Infinito - Snamione

9 Culpa do Errol !


Notas iniciais
Boa noite gentem!! Primeiro eu quero agradecer os reviews lindos ;* E uma agradecimento especial á Natallya Lopes que recomendou a fic lindamente!! Obrigada querida!
Espero que gostem do capitulo, bjs e boa leitura!

Agosto de 2010.


Chovia em Hogmeade. Meus passos chapinhavam a poças d’água., eu estava em frente aos portões de Hogwarts. Ela ainda me encantava como na primeira vez que eu a vi. Eu sentia falta da escola principalmente da biblioteca. Eu puxei o capuz de modo que meu rosto não aparecesse e atravessei as portas de carvalho. Não parei para verificar se alguém estava me vendo, tinha medo de que fosse Snape. Com um aceno de varinha eu sequei minhas roupas e não parei de andar até chegar ao escritório de Minerva.

–Está aberta. – Ela gritou quando eu bati na porta.

–Hermione, querida, que bom ver você! – Com a ida de Sophie para Hogwarts eu me sentia impotente. Como iria protegê-la quando ela estivesse longe de mim? Foi ai que pensei em contar meu segredo para mais uma pessoa. Minerva.

–É bom ver você também Minerva.

–Vamos sente-se, sente-se. – Eu me sentei e ela contornou a escrivaninha para se sentar também. — Fiquei um pouco preocupada com a sua carta. Você disse que precisava muito da minha ajuda...

–E preciso.

–Ficarei feliz em ajuda-la certamente. Pode falar minha querida. – Pigarreei.

–Sophie. Ela vem á Hogwarts no mês que vem, como a senhora bem sabe. – Ela assentiu com um leve aceno de cabeça, me incentivando a continuar.

–Minerva, preciso que cuide dela pra mim.

–Querida eu entendo. Você é mãe de primeira viajem, mas não há motivos para se preocupar. Ela ficara bem no castelo.

–Não, você não entende.- Suspirei. – O que eu vou te contar não pode sair daqui, sim?

–Claro.

–O pai de Sophie não a quis. – Minha voz baixou uma oitava. – E eu tenho medo que ele faça alguma coisa contra ela agora que estarão tão próximos.

–Mas como vão ficar próximos se ela estará aqui? – Eu não consegui olhar nos olhos dela pra contar o resto.

–O pai da minha filha é Severo Snape. – Eu esperei que ela falasse algo, mas ela estava em choque. – Ele não a quis, mas agora ela vira para Hogwarts! Eu tenho medo que ele faça algo contra minha menina. Eu queria poder estar aqui, mas isso..

–Você disse que Snape é o pai?- Ela estava indignada. Eu balancei a cabeça positivamente.

–MERLIN! ELE A VIOLENTOU!- Minerva cobriu a boca para conter o espanto.

–Não! Não!- Eu pisquei algumas vezes. Era essa a conclusão que as pessoas teriam quando soubessem? – Não. Ele e eu tivemos um breve... relacionamento no meu último ano de escola.

–Merlin, Hermione eu... – Ela parecia tão chocada... Qual é? Eu e ele éramos um homem e uma mulher adultos, não era nada de outro mundo que nós tivéssemos nos envolvido. Eu a interrompi.

–Minerva, nin-guem pode saber disso! E ele também não pode saber que você sabe!

–Mas eu preciso falar com ele! Ele tem que assumir essa criança Hermione!

–Não! – Eu disse em um tom que não deixava abertura para argumentos. – Só fique de olho nela por mim, está bem? Você é única pessoa á quem eu posso pedir isso, eu confio em você.

–Mas...

–Prometa!

–Tudo bem, eu prometo.

.......


Faltavam duas semanas para que minha filha fosse para o castelo. Ela já tinha lido todos os livros da lista. Sophie tinha fome por livros. Era uma menina muito doce também. Acho que tinha puxado isso de mim.

Mas ela tinha sempre uma resposta afiada na ponta da língua e uma facilidade enorme com poções. Sempre que eu preparava alguma coisa em casa, ela me ajudava e se saia muito bem diante de um caldeirão. Tinha puxado isso do pai. Na verdade ela tinha muito de Snape. Os cabelos eram lisos negros e tendiam a ficar oleosos mais rápido que um cabelo normal. Os olhos eram negros e profundos, como os de Snape, a os lábios eram finos. E tenho que admitir, algumas das suas atitudes eram um tanto quanto.... Sonserinas.

–Mãe? – Ela me chamou. Estávamos jantando sozinhas. Martino tinha ido fotografar um casamento e só chegaria de madrugada.

–Sim.

–Eu vou para Hogwarts daqui á alguns dias.- Ela estava cautelosa, brincando com a comida e evitando me olhar. Eu já sabia o que ela tinha pra dizer.

–Eu sei.

–Eu estou grande sabe? Sou madura.

–Não comece Sophie. – Supliquei.

–Mas eu preciso mãe. Preciso saber quem é meu pai!- Ela disse firme.

–Sophie!

–Mãe, por favor. Só o nome, eu.... – Desde que aprendeu a falar ela sempre pergunta a mesma coisa quase toda semana.

