Infinito - Snamione
24 O conselho de Dumbledore.
Notas iniciais
Cara, estamos á pouquíssimos capítulos do fim! Mais uns 4 ou 5 eu acho...
Entonces, acabou que eu não reescrevi o que eu pensava que reescreveria. É que tinha esquecido dessa parte aqui da fic, então o convite de Snape, fica para amanha. Esperem momentos derretiveis...
~LEIAM AS NOTAS FINAIS~
Boa leitura!
POV-Hermione.
Eu estava no meu apartamento, ou no que sobrara dele. Gina estava comigo, tentando me convencer á ficar. Mas eu já tinha me decidido.
–Tem certeza de que é isso que você quer Hermione? – Perguntou a ruiva antes de se sentar em minha cama. Eu estava jogando as roupas numa mala. Pelo menos o fogo não tinha destruído meu quarto.
–O que eu quero não importa.- Conjecturei.
–Claro que não importa, é só a sua vida não é?- Ela ficava irritante quando usava o sarcasmo.
–Tenho que pensar em Sophie.
–Com certeza, Sophie odiaria que você ficasse com Snape.
–Tenho que pensar em Martino.
–O Martino é uma boa pessoa Hermione, mas não é quem você ama. Nem você, nem ele são felizes com esse casamento! – Suspirei e me sentei ao lado dela.
–Já tomei minha decisão Gina.
–Quando você vai?
–Semana que vem. Vou fazer uma surpresa chegando lá sem avisar.
POV-Sophie.
Acho que a Grifinória nunca perdeu tantos pontos quanto naquele dia. Meu pai tirou pontos até mesmo dos Sonserinos e isso, com certeza, não era normal. Ele não estava bem, e eu tinha quase certeza de que minha mãe tinha culpa nisso. Ele não apareceu no salão principal para o almoço, então resolvi me juntar á ele.
–Sophie. – Ele disse ao abrir a porta com um sorriso tristonho.
–Papai. – Eu o cumprimentei e o abracei. Ele ainda não estava acostumado ao me ouvir chama-lo assim, sempre estremecia ao me ouvir dizer.
–Por que não esta no salão principal? – Ele perguntou com um levantar de sobrancelha.
–Vim almoçar com meu pai, não posso? De que adianta ter um pai professor se não posso ter algumas vantagens.? – Antes que ele objetasse, eu entrei nos seus aposentos. Ele nem ao menos tinha pedido a comida ainda. Ou talvez ele não fosse comer. Ele chamou um dos elfos e logo o almoço nos foi servido.
–Achou o Jubileu? – ele serviu meu prato.
–Aham. O senhor nunca vai acreditar em onde ele estava! – Ele arqueou a sobrancelha em questionamento. – Com a madame norra! Dá pra acreditar? O Filch ainda quis brigar comigo, dizendo que o Jubileu tinha corrompido a gata dele. – Meu pai sorriu sem graça.
–Como tem ido as aulas?
–Bem, menos poções. – Lancei um olhar significativo á ele. – Não sei se o senhor conhece o morcegão das masmorras? Ele costumava ser um bom mestre de poções, mas agora...
–Sophie...
–Pai, eu sei por que você está assim. É porque a minha mãe vai embora não é?
–Sophie, isso não é assunto para você querida.
–É sim! Você disse que á amava, que ia ficar com ela. O que aconteceu? – Ele suspirou de forma pesada e tomou um gole de suco de abobora antes de responder.
–As coisas mudaram Sophie, sua mãe já é feliz com outro homem. Não tem nada que eu possa fazer.
Pov-Snape.
–Como assim? Você lutou contra Voldemort! Se não fosse você, o tio Harry não teria conseguido se salvar. –A menina parou de falar para comer uma colher de rim. – Você é meu pai. – Continuou. – E o meu pai, não desiste! – Ela tinha tanta confiança em mim... Me inclinei sobre a pequena mesa para beijar-lhe a testa.
