já que Snape não se controlou, e confundiu um funcionário do cartório, fazendo com que ele agilizasse a papelada. Seria uma cerimônia tradicional bruxa, com o ritual de sangue selando nossa união. Eu tinha inventado um feitiço novo para nossas alianças, uma surpresa para meu noivinho.
Snape e eu não poderíamos estar mais unidos. Parecia até mentira que tudo estivesse, finalmente, dando certo!
Ele tinha me chamado para jantar, no mesmo restaurante trouxa em que tínhamos ido á alguns meses atrás.
-Você está linda, meu amor. – Ele disse quando abri a porta do apartamento.
-Você também está adorável, querido – Ofereci. – Nos beijamos ternamente, antes de por fim aparatarmos.
POV-Snape.
-Traga um vinho... – Comecei a pedir ao garçom quando ele nos entregou o menu.
-Champanhe! – Interrompeu Hermione sorridente. – Para comemorar a nossa felicidade. – Ela passou o jantar inteiro tagarelando despreocupada, me provocando ao passar o pé em minha perna por baixo da mesa. Quase me afoguei com a carne quando ela massageou minha coxa, próximo á virilha. Ela mordeu o lábio inferior, antes de tomar um gole de champanhe e, propositalmente, deixar uma gota escorrer pelo canto da boca.
-Está tentando me seduzir Granger?
-Jamais faria isso Snape. – Ela disse rouca.
-Se presa por minha sanidade, tire o pé dai. – Eu pedi sussurrando, já que ela acariciava meu sexo sem pudor algum.
Graças a Merlin o garçom voltou á nossa mesa, trazendo a sobremesa. Isso fez com que Hermione se controlasse e se ajeitasse na cadeira.
-Então, quando nos casamos? – Perguntei, para mudar de assunto.
-Quando você quiser! – Ela me disse sorridente enquanto comia o sorvete.
-Vamos agora então.
-Claro! Aparataremos em Las vegas, eu posso até usar calça jeans. – Disse com um dar de ombros. Não pude deixar de rir ao imaginar a cena.
-Sério. – Comecei quando recuperei o tom firme. – Não temos motivos para esperar mais. Casaremos no fim de semana.
-Está bem – Ela disse simplesmente. – Temos que falar com a Gina, a madrinha tem que...
-Ela não é sua madrinha! – Gargalhei. – Ela vai ser a minha madrinha de casamento! Sinto muito.
-Nem pensar! Ela é minha melhor amiga! Será a minha madrinha.
-Não querida! Não abro mão da Weasley. Chame a Minerva. – Dei de ombros.
-Mas Snape... – Ela disse em tom de suplica.
-Não! – Exclamei sério. Hermione bufou, mas cedeu ao meu desejo.
POV-Hermione.
Ser uma das poucas pessoas a ter lido “Hogwarts, uma história” repetidas vezes, tinha suas vantagens. Eu já tinha lido no livro sobre um jardim secreto, magicamente encantado para parecer primavera o ano todo.
O jardim de julieta.
Nuca tinha me interessado pelo jardim antes, mas agora me parecia perfeito para o meu casamento. Com uma ajuda de Hagrid, consegui encontrar o tal jardim. E devo dizer, era simplesmente, perfeito!
Era amplo, varias arvores o rodeavam. A grama era baixa e bem aparada, flores silvestres estavam por todos os lados. Mas foi a estatua de uma mulher linda, que olhava para o céu, que chamou minha atenção. Apesar de ser, aparentemente, feita de pedra, a estatua tinha vida. Hagrid estava ocupado demais, examinando as arvores em volta do jardim, então eu me aproximei silenciosamente da mulher. Percebi, ao me aproximar, que ela tinha um olhar sonhador, seus cabelos pareciam esvoaçar com a brisa. Me assustei quando ela abaixou os olhos para me encarar.
-Posso ajudar? – A pedra perguntou num tom angelical, porém, tristonho.
-espero que sim. – Consegui diser depois de alguns segundos. Meus olhos baixaram para o nome gravado aos seus pés :”Julieta Capuleto”. – Queria poder usar o seu jardim, para o meu casamento. – Eu torci as mãos, ligeiramente nervosa por pensar que ela era mesmo Julieta Capuleto. O livro não tinha especificado isso.
-Como queira. – Ela me disse simplesmente com um sorriso. Mas não era um sorriso feliz. Assenti uma vez com a cabeça e virei as costas, já que ela tinha voltado a fitar o céu. Andei alguns metros, mas por fim desisti. Tinha que saber toda a historia de Julieta! Girei em meus calcanhares e voltei parra perto da estatua.
