Notas iniciais
Queridos, boa noite. Mais um capitulo fresquinho saindo!
Quero agradecer aos reviews lindos de vocês. *---* Obrigada (lll

Boa leitura!

POV-Hermione.

Os dias que se seguiram foram tranquilos.

Martino voltou de viajem e parecia ter esquecido por completo o incidente na cama. Ele me trouxe um presente, uma joia. Era uma corrente dourada, com um pingente de ouro todo cravejado em brilhantes. Mas o que se destacava na peça o formato do pingente. Era um “V”, a primeira letra de seu sobrenome. Era evidente que ele queria competir com o dimante encantado que Snape me dera.

Eu tinha me decidido á aceitar o convite de Dumblebore e trabalhar no castelo. E começaria a dar aulas no lugar de Megan, como substituta. A próxima lua cheia era daqui á três semanas, daria tempo de ajeitar as coisas na universidade, tive que pedir demissão de lá, e nem ao menos cumpri o aviso prévio. E também tinha os preparativos do casamento de Ron.

Martino não estava nada contente com a minha decisão de aceitar o emprego. Mas o salário era realmente tentador, e eu precisava começar a ganhar em galeões e não em dólares, agora que Sophie estava envolvida no mundo bruxo. Foi uma longa discussão, mas por fim, ele aceitou. Não que ele tivesse outra opção.


POV-Snape.

Eu e Sophie estávamos cada dia mais próximos. Principalmente agora que Minerva não nos seguia á toda hora. Eu mandava cartas á Hermione, para lhe informar dos assuntos que envolviam nossa filha. Ela me respondia de forma evasiva e sem deixar brechas para falarmos de outra coisa que não fosse Sophie.

O casamento do Weasley estava próximo, pelo menos ela seria meu par no evento. Era minha chance de fazer ela baixar a guarda.

Eu sabia que a tinha ferido no passado, sabia que seria preciso tempo para que ela me perdoasse e estava disposto a esperar. E claro, tinha o maridinho trouxa que ela arrumou. Mas ele não era um obstáculo muito grande, casamentos trouxas são resumidos á papeis e facilmente desfeitos.


POV-Hermione.

O tão esperado casamento finalmente chegou, e é claro, quase foi suspenso. Uma vez que Ron tinha desaparecido de maneira misteriosa na noite da despedida de solteiro. Faltava uma hora para cerimonia, e nada de Ron aparecer. Gina e eu, estávamos numa sala nos fundos da igreja consolando Caroline enquanto Harry procurava Ron. O casamento ocorreria numa linda catedral londrina e a festa no salão de um hotel ali perto.

A maquiagem da noiva já estava completamente borrada, quando Harry entrou ofegante na saleta para informar que tinha encontrado Ron e ele já estava na igreja.

Eu, Caroline e Lily, a filha mais nova de Harry, que era a daminha de honra, saímos pelas portas dos fundos e entramos no carro. Demos a volta no quarteirão para fingir que a noiva tinha acabado de chegar.

Eu fui a primeira a descer.

Parado em frente á porta da igreja, trajando um smoking preto, estava Severo Snape. Ao seu lado estava o casal de trouxas que seriam os padrinhos da noiva.

–POV-Snape.

Quando Hermione saiu do carro, meus olhos percorreram todos os mínimos detalhes da morena.

Ela usava um vestido vermelho colado ao corpo que descia suavemente até seus pés. Uma fenda que começava no meio da coxa esquerda, deixava á mostra sua perna quando ela caminhava. Dando um ar Sexy, sedutor. Ela tinha alisado um poucos os cachos de forma que virassem ondas suaves. Sobre seu colo repousava uma joia dourada em forma de “V”. Era o único defeito.

–Boa noite- Desejou-me timidamente ao se aproximar.

–Você está linda. – Eu disse num meio sorriso.