–Não estou desistido, Sophie. Mas a felicidade de sua mãe vem em primeiro lugar, e ela...
–Ela nunca vai ser feliz sem você. – Ela me disse com um sorriso. Eu lhe sorri de volta.
–Ah! Desculpem. – Ginevra entrou sem bater. Ou bateu e eu não ouvi. – É que a porta estava aberta então...
–Tia Gina! – Exclamou Sophie sorridente, levantando-se para abraçar a madrinha.
–Junte-se a nós para o almoço Gina.- Convidei.
–Claro.. – Com um aceno de varinha, mais um prato apareceu sobre a mesa. Sophie contou á madrinha tudo, sobre todas as aulas. Muitas garfadas depois, eu á lembrei que era hora da aula.
–Mas ainda falta meia hora.- Ela resmugou.
–E você tem que se preparar..
–É Sophie, você tem que arrumar o seu material e...
–Tá legal, tá legal. Vocês querem conversar á sós. Já entendi. – Então ela saiu batendo o pé.
–Ela se parece muito com você não acha? – Comentou Gina assim que Sophie bateu a porta.
–É. Mas não foi para falar sobre Sophie, que você veio aqui imagino.
–Não, não foi. Vim falar sobre a mãe dela. – A ruiva suspirou e se ajeitou na cadeira.
–Estou ouvindo.
–Severo, você sabe que ela vai embora?
–Sim, eu sei.
–E você vai deixar?
–O que você quer que eu faça? – Perguntei bufando. – Que a arraste até aqui e a mantenha prisioneira?
–É uma opção. – ela disse pensativa. – Olha, ela não quer ir embora.
–Não é o que parece.
–Severo, ela te ama. Ela só esta com medo.
–Medo de mim?
–Medo de que você a abandone.
–Merlin! Mas eu já disse que não vou abandona-la.
–É, só que você já disse isso antes. E ela acabou grávida e sozinha.
–Acredite, se tivesse um meio de voltar atrás...
–Mas não há!
–Não há. – Concordei.
–Você á ama mesmo? – Ela tinha os olhos grudados ao meus.
–Amo. – Eu disse simplesmente. – Mas eu não sei o que fazer para que ela acredite nesse amor.
–Bom, eu tive uma ideia...
–Vamos, diga.
–Lembra quando você dois dormiram juntos pela primeira vez... Depois você ficou fingindo que aquilo não conteceu...
–É. Pode se dizer, que isso não é uma coisa que se esqueça com facilidade.
–Então, lembra do que ela fez? Ela foi no seu quarto escondida, usando só uma camisola...
–Quer que eu use uma camisola? – Perguntei gritando. Gina revirou os olhos para mim.
–É, com certeza isso traria Hermione para você!
–Então diga logo mulher.
–Ela só vai embora daqui á alguns dias. Você pode ir até lá e sabe... Se é que você me entende...
–Quer que eu a seduza? Não acho que isso dará certo.
–Confie em mim.
–Não. Não é uma boa ideia. – Cruzei os braços. Outra noite de sexo não convenceria Hermione. Mas Gina estava convicta de que seria o suficiente.
–Hermione partirá em uma semana, na minha casa. E de lá, vai direto para Roma. Esteja lá em casa as oito horas. – Ela disse enquanto se levantava. – Se importa de usar algo mais colorido?
–Nem-pense-nisso.- Sibilei.
–Calma morcegão, vai valer á pena! – Ela piscou e se dirigiu á porta.- Não se atrase. – Gritou por cima do ombro antes de sair.
A tarde se arrastou para mim. Apesar de ter certeza de que oplano de Gina falharia miseravelmente, eu sabia que, talvez, essa fosse minha ultima chance de ver Hermione. Tinha que haver alguma maneira de provar que á amava. Mas como? Palavras era tudo o que podia dispor e isso não parecia ser suficiente para ela!
No meio da tarde, Dumbledore mandou me chamar em seu escritório. De forma que agora lá estava eu, largado na cadeira de frente ao velho diretor.