–Nathaly, já chega disso. Você sabe que eu não posso te contar!

–Mãe! Você sempre diz que vai me contar um dia. Mas você nunca conta! – Os olhinhos negros me olhavam tão desapontados que doía em mim.

–Eu queria, mas eu não posso!

–Não pode? Ou não sabe?

–O que você disse mocinha?

–Eu acho que você não sabe quem é meu pai! – Ela jogou a acusação em cima de mim e saiu correndo pro quarto. Eu fiquei sem reação. O que se fazia nessa hora? Brigava com ela por ela achar que a mãe não presta, ou lhe pegava no colo e dizia que tudo ia ficar bem? Aaaaargh! Como é difícil!

– Sophie Nathaly Granger, abra essa porta agora! –Eu gritei para a porta fechada. Ela demorou um pouco mas abriu.



Quando entrei ela estava sentada na cama, abraçava os joelhos e chorava. A cena me desarmou. Eu não podia brigar com ela. Como eu diria a minha pequena que ela nunca poderia conhecer o pai? Que ele não á queria?

–meu amor, eu queria tanto poder te contar. Mas não posso. – Eu disse enquanto me sentava perto dela. – E é claro que eu sei quem ele é.

–Desculpe-me mãe. – Ela levantou a cabeça para me olhar. Enxuguei uma lagrima dela com o polegar.- É que eu queria tanto saber.

–Eu sei querida, eu sei. Quando chegar a hora você saberá. – Eu engoli em seco. Nunca poderei contar á ela. Nunca! Pobre Sophie, espero que algum dia ela tire essa história da cabeça, que ela não queira mais saber quem é o pai dela. Ela se remexeu na cama e eu vi algo brilhar onde ela estava sentada. Eu conhecia o brilho daquela corrente.

–Você mexeu nas minhas coisas de novo? – Ela pegou a corrente de prata nas mãos e se sentou no meu colo. Era praticamente uma rotina isso de pegar essa corrente escondida. Desde que ela descobriu que tinha sido um presente do pai dela para mim, sempre tentava rouba-la. Não importava onde eu á escondesse, ela sempre achava.

–Você não usa. – Ela se justificou.

–Não quer dizer que eu não goste dela. – Ela me entregou a corrente. O coração encantado pulsou entre meus dedos me trazendo lembranças.

–Me conte como ganhou ele? Não precisa dizer nomes, só como ganhou. – Suspirei.

–Era natal. Seu pai tinha ido me visitar, ele disse que.. Enquanto eu tivesse esse coração, o dele também estaria comigo. – Minha voz falhou com a lembrança.

Um sorriso brincou nos lábios de Sophie. Satisfeita por saber algo sobre o pai.

Como eu queria que as coisas fossem diferentes.

-----

Onze anos atrás.... (POV Megan)

Estávamos sentados na mesa para o café da manha. Snape ao meu lado em seu habitual mal humor. Argh! Como esse homem me tira do sério! Ele mal me olha na cara desde que a maldita Granger foi embora. Mas isso mudaria um dia, eu tenho certeza. Sempre tive tudo o que eu queria, e agora, eu queria Severo Snape! O correio matinal chegou fazendo um barulho dos infernos. Uma coruja velha e destrambelhada pousou em cima do meu prato. Eu a mataria na frente de todos, mas reparei que a carta que ela trazia era destinada á Snape.

“Professor Snape

Sei que deve estar achando estranho receber uma carta minha. Mas se eu não te escrevesse me arrependeria o resto de minha vida. Hermione vai me matar quando descobrir que estou fazendo isso, mas preciso da sua ajuda.

Depois da briga que vocês tiveram, Hermione descobriu que estava esperando um filho seu. Tentei convence-la mais de uma vez á procura-lo, mas ela é orgulhosa demais pra isso. O senhor sabe como Hermione pode ser teimosa às vezes. O fato é que a menina nasceu e Hermione quer ir embora do pais! Sozinha! Preciso que me ajude a convencê-la a ficar. Aguardo sua resposta o mais rápido possível! Ela pretende partir essa semana.

G.W.P.”

Morgana! Isso não podia ter acontecido! A Granger teve um bastardinho? Eca que nojo. Bom, Merlin estava ao meu lado ao que parece. Eu rabisquei uma carta em nome de Snape, dizendo que não queria a bastardinha e entreguei a coruja idiota que saiu voando feliz. Não pude deixar de sorrir em pensar a reação da Granger quando lesse. Severo se derreteria por essa maldita criança se soubesse, ele amava a idiota, no momento em que soubesse que ela tinha uma filha dele sairia correndo para impedi-la de partir. Mas graças á mim, ele nunca saberia. Hermione Granger iria embora e nós dois poderíamos ficar juntos afinal. Ai, ai, você é brilhante Megan. Brilhante!

Notas finais
É, Errol entregou a carta pra pessoa errada e Megan se aproveitou da situação. Víbora! No próximo capitulo, o primeiro contato pai e filha e quem sabe Hermione e Severo se encontrem depois de tantos anos! Talvez...
Comentem.Favoritem. Recomendem. Eu agradeço. *---* Bj bj bj.