A marcha nupcial começou a tocar e o casal de trouxas entrou em nossa frente. Eu ofereci o braço para ela e então entramos na catedral.

–POV-Hermione.

O tapete vermelho parecia não ter fim, e eu não queria que tivesse. Uma vez no altar, ficamos lado á lado, de braços ainda dados. Tive que me lembrar que era importante respirar algumas vezes. Na metade da cerimonia, eu percebi que Martino nos fitava furioso, então rapidamente tirei meu braço de Sanpe. Ele percebeu pra onde eu olhara e rolou os olhos para mim antes de segurar minha mão e entrelaçar nossos dedos com firmeza. Senti meu coração bater forte, até doía.

A cerimonia demorou mais do que deveria, e quando acabou, Ron e Caroline saíram seguidos pelos padrinhos.

Eu e Snape ainda tínhamos os dedos entrelaçados. Quando estávamos na metade do corredor, Martino puxou meu braço, mas Snape não soltou minha mão.

Os dois se encaram por um longo momento, um tentando intimidar o outro. Eu olhava para os dois sem saber o que dizer. Uma fila de pessoas começou a se formar atrás de nós. Por fim eu puxei a minha mão para que Snape á soltasse e sai da igreja com Martino.

POV-Snape.

Eu já tinha decidido não ir á tal festa, mas de repente a ideia me pareceu bastante interessante.

O salão era muito grande e bem iluminado, tinha um palco no fundo, onde a banda trouxa londrina, que se intitulava Mcfly , tocava. As mesas eram redondas e estavam dispostas aleatoriamente ao redor do salão, deixando um grande espaço no meio que era a pista de dança. Draco estava lá, então me sentei na companhia dele e de Pansy. Depois de um jantar surpreendentemente bom, os noivos foram convidados á primeira dança.

Eles se moviam graciosamente, o que era surpreendente para o Weasley, ao som de uma musica melosa. Eu conversava com Draco, sobre a descoberta de uma nova poção quando minha menina se aproximou com seu vestido branco.

–Professor! – Ela me cumprimentou sorridente.

–Sophie. – Eu lhe sorri. –Estes são Pansy e Draco Malfoy. – Draco lhe deu um leve aceno de cabeça e Pansy um sorriso amarelo.

POV-Sophie.


Eu gostava do professor Snape, e gostei de vê-lo ao lado de minha mãe no altar. Não é como se eu não gostasse do Martino, é só que, bem, Snape era mais parecido comigo do que ele.

Então eu resolvi usar todo meu poder sonserino esta noite. Martino tinha acabado de tirar minha mãe pra dançar e eu tive uma ideia.

–Professor, dança comigo?

–Não acho que seja uma boa ideia Sophie. –

–Por favor? -Eu fiz beicinho e lhe dei um olhar suplicante. Ele arqueou a sobrancelha e cedeu ao meu pedido. O arrastei até o meio do salão, tocavam “Falling in love” e todos dançavam animados. O professor Snape me ergueu e me colocou sobre seus pés. Eu ria enquanto ele me rodopiava. Alguns pescoços se viraram para nos encarar, uma mulher chegou a cair. Quando a musica estava acabando eu o fiz girar até minha mãe e Martino. O professor me olhava sem entender.

–Dança comigo Martino? – Eu perguntei sorrindo ao meu padrasto. Ele largou a cintura de minha mãe, mas quando viu que o professor Snape estava comigo voltou a agarra-la.

–Acho melhor não Sophie. – Ele disse encarando Snape.

–Por favor. – Eu pedi em tom choroso.

–Martino... – Minha mãe tirou as mãos do pescoço do marido. Ele assentiu com um aceno de cabeça e deu um beijo exagerado em minha mãe antes de me estender a mão. Eu dei uma piscadela ao professor e arrastei Martino para o outro lado do salão.

–POV-Snape.

Sophie era a filha dos meus sonhos! Ela armou tudo pra que eu ficasse perto da mãe dela, a danada. Eu teria que lhe agradecer mais tarde.