–Severo, meu garoto, o que aconteceu?
–Nada, Alvo.
–Ahh, e esse 'nada' se chamaria Hermione? – Ele me deu um meio sorriso e ajeitou os oclinhos de meia lua.
–Definitivamente, eu não quero ter essa conversa com você Dumbledore. – Eu disse em minha rispidez habitual.
–Devia levar meus concelhos em consideração, Severo. Eu sou muito mais esperto que você. –Bufei. -É claro que você sabe que Hermione é casada.
–Todo mundo sabe.
–Mas ela é casada com um trouxa. E me corrija se eu estiver errado, Severo, mas foi um casamento trouxa...
–Onde você quer chegar Alvo?
–Simples. – Ele pegou uma varinha de alcaçuz do pote de doces sobre á mesa. – Casamentos trouxa podem ser desfeitos.
–Nunca soube que você era tão perceptivo. – Eu disse sarcasticamente.
–Muito obrigado. – Ele disse sinceramente, como se eu o tivesse elogiado. Então começou a balançar a varinha de alcaçuz em minha direção enquanto falava. – Com a idade que tenho, muitas coisas simplesmente ficam claras para mim, mesmo sem me esforçar. Hermione não consegue confiar em você, não é? – Ele parou para morder um pedaço do doce. – Ela tem medo de que você á abandone uma segunda vez. – Eu assenti de má vontade. Dumbledore suspirou. – Quando eu era jovem, – isso faz muito tempo- Se você queria provar á uma moça que á amava... Você á pedia em casamento. Essa era a maior prova de amor...
–Quer que eu a peça em casamento? – Perguntei em tom baixo.
–Não. Você quer pedi-la em casamento. – Ele me sorriu com satisfação. – Ao contrario dos casamentos trouxas, os casamentos bruxos não podem ser desfeitos.
–Mas... Mas ela não aceitaria. – Recostei-me na cadeira de madeira, ligeiramente incomodado com a sugestão de Dumbledore. É claro, eu amo Hermione. Mas leva-la á matrimônio? Torna-la minha de maneira oficial? Isso seria quebrar uma antiga promessa feita á uma mulher de cabelos vermelhos. Eu tinha prometido á Lilian Evans que não me casaria com ninguém que não fosse ela. Jurei isso antes de... Bem, chama-la de sangue-ruim e estragar tudo. Mas quantas promessas minha Lily quebrou ao ficar com James Potter?
–Isso você só vai saber quando perguntar.- Ele deu outra mordida na varinha de alcaçuz. – Ela precisa de uma prova concreta de que você não vai deixa-la. Um casamento dissiparia qualquer duvida quanto á isso.
–Talvez você tenha razão. – Passado o choque inicial pela sugestão, uma ponta de esperança apareceu em mim. Por mais que não me imaginasse casando, essa parecia a coisa mais certa a ser feita. Afinal, Hermione é a mãe de minha filha e essa é a ordem natural das coisas, não? Estava na hora de Sophie ter uma família de verdade. Quem sabe até poderíamos aumentar a prole Snape. Praticando muito, é claro. A parte ruim era fazer cara de bobo em um altar, enquanto esperava por ela... Num vestido branco, linda, mostrando á todos que era minha. Isso com certeza vai dar o que falar. Mas primeiro ela tem que aceitar...
POV-Sophie.
Eu conversava animada com meus amigos pelos corredores de Hogwarts. Tínhamos aula de DCAT, junto com a Grifinória, e era pra lá que íamos. Nós costumávamos sentar na última cadeira em todas as aulas, menos nas de poções que era minha matéria favorita. Mas quando entramos na sala, um Grifano de cabelos platinados ocupava o meu lugar.
–Cai fora Malfoy! – Ordenei em tom grosseiro. Com força, joguei meu material sobre a mesa.
–Cheguei primeiro. – Ele disse tranquilo com um dar de ombros. Eu o evitava sempre, odiava seu jeito pretencioso, odiava quando ele jogava os cabelos loiros para o lado, odiava tudo nele.