-Desculpe. – Esperei a mulher voltar a me olhar, mas isso não aconteceu. Mesmo assim, perguntei. -Você é mesmo Julieta Capuleto ? – A estatua fechou os olhos com a menção de seu nome.
-Sou. -Ela me disse ainda sem me encarar. Eu sabia que a estatua não queria falar disso, mas precisava saber.
-Pode... pode me contar ... sabe, um pouco sobre a sua história ? Eu já li sobre ela na peça trouxa de Sheakspeare, mas ... – Ao ouvir o nome, a estatua arregalou os olhos para mim.
-Willian ? Você conhece o Willian ?
-Bem, não. Não pessoalmente. Ele já morreu á muitos anos. Mas ele escreveu uma peça sobre a sua historia. Você é muito famosa no mundo trouxa! No entanto, nunca ouvi nada sobre ela no mundo bruxo.
-Ah! Entendo. – O pouco de animação que perpassou o rosto da estatua se esvaiu. – Bem, Willian era um grande amigo. Era trouxa, como você pode imaginar. – Ela riu sombriamente. – Quer dizer que ele usou a minha história para ficar famoso?
— Bem ...
-Saudades dele. – Ela voltou a fitar o céu.– Minha história não tem um final feliz.
-Na peça também não. – sussurrei para mim mesma.
— É. Ele sempre gostou das tragédias. O Willian. – Um longo silêncio se seguiu, até que Julieta voltou a falar.
-Eu vim de uma época, onde os casamentos eram arranjados. Eu era prometida, desde o berço, á alguém chamado Salazar Slytherin. – Consegui sentir a repulsa pelo nome, na voz de Julieta. –Mas, embora meu corpo fosse legalmente dele, meu coração se entregou por inteiro á alguém chamado Romeu. Romeu, logo aquele Romeu, um Montéquio, inimigo mortal de minha família. – Ela fez uma longa pausa, o vento sibilou ao longe.
- Minha família ansiava pelo dia em que eu me tornaria uma slytherin. Nunca me deixariam quebrar a promessa de meu pai e não me casar com Salazar! Ainda mais por ser Romeu, o objeto de minha adoração.
Mas eu não me casaria com Salazar. Daria um jeito de ficar com o meu verdadeiro amor. Mas, infelizmente, Salazar nos descobriu. – Ela olhou diretamente para mim, meus olhos já estavam marejados. – Não se engane. Slytherin não me amava, mas não permitiria que alguém lhe tomasse o que era seu. – Ela voltou a fitar o céu.
– Meu plano foi infantil e inútil. Fingir-me de morta. Salazar não se enganou nem por um momento. Deixou que minha família me vela-se, e depois, esperou que Romeu viesse ao meu encontro. – Ela fechou os olhos, meus olhos estavam presos á cada reação dela. – Ele o matou! E depois, me reanimou, todos pesavam que eu estava morta, ninguém sentiu minha falta. Então ele me transformou... Nisso e me trouxe para esse lugar. – Não consegui mais refrear as lagrimas.
– Sabe, Romeu sempre me dizia , que eu devia olhar para o céu ao pensar nele. Porque ele estaria olhando para o céu também. Pensando em mim. – Quando me senti capaz de falar sem que minha voz falhasse, eu disse:
-Não á nada que se possa fazer ? Nada que possa trazê-la de volta a vida ?
-Deve haver . – Ela deu de ombros. – Eu sei que existe um horizonte azul pra mim. Em algum lugar, apenas esperando por mim. Mas chegar lá, significa deixar coisas para traz. Lembranças para traz.
-E você não quer ? Seguir em frente ? – Julieta me fitou por um momento.
-Você seguiria? Deixaria tudo pra traz? – Baixei a cabeça. Pois sabia qual era a minha resposta: “Não!”
-Ele ia querer que você fosse feliz.
-Não existe felicidade sem ele! – Julieta sussurrou. – Não se preocupe criança. Eu sei que ele está em algum lugar, — ela olhou para o céu novamente. – Sei que algum dia... ele virá. Não sei como. Mas sei que está cada dia mais próximo. – Jlieta sorriu, sinceramente, pela primeira vez.
Sequei algumas lágrimas com as costas da mão. E fiquei ali, parada, observando Julieta. Pensando na dor que ela sentia todo esse tempo.
Petrificada para sempre em seus dezessete anos.
Notas finais
Enfim, ainda não tibe tempo de responder todos os coments, mas li todos. Continuem comentando, essa é minha unica motivação!
Gente, esse foi o penúltimo cap da fic!!!!!! Passou muito rapido né?
no proximo: Casório!!!!!!!! eeeeee!!!!!!
Biejos amores *--*
Fale com o autor