Hermione me encarava sem reação.

–Vou comer alguma coisa. – Ela disse rápido e se virou. Mas eu segurei seu braço, de forma que ela estava de costas para mim, me inclinei e sussurrei em seu ouvido:

–Dance comigo. – No palco a banda anunciou que tocaria uma musica chamada “The heart never lies”. Fiz com que Hermione se virasse e coloquei com gentileza os braços dela em torno do meu pescoço. Depois, escorreguei minhas mãos para sua cintura, fazendo nossos corpos se colarem. Merlin, como era bom tê-la em meus braços. Então com as primeiras notas da musica, começamos a dançar. Nos olhávamos nos olhos e posso afirmar que os dela mostravam tanto desejo quanto os meus. Ela parecia ligeiramente tonta e branca. –Respire Granger. – Eu lhe lembrei. Ela deu um longo suspiro.

POV-Hermione.

Eu sabia que tinha que pensar direito, colocar a cabeça em ordem. Meu marido estava por perto, e um monte gente estava em nossa volta, eu não podia perder a cabeça. Ainda assim, eu o desejava. Umedeci os lábios enquanto fitava a boca de Severo. Num ato meio inconsciente, eu tirei minha mão do seu pescoço e tracejei a linha de seus lábios com o polegar.

Nossos rostos foram se aproximando lentamente, nossas bocas se atraindo como imãs. Minhas mãos estavam suando e meu coração galopava desgovernado. Era como se estivéssemos de volta á adolescência e prestes a dar o primeiro beijo.

Alguém estava vendo aquilo? Eu espero que não. Mas não tinha coragem de abrir os olhos e verificar.

Eu estava quase sentindo o hálito dele em minha boca, quando a musica acabou e um rompante de aplausos me chamou para a realidade.

–Eu não posso. – Sussurrei e sai correndo.

Eu sai por uma das portas laterais do salão e me vi num corredor enorme. Ouvi passos apressados e não precisei me virar para saber que Snape estava atrás de mim. As lagrimas embaçavam minha visão, abri a primeira porta que encontrei destrancada. Me vi dentro de um escritório bem arrumado, percebi imediatamente que não deveria estar ali. Mas eu não me importava. Me apoiei na mesa ficando de costas para a porta aberta.

–POV-Snape.

Andei silenciosamente até ela e pousei a mão com delicadeza em seu ombro.

–Hermione... – Pronunciei seu primeiro nome num sussurro. Mas ela não amoleceu. Virou-se e me empurrou.

–Não encoste em mim! – Ela sibilou enquanto secava as lagrimas. –Por que Snape? Por que está fazendo isso comigo? Quer se divertir com a sangue-ruim de novo?

–Hermione, eu nunca devia ter dito isso, eu... – Tentei me aproximar, mas ela se esquivou para o lado.

–Não se aproxime.

–Merlin! Hermione entenda, eu nunca quis dizer aquilo.

–O que foi? A Megan não está mais satisfazendo os teus desejos? – Porque eu tinha que inventar uma coisa dessas? Idiota!

–Eu nunca tive nada com a Megan. – Tentei reunir toda minha sinceridade na voz. Ela riu sombriamente.

–Eu estava lá Snape! Eu vi! Você...- Ela gritava.

–Eu menti! Eu... Eu queria que você fosse feliz, entende? – Gritei exasperado.

–Não!- Eu me aproximei e ela recuou até que suas costas se chocaram contra a parede fria. Estiquei meus braços, colocando um de cada lado de sua cabeça, prendendo-a entre mim e a parede. Ela não falou nada, apenas me olhou e eu percebi que ela estava em um conflito interno. Uma lagrima escapou pela face pálida.

POV-Hermione.