–Você sabe que esse lugar é meu! – Vociferei.
–Não estou vendo seu nome aqui mestiça. – Ele cruzou os braços em desafio. Eu sentia os olhos de todos os outros alunos sobre nós dois. Num piscar de olhos, eu estava com a varinha em punho. Scorpius soltou uma sonora gargalhada.
–Nós dois sabemos que você não vai usar esse graveto. – Disse em desafio.
–Sai-do-meu-lugar-agora! – Cuspi as palavras.
–Vem me tirar. – Ele semicerrou os olhos para mim. Sempre me desafiando.
–Tudo bem. – Um sorriso angelical apareceu em meus lábios. –Levicorpus! – Ordenei. Todos riram quando Scorpius Malfoy foi içado no ar pelos tornozelos. Era difícil dizer se ele estava vermelho de vergonha, ou por que o sague tinha descido para sua cabeça. – Como é a vista dai sangue puro?
–Consegue ver algum zonzóbulo? – July perguntou séria.
–Me põe no chão! – Pediu. Os alunos animados com a confusão, nos rodeavam. Mas nenhum foi capaz de interferir.
–Sabe que você é até bonitinho de cabeça pra baixo? – Eu ria tanto que meus olhos ardiam.
–O que está acontecendo aqui? – O professor Lupin esbravejou na porta da sala. Todos se dispersaram para seus devidos lugares, exceto eu, e claro, Malfoy. –Sophie, coloque-o no chão agora! – O professor sibilou ás minhas costas.- Um sorriso malicioso atravessou meu rosto.
–Tudo bem! – Ergui a varinha até que os pés de Scorpius tocaram o teto, para então gritar: — Liberacorpus! – Mas meu divertimento foi brutalmente interrompido, uma vez que ele parou no ar pouco antes de atingir o solo. Provavelmente o professor Lupin tinha conjurado o ‘Aresto momentum’.
Ele pegou eu e o grifano pelo colarinho de nossas vestes, e nos levou para fora.
–O que foi isso? – Ele tinha uma expressão severa no rosto. Nós dois começamos a nos explicar ao mesmo tempo. – Silêncio. – Ele pediu. Mas nós não paramos de falar. –Silêncio! – Ele bradou outra vez. Mas nós não paramos mesmo assim. Logo nos exaltamos mais e começamos a trocar empurrões. O professor se colocou em nosso meio e nos segurou pelos ombros.
–Já chega! – Bufamos juntos, mas enfim, nos calamos.
–Cansei de dar detenções pra vocês dois, só porque não conseguem respirar o mesmo ar! Vou mandar uma coruja aos pais de vocês ainda hoje! – Pelo canto do olho, vi o Malfoy ficar tenso, mas eu continuei tranquila, até sorri em deboche. Afinal, meu pai não me castigaria por isso.- Acho que me expressei mal. Vou mandar uma coruja para o Sr. Draco Malfoy e outra para a Sra. Hermione Grager. – Enrijeci e arregalei os olhos para meu professor. Ele sorriu vitorioso ao ver minha reação. – Agora quero os dois dentro da sala!
–Você me paga Malfoy! – Sussurrei ao passar pelo garoto para entrar na sala.
Notas finais
Estava relendo a fic pela HPBF e me deparei com o tópico da continuação. (Na época que eu postei essa fic, quase três anos atras, ela tinha uma continuação) Eu já tinha decido não reescrever 'Vingança', mas relendo-a achei que ela tem um certo potencial. Vou postar um trecho pra vocês amanha, ai vocês me dizem se querem ou não ler. Por que dificilmente alguém que não leu 'Infinito' vai querer ler a continuação. Mas acho que mesmo que ninguém diga que quer ler, eu acho que vou reescrever, (e terminar, por que só tenho escrito uns três cap) nem que seja só pra mim. :)
No próximo... O convite para o jantar romantic!
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