–Diga. Diga que não sente nada por mim e eu vou embora. – Ele disse baixinho com o rosto á centímetros do meu, eu pude sentir o cheiro de seu hálito. Percebi que estava com água na boca. Fiquei muda. Eu queria falar, queria gritar que o odiava. Mas se eu abrisse a boca não resistiria, teria que beija-lo. Os olhos de Snape baixaram para meu colar, o “V” de Vignoli brilhando na meia luz. Ele fez o contorno da letra com o dedo indicador.

–Você o ama?- Ele perguntou olhando nos meus olhos. Outra vez não consegui falar.

Ele deu um meio sorriso pro meu silêncio. Então, muito, muito devagar, ele aproximou o rosto. A mão que passeava pelo colar, agora estava espalmada entre meus seios para sentir meu coração acelerado. Será que ele o sentiu parar de bater e depois voltar a bater rápido demais? Umedeci os lábios involuntariamente. Ele entendeu como um convite, e roçou seus lábios nos meus antes de pressiona-los.

Não deu pra aguentar. Entreabri os lábios para dar passagem a língua quente dele. E então nada mais fazia sentido, só ele. Joguei meus braços em torno de seu pescoço e ele me comprimia contra seu corpo firme. Com uma mão eu puxava-lhe os cabelos, e a outra deslizava pelas costas largas.

Com habilidade ele colocou a mão por dentro da fenda do meu vestido e apertou minha coxa. Que pegada ele tem! Merlin! Ergui a perna na altura da cintura dele e ele a segurou ali.

–POV-Snape.

Ela gemia na minha boca enquanto eu a apertava com vontade. Meu membro pulsava dentro da calça enquanto eu o esfregava em Hermione. Ela me empurrou de repente, pensei que iria fugir de novo. Mas não. Ela me puxou em direção á mesa e jogou tudo que estava sobre ela no chão antes de se sentar sobre ela com as pernas abertas de forma convidativa. Eu lhe sorri e me encaixei entre suas coxas. Tomei seus lábios para mim, cheio de desejo e saudade. Eu não aguentava mais, precisava tê-la. Precisava penetra-la. E tinha que ser agora.

Mas quando eu comecei a puxar o zíper do vestido dela, que ficava nas costas, fomos interrompidos.

–Hermione? – Ginevra Weasley Potter nos olhava em choque. Hermione me empurrou abruptamente, e então outra vez, saiu correndo. Dessa vez não a segui. Pensei ter visto Ginevra rindo antes de sair atrás de Hermione.

Aquela ruiva intrometida! Por que tinha que aparecer justo agora? Infernos! Hermione estava tão entregue, cheia de desejo... Droga.

Foi impossível não sorrir quando voltei ao salão. Vi Sophie torturando o trouxa, ela o arrastava de um lado para outro. Me aproximei, e quando ela me viu, correu para meus braços.

.

POV-Hermione.

–... Mas se ele acha que vou cair nessa de novo...- Eu falava para Gina, no banheiro.

–É claro que não vai- Ela disse cheia de sarcasmo. – Você só estava daquele jeito em cima da mesa porque...

–Ele me agarrou Gina!- Menti.

–Aham, sei. Escute Mione, eu sou sua melhor amiga, tudo o que eu quero é que você seja feliz! Escolha seu caminho, escolha a vida que você quer e lute por ela! Se é com o Martino ou com o Snape, não importa! O que importa é a tua felicidade.

–Eu já sou feliz, com o Martino, eu amo ele.

–Não minta para si mesma Hermione.- Suspirei. Ela estava certa.

–Eu odeio admitir , mas você tem razão. – Respirei fundo e disse em voz alta o que eu vivia negando. – Eu o amo. Sempre amei. E sinto falta dele, muita. Mas, não posso esquecer o que ele me fez. Acho que é tarde pra nós dois.

Notas finais
Ginaaaa! Isso é hora de chegar? hahahahaha como eu sou má!
Alguém mais ai gosta de McFly? *----*
Me digam o que acharam! Bj,